Como cultivar o gosto pela leitura na infância.

Ninguém nasce apaixonado por livros. Esse amor se constrói com gestos simples, consistência e, acima de tudo, vínculo afetivo. Para muitas pessoas, o hábito da leitura começou com alguém especial lendo uma história antes de dormir, com um livro colorido deixado ao alcance ou com a liberdade de escolher um título na biblioteca da escola. A infância é o terreno mais fértil para plantar essa semente. E quanto mais cedo o contato com os livros, maiores as chances de formar um leitor para a vida toda. Segundo o relatório “Reading for Change” da OECD, crianças que têm contato com livros em casa desde pequenas tendem a desenvolver não só maior desempenho em leitura, mas também mais empatia, criatividade e pensamento crítico. Mas como despertar esse gosto pela leitura em um mundo de tantas distrações digitais? Nesta matéria, vamos apresentar 4 estratégias práticas — e afetuosas — para cultivar a leitura desde cedo e tornar os livros parte natural do dia a dia das crianças. Transforme o momento da leitura em um hábito. Por que o gosto pela leitura é cultivado, não herdado O interesse por livros não é inato — ele é construído no ambiente em que a criança vive. A pesquisadora Maria José Nóbrega, especialista em formação de leitores, afirma que “ninguém nasce leitor, torna-se leitor a partir das práticas que vivencia”. Isso significa que a leitura precisa ser apresentada não como obrigação, mas como prazer. Crianças imitam comportamentos. Se elas veem adultos lendo com frequência e carinho, entenderão que os livros fazem parte de uma rotina afetiva. O contrário também é verdadeiro: quando o livro é associado à cobrança ou tédio, a criança cria resistência. Estudos como o “Every Child a Reader” da National Literacy Trust mostram que a leitura diária com crianças melhora não apenas o desempenho escolar, mas também o bem-estar emocional. É um hábito que forma tanto o intelecto quanto o afeto. 1. Torne a hora da leitura mágica Criar um momento mágico para a leitura é o primeiro passo para encantar uma criança. Usar entonações diferentes, dar vozes únicas aos personagens, criar pequenos efeitos sonoros com objetos do cotidiano e fazer perguntas imaginativas (“O que você faria se estivesse nesse lugar?”) transforma a leitura em uma experiência envolvente. De acordo com um estudo da Universidade de Sussex (2019), essa leitura dialogada — em que o adulto interage com a criança durante a história — ajuda a desenvolver linguagem, memória e vínculos emocionais. É também uma forma de mostrar que ler é prazeroso, não apenas educativo. Faça da leitura um espetáculo íntimo, um ritual especial. A cada página virada, a criança começa a esperar o próximo capítulo — não porque foi obrigada, mas porque quer viver aquela história com você. 2. Crie um cantinho aconchegante O ambiente influencia diretamente o comportamento de leitura. Ter um cantinho reservado para os livros — com almofadas, uma luminária suave e uma pequena estante acessível — mostra para a criança que a leitura tem valor. Segundo a pedagoga Letícia Gonzales, especialista em espaços educadores, “quando os livros estão ao alcance, a criança sente que tem permissão para tocá-los, abri-los, explorá-los”. Esse acesso livre fortalece a autonomia e o vínculo com os livros. Não precisa ser uma biblioteca. Um canto com uma caixa de livros e um tapete já cria um espaço afetivo. Deixe que a criança personalize o ambiente: escolha onde vão os livros, coloque desenhos nas paredes. Quando ela sente que o espaço é seu, a leitura se torna natural. 3. Dê autonomia na escolha Um dos gestos mais simples — e poderosos — para formar um leitor é dar liberdade de escolha. Quando a criança pode decidir o que quer ler, ela se sente respeitada e envolvida. Pesquisas da Scholastic (“Kids & Family Reading Report”) apontam que 89% das crianças dizem que preferem ler livros que elas mesmas escolhem. Essa autonomia desenvolve senso crítico, gosto pessoal e reforça o pertencimento ao universo da leitura. Visitem livrarias juntos. Crie um ritual de troca de livros entre amigos ou primos. Apresente opções, mas não force preferências. Deixe que ela descubra os próprios caminhos — inclusive mudando de ideia no meio da leitura. Isso também faz parte do processo. 4. Integre no dia a dia Leitura não precisa de um momento solene. Pequenos rituais diários criam grandes leitores. Uma história curta antes de dormir. Um momento calmo no fim de semana. Ou até um “minuto livro” depois das refeições — todos esses momentos mostram que o livro cabe na rotina. O pediatra Daniel Becker defende que “o hábito da leitura se constrói quando ela deixa de ser exceção e vira parte do cotidiano”. Para isso, é essencial que o adulto também se envolva: leia ao lado, compartilhe impressões, mostre que a leitura é parte da sua vida também. Com o tempo, a criança vai buscar esses momentos por conta própria — não como obrigação, mas como prazer. Dica bônus: Memória afetiva ilustrada Após a leitura, que tal propor que a criança desenhe a capa do livro com o que mais marcou sua experiência? Esse exercício reforça a memória afetiva, estimula a criatividade e amplia a interpretação do conteúdo. Além disso, montar um mural com as capas desenhadas permite que a criança veja sua “biblioteca emocional” crescendo. Ela se lembra do que leu, revê suas próprias criações e se orgulha do caminho construído. Essa simples atividade envolve arte, leitura, memória e vínculo. É um lembrete visual de que os livros fazem parte da história dela. Estudos que comprovam o impacto da leitura na infância Pesquisas realizadas pela Universidade de Melbourne (2021) apontam que crianças que crescem cercadas por livros desenvolvem melhores habilidades linguísticas e cognitivas ao longo da vida — mesmo que não tenham sido alfabetizadas precocemente. A exposição à leitura amplia o vocabulário, melhora a memória e fortalece a capacidade de resolução de problemas. Além disso, segundo o estudo “Home Literacy Environment” da Universidade de Nova York, crianças que têm rotinas de leitura com seus pais aos 3
Entenda por que todo escritor precisa ler, e por que todo leitor deveria escrever.

Ler e escrever sempre caminharam lado a lado — mas raramente paramos para pensar no quanto uma prática alimenta a outra. Escritores que não leem ficam presos em seus próprios limites criativos. Leitores que não escrevem muitas vezes deixam passar a oportunidade de aprofundar a compreensão daquilo que consomem. Esse ciclo não é apenas intuitivo — ele é comprovado por neurocientistas e educadores como uma das formas mais eficazes de aprender, criar e expressar. A leitura amplia nosso vocabulário, estimula a empatia e abre novas janelas para o mundo. A escrita, por sua vez, nos obriga a organizar ideias, formular argumentos e desenvolver uma voz própria. Nesta matéria, vamos explorar como leitura e escrita formam um ciclo virtuoso de crescimento intelectual, emocional e criativo — e, principalmente, como você pode aplicar isso na sua rotina com técnicas simples e eficazes. Do diário de leitura às resenhas literárias, vamos te mostrar por que esse hábito integrado transforma não só sua relação com os livros — mas sua capacidade de pensar, sentir e se comunicar. Transforme seu hábito literário. Por que escritores precisam ser leitores Um escritor que não lê é como um músico que nunca escuta música. A leitura oferece referências, amplia vocabulário, ensina ritmo, estrutura, estilo e desenvolve senso crítico. Stephen King, por exemplo, afirma: “Se você quer ser escritor, deve fazer duas coisas acima de tudo: ler muito e escrever muito.” Um estudo da University College London (UCL), publicado no Journal of Cognitive Neuroscience, mostra que a leitura estimula não apenas as áreas linguísticas do cérebro, mas também as associadas à imaginação, ao raciocínio moral e ao processamento emocional — elementos fundamentais para uma narrativa envolvente. Além disso, ler ativa as regiões cerebrais associadas à criatividade, segundo artigo da Scientific American (2013), “The Reading Brain in the Digital Age”. Essas áreas são as mesmas que usamos quando criamos personagens, cenas e diálogos — ou seja, a leitura literalmente estimula o cérebro do escritor. Leitura também é exposição ao que já foi feito — para que você possa ousar fazer diferente. Escritores que leem desenvolvem um radar narrativo mais aguçado: sabem quando estão repetindo fórmulas e quando estão criando algo novo. Como ler com intenção transforma a escrita Ler por prazer já é transformador. Mas ler com intenção vai além: é leitura ativa, com objetivo de aprendizado. Isso inclui observar o estilo de outros autores, destacar frases marcantes, fazer anotações e tentar reescrever trechos com sua própria voz. Esses pequenos exercícios treinam o olhar do escritor. O pesquisador Daniel T. Willingham, da Universidade da Virgínia, defende que “a compreensão profunda está ligada à atenção intencional” — ou seja, ler como um escritor é uma das formas mais potentes de aprendizado literário. Dicas para ler com intenção: Marque trechos que mexeram com você e pergunte-se: por quê? Compare estilos narrativos entre autores que abordam o mesmo tema. Reescreva cenas com outro tom — transforme um drama em comédia, por exemplo. Tente identificar o arco emocional dos personagens em cada capítulo. Essa forma ativa de leitura é uma aula prática constante, e gratuita, de escrita. Por que leitores devem escrever Escrever é conversar com o que você leu. Quando um leitor registra suas impressões, está reconstruindo o conhecimento em um novo formato — o que aprofunda a experiência de leitura. Segundo matéria da Psychology Today (“Why Writing Helps Us Learn Better”, 2017), escrever ajuda a consolidar ideias, aumentar a retenção e melhorar a interpretação de texto. O educador literário Peter Elbow, autor de “Writing Without