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Livro de autoajuda - Mulher abraçando a si mesma em sinal de cuidado próprio

Livro de Autoajuda: 7 dicas para escrever um conteúdo relevante

Escrever um livro de autoajuda é algo delicado, pois se trata de um gênero literário que lida com a vida emocional das pessoas.

Ninguém compra um livro na intenção de criar mais dúvidas ao invés de solucioná-las, e autoajuda é sobre isso: auxiliar na resolução de problemas emocionais.

No entanto, há milhares (e se considerarmos a literatura mundial), ou milhões de obras com temas relacionados à saúde mental e superação emocional.

Em Março de 2022, por exemplo, já havia mais de 70.000 títulos de livros publicados com temas relacionados à autoajuda.

Diante dessa realidade de volume de obras, como escrever sobre algo, obtendo destaque e entregando um conteúdo de valor ao leitor?

Decidimos abordar aqui as melhores dicas para que você extraia o melhor da sua escrita a fim de entregar ao público final uma obra que realmente se torne relevante para sua experiência.

Índice do Artigo

O que é livro de autoajuda?

Livro de autoajuda é uma obra não fictícia centrada em resolução de problemas  ou obstáculos emocionais.

Um livro de autoajuda tem a finalidade de ajudar o leitor a encontrar respostas para suas questões mais subjetivas, ou até mesmo ajudá-lo a contornar situações a partir de uma outra perspectiva que não a sua própria.

Quais os tipos de livros de autoajuda?

Dificilmente os livros de autoajuda virão com uma classificação específica, porém como em sua essência a autoajuda oferece uma forma de autossuperação de problemas, você vai poder encontrar os livros divididos em:

  • Finanças: Superação de crises financeiras
  • Relacionamento: Conteúdo sobre problemas com relacionamentos (marido/mulher, pais e filhos, família em geral)
  • Saúde: Saúde mental e autoestima
  • Carreira: Mudança de Mindset (muito utilizado por escritores do ramo de carreira)
  • Emocional: Superação de traumas, perdas e  outros fatos marcantes da vida
  • Espiritualidade: Obras que ensinam caminhos e técnicas para se buscar a Deus ou outras divindades)

 

Qual o tema central de um livro de autoajuda?

Independente do tipo de autoajuda, conforme mencionado na seção anterior, as obras do gênero autoajuda possuem algo em comum: a resolução de problemas a partir de recursos próprios.

Como o próprio nome já diz, auto (si mesmo), a intenção é munir o leitor de ferramentas e técnicas motivacionais que ajudem-no a despertar em si mesmo a iniciativa de buscar mudanças.

Com isso podemos dizer que toda obra de autoajuda está ligada a um ou mais problemas de ordem emocional (psicológica).

Quem pode escrever um livro de autoajuda?

Por se tratar de temas ligados à psique humana, muitos podem pensar ou quem sabe até alegar que somente profissionais da área de psicologia têm autoridade para escrever sobre temas ligados às emoções.

Qualquer pessoa com a intenção de auxiliar o público leitor com um conteúdo de superação emocional pode escrever um livro de autoajuda.

Contudo é  altamente necessário diferenciar aqui dois conceitos sobre a diferença entre livro de estudos de  psicologia de um livro de autoajuda.

Para isso, criamos a seguinte seção.

Qual a diferença entre livros de autoajuda e livros de psicologia?

Livros de psicologia são publicações de estudos onde o autor faz uso de abordagens formais, experimentos, estatística e fundamentação teórica embasada em autores consagrados no meio científico.

Para este domínio,  se faz necessário sim ser um profissional do ramo da psicologia, afinal, assim como você não gostaria de ler um livro sobre endocrinologia escrito por uma pessoa sem formação na área médica, da mesma forma a credibilidade de um estudo de psicologia poderia ser colocado em cheque caso o autor não tivesse vivência acadêmica na área.

Por outro lado, a autoajuda não se vale de experimentos científicos, comprovações de teses, estatísticas ou dados epistemológicos, mas sim apenas dá voz às experiências vividas pelo autor ao longo de sua existência.

Essas experiências vividas pelo autor são compiladas em um livro com a intenção de ajudar pessoas que passaram ou passam pela mesma situação e buscam formas de superá-las.

Dessa forma, qualquer pessoa que tenha uma experiência de superação pode ser uma fonte riquíssima de conteúdos para uma obra de autoajuda, onde sua história irá virar um ponto de referência aos leitores.

