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escrever um livro e dificil - Homem com expressão negativa no rosto em frente a um notebook

Escrever um livro é difícil: nós desmistificamos esta frase

Escrever um livro é difícil. Foi com esta frase que milhares de autores foram extintos mesmo antes de começarem a escrever seu primeiro livro.

Ser um autor de livros é o sonho de muitas pessoas, porém nem todas buscam disciplina para progredirem com este objetivo.

A maioria dos escritores iniciantes aborta a missão de escrever um livro diante das dificuldades e, principalmente, falta de orientação de alguém com experiência.

Estamos aqui para eliminar alguns mitos sobre o que realmente é escrever um livro, com base em nossos anos de experiência.

Índice do Artigo

Já orientamos mais de 5 mil autores quanto à produção de seus livros, e percebemos alguns padrões que se repetem quanto à criatividade.

Registramos tudo neste artigo, com a esperança de que nossas dicas destravem suas habilidades.

A partir deste conteúdo, você não vai mais subestimar o seu próprio potencial.

É difícil escrever um livro?

Sim, mas não precisa ser. Todas as atividades que envolvem: tempo, técnica, dedicação, estruturação, revisão, correção, geralmente são atividades difíceis.

Contudo, a barreira que devemos transpor aqui não é a da dificuldade, mas sim a da “desistência”.

Isso porque a palavra-chave aqui é planejamento. Muitas obras não nascem, simplesmente por falta de organização.

Se escrever um livro fosse fácil, teríamos mais livros do que celulares, e mais autores do que leitores.

O que não fazer ao escrever um livro?

Se você nos acompanha há algum tempo, sabe que nossas dicas sempre vêm precedidas de conselhos sobre o que não fazer.

Por isso, separamos aqui 5 dicas para que você não inicie o processo do jeito errado.

  • Procure não copiar enredos de obras que você admira.
 
  • Não escreva somente pensando no que as pessoas irão gostar. Seja sincero com aquilo que você realmente deseja expressar.
 
  • Tente não escrever com a intenção de ganhar dinheiro, pois você pode se frustrar ao longo do processo. O dinheiro deve ser uma consequência da qualidade da sua obra.
 
  • Não misture gêneros literários, ou seja, escrevendo sobre fatos reais, mesclando com ficção. Ou poesias com contos, pois você pode confundir seu leitor.
 
  • Não escreva livros com promessas, ou seja, com conteúdos pendentes que só serão explicados em outra obra.
 

O que fazer antes de escrever um livro?

Agora que você já leu sobre o que não fazer, chegou a hora de abordarmos sobre o que se deve fazer antes de escrever um livro.

Você vai notar que há muitos processos para percorrer antes da parte prática da criação.

Boa parte disso está relacionado ao autoconhecimento, ou seja, você entendendo sobre si mesmo.

Entender qual é o seu objetivo na escrita de um livro 

Esta etapa é essencial, pois é exatamente o momento em que acontece a “concepção” da sua iniciativa de se tornar um escritor.

Qual a motivação principal que faz de você alguém que deseja escrever?

Listamos aqui alguns objetivos mais recorrentes dentre os autores que já orientamos:

  • Quero compartilhar minha vida com o mundo (para casos de livros sobre fatos reais).
 
  • Quero alavancar minha carreira com um livro de assunto profissional ou técnico.
 
  • Pretendo mostrar ao mundo minha visão espiritual sobre tudo.
 
  • Tenho a intenção de mudar a vida das pessoas através do conhecimento que eu adquiri.
 
  • Tenho o objetivo de ficar rico apenas escrevendo.
 
  • Quero ter um exemplar em mãos para recordação e para compartilhar com familiares e amigos
 
  • Eu gostaria de contribuir com a cultura acadêmica, lançando minhas pesquisas sobre temas científicos.
 

Esses e muitos outros objetivos estão por trás de um livro, e não estamos aqui para eleger um deles ou apontar erros.

A única coisa que alertamos é que seu objetivo precisa estar ligado ao compartilhamento de ideias.

Você precisa pensar que sua escrita terá um papel de encontrar pessoas que se identifiquem com ela e que tirem alguma lição importante.

Se o seu objetivo for apenas financeiro, sua obra pode tomar um caráter comercial, isto é, sua escrita pode se orientar apenas às vendas, e não à leitura.

Pare e pense: Qual é o meu objetivo em lançar um livro?

Após responder essa questão, prossiga para o próximo passo.

Escolher o gênero literário e textual

O gênero literário está fortemente ligado ao objetivo que você traçou para o seu livro, por exemplo:

  • Se o seu objetivo é compartilhar histórias da sua vida, você pode estar inclinado ao gênero: Biografia ou Autobiografia.
 