Teachers”, defende que escrever sobre o que lemos é uma forma de dialogar com o texto — e esse diálogo desenvolve tanto compreensão quanto crítica. Leitores que escrevem conseguem: Reter o conteúdo por mais tempo; Desenvolver argumentos sobre o que leram; Interpretar as intenções do autor com mais clareza; Criar pontes entre leituras distintas, construindo um repertório intelectual mais coeso. Se você deseja se tornar um leitor mais crítico e sensível, escrever é o caminho mais direto. Como escrever melhora a compreensão e retenção O ato de escrever reorganiza os pensamentos. Quando você tenta explicar com suas palavras aquilo que leu, precisa selecionar, hierarquizar e estruturar ideias. Esse processo ativa áreas do cérebro ligadas à memória de longo prazo e à compreensão profunda — o que significa que você não apenas entende melhor o conteúdo, como também o guarda por mais tempo. Uma pesquisa da Universidade de Indiana concluiu que escrever à mão ativa mais regiões cerebrais do que digitar, especialmente em crianças e jovens, sugerindo que a escrita física favorece a retenção. Mas o mesmo princípio vale para adultos que redigem resumos, resenhas ou reflexões — seja no papel ou digitalmente. Além disso, escrever fortalece o chamado “conhecimento ativo”: aquilo que conseguimos explicar, ensinar ou aplicar. Leitura nos fornece conhecimento passivo. A escrita o transforma em algo que nos pertence. Técnicas práticas: diário de leitura, fichamento, resenhas e ensaios curtos Quer começar a escrever sobre o que lê? Aqui vão três caminhos simples e eficazes — com orientações práticas para aplicar hoje mesmo: Diário de leitura O diário de leitura é um registro pessoal e contínuo das suas experiências enquanto lê. Não se trata de um resumo do enredo, mas de uma escrita reflexiva e subjetiva. Nele, você pode incluir: Emoções e pensamentos despertados pelo livro Questionamentos sobre decisões dos personagens ou do autor Frases que marcaram sua leitura e por quê Conexões com experiências pessoais ou outros livros 💡 Dica prática: use um caderno separado ou aplicativo como Notion, Evernote ou Google Docs para manter tudo organizado por data ou capítulo. Fichamento O fichamento é uma técnica acadêmica que ajuda a organizar o conteúdo de uma obra de forma sistemática. Existem três tipos principais: Fichamento de conteúdo: reúne as ideias principais do livro com suas próprias palavras Fichamento bibliográfico: anotações das informações técnicas da obra (autor, título, edição, editora etc.) Fichamento de citações: trechos transcritos fielmente, seguidos de comentários críticos 💡 Dica prática: faça seu fichamento dividindo cada capítulo com um título e
Das Tábuas de Argila aos eBooks: A Fascinante História do Livro

Imagine um mundo onde nenhuma história fosse escrita, nenhuma ideia pudesse atravessar os séculos, nenhum poema resistisse ao tempo. Antes do livro existir como o conhecemos, com capa, páginas e título na lombada, a humanidade já tentava capturar pensamentos, registrar crenças e preservar conhecimentos. O livro, mais do que um objeto, é uma invenção poderosa. E sua história é uma jornada de milhares de anos, moldada por civilizações, guerras, religiões e inovações. Nesta matéria, convidamos você a embarcar nessa linha do tempo fascinante: da pedra à nuvem, do papiro ao ePub. Porque para entender o poder de um livro hoje, é preciso conhecer as muitas formas que ele já teve no passado. A Transformação do Livro ao Longo do Tempo Os Primeiros Registros: Antes Mesmo do “Livro” Existir Muito antes da ideia de “livro”, o ser humano já tentava fixar pensamentos. Os primeiros registros escritos datam de cerca de 3.200 a.C., na antiga Mesopotâmia, onde símbolos eram gravados em tábuas de argila utilizando estiletes. Essas tabuletas cuneiformes não só registravam transações comerciais, mas também leis, mitos e ensinamentos. No Egito Antigo, surgiu o papiro, uma revolução para o registro de informações. Produzido a partir da planta de mesmo nome, o papiro era cortado em tiras, prensado, seco e usado como suporte para escrita com pincéis e tintas. Seu formato em rolo permitia o armazenamento de conteúdos mais longos, e pode ser considerado o ancestral direto do livro moderno. Na China, por volta de 1.000 a.C., o bambu e a seda foram usados como suporte antes da invenção do papel, que mudaria tudo. E na América pré-colombiana, os códices maias e astecas eram escritos em suportes vegetais ou em peles de animais, revelando que, em diferentes cantos do mundo, a humanidade já escrevia para lembrar, ensinar e eternizar. O que havia em comum entre esses registros? A intenção de deixar algo além da própria voz. Um traço, uma ideia, um eco. O Códice: Quando o Livro Ganha Corpo Durante séculos, o formato em rolo foi o padrão para guardar textos. Mas por volta do século I d.C., o Império Romano começou a adotar o códice, um novo formato composto por folhas dobradas e costuradas, protegidas por capas. Era mais fácil de manusear, transportar e armazenar. Pela primeira vez, era possível folhear páginas e encontrar rapidamente um trecho específico. O conceito de página nascia ali. Os primeiros códices eram usados principalmente por cristãos, que preferiam o novo formato para copiar os textos sagrados. A estrutura facilitava o estudo, o comentário e a organização dos Evangelhos e outros escritos. Em poucos séculos, o códice substituiu totalmente o rolo no Ocidente. Com ele, surgiram práticas que usamos até hoje: numeração de páginas, índice, capítulos e até capas ilustradas. O códice foi o molde que atravessou a Idade Média, sendo copiado à mão por monges em scriptoria, salas dedicadas à cópia de livros, e decorado com iluminuras, verdadeiras obras de arte em miniatura. O códice não só deu corpo ao livro, deu também uma nova alma, mais próxima da experiência que temos hoje ao abrir uma obra impressa. A Invenção de Gutenberg: Quando o Livro Ganha Voz Em meados do século XV, Johannes Gutenberg, um ourives alemão, criou um sistema de impressão com tipos móveis que mudaria para sempre a história da leitura. A prensa de Gutenberg, por volta de 1450, permitiu reproduzir livros em larga escala, com velocidade e precisão jamais vistas. O primeiro livro impresso foi a Bíblia de Gutenberg, um marco que uniu fé, tecnologia e conhecimento. Até então, um livro levava meses ou anos para ser copiado manualmente. Com a prensa, era possível imprimir centenas de exemplares em semanas. Isso fez os preços caírem e ampliou o acesso à leitura para além do clero e da nobreza. Nascia o livro como produto, e com ele, o leitor como figura social crescente. O impacto foi profundo: a Reforma Protestante se espalhou graças aos panfletos e traduções bíblicas impressas; o Renascimento ganhou força com a difusão de ideias científicas e filosóficas. A impressão deu voz a autores, ideias e movimentos que moldaram o mundo moderno. A Era das Editoras: O Livro Como Produto Cultural Com a popularização da impressão, surgiram as primeiras editoras e livrarias. Entre os séculos XVII e XIX, o livro passou a ser visto não apenas como objeto de saber, mas também como bem de consumo. Editoras começaram a organizar catálogos, criar coleções temáticas e investir em traduções e autores contemporâneos. A leitura deixou de ser privilégio e virou hábito. Escolas começaram a adotar livros didáticos. O romance nasceu como forma popular de entretenimento, e nomes como Charles Dickens, Jane Austen e Machado de Assis chegaram a milhares de leitores. No século XX, o livro se consolidou como um dos principais veículos de cultura e identidade. Bibliotecas públicas, feiras literárias, prêmios e políticas de incentivo à leitura fizeram dele um instrumento democrático. Ao mesmo tempo, surgiam movimentos de resistência e censura. Queimar livros virou símbolo de opressão, enquanto proteger livros virou ato de liberdade. A história do livro é também a história de quem tentou calá-lo, e falhou. A Era Digital: Quando o Livro Ganha Novas Formas No final do século XX, mais uma revolução silenciosa começou: a digitalização da leitura. Em 1971, o Projeto Gutenberg lançou o primeiro eBook da história, a Declaração de Independência dos Estados Unidos. Mas foi a partir dos anos 2000, com a popularização da internet e dos dispositivos móveis, que o livro digital ganhou força. Com o lançamento do Kindle em 2007, a Amazon transformou o mercado. Outros players como Kobo, Apple e Google seguiram o movimento, e hoje temos um universo vasto de leitura digital acessível em qualquer lugar. Os eBooks romperam fronteiras geográficas e facilitaram o acesso para milhões de leitores, incluindo pessoas com deficiência visual e usuários de bibliotecas digitais públicas. A experiência mudou, mas o conteúdo permanece. Ler um clássico em um e-reader não o torna menos clássico. Apenas o aproxima do leitor atual. O Futuro do Livro:
Entre Fraldas e Palavras: Carla Barbosa e o livro que acolhe mães reais