Quais erros não se deve cometer ao escrever um livro de autoajuda?

Uma das maiores recompensas para um autor de autoajuda é saber que as pessoas têm prazer em recomendar seus livros umas para as outras pelo fato de o conteúdo ser de fato útil para a resolução de um problema emocional.

Mas o que exatamente faz com que um leitor se aproprie de uma superação e recomende para outros?

Confira esses erros e como não cometê-los em seu livro de autoajuda.

Não se esqueça de registrar o desfecho dos conflitos que você descrever

Você não pode compartilhar sua história, sua visão ou suas experiências sem abordar o desfecho, ou seja, o modo como você superou os obstáculos que você descreve no livro.

Quando você deixa de apresentar um conteúdo de solução, você deixa o leitor à margem da interpretação, ou pior, gera ainda mais dúvidas capazes de agravar o sentimento de frustração vivido pela pessoa que consome a sua obra.

É bem provável que uma obra assim não seja recomendada ou passada adiante, pois terá um caráter incompleto.

Não tente resolver todos os problemas da vida em uma mesma obra

É possível que você detenha um conteúdo capaz responder grandes questões da vida, contudo, dada a complexidade do ser humano e suas milhares de questões existenciais, não é possível sanar todos os problemas.

Transformar seu livro em um guia para resolver tudo pode deixar sua obra cansativa, e rasa (superficial) em alguns conceitos.

O ideal é definir um tema para sua abordagem de superação e assim conversar especificamente com um público que partilha daquela mesma dor específica.

A exemplo disso, você pode encontrar livros que falam somente de superação da morte de filhos ou a como enfrentar um divórcio, ou seja, temas que falam com públicos limitados.

Livro não é promessa: Não cause expectativas de uma transformação definitiva

Este é um grande cuidado que você deve tomar, sobretudo na hora de fazer o marketing do seu livro.

É importante lembrar que um livro de autoajuda tem o objetivo de oferecer meios para a superação de problemas, e não a “receita definitiva” para o sucesso.

Ao prometer algo muito ligado à soluções definitivas, você corre o risco de gerar expectativas que poderão não ser supridas.

Muitas vezes, a forma como você enfrentou seus problemas não se aplica ao modo de vida de outras pessoas, por isso, sua vida até pode ser uma referência a ser admirada, mas nunca um guia passo a passo de como se deve viver.

Como escrever um livro de autoajuda

Agora que já abordamos os erros que não se pode cometer ao escrever um livro de autoajuda, vamos falar sobre pontos que você não pode deixar de observar ao planejar sua obra.

Vamos então ao conteúdo de dicas que preparamos para autores de autoajuda.

Escolha um tema para direcionar sua escrita

Abordamos anteriormente os tipos de livro de autoajuda. O ideal é você estabelecer um tema dentro de um tipo específico, e a partir deste tema central, criar subtemas.

Fugir do assunto pode confundir o leitor e também dar um aspecto de desestruturação do seu livro, por exemplo, começar falando sobre superação da crise financeira e prosseguir a obra relatando sobre como vencer um divórcio complicado.

Ao escolher um tema, naturalmente você já vai direcionar sua escrita a um público específico, bem como facilitará a escolha das experiências que você vai relatar.

Você é a matéria-prima principal do seu livro

O conteúdo mais genuíno e original para um livro de autoajuda é a sua própria história de vida.

Os eventos que você passou, obstáculos que você contornou ou superou são os pontos mais fortes a serem ressaltados em seu livro.

Muitas vezes, só o fato de você compartilhar com detalhes as suas experiências vividas já é suficiente para que o leitor se identifique com sua história e assim encontre pontos de superação para se inspirar.

90% das experiências relatadas em um livro de autoajuda devem ser dos próprios autores

Há muitas obras nas quais os autores relatam superações de outras pessoas. Isso não é errado e muito menos deve ser “criminalizado”.

Contudo, como autor, você deve dosar a quantidade de experiências que você relata para que seu livro não acabe sendo um compilado de histórias de outras pessoas.

Quando você se baseia somente em situações vividas por outros, você perde a credibilidade diante do autor, pois quem lê, espera que o autor no mínimo entende integralmente a dor que está sendo abordada.

Falar sobre si mesmo trará ao seu livro mais credibilidade e propriedade diante dos seus leitores.

Conheça o seu público e veja qual tipo de livro de autoajuda eles precisam

Se você for escrever sobre mudança de mindset nos negócios, superação da perda dos pais ou como viver depois de um coma, é necessário ter em mente o que as pessoas estão perguntando sobre este tema.