  • Ao pensar em compartilhar sobre experiências espirituais, provavelmente seu gênero é Espiritualista ou Religioso.
 
  • Se você pensa em escrever sobre uma pesquisa científica com dados epistemológicos, provavelmente você é do gênero Acadêmico.
 
  • Gosta de registrar histórias que você mesmo inventa? Então você é do clube da Ficção, e dentro deste gênero literário, existem muitos sub-temas, como: romance, investigativo/policial, terror, mistério, aventura, adulto, ficção científica, magia, dentre muitos outros.
 
  • Você é da turma dos versos? Então Poema é o seu gênero literário.
 
  • Tem o objetivo de registrar os desdobramentos de uma notícia, contando a história completa? Então seu gênero é Livro-reportagem.
 

Obviamente não conseguiremos expor aqui cada gênero e seus diferentes desdobramentos, mas a dica é:

Seu objetivo em escrever orienta o gênero do seu livro.

Estudar o público alvo

De nada adianta escrevermos sem pensar em quem vai ler, afinal, o sentido da palavra “publicar”, é justamente este: TORNAR PÚBLICO.

O segredo principal para mapear o seu público é pesquisar sobre obras parecidas com a sua, ou seja, com o mesmo gênero.

Digamos que você escreva romances. Procure na internet fóruns, grupos de discussão e até mesmo clubes de leitura relacionados a romances.

Ao lidar com essas pessoas, você vai entender quais são seus anseios e o que elas esperam de uma narrativa romântica.

A partir disso, você vai saber exatamente qual é o seu público-alvo.

Ler obras do mesmo gênero para buscar inspiração

Esta prática de ler para se inspirar é muito comum entre os autores. 

É bem comum em entrevistas de autores, eles mencionarem as obras que os inspiraram, ou até mesmo o estilo de escrita que eles admiram.

Leia bastante, porém sempre com o objetivo de entender como os demais autores estruturam suas ideias, como usam a linguagem, e como se posicionam por meio dos personagens.

Atenção, conforme já orientamos em seções anteriores, essa leitura deve ser puramente para inspiração.

Não cometa o erro de usar um livro que você admira para escrever uma história muito semelhante, ou com detalhes criativos que não são seus.

Certamente os leitores irão identificar a falta de originalidade, e assim irão reprovar seu conteúdo.

Como escrever um livro?

Se você já se localizou a partir da seção anterior, ou seja, sobre os passos anteriores à parte de escrever o livro, agora é hora de avançarmos na aprendizagem.

Foi justamente com base em nossas experiências com autores de diversos gêneros textuais que criamos os tópicos a seguir.

Planejar a estrutura do seu livro conforme o gênero

Cada gênero literário possui uma estrutura, por exemplo:

  • Contos: Narrativas curtas
  • Fábulas: Narrativas curtas que dão características humanas a animais e seres inanimados (objetos).
  • Romance: Narrativa com enredo longo (pode ser fictício ou não)
  • Ficção: Enredo longo com conteúdo não real.
  • Autobiografia: Texto longo com uma narrativa de fatos reais, escrita em primeira pessoa.
  • Biografia: Texto longo baseado em fatos reais com uma escrita em terceira pessoa.
  • Poema: Textos organizados em versos
  • Acadêmico: Texto de cunho científico com tabulações de dados, referências bibliográficas e linguagem culta.
  • Espiritual/Religioso: Texto longo com fatos que relatam experiências espirituais, podendo ser em primeira ou terceira pessoa.
  • Livro-reportagem: texto longo que faz referência a notícias reais, com o objetivo de explicar um caso investigativo.
 

Você percebeu que cada gênero demanda um planejamento diferente?

Você não pode, por exemplo, escrever um texto acadêmico, omitindo as fontes bibliográficas.

Da mesma forma, você não pode iniciar sua autobiografia em primeira pessoa (EU) e terminá-la em terceira (ELE/ELA/VOCÊ).

Comece a planejar o enredo (Personagens, tempo e espaço)

Caso sua escrita seja ficcional, o planejamento consiste em você estabelecer os detalhes de cada elemento do enredo.

Neste artigo sobre Como criar um enredo em 5 passos, detalhamos tudo o que você precisa saber antes de começar sua ficção.

Uma obra de ficção certamente possui:

  • Personagens
  • Espaço (lugares)
  • Tempo (épico, medieval, de época, contemporâneo)
  • Conflito 
  • Desfecho
 

Antes de começar a escrever sua ficção, recomendamos ter todos os pontos acima em mente, ou quem sabe até em registros completos.