Quem disse que ser mãe é leve o tempo todo provavelmente nunca viveu os bastidores da maternidade. E é justamente sobre esses bastidores que Carla Barbosa escreve — com afeto, sinceridade e coragem. Jornalista mineira, mãe de duas meninas e atualmente vivendo na Cidade do México, Carla lançou Mãe é tudo igual – Histórias comuns para pessoas reais, um livro que nasceu da experiência crua e amorosa de ser mãe nos dias de hoje. As crônicas vieram como desabafo, mas se transformaram em identificação para centenas de mulheres que, assim como ela, sentiam que estavam desaparecendo no meio de tanta demanda. Nesta conversa para o blog da Editora Viseu, Carla compartilha como a maternidade reconfigurou sua identidade, o processo de escrever com verdade e o impacto que espera causar em outras mães. Uma entrevista que é, assim como seu livro, um abraço. Veja tudo o que ela compartilhou conosco Para começar, poderia nos contar sobre você e sua jornada como autora? Meu nome é Carla Barbosa, sou jornalista, mãe de duas meninas, mineira de nascimento e atualmente moro na Cidade do México. Tenho 34 anos e uma paixão antiga pela escrita. Minha primeira experiência como escritora aconteceu ainda na faculdade de jornalismo. Logo nos primeiros seis meses, decidi que meu TCC seria um livro. Escolhi um tema pouco explorado: a imigração italiana no Brasil e a fundação do Palestra Italia, atual Palmeiras. Comprei diversos livros sobre o clube e percebi que esse recorte específico ainda não havia sido aprofundado. Fiz uma iniciação científica com base em recortes de jornais da Folha de S.Paulo sobre a mudança de nome do Palestra Italia durante a Segunda Guerra Mundial. Passei dois anos entre entrevistas e pesquisas, e mais seis meses escrevendo. Depois da maternidade, como acontece com muitas mulheres, senti que perdi minha identidade. Aquela Carla apaixonada por futebol deu lugar à Carla que já não encontrava tempo para assistir a um jogo ou debate esportivo. Com o tempo, fui me reencontrando dentro da nova rotina com filhos. Comecei a escrever sobre os desafios e as alegrias da maternidade, sem imaginar que esses textos se transformariam em um livro. Foram sete anos de registros que culminaram em Mãe é tudo igual. Meu interesse inicial por dar voz a imigrantes, usando o futebol como pano de fundo para resgatar histórias abafadas, deu lugar ao desejo de acolher mães que se sentem caladas e solitárias em sua jornada de criar, cuidar e educar um ser humano. Mudei o foco, mas o amor pela escrita continua o mesmo. O que a inspirou a escrever o livro? Durante muitos anos, me senti isolada, solitária, tentando lidar com sentimentos conflitantes. De um lado, um amor imenso pelas minhas filhas; de outro, a sensação de que eu mesma estava desaparecendo aos poucos. Meus gostos, hábitos, tudo que me definia como Carla, parecia se dissolver. Escrever me trazia conforto. Compartilhar esses textos nas redes sociais me dava a sensação de que eu não era a única. As mensagens e comentários de outras mães me mostraram que minhas palavras ajudavam outras mulheres a perceberem que também não estavam sozinhas. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Sem minha vivência como mãe, o livro não teria sensibilidade. É impossível falar sobre a exaustão materna, acolher outras mulheres e retratar os desafios diários da maternidade — como a solidão e a perda de identidade — sem ter vivido tudo isso na pele. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? Foram sete anos escrevendo como uma forma de desabafo. Era como manter um diário. Depois, com o tempo e incentivo de quem me lia, transformei esse diário em livro. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Rafaela Carvalho e Thaís Vilarinho, autora do Mãe fora da Caixa. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Não exatamente um trecho, mas há uma frase que aparece de várias formas ao longo do livro: “Mãe, você não está sozinha.” Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? O maior desafio foi me expor. Compartilhar sentimentos conflitantes sobre a maternidade não é fácil. Como seria vista ao contar que, às vezes, estou exausta? Que já senti vontade de fugir? Que já me tranquei no banheiro só para ter um segundo de silêncio? Que sinto falta de quem eu era antes? Como explicar que, mesmo com tudo isso, eu não trocaria um segundo ao lado das minhas filhas? Como você espera que seu livro impacte os leitores? Espero que ele seja como um abraço para todas as mães. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? Sim. Você não está sozinha. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativa? A figura mais importante é a da própria mãe. Se cada mulher que ler o livro se reconhecer e conseguir olhar para si com mais carinho, o objetivo estará cumprido. Como você acredita que a literatura pode contribuir para a vida dos leitores? A literatura nos oferece novas perspectivas. Ao ler sobre personagens — reais ou fictícios —, conseguimos encontrar respostas para a nossa própria vida. No caso da maternidade, não falo de comparações, mas de identificação e acolhimento. Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever? A vida cotidiana. O que a literatura e a escrita significam para você? São formas de desabafo e também de inspiração. Quais são seus planos futuros como escritora? Há novos projetos em desenvolvimento? Tenho o sonho de escrever um romance adulto e um livro infantil. Ainda são ideias embrionárias, mas estou animada com a possibilidade. Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro? Escreva! Todo mundo tem uma história — comum ou extraordinária — capaz de tocar e inspirar outras pessoas.
Lugares Reais que Inspiraram Cenários Clássicos

Algumas histórias não foram inventadas, apenas nasceram nos cantos certos do mundo. Descubra os lugares reais que inspiraram cenas inesquecíveis da literatura clássica. Imagine visitar uma cidadezinha do interior da Inglaterra e, ao dobrar uma esquina, sentir que entrou em um capítulo de Jane Austen. Ou subir os degraus de uma escadaria medieval e perceber que aquele era o caminho percorrido por Jonathan Harker rumo ao castelo de Drácula. Mais do que cenários fictícios, muitos dos lugares descritos em romances clássicos são reais — e continuam respirando literatura. Sim, algumas histórias não nasceram apenas da imaginação. Elas brotaram de casas, florestas, cafés e vilarejos que, por suas formas, atmosferas ou silêncios, acenderam a centelha criativa dos maiores escritores do mundo. Nesta matéria, vamos atravessar continentes em busca desses lares reais da ficção. Descobrir onde Sherlock Holmes atendeu clientes, onde Romeu e Julieta se encontraram e até onde um velho pescador enfrentou seu mar interior. Aperte o cinto literário. Essa viagem começa agora. Descubra os lugares reais que inspiraram autores de grandes clássicos. Whitby, Inglaterra — O berço gótico de Drácula Foi nas falésias de Whitby, um pequeno porto pesqueiro no norte da Inglaterra, que Bram Stoker encontrou a névoa perfeita para moldar a entrada triunfal do Conde Drácula. Em agosto de 1890, Stoker se hospedou no Royal Hotel (hoje 6 Royal Crescent) e passava horas caminhando pelos cemitérios e ruínas da Abadia de Whitby, observando o mar cinzento bater nas rochas. A famosa cena em que o navio russo Demeter encalha na praia com um estranho passageiro — o próprio Drácula — foi inspirada diretamente nessa paisagem melancólica. Verona, Itália — Onde Romeu e Julieta ainda vivem Se o amor tivesse um endereço, talvez fosse Verona. Foi ali, entre becos de pedra e varandas floridas, que William Shakespeare ambientou o trágico romance entre Romeu Montéquio e Julieta Capuleto. A “Casa de Julieta”, com a famosa sacada e a estátua de bronze, recebe milhares de visitantes por ano. Cartas reais são deixadas ali, pedindo conselhos sentimentais, respondidas por voluntários conhecidos como as “Secretárias de Julieta”. Dublin, Irlanda — A cidade que virou livro em Ulisses James Joyce não apenas escreveu sobre Dublin — ele a eternizou. Ulisses se passa em 16 de junho de 1904 (o Bloomsday), mas percorre toda a cidade com detalhes minuciosos. Locais como a Martello Tower, o Davy Byrne’s Pub e a Grafton Street são celebrados até hoje por fãs que recriam os passos de Leopold Bloom. Havana, Cuba — O mar real de O Velho e o Mar Em Cojímar, vila próxima a Havana, Ernest Hemingway encontrou a inspiração para seu pescador solitário. O mar de Cuba é mais que cenário: é personagem. Gregorio Fuentes, amigo do autor, foi a base para Santiago. Hoje, a vila mantém viva a conexão entre o mar e a literatura. Rio de Janeiro, Brasil — As esquinas de Machado de Assis Em Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, o Rio de Janeiro não aparece como paisagem turística, mas como palco de conflitos íntimos. Os bondes do Engenho Novo, o Passeio Público e o Largo do Machado fazem parte da atmosfera machadiana. Sob o olhar de Machado, a cidade se torna espelho da alma carioca do século XIX. Savannah, EUA — A cidade encantada de Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal Savannah, com suas praças sombreadas e mansões antigas, ganhou vida própria no livro de John Berendt. Baseado em fatos reais, o romance ambientado na Mercer Williams House mistura mistério, jornalismo e uma cidade onde o passado nunca é passado de fato. Floresta de Sherwood, Inglaterra — Onde a lenda de Robin Hood ganhou raízes A floresta de Sherwood, em Nottinghamshire, abriga há séculos a lenda de Robin Hood. Seus carvalhos centenários, especialmente o Major Oak, são associados ao esconderijo do fora-da-lei mais famoso da Inglaterra. Hoje, é um parque literário vivo, que mistura história, folclore e aventura. Londres, Inglaterra — O 221B Baker Street de Sherlock Holmes Na Londres da era vitoriana, entre neblinas densas e carruagens apressadas, nasceu o detetive mais famoso da literatura: Sherlock Holmes. Criado por Sir Arthur Conan Doyle, Holmes vivia no lendário endereço 221B Baker Street — um local que, embora fictício à época, hoje abriga um museu dedicado ao personagem. Das vielas de Whitechapel aos clubes de cavalheiros, cada canto da cidade era pista ou disfarce para suas investigações. O mundo é cenário. O livro, o portal. Cada lugar mencionado nesta matéria não é apenas um ponto no mapa — é uma porta que se abriu para o imaginário de milhões de leitores. Esses lugares continuam ali, esperando novos olhares, novos passos, novas histórias. Se você é leitor, saiba que pode caminhar por onde os autores caminharam. Pode ver o que eles viram, sentir o que eles sentiram. Porque, no fim, cada viagem literária começa com uma paisagem real — e continua com as paisagens que criamos dentro de nós. Aqui na Editora Viseu, acreditamos que toda história merece existir — e que cada autor tem, dentro de si, um lugar que merece ser revelado ao mundo.