Essas perguntas devem ser respondidas em seu livro.

A melhor forma para você conhecer o público leitor é participando de fóruns, discussões em redes sociais dos temas pertinentes ao seu livro, ou até mesmo propondo nas mídias um questionário onde você indaga o público sobre o tema que você deseja escrever.

As mais variadas perguntas vão servir como matéria-prima para que você saiba quais tipos de respostas as pessoas mais procuram na atualidade.

Uma outra forma de planejar aquilo que você pretende escrever é analisando obras de autores que escreveram conteúdos similares ao seu. 

Lembrando que essa é uma prática para que você entenda a estrutura de escrita de outros autores, e não para se apropriar de seus temas.

Detalhes são bem-vindos em livros de autoajuda

Seja detalhista na forma de explorar os sentimentos que você expressa no livro. 

Ao invés de apenas contar casos que você viveu, procure detalhar o que você pensou e sentiu em cada um desses casos.

Quais medos e reações você teve, quais impulsos você reprimiu ou expressou, quais angústias você teve enquanto vivia tal fato.

Quanto mais detalhes você der, mais será fácil de o leitor se identificar com a forma como você superou suas barreiras.

Escreva seu livro de autoajuda em forma de autobiografia

Uma ótima opção para quem quer escrever um livro de autoajuda mas não sabe por onde começar é a partir de uma escrita autobiográfica.

Através de uma autobiografia, você pode contar detalhes de sua vida em ordem cronológica e a partir disso descrever seus casos de superação.

Como já mencionamos anteriormente, nada melhor do que sua própria história de vida como matéria-prima para que você produza um conteúdo original.

Através da forma como você conta sua história de vida, você vai conseguir com que as pessoas se enxerguem em sua história , se identificando com ela.

É importante lembrar que essa é apenas uma sugestão para quem não sabe como começar.

Cada autor terá sua própria forma de escrever seu livro, e nem sempre isso está ligado a uma escrita autobiográfica.

Trabalhe duro em sua capa e sinopse

Escrever um livro de autoajuda, ou qualquer livro, exige muito esforço do autor.

São horas dedicadas à escrita, renúncias de momentos de lazer e descanso, sem falar em todas as questões financeiras envolvidas na estruturação e publicação do livro.

Imagine passar por tudo isso e errar na hora de desenvolver a capa e a sinopse. É o mesmo que tentar vender um carro com ótimo motor, porém sem a lataria externa.

Um livro sem técnicas editoriais para o elaboração de Título, subtítulo, aspectos visuais da capa, e sem uma sinopse eficiente pode prejudicar a sua distribuição, seja ela física ou online.

Em um mundo repleto de obras de autoajuda, publicar um livro sobre “como ser feliz” ou sobre “como lidar com a tristeza” não é uma atitude inteligente.

Você precisa ir muito além dos clichês,  por isso sempre recomendamos confiar em uma Editora experiente e que domine as técnicas editoriais para que seu livro tenha sucesso.

Se você quer saber como planejar uma capa de livro, ou como escrever uma sinopse bem estruturada, clique nesses conteúdos criados pela Editora Viseu.

Um resumo sobre escrever um livro de autoajuda

O propósito deste conteúdo foi munir você de ferramentas capazes de aperfeiçoar o planejamento do seu livro de autoajuda.

Acima de tudo, um livro deste gênero tem sucesso quando seu conteúdo parte de um objetivo genuíno de auxiliar as outras pessoas em suas superações diárias.

Em um mercado editorial tão competitivo onde milhares de obras têm sido publicadas dentro do gênero autoajuda, é necessário se valer de técnicas estruturais para um livro eficiente e que seja bem aceito pelo público-alvo.

Recomendamos a originalidade do autor a partir de suas próprias vivências, por nada melhor do que nossas próprias superações como fontes de inspiração para aqueles que enfrentam situações semelhantes.

Acima de tudo, além do trabalho de escrever e caprichar nos detalhes para conquistar o público, jogamos luz sobre um fato urgente que é a própria publicação da obra.

Empregar tanto trabalho e depois pecar na hora da publicação pode ser frustrante ao autor, por isso recomendamos um olhar atento sobre qual a editora ideal para publicar livro de autoajuda.

E você? O que leva em consideração quando lê uma obra de autoajuda? Quais aspectos fazem você recomendar a obra de um autor? Comente sua resposta!

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