Assim você terá mais intimidade com cada elemento, cada etapa e detalhe, facilitando assim a fase de escrita criativa (Storytelling).

Planeje os fatos em caso de obras biográficas ou autobiográficas

No caso de obras que envolvem fatos reais, a dica central é:

estabeleça uma linha do tempo para primeiramente organizar os fatos em ordem cronológica

Ou seja, seu planejamento consistirá em pontuar os fatos de modo linear.

Após isso, você terá um conteúdo cronológico para então dividi-lo em capítulos e depois desenvolver a escrita de cada um.

Se você pretende escrever um livro autobiográfico, não pode deixar de ler este Guia completo sobre Como escrever uma autobiografia.

Estabeleça uma meta diária para produção

Esta é a dica que dá abertura à fase de criação propriamente dita: o período de criação do seu original (manuscrito).

Cada um possui uma preferência na hora de escrever:

  • aplicativos de escrita
  • editores de texto no computador
  • escrita à mão (papel e caneta)
  • máquina de escrever
 

Não importa qual meio você usa para escrever, a mágica da criatividade acontece antes que suas mãos comecem a agir.

Essa fase de criatividade está muito relacionada ao nosso humor, disposição, nível de stress, tempo hábil, dentre outros fatores que podem ser ou não emocionais.

Certamente haverá dias em que você não se sentirá disposto a escrever. Da mesma forma você pode sentar e escrever 10 páginas de uma folha A4.

Por mais que tenhamos nossas variáveis, não é ideal ficarmos dependentes de fatores externos.

Por isso recomendamos o estabelecimento de metas diárias de escrita.

Se você se propor, por exemplo, a escrever 6 páginas por dia, em 30 dias você terá um livro de 180 páginas.

Tudo acontecerá de acordo com sua disciplina e resiliência, ou seja, sua força de vontade de superar desafios emocionais e físicos para cumprir sua meta diária.

Para melhorar ainda mais sua produtividade escrita, criamos um conteúdo exclusivo sobre Sprint de escrita, que ensina a controlar metas diárias e mensais.

Não recomendamos escrever seu livro em períodos de stress

Talvez você não saiba, mas existe um hormônio chamado Cortisol, o qual é liberado em nossa corrente sanguínea nas situações de estresse.

Este hormônio tem a capacidade de inibir impulsos criativos no seu cérebro, dessa forma, períodos de stress podem comprometer sua criatividade.

Se você de fato enfrenta problemas pessoais que elevam sua situação emocional, ou quem sabe tem enfrentado problemas de saúde, nossa recomendação é:

Uma coisa de cada vez. Primeiramente trabalhe em você mesmo e procure ajuda emocional e física. Acima de tudo você precisa estar bem.

E se o seu problema for relacionado a violência doméstica, não deixe de denunciar.

Escreva sem filtros ou medo de julgamentos

Um dos fatores que mais mata a nossa criatividade é a escrita comercial. Mas como assim?

Uma escrita comercial é aquela “enlatada”, ou seja, adaptada para satisfazer as vontades de um público específico.

Já é de nosso conhecimento que: não se pode agradar a todos, por isso, não se atenha a inibir sua criatividade pensando em como as pessoas irão julgar sua história.

Uma escrita condicionada ao que os outros querem, pode fazer com que seu senso criativo não se desenvolva.

Escreva sem medo, sem filtros, sem preocupação com estruturas capitulares, ou tamanho do texto.

Todos esses detalhes mais práticos devem vir depois. Priorize sua criatividade.

Divida seu livro em capítulos

Após registrar toda a história em seu original, o que recomendamos é a divisão do seu conteúdo em capítulos.

Capitular o livro é uma forma de “respeito” a leitura do público, pois você ajuda as pessoas a entenderem as diferentes etapas da sua obra.

Se ficar difícil dividir o livro em etapas, peça para que outra pessoa revise seu livro. Muitas vezes um “olhar terceiro” ajuda no processo.

Terminei de escrever um livro: qual o próximo passo?

Deixamos aqui uma série de conteúdos riquíssimos em dicas sobre como começar a escrever um livro.

Estamos certos de que você vai sair daqui motivado para planejar as etapas conforme o que recomendamos.

Contudo, um livro não se resume apenas na fase de criação. Você precisa publicá-lo.

Este é um assunto longo! E como nos preocupamos com o seu conteúdo, recomendamos a leitura do nosso guia completo sobre como publicar um livro.

Neste guia, abordamos todos os aspectos relacionados à publicação de livros, seja por editora, independente ou publicação online.

A Editora Viseu está em constante atualização de conteúdos no Blog Viseu.

Mantenha-se atualizado! Todas as semanas, novos conteúdos exclusivos para autores de livros.

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