Do Papel à Tela: O Novo Caminho da Leitura

Por muito tempo, acreditou-se que o avanço das telas e a correria da vida moderna estariam afastando as pessoas dos livros. Mas, na contramão do medo e da previsão de crise, um formato discreto, acessível e surpreendentemente íntimo tem reacendido o prazer da leitura: o eBook. Cada vez mais leitores estão redescobrindo a magia das histórias, a força das ideias e o poder do silêncio através de um gesto simples: deslizar o dedo por uma tela. Não qualquer tela, mas a luz suave de um e-reader. Um dispositivo que, ao contrário do que muitos pensam, não compete com o papel. Ele convive, complementa e, em muitos casos, salva o hábito de ler. Neste artigo, vamos explorar como os livros digitais estão se tornando aliados da leitura contemporânea, trazendo dados, estudos científicos, experiências reais de leitores e tudo o que você precisa saber sobre os benefícios de ler em um e-reader. Explore o mundo dos livros digitais O Retorno da leitura está acontecendo e é digital Um levantamento global da Statista revelou que o mercado de eBooks ultrapassou os 16 bilhões de dólares em 2023, com projeção de crescimento contínuo até 2027. No Brasil, a pesquisa “Retratos da Leitura” (Instituto Pró-Livro, 2020) já apontava que 32% dos leitores consumiam livros digitais — um número que só cresce entre os jovens e adultos com rotinas intensas. Esse retorno não acontece por acaso. Com a leitura digital, barreiras como preço, volume físico e transporte dos livros deixam de ser um problema. Em vez de carregar um volume de 400 páginas na mochila, o leitor pode carregar mil títulos no bolso e acessar todos com um toque. Além disso, o eBook favorece algo fundamental: a espontaneidade. É possível ler na fila do banco, durante o intervalo do almoço, antes de dormir, no avião ou no transporte público sem depender de luz ambiente, capa dura ou espaço na estante. Estamos presenciando um fenômeno silencioso: o renascimento da leitura está acontecendo na tela, mas com alma de papel. Benefícios da leitura Digital: O que a ciência diz A leitura em formato digital não é apenas uma tendência — é uma ferramenta com benefícios reais comprovados por estudos. Pesquisas da Universidade de Stavanger, na Noruega, e da Universidade de Maryland, nos EUA, mostram que, embora o papel ainda tenha vantagens em leitura analítica, os eBooks se destacam em mobilidade, concentração em ambientes dinâmicos e estímulo ao hábito frequente. O conforto visual proporcionado pelas telas de e-readers (com tecnologia de tinta eletrônica e luz embutida não reflexiva) reduz a fadiga ocular, ao contrário do que acontece ao ler no celular ou computador. Essa experiência mais próxima do papel colabora para longas sessões de leitura sem desconforto. Além disso, um estudo da Nielsen BookScan revelou que leitores digitais tendem a ler mais livros por ano — em média, 40% a mais — principalmente pela conveniência de acesso imediato e pela possibilidade de manter uma rotina diária, mesmo com pouco tempo disponível. O eBook também é um aliado da saúde mental. A leitura digital diária ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, segundo levantamento publicado pela National Institutes of Health (NIH), reforçando os efeitos terapêuticos do hábito de ler. E o mais interessante: esses benefícios não se restringem ao conteúdo. O formato em que se lê também transforma a forma como se sente. O Impresso continua vivo, e o digital chega para somar Apesar do crescimento da leitura digital, os livros físicos continuam firmes — e seguem ocupando um lugar de afeto, presença e coleção na vida dos leitores. Na verdade, o que tem acontecido é uma convivência entre os dois formatos. Muitos leitores adotam o eBook para o dia a dia, para a leitura em movimento, no transporte ou nos momentos rápidos entre tarefas. Isso porque nem sempre é confortável — ou seguro — levar aquele livro tão querido na bolsa. Há quem tenha “dó” de amassar, molhar ou desgastar uma edição especial, e prefere deixá-la para os momentos calmos em casa. O digital, nesse caso, não substitui: complementa. Aqui na Editora Viseu mesmo, todos os nossos títulos têm versão física e digital. Isso amplia o alcance, respeita a escolha do leitor e dá mais vida à história — seja ela lida nas mãos ou na tela. Ler no Celular ou em um e-Reader: Sim, isso faz diferença Muitos leitores iniciam a leitura digital usando o celular — e embora seja uma porta de entrada válida, não é o ambiente ideal para manter o foco e o conforto. O celular é uma fonte constante de distrações: notificações, luz azul, chamadas e redes sociais compartilham o mesmo espaço da leitura. E é aí que os e-readers fazem toda a diferença. Dispositivos como Kindle (Amazon), Kobo (Rakuten) e Lev (Saraiva) usam telas com tecnologia de tinta eletrônica (e-ink), que simulam o papel e reduzem drasticamente a emissão de luz azul, evitando fadiga ocular. Além disso, a maioria dos modelos conta com iluminação frontal embutida, o que permite ler à noite sem prejudicar o sono — coisa que o brilho das telas de celular normalmente atrapalha. Outro ponto essencial: os e-readers foram feitos exclusivamente para leitura. Isso significa que não há notificações, banners ou interrupções. A experiência se torna mais fluida, imersiva e parecida com o “modo offline” dos livros impressos. No fim das contas, o que parece apenas uma escolha de aparelho define, na prática, se a leitura será prazerosa ou uma tentativa frustrada em meio a mil estímulos. Conheça os principais E-Readers do mercado: Kindle, Kobo e Lev Se você está pensando em começar ou fortalecer o hábito da leitura digital, vale conhecer os diferenciais entre os e-readers mais populares no Brasil. Kindle (Amazon) É o modelo mais conhecido e usado no país. Com versões que vão do básico ao Paperwhite e Oasis, o Kindle se destaca pela integração com a Amazon, oferecendo acesso rápido a milhares de títulos, sincronização entre dispositivos e serviços como o Kindle Unlimited (modelo de assinatura). Seu sistema é simples, rápido e
Como desenvolver o hábito de escrever diariamente.

Todo mundo que já tentou escrever com regularidade conhece o dilema: você tem ideias, vontade, até mesmo talento, mas a consistência não aparece. Escrever um dia e parar por semanas. Recomeçar e desistir. E, aos poucos, a sensação de que talvez “não seja pra você”. Mas e se o que falta não for talento, e sim uma rotina?Criar o hábito de escrever todos os dias não é sobre inspiração divina. É sobre treino, repetição e estrutura emocional. E mais: é sobre dar permissão para si mesmo errar, rabiscar, escrever mal até que as boas palavras comecem a sair. “Sei que você já ouviu isso mil vezes. Mas é verdade — o trabalho duro compensa. Se você quer ser bom, precisa praticar, praticar, praticar.”— Ray Bradbury Neste artigo, vamos mostrar por que escrever diariamente pode mudar sua relação com a escrita (e com você mesmo), quais são os benefícios criativos e terapêuticos comprovados por estudos e como montar uma rotina possível, mesmo com pouco tempo. Desenvolvendo o hábito de escrever Por que escrever todos os dias muda tudo e a ciência confirma Escrever não é só um ato criativo. É também uma prática cognitiva e emocional profunda. E a ciência tem se dedicado a estudar os impactos disso com cada vez mais clareza. Um estudo da Universidade de Cambridge, publicado no British Journal of Health Psychology, mostrou que escrever sobre experiências emocionais durante 15 a 20 minutos por dia pode melhorar significativamente a saúde mental e até fortalecer o sistema imunológico. Outra pesquisa, liderada por James Pennebaker, da Universidade do Texas, demonstrou que a chamada escrita expressiva reduz sintomas de ansiedade, melhora o humor e até promove maior clareza na tomada de decisões. E esses efeitos se ampliam quanto mais frequente for a prática. Além dos benefícios terapêuticos, a escrita regular: Estimula o foco e a atenção plena Aumenta a fluência verbal e a criatividade Melhora a memória e a organização de ideias Ajuda no autoconhecimento e na regulação emocional Desenvolve consistência e disciplina, virtudes essenciais para qualquer autor A prática diária de escrita, segundo um estudo da Michigan State University, também tem efeitos comparáveis à meditação, já que exige concentração e contato com o presente. E o mais importante: não precisa ser perfeita para funcionar. Precisa ser constante. Como construir uma rotina de escrita que realmente funcione A chave para criar um hábito está na repetição, mas também na estrutura. Escrever todos os dias não significa escrever muito, significa escrever com intenção, mesmo que por poucos minutos. Aqui estão princípios que funcionam: Defina um horário fixo e proteja esse tempo Se você deixa para “escrever quando sobrar tempo”, não vai escrever. O cérebro cria hábito com repetição, e a constância de horário é um gatilho poderoso. Crie um ambiente favorável Seu espaço influencia diretamente sua concentração. Um canto limpo, silencioso, com papel e caneta ou um editor aberto. Ritualizar esse momento ajuda o cérebro a “entrar no modo escrita”. Estabeleça metas pequenas “Escreva uma página.” “Escreva por 10 minutos.” O objetivo é gerar tração, não exaustão. O mais difícil é começar, e você só cria ritmo se diminuir a exigência inicial. Escreva sem editar Um dos maiores bloqueios é o desejo de escrever certo. Mas você não precisa escrever bem todos os dias, precisa apenas escrever. O refinamento vem depois. Use disparadores Liste temas ou frases que possam iniciar um texto. Ex: “Hoje eu senti…”, “Uma lembrança que me persegue é…”, “O que eu diria ao meu eu de 10 anos atrás?” Mais do que técnica, é uma mudança de mentalidade Muitos escritores iniciantes acham que não escrever todos os dias é preguiça. Mas, na verdade, pode ser medo. Medo de escrever mal, de não estar à altura da própria expectativa. Por isso, além das técnicas, você precisa ajustar sua mentalidade: A escrita não é feita de inspiração, é feita de disciplina Você não precisa mostrar o que escreveu, só precisa escrever O texto ruim de hoje é o texto que abre caminho para o bom de amanhã Escrever é como afiar uma faca. O corte só melhora se você insistir no gesto. 5 exercícios práticos para manter o hábito vivo 1. Diário de fluxo livreEscreva sem parar por 10 minutos, sem tema. Apenas vá. Não edite, não julgue. 2. Contos-relâmpagoEscreva microcontos de até 100 palavras. Treina concisão e imaginação. 3. Desafio de 7 diasEscreva todos os dias, no mesmo horário. Marque no calendário. Observe a mudança. 4. Reescreva um texto antigoEscolha um rascunho velho e reescreva com novos olhos. 5. Diário temáticoEscolha um tema por semana e escreva sobre ele todos os dias com novas abordagens. Escrever todos os dias também muda quem escreve Há um ponto invisível que separa quem escreve de vez em quando de quem escreve todos os dias. E essa diferença não está no estilo ou no número de palavras, está no sentimento de pertencimento à própria escrita. Quem escreve com frequência começa a se ver como escritor. Desenvolve confiança. Aprende a confiar no processo, mesmo quando o texto ainda não parece bom o suficiente. Além disso, a escrita cotidiana gera um arquivo valioso de si mesmo: um acervo de pensamentos, fases, sentimentos e visões de mundo que se tornam não só material criativo, mas também memória emocional e literária. Escrever diariamente é, também, um modo de existir no tempo. Leia todos os dias também — porque escrita precisa de alimento Nenhuma escrita sobrevive sem leitura. Quem escreve com frequência, inevitavelmente percebe: a mente precisa de alimento para produzir. E esse alimento vem, sobretudo, da leitura. Ler é uma forma de aquecer a escrita. Você não precisa ler o que quer escrever, mas precisa ler. Todos os dias, nem que seja um trecho, uma página, uma frase. Além disso, a leitura diária: Amplia o vocabulário Estimula novas ideias Melhora a construção textual Alimenta ritmo narrativo e senso de estrutura Ler e escrever são atos complementares. Um fortalece o outro. E quando se tornam hábito, transformam completamente o modo como você pensa — e
Mude o jogo com o Empreendedorismo Literário

Imagine que você cultiva abacaxis. Cuida da plantação, colhe os frutos e leva até a feira para vender. Cada unidade é resultado direto do seu esforço. Agora imagine que, além de vender os abacaxis inteiros, você começa a preparar sucos, doces, polpas congeladas. De agricultor, você se transforma em empreendedor rural — alguém que cria valor além do produto bruto. Com a escrita, o raciocínio é o mesmo. Muitos escritores dedicam meses (ou anos) para terminar seus livros e param por aí. Mas alguns percebem que o livro é apenas a primeira entrega de um universo muito maior. São esses os que mudam o jogo: os escritores empreendedores. Empreendedorismo Litrário O que é empreendedorismo literário? Empreendedorismo literário é a prática de usar a escrita como ponto de partida para uma estrutura mais ampla de impacto, entrega e rentabilidade. Não se trata de abandonar a arte, mas de reconhecer que ela pode ganhar diferentes formas, formatos e caminhos de distribuição. É quando o autor começa a enxergar sua obra como uma semente e sua carreira como uma floresta. É transformar histórias em cursos, personagens em produtos, reflexões em palestras, e assim por diante. Em outras palavras, é entender que o livro é um produto real — mas não é o negócio inteiro. O verdadeiro negócio é você, autor. O ponto de virada Publicar um livro é uma conquista. Mas não precisa (e não deve) ser o fim da jornada. O escritor que assume uma postura empreendedora compreende que o impacto do seu trabalho não termina com a última página do livro. Essa mudança acontece quando o autor percebe que seu conhecimento, experiência e criatividade podem assumir formas diferentes, alcançando novos públicos e gerando mais resultados. Desenvolver uma visão empreendedora faz com que o escritor deixe de ver seu trabalho apenas como algo prazeroso, e passe a tratá-lo como uma resposta a necessidades reais. E não se engane: seus livros resolvem sim diversos tipos de problemas — emocionais, culturais, formativos ou inspiracionais. E você, como autor, pode entregar ainda mais valor ao mundo quando entende isso. Escritor x Escritor Empreendedor Veja a diferença entre os dois perfis: Escritor Tradicional Escritor Empreendedor Escreve livros Cria soluções por meio da escrita Publica e encerra o ciclo Publica e expande sua entrega Concentra-se em uma só fonte Diversifica suas formas de atuação Foca na venda do livro Vê o livro como porta de entrada Atua de forma isolada Constrói audiência e comunidade Nenhum dos perfis está “errado”. Mas quem deseja construir uma carreira literária de longo prazo, sustentável e com mais autonomia, encontra no empreendedorismo literário uma poderosa alternativa. Seu livro é o começo, não o negócio inteiro Se o seu livro fosse um abacaxi, você teria duas escolhas:vender a fruta ou transformá-la também em suco, geleia, bolo, polpa e sementes.O escritor empreendedor escolhe a segunda opção. Isso porque a escrita tem poder de gerar múltiplas formasde valor. Um único livro pode se tornar: Um curso online Uma mentoria Um workshop presencial Um canal de conteúdo (YouTube, Instagram, podcast) Um produto físico ou digital complementar Uma palestra, uma oficina ou um clube de leitura O escritor que empreende não abandona a literatura — ele amplia seu alcance. Os cinco pilares do empreendedorismo literário 1. Autoridade Construir autoridade é ser reconhecido como alguém que domina um tema ou uma forma de expressão. Não exige fama, mas sim consistência, clareza e compromisso com o que se entrega. 2. Audiência Não basta escrever bem — é preciso ter para quem escrever. O escritor empreendedor se conecta com seu público, constrói comunidade e mantém canais ativos de relacionamento, seja via redes sociais, newsletters ou eventos. 3. Multiplicidade de formatos Uma ideia pode ser apresentada em vários formatos: livro, vídeo, artigo, palestra, curso, oficina, produto. Quanto mais formatos, maior o alcance. O autor empreendedor não repete conteúdo — ele adapta, expande, reaproveita. 4. Modelo de negócios É fundamental entender como sua atividade literária gera receita e valor. O escritor empreendedor pensa em termos de funil, margem, sustentabilidade e estrutura. Ele conhece suas fontes de renda e explora possibilidades alinhadas com sua essência. 5. Visão de longo prazo O autor empreendedor pensa em maratona, não em sprint. Ele planeja lançamentos futuros, cuida da reputação, desenvolve projetos paralelos e não depende de um único momento para manter sua carreira. Exemplos práticos (sem citar nomes) Um escritor de fantasia que usa QR codes nos livros para levar os leitores a conteúdos exclusivos online. Uma autora de autoconhecimento que transforma capítulos do seu livro em vídeos curtos e workshops. Um poeta que imprime seus versos em camisetas e produtos de papelaria, ampliando a circulação da sua mensagem. Essas iniciativas mostram que há inúmeras formas de rentabilizar, compartilhar e fazer a escrita chegar a mais pessoas — sem perder sua essência. Como dar os primeiros passos? Empreender com literatura não exige começar grande, mas sim começar com consciência. Aqui estão cinco atitudes que fazem a diferença: Mapeie os temas centrais da sua escrita: o que você realmente entrega? Entenda o seu público: quem são seus leitores, o que eles buscam, como se comunicam? Pense em um produto complementar: um curso, uma palestra, um brinde digital. Escolha um canal para construir relacionamento: não precisa estar em todos — comece com um bem feito. Estude o básico de marketing e posicionamento: você não precisa virar especialista, mas precisa entender os fundamentos. Escalando sem perder autenticidade Escalar não é “se vender”. Escalar é permitir que sua mensagem chegue a mais pessoas, de formas diferentes. É transformar o valor que você cria em uma jornada contínua — não apenas um evento de lançamento. Ser escritor é criar. Ser empreendedor é multiplicar. Ser um escritor empreendedor é fazer as duas coisas com propósito, estratégia e liberdade. Um convite à expansão A escrita tem poder. Mas esse poder pode se tornar limitado se for entregue de forma única, pontual e isolada. O escritor empreendedor entende que sua missão não termina com a publicação do livro — ela começa ali. Se você deseja mais
Como funciona uma Editora de Livros no Brasil?

