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na retrospectiva do mercado editorial veja 10 fatos que marcaram 2023

Retrospectiva do mercado editorial 2023: confira 10 fatos que marcaram o ano

O ano de 2023 foi marcado por uma série de acontecimentos e fatos que trouxeram mudanças profundas no mercado editorial brasileiro e mundial. A principal delas foi o impacto da Inteligência Artificial no universo da publicação do livro, provocando discussões de toda ordem.

Outros fatos também chamaram nossa atenção para o noticiário especializado em livros, como a falência da Editora Saraiva, a chegada de um autor indígena à Academia Brasileira de Letras e muito mais. 

Que tal então relembrar as notícias do mundo editorial que marcaram o ano, na retrospectiva do mercado editorial da Editora Viseu?

Neste texto, você vai entender qual o significado de cada um delas para o futuro do universo do livro. Confira!

1 – A Inteligência artificial veio para ficar no mercado da publicação

Uma retrospectiva do mercado editorial que não menciona o impacto da Inteligência Artificial (IA), sem dúvida não cumpre sua missão. A IA rompeu barreiras e mostrou a que veio, propondo uma grande reinvenção da roda da indústria do livro. 

Sinal disso é que a aplicação da IA no processo de escrita, edição, publicação e divulgação do livro foi assunto nas principais rodas de discussão, painéis e debates em todo planeta.

O principal foco de discussão é o da necessidade de uso da inteligência artificial em toda a jornada do livro, já que o cenário atual deixa toda a operação cercada de incertezas. 

Assim, profissionais e estudiosos do setor acreditam que estabelecer diretrizes claras para a aplicação da IA é um prólogo necessário, nessa história que ainda promete várias reviravoltas.

2. A Falência da Editora Saraiva

A falência da Editora Saraiva traz à tona o cenário conturbado que grandes editoras estão enfrentando no Brasil. 

O desfecho é resultado de uma crise que se arrasta desde 2018, com demissões de todo o quadro de colaboradores e a renúncia dos sócios.

A queda da Editora Saraiva é bastante significativa para o mercado brasileiro, que tem outra gigante caminhando com pernas bambas faz algum tempo, a Livraria Cultura.

A Icônica livraria, aberta nos anos 1960, tem tentado sobreviver em meios a inúmeras decisões judiciais, que oram decretam, oram suspendem o processo de falência da empresa.

3. Consolidação da livraria Leitura como a maior loja de venda física no Brasil

No outro lado da balança, a Livraria Leitura deve comemorar um crescimento de 20%, frente ao ano anterior. Com isso, a Leitura se consolida como a maior loja de venda física de livros do Brasil.

Só em 2023, a empresa abriu as portas de mais 8 lojas pelo país, com planos para mais 5 novos endereços, a partir de 2024. Além da livraria Leitura, aproveite para conhecer as melhores plataformas para comprar livros físicos e digitais.

4. Livrarias virtuais são as que mais vendem livros no país

As livrarias que atuam exclusivamente com vendas no digital vêm assumindo uma fatia cada vez mais significativa do mercado de venda de livros. 

Atualmente, elas são responsáveis pela maior parcela de comercialização de livros físicos.

A chegada da pandemia ajudou a catalisar uma transformação que já se mostrava clara desde 2018, com a crise das grandes livrarias físicas.

5. Preço do livro afasta leitor

Não poderia faltar na retrospectiva editorial a polêmica do preço do livro, inflada pelo influenciador Felipe Neto, no início de julho. Ele utilizou seu canal no Youtube para se posicionar sobre a questão, reforçando que os valores praticados no Brasil fazem do livro um artigo de luxo.

As declarações de Felipe Neto encontraram eco em boa parte da sua audiência, mas também foram alvo de críticas por parte de profissionais e especialistas da área. 

Pesquisas apontam que o gargalo do preço do livro é consequência da deficiência estrutural que ocasiona baixos níveis de leitura entre os brasileiros.

Além disso, foi mencionado ainda que o valor nominal do livro vem subindo desde 2011. Entretanto, se percebe uma queda real nos valores dos títulos, que não alcançam o crescimento da inflação, desde 2007.