Para alguns autores, uma editora parece um local mítico inalcançável, no qual entra um manuscrito e sai um livro publicado. Embora possa soar como mágica, a publicação de um livro dentro de uma editora é um processo trabalhoso e cheio de detalhes. Uma boa casa editorial é formada por várias engrenagens, girando em conjunto para entregar livros de qualidade para seus leitores. Coordena diversas etapas, dependendo de uma equipe multidisciplinar para alcançar o melhor resultado. Muitas pessoas têm dúvidas sobre como exatamente funciona esse tipo de organização. Quais profissionais fazem parte de uma casa editorial? Quais suas formações? Como é o fluxo de trabalho dentro de uma casa editorial? Neste artigo, iremos explicar como funciona uma editora de livros, que tipo de profissionais a formam e como atuam na edição, publicação, divulgação e distribuição do livro. Fique com a gente e confira! Como funciona uma editora de livros? O que é uma editora? Uma editora é uma empresa especializada na publicação de livros. Atua no mercado editorial como uma produtora de música atua na indústria fonográfica, descobrindo e promovendo talentos e fomentando a cultura no país. Podem ter diversos tamanhos, segmentos e modelos de negócio. Sua função é acompanhar um manuscrito desde seu envio à editora até a publicação, divulgação e distribuição da obra. Oferece sua expertise para os autores, de modo a guiá-los pelos processos de publicação de um livro e garantir que ele tenha qualidade ao chegar ao mercado editorial. Possuem a experiência e qualificação necessária para apontar caminhos para o sucesso do manuscrito, assegurar que ele esteja livre de erros, garantir um design bonito e funcional, fazer os registros da obra corretamente, distribuir os exemplares nas melhores lojas e marketplaces para divulgar o livro ao público. Como funciona a publicação em uma editora? O processo de publicação é composto por diversas etapas. Nele, atuam os editores, revisores, tradutores e designers editoriais. São eles que transformam um bloco de texto bruto em um livro lapidado, pronto para publicação. Análise de originais A publicação inicia com a análise dos originais enviados por autores ou agentes literários, assim como a seleção dessas obras para publicação. Quando se fala em análise de originais, quem sabe vem a sua mente um profissional de revisão que apenas lê seu livro do ponto de vista gramatical para averiguar se a obra está bem escrita. Contudo, existem muitas nuances nessa análise. Nem todas as editora divulgam isso, porém dentre esses critérios de análise de um original, estão: Domínio da linguagem: Não é apenas correção gramatical, mas de fluência, ritmo e adequação do estilo ao conteúdo proposto. Se você se propõe a escrever uma autobiografia (um gênero escrito em 1ª pessoa) e acaba escrevendo o livro em 3ª pessoa, o revisor precisará intervir na sua escrita para orientá-lo melhor, ou seja, por mais bem escrito que esteja o seu original, ele não corresponde ao estilo adequado ao gênero autobiográfico, por exemplo. Estrutura e coesão: A organização do texto, coerência entre capítulos, progressão lógica de ideias e ausência de contradições ou lacunas narrativas. Para tudo isso, é necessário um olhar atento e humanizado para apontar as possíveis contradições ou falhas temporais no seu livro. Originalidade na abordagem: Mesmo em temas já explorados, editoras valorizam ângulos novos, perspectivas frescas ou estilos distintivos, do contrário, a editora correrá o risco de colocar seu selo em uma obra que apenas repete dados já publicados por outros autores. Desenvolvimento de personagens: No caso de ficção, a profundidade psicológica e consistência comportamental dos personagens são essenciais. Uma obra com construção pobre, pode deixar seu original com uma complexidade baixa, e isso pode reduzir o interesse do seu leitor pela obra. Diálogos naturais e funcionais: Para os casos ficcionais, conversações que soam artificiais ou que não contribuem para o avanço da narrativa ou caracterização são vistas negativamente. A análise do profissional vai considerar falas desnecessárias ou cenas que não ajudam o leitor a evoluir na obra. Quem exatamente faz essas análises? Bom, isso depende muito da empresa. Se uma editora tem uma produção grande e costuma negociar os direitos de muitas obras internacionais e nacionais, muitas vezes destinam este processo de análise aos chamados editores de aquisição, que podem ser profissionais da própria editora, ou parceiros dela. Após essa seleção criteriosa de análise de originais, negociam-se então os direitos autorais e, a partir disso, um contrato de publicação é firmado. Sobre o contrato de uma Editora de Livros Como qualquer empresa séria que presta serviços, as editoras também alinham seus pontos burocráticos do relacionamento com os clientes a partir da celebração de um contrato. O contrato editorial é um dos documentos mais importantes na relação entre autor e editora, pois estabelece as bases legais da parceria. Contudo, muitos autores, especialmente os iniciantes, assinam esses documentos sem compreender completamente seus direitos e obrigações. Um contrato editorial completo deve conter, no mínimo, os seguintes elementos: Definição da obra: o documento deve conter a descrição clara do livro, incluindo título (mesmo que provisório), gênero e número aproximado de páginas. Cessão de direitos: especifica quais direitos o autor está cedendo à editora e por quanto tempo. Contudo, é importante ter a seguinte Atenção: a cessão pode ser para direitos apenas da versão impressa ou incluir ebook, audiolivro e até adaptações para outras mídias. Territorialidade e idiomas: define em quais países e em quais idiomas a editora tem direito de publicar a obra. Percentual de royalties: estabelece quanto o autor receberá por cada exemplar vendido. Este valor pode variar de editora para editora, por isso, é sempre importante você reforçar essa informação no período de negociação. Adiantamento: valor eventualmente pago ao autor antes da publicação, a ser descontado dos futuros royalties. Prestação de contas: periodicidade com que a editora deve informar ao autor sobre vendas e pagamentos (geralmente semestral ou anual). Tiragem mínima: é sobre a quantidade de exemplares que a editora se compromete a imprimir inicialmente. Exemplares de cortesia: diz respeito ao número de cópias gratuitas que o autor receberá após a publicação. Prazo de publicação: período máximo em
Acontecimentos literários de 2024 que você precisa relembrar!

De prêmios literários que consagraram autores a eventos que conectaram apreciadores da leitura, 2024 trouxe para o universo literário dias de celebração, inovação e reflexão. Foram lançamentos de livros aguardados, homenagens a grandes nomes da literatura e eventos que bateram recordes de público que evidenciaram a capacidade da literatura de se reinventar e permanecer relevante. Por isso, convidamos você a revisitar 7 acontecimentos literários que marcaram o ano de 2024. 7 fatos que marcaram o universo literário em 2024 1. Han Kang, autora de ‘’A Vegetariana’’, vence o Nobel de Literatura de 2024 A escritora Han Kang entrou para a história ao se tornar a primeira sul-coreana a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 2024. Reconhecida no ocidente por sua obra A Vegetariana, a autora conquistou o público com sua escrita profunda e intimista. A Academia destacou sua habilidade em explorar a fragilidade da condição humana e abordar, de forma poética e contundente, os traumas históricos e sociais. A premiação reafirma a relevância de suas obras no cenário literário global e celebra sua contribuição à literatura contemporânea. 2. Bienal Internacional do Livro de São Paulo registra maior público em 10 anos A 27ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi um marco histórico, reunindo mais de 700 mil visitantes em setembro, o maior público registrado na última década. O evento se destacou pelo número recorde de participantes e também pela diversidade de sua programação. Entre os destaques estavam a presença de renomados autores internacionais, lançamentos exclusivos de obras aguardadas e uma forte participação de editoras independentes, reforçando a importância do evento para o mercado literário brasileiro. 3. A influência do #BookTok transforma o cenário literário em 2024 Em 2024, o #BookTok, a comunidade literária do TikTok, se consolidou como uma das maiores forças de recomendação de leitura. Com um crescimento exponencial, a hashtag já acumula impressionantes 200 bilhões de visualizações, refletindo seu impacto global no mercado editorial. O movimento transformou livros pouco conhecidos em best-sellers internacionais, como também desempenhou um papel crucial no crescimento de autores independentes. No TikTok, esses escritores encontram uma audiência engajada e disposta a descobrir novas histórias e compartilhar experiências literárias, redefinindo a forma como os livros chegam às mãos dos leitores. Veja também: Quem são os fanáticos por livros? 4. Busca por livro de Machado de Assis dispara nos Estados Unidos Ainda sobre o impacto das redes sociais, uma influenciadora norte-americana viralizou ao declarar que Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, tornou-se seu livro favorito. O entusiasmo gerado pela recomendação fez com que a obra alcançasse o primeiro lugar em vendas na Amazon dos Estados Unidos, na categoria de literatura latino-americana e caribenha. Esse feito reafirmou o legado de Machado como um dos maiores autores da língua portuguesa e seu apelo universal. 5. “Salvar o Fogo”, de Itamar Vieira Junior, vence o Prêmio Jabuti O escritor Itamar Vieira Junior consolidou-se como um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea ao vencer a categoria Romance Literário no Prêmio Jabuti 2024 com a obra “Salvar o Fogo”. O livro aborda temas como resistência e memória coletiva, dialogando com questões sociais e culturais do Brasil atual. Lembrando que é a segunda vez que Itamar ganha o prêmio. Há quatro anos atrás, ‘’Torto Arado’’ também conquistou o prêmio de melhor romance. O escritor Itamar Vieira Junior se destacou como um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea ao vencer a categoria Romance Literário no Prêmio Jabuti 2024 com sua obra Salvar o Fogo. Vale lembrar que esta é a segunda vitória de Itamar no Prêmio Jabuti. Quatro anos atrás, seu consagrado romance Torto Arado também foi laureado como melhor romance. 6. Audiobooks em alta! No segundo trimestre de 2024, o mercado de audiolivros no Brasil registrou um impressionante crescimento acumulado de 98% em relação ao mesmo período de 2023. Esse formato tem conquistado cada vez mais leitores, especialmente aqueles que procuram praticidade para consumir literatura enquanto realizam suas atividades cotidianas. Grandes editoras apostaram no potencial dos audiobooks, investindo em produções de alta qualidade com narradores renomados, o que contribuiu para consolidar o formato como uma das principais tendências literárias do ano. 7. Homenagens póstumas a Gabriel García Márquez Em 2024, uma década após a morte de Gabriel García Márquez, o mundo literário prestou inúmeras homenagens ao icônico autor colombiano. Eventos literários realizados em diversos países celebraram sua obra atemporal e seu impacto na literatura mundial, com destaque para releituras de clássicos como Cem Anos de Solidão. O ano também marcou o lançamento de “En Agosto Nos Vemos“, um romance do autor, descrito pelo grupo editorial Penguin Random House como o maior evento editorial de 2024. O lançamento coincidiu simbolicamente com a data de aniversário do autor, reafirmando o legado de García Márquez como uma voz influente da literatura universal. O memorável ano de 2024 O ano de 2024 trouxe novidades ao mercado literário, marcado por grandes eventos que movimentaram o setor e por insights valiosos sobre tendências e comportamentos que devem moldar os próximos anos. A expectativa é que 2025 seja um ano de novas conquistas e inovações para a literatura. Aqui na Editora Viseu, estaremos sempre atentos às tendências e novidades, trazendo conteúdos exclusivos para manter você atualizado sobre o que acontece no universo dos livros. Aproveite para assinar nossa newsletter e ficar por dentro do universo literário. E se gostou deste conteúdo, não deixe de conferir outros artigos no blog!
Por dentro da análise crítica: saiba como é feita essa etapa de revisão

Publicar um livro é o sonho de muitos autores, mas garantir a qualidade literária e a coerência do manuscrito pode ser uma preocupação. Por esse motivo, um dos serviços editoriais disponíveis no mercado é o da análise crítica. Profissionais experientes no mercado editorial conduzem esse trabalho com um olhar atento e questionador. Essa equipe especializada garante que cada avaliação ofereça insights valiosos ao mesmo tempo que respeita a voz do autor na obra. O resultado? Um panorama completo sobre o que já funciona no texto e o que pode ser ajustado para o tornar ainda melhor. A seguir, vamos entender melhor cada uma das etapas envolvidas em uma análise crítica eficiente. Um mergulho profundo O primeiro passo desse processo é a leitura detalhada do manuscrito. Os pontos fortes da narrativa são identificados, bem como os aspectos que podem ser ajustados para elevar a qualidade do texto. É uma leitura minuciosa que considera a estrutura, coerência e público-alvo. Neste trabalho, o objetivo é potencializar a obra sem desrespeitar a visão criativa do autor. Construindo a base Neste estágio, o consultor editorial realiza uma avaliação estrutural da obra, dando atenção para os aspectos técnicos que mantém uma organização interna e lógica. O processo inclui revisar se o enredo está bem desenvolvido, os personagens consistentes e se existe efetividade nos diálogos. Assim, são identificadas lacunas ou excessos, permitindo a sugestão de ajustes que melhorem a experiência de leitura. Palavra por palavra A linguagem é a alma do texto, por isso recebe uma atenção especial. Durante a análise de linguagem, o consultor examina o estilo de escrita, a fluidez dos parágrafos e a compatibilidade com o gênero literário. Além disso, o profissional verifica se a proposta da obra está alinhada com a forma que ela foi apresentada no texto. Crítica construtiva O autor recebe um relatório personalizado que destaca tanto os pontos fortes quanto as áreas que precisam de atenção. Esse feedback detalhado valoriza o que já está bem desenvolvido no original e oferece sugestões específicas para aumentar a qualidade do material. Do conceito ao aperfeiçoamento Mais do que identificar problemas, o processo de análise inclui sugestões práticas para solucionar os pontos críticos. Dessa forma, o autor é munido de orientações para aprimorar seu trabalho, seja ajustando o ritmo, reforçando a construção dos personagens ou melhorando a fluidez narrativa. Veja também: 7 passos para fazer uma resenha completa. 10 aspectos avaliados na análise crítica Alguns elementos são determinantes para a qualidade e o potencial de publicação de uma obra. Por isso, a análise crítica se dedica a identificar a presença desses elementos no material. Entre os critérios avaliados, selecionamos 10 exemplos para ajudar você a entender melhor o que é analisado em um manuscrito. 1. Originalidade da ideia É verificado se o texto apresenta uma ideia original ou uma abordagem inovadora capazes de o diferenciar no mercado editorial. Para isso, o consultor busca identificar elementos que tornem a obra memorável e relevante, mesmo em um nicho saturado. 2. Estrutura e organização Uma estrutura narrativa consistente é essencial para manter o interesse do leitor na obra. Por isso, é importante avaliar a organização dos capítulos e garantir que os eventos da história sigam uma lógica. 3. Qualidade da escrita Um texto bem escrito, com ideias claras e uma narrativa coesa, é fundamental para proporcionar uma boa experiência de leitura. Frases bem construídas e parágrafos que conversam entre si são pontos que tornam o texto mais acessível e, portanto, avaliados em uma análise crítica. 4. Definição do público-alvo É preciso compreender para quem o livro foi criado. Durante a análise, são considerados o alinhamento do conteúdo com as expectativas e interesses do público. Assim, um bom ajuste entre a mensagem do livro e as necessidades do público-alvo potencializa o engajamento e aumenta as chances de sucesso nas vendas. 5. Consistência do enredo A consistência do enredo é um elemento importante em obras de ficção. Durante a análise, é observado se os eventos narrados estão bem conectados e seguem uma lógica interna coerente. As ações, emoções e motivações dos personagens são consistentes? Existem contradições na trama que possam confundir o leitor? O objetivo dessa avaliação é garantir que a história faça sentido e seja credível para o público. 6. Rigor técnico Para obras de não ficção, o rigor técnico é indispensável. Por isso, é avaliado a solidez dos argumentos, a origem das fontes e a qualidade da pesquisa que sustenta o texto. Esse cuidado contribui para posicionar o autor como uma verdadeira autoridade no assunto. 7. Estilo e voz autoral Uma voz autoral forte e bem trabalhada é capaz de estabelecer uma conexão genuína com o público, tornando a experiência de leitura mais memorável. Logo, a avaliação busca identificar como a escrita do autor reflete a autenticidade, personalidade e capacidade de se comunicar de maneira única. 8. Potencial de mercado Entender o potencial de mercado de uma obra ajuda a planejar seu posicionamento estratégico. Fatores como originalidade, relevância do tema e alinhamento com as tendências atuais podem garantir um apelo comercial significativo. Além disso, existe o cuidado em se a obra atende a uma demanda específica do público. 9. Engajamento emocional Bons textos são aqueles que possuem o poder de estimular emoções e criar conexões com o leitor. Por isso, um aspecto a ser considerado é a habilidade do original de provocar reações emocionais ou intelectuais no público, como empatia, curiosidade ou reflexão. 10. Revisão e polimento A consultoria editorial também avalia a revisão prévia realizada pelo autor, buscando indícios de que o texto foi trabalhado para minimizar erros. Durante a análise, são identificados aspectos como redundâncias, trechos confusos, inconsistências e falhas recorrentes, com o objetivo de aprimorar ainda mais a qualidade do conteúdo. A relevância do serviço O serviço de análise crítica é indispensável para autores que desejam lançar obras de alta qualidade. Ele oferece um direcionamento para que o autor aperfeiçoe sua narrativa, a deixando mais completa, coesa e estrategicamente alinhada aos objetivos da publicação. Na Editora Viseu, contamos com uma equipe qualificada de especialistas em análise
Clube do livro: o que é e como funciona?