6. Plataformas de audiolivro disputam mercado brasileiro

Outro fato da retrospectiva do mercado editorial que não poderia passar batido é a chegada de cada vez mais plataformas de audiobook. 

Em outubro deste ano, a Audible desembarcou no Brasil, oferecendo um catálogo de 5 mil títulos, tendo participação das maiores editoras do país.

A Audible se junta a Kindle, TocaLivros, Storytel, 12 min, AudioBook e tantas outras, que visam um nicho de publicações que ainda não decolou por aqui. 

Porém, a tendência é que o gosto por audiobooks acompanhe o boom dos podcasts.

7. Criação do Secretaria de Formação, Livro e Leitura

A Criação da Secretaria de Formação, Livro e Leitura chega com o objetivo de potencializar o acesso ao livro, à leitura com apoio, projetos e programas coordenados pelo Plano Nacional do Livro e Leitura.

Além disso, o responsável pela pasta, Fabiano Piúba, fica incumbido de comandar uma série de ações para valorizar e desenvolver as artes literárias em todas as regiões do país.

Outras mudanças na política que prometem impactar o mercado são a regulamentação da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) e o incremento das bibliotecas municipais e estaduais, que passam agora a contar com livros do PNLD Literário.

Aproveite para conferir como acessar os incentivos para escritores do Ministério da Cultura e buscar mais fontes de recursos para publicar seu livro.

8. Manutenção da Imunidade Tributária do Livro

A retrospectiva do mercado editorial deste ano não poderia deixar de mencionar a manutenção da imunidade tributária do livro.

O objetivo é democratizar o acesso aos títulos e, com isso, evitar polêmicas como aquela causada pelo influenciador Felipe Neto.

A boa notícia é que a isenção será mantida mesmo com a Reforma Tributária, já aprovada pelo Congresso Nacional.

9. ABL elege primeiro autor Indígena: Ailton Krenak

O aumento da diversidade cultural é uma das tendências do mercado editorial que veio para ficar. A eleição de Ailton Krenak para a Academia Brasileira de Letras, em outubro de 2023, é um fato que reforça essa perspectiva.

Ailton é o primeiro indígena a ter uma assento na ABL, ocupando a vaga de José Murilo de Carvalho, falecido em agosto de 2023.

Ele já era membro da Academia Mineira de Letras, tendo publicado diversos livros que abrangem desde a temática ambiental, à filosofia, passando pela poesia.

10. Reestruturação na Penguin Random House

A Penguin Random House, um dos grupos editoriais mais poderosos do planeta, passou por uma séria reestruturação no segundo semestre do ano. A reformulação aconteceu logo após a tentativa frustrada de aquisição da Simon & Schuster, bloqueada pela justiça dos Estados Unidos.

A casa editorial vem passando por um ano conturbado, desde que o CEO Markus Dohle renunciou ao cargo. Nihar Malayiva, assumiu o comando da subsidiária americano, mas de forma interina.

Dessa maneira, é possível que a empresa mude o formato de gestão, colocando no comando não mais um CEO, mas um pool de executivos para trazer mais dinamismo e diversidade na forma de se pensar o negócio.

Em julho, a PRH demitiu 60 funcionários, seguindo com ofertas de demissões em comum acordo neste fim de ano. Por outro lado, a empresa informou que vendeu mais livros em 2023, em comparação com 2022.

Deu para perceber que 2023 foi marcado por muitos desafios, mas também boas conquistas, não é mesmo? Neste conteúdo, você conferiu alguns dos principais fatos que marcaram o ano e prometem fazer com que 2024 seja ainda mais agitado.

Aproveite essas informações para se posicionar de forma mais assertiva no mercado e colher bons frutos das oportunidades que vêm surgindo.

Se, você quer saber se aprofundar no universo do livro no Brasil, não deixe de conferir o guia completo do mercado editorial brasileiro e veja qual a importância de escolher uma editora de qualidade para publicar seu livro.

Tenha um feliz ano novo e até o próximo texto!

Abraços!

 

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