Você é um leitor ávido, mas sente falta de compartilhar suas leituras com alguém? Quando termina um livro, fica se coçando para comentar sobre, mas não conhece ninguém que entenda ou se interesse pelo que está falando? Se sim, os clubes do livro podem ser a escolha certa para você! Esses clubes têm ganhado popularidade nos últimos anos, unindo pessoas com uma mesma paixão: a leitura. Porém, o que exatamente é um clube do livro? Como eles funcionam? Quais são seus benefícios reais? Se você tem essas e outras dúvidas sobre essa prática centenária, este é o artigo para você. Neste guia detalhado, respondemos todas essas questões, com exemplos de clubes gratuitos dos quais você pode participar e um passo a passo para você criar seu próprio clube do livro. Fique com a gente e confira! O que é um clube do livro? Um clube do livro, também chamado de clube de leitura, é um grupo de leitores que se reúnem regularmente para discutir, compartilhar e conversar sobre a leitura de um mesmo livro. Podem ser tanto presenciais quanto online, grandes ou pequenos, pagos ou gratuitos. As obras que serão lidas são escolhidas anteriormente, normalmente em conjunto. Nos encontros, todos os membros têm a oportunidade de dar suas opiniões sobre o livro, promovendo reflexão, escuta e troca de diferentes perspectivas. Existem diferentes tipos de clubes, dependendo das preferências do grupo. Alguns focam em um gênero literário específico, autores com uma característica em comum ou são voltados para membros específicos, enquanto outros optam por uma seleção mais diversificada e ampla. Os encontros podem variar desde discussões informais até encontros mais estruturados, onde um líder de discussão ou moderador guia a conversa. Em clubes maiores, também é possível que o próprio autor da obra lida seja convidado para integrar o bate-papo. A maioria promove encontros mensais, para que todos os membros tenham tempo de ler e pensar em suas considerações, mas a frequência pode variar de acordo com ritmo de leitura e rotina dos membros. Podem ser formados por pessoas conhecidas, como amigos ou colegas, ou por desconhecidos unidos pelo amor ao livros. Nos últimos tempos, o número de clubes do livro online cresceram exponencialmente, difundindo e promovendo ainda mais a leitura. É uma prática importante não só para manter leitores engajados, mas também para incentivar a leitura e formar cada vez mais leitores. Como surgiu o clube do livro? A ideia de se reunir em grupos para discutir livros e literatura não é nova, remonta a séculos atrás. Na Grécia antiga, por exemplo, existiam os sympósions gregos, em que a elite intelectual se reunia para beber e conversar sobre artes, literatura e história. Mas os clubes do livro como conhecemos hoje começaram a ganhar força no final do século XIX e início do século XX. Em um contexto de crescente alfabetização e acesso aos livros, surgiram como reuniões informais, um modo de socializar e discutir ideias literárias. Um dos mais conhecidos foi o Ladies’ Reading Club, criado em 1885 em Houston, nos Estados Unidos. Começou com encontros simples, como um espaço para que mulheres discutissem sobre arte e literatura, mas cresceu rapidamente em tamanho e influência, e foi um dos grandes responsáveis pela abertura da primeira biblioteca pública da cidade. No Brasil, um dos grandes marcos dessa prática foi a editora e clube de assinatura Círculo do Livro, fundada em 1976. Os assinantes recebiam uma revista todo mês com o catálogo de lançamentos e deviam adquirir pelo menos duas obras por mês. Essa prática levava os livros até cidades pequenas, que não possuíam livrarias ou bibliotecas, democratizando o acesso à leitura por todo Brasil. Na década de 80, a Círculo do Livro chegou a ter mais de 800 mil assinantes em mais de 2850 municípios diferentes! Hoje em dia, existem diversos clubes do livro, por assinatura ou não, em diferentes estilos. Com a internet, surgiu a comunidade bookstan, tornando a leitura uma experiência compartilhada, cenário ideal para a disseminação desses grupos. Como funciona um clube do livro? O jeito como um clube do livro funciona pode variar bastante dependendo das preferências dos membros, mas existem algumas etapas comuns para a maioria deles. Confira a estrutura básica de funcionamento de um desses grupos: 1 – Os membros escolhem o livro A seleção do livro é uma das etapas mais importantes de um clube. Alguns escolhem por consenso, outros adotam um sistema rotativo, onde cada membro sugere um título por vez, e há ainda a possibilidade de ter um líder que indica todas as leituras. A escolha pode ser influenciada pelo tema do clube (por exemplo, apenas clássicos da literatura ou livros de poesia), pelas preferências dos membros, por sugestões de curadores ou ainda pela lista de best sellers do momento. Todos os membros irão ler aquele livro no mês, e é sobre ele que a discussão será realizada. 2 – O cronograma de leitura é definido Uma vez que o livro é escolhido, o grupo define um cronograma para a leitura, que normalmente varia de três a quatro semanas. Esse tempo permite que todos os membros leiam o livro e cheguem à reunião preparados para a discussão. Alguns clubes têm agendas mais regradas, com metas de capítulos por semana, outros apenas definem um prazo final de leitura. Sendo assim, pode haver mais de um encontro marcado no mês que discute o livro por partes, ou uma única reunião para falar da obra completa. 3 – A reunião acontece As reuniões são o coração do clube do livro. Elas podem acontecer em um local físico, como a casa de um dos membros, uma biblioteca, uma cafeteria; ou de forma virtual, usando plataformas de videoconferência, chamadas de áudio e até lives em redes sociais. Durante a reunião, os membros discutem o livro, compartilham suas impressões, fazem perguntas e refletem sobre os temas abordados pela obra. Alguns grupos promovem debates mais estruturados, com moderadores e tópicos a serem discutidos, mas também podem ser mais livres e espontâneas, como uma conversa mesmo. 4 – Planejamento
Partes de um livro: conheça a anatomia de um livro por completo

O livro é mais do que apenas o texto que carrega. Embora seu conteúdo seja o principal, ele é um objeto físico que vai além da palavra, com muitos componentes intrincados e importantes, mas pouco explorados. Cada uma dessas partes de um livro tem sua função, sendo indispensável conhecer cada uma delas para saber quando e como aplicá-las. Apesar disso, são poucos os autores que conhecem esses aspectos mais técnicos, o que pode colocar a qualidade de suas publicações em risco. Pensando nisso, neste artigo, iremos destrinchar o livro como um todo, apresentando cada uma de suas partes em detalhes. Assim, você terá o conhecimento para explorar todas as possibilidades de uma publicação impressa. Fique com a gente e aprenda a anatomia de um livro! Parte externa do livro: muito mais do que uma capa A parte externa de um livro impresso diz respeito a tudo que envolve o miolo, indo além apenas da capa. É a “cara” do livro, sendo muito importante para a experiência de leitura como um todo. Atenção: muito dificilmente uma única obra apresentará todas essas partes. Algumas são opcionais, sendo que a escolha de inserir ou não esses elementos envolve não só questões orçamentárias e técnicas como também o próprio gênero do livro, público e objetivos. Primeira capa Poucos sabem disso, mas um livro, tecnicamente falando, tem quatro capas. A primeira capa, frequentemente chamada apenas de capa, é a principal. É ela que leva o nome do autor, título e subtítulo do livro e editora. É o primeiro contato de um leitor com a obra, portanto, deve ser uma capa bem desenvolvida. Ela pode ser dura ou brochura, de materiais variados, mas deve ser resistente. Além de servir como uma apresentação do livro, é também uma proteção. Pode ter diversos tipos de finalização gráfica, como laminação, verniz localizado e hotstamp. Segunda capa e terceira capa A segunda capa é a parte interna da primeira capa, já a terceira capa é a parte interna da quarta capa. Normalmente, estão em branco, mas podem ser usadas para compor o projeto gráfico do livro, trazendo elementos impressos e agregando valor estético à obra. Quarta capa A quarta capa, mais conhecida como contracapa, é a parte traseira do livro. É onde normalmente se encontra a sinopse da obra e seu código de barras ISBN. Em alguns casos, também é onde estão os blurbs ou endossos, ou seja, citações de pessoas ou veículos de destaque elogiando a obra. Assim como a primeira capa, a contracapa deve ser bem pensada, visto que uma sinopse bem feita é essencial para capturar a curiosidade do leitor. Além disso, ela deve ser esteticamente agradável e coerente com a primeira capa e o resto do livro. Lombada A lombada é onde o miolo é colado ou costurado, servindo como a espinha dorsal do livro. É ela que ficará exposta na estante, geralmente contendo o nome do autor, do livro e da editora. A maioria dos livros tem uma lombada quadrada, mas existem outros tipos, como canoa e até mesmo exposta. Caso a obra faça parte de uma série de livros, é comum que também apresente o número de seu volume e que as lombadas sejam coordenadas entre si, por vezes até mesmo montando uma figura completa quando estão lado a lado. Primeira orelha A orelha é uma parte da capa dobrada para dentro, servindo como uma proteção extra para o livro. A primeira orelha é a que acompanha a primeira capa, normalmente contendo uma sinopse mais detalhada, trechos da obra ou endossos. Segunda orelha Parte dobrada da quarta capa, é aqui que se encontra, por via de regra, uma pequena biografia do autor, acompanhada por uma foto e links para suas redes sociais e as da editora. Guarda e folha de guarda Exclusivas de livros de capa dura, a guarda e a folha de guarda unem a capa ao miolo. São coladas à segunda e à terceira capa, podendo ser lisas, coloridas ou impressas. Portanto, além de uma função mais técnica, podem ser esteticamente aproveitadas. Corte inferior, corte dianteiro e corte superior Esses são os nomes dados às partes do miolo que ficam visíveis nas laterais do livro quando ele está fechado. São chamados assim devido ao processo de refile ao qual todo livro é submetido, que consiste em cortar as laterais do miolo antes de fixá-lo à capa, para padronizar o tamanho de suas páginas. Normalmente, são deixados em branco, mas algumas edições especiais contam com pintura trilateral, colocando cor ou até mesmo palavras, ilustrações e efeitos metálicos nas bordas. Cinta A cinta é uma tira de papel ou plástico que envolve a obra, normalmente com informações promocionais sobre o livro, o autor ou a editora. Também é muito usada para unir livros de uma série, de modo a vendê-las como coleção, mas sem ser necessário um box. Sobrecapa A sobrecapa é uma folha solta que, como o nome indica, vai acima da capa, revestindo o livro. Também chamada de jacket ou jaqueta, é mais comum em livros de capa dura e contém todas as informações presentes em uma capa, como título, autor, editora e sinopse. É muito comum principalmente nos Estados Unidos, onde o padrão são capas duras lisas com as sobrecapas por cima. Esse tipo de livro é conhecido como hardcover. Também podem ser utilizadas como uma capa alternativa, para livros que tiveram adaptações para as telas, por exemplo, mantendo a capa original por baixo, mas ainda utilizando a adaptação para atrair leitores. Fitilho Usado em edições capa dura, o fitilho ou marcador de tecido é uma fita de tecido acoplada à lombada do livro, usado tanto como enfeite quanto como marcador de página. Dá um ar muito elegante ao livro e pode ter várias cores, de acordo com o projeto gráfico da obra. Luva A luva serve como uma espécie de caixinha para o livro, feita com um papel mais duro e resistente. Pode ter um projeto gráfico próprio ou imitar o da capa, servindo tanto como proteção quanto
Adélia Prado ganha dois grandes prêmios de literatura em menos de uma semana

A poetisa, romancista, contista, filósofa e professora Adélia Prado acaba de ganhar o Prêmio Camões de Literatura, considerado o mais importante da língua portuguesa. A decisão aconteceu nesta última quarta-feira (26), por meio de uma reunião virtual do júri. Adélia Prado quebra o esperado com sua vitória, que normalmente alterna entre os países falantes da língua portuguesa. O último vencedor do Brasil, Silvano Santiago, foi contemplado apenas 2 anos atrás. É o segundo grande prêmio de literatura que a autora ganha em menos de 7 dias: na quinta-feira da semana anterior (20), foi nomeada a vencedora do Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. As duas premiações seguidas consagram Adélia Prado como a maior poeta brasileira viva. Ao todo, a autora recebeu aproximadamente R$ 690.000 em dinheiro, somando as gratificações dos dois prêmios. São mais de meio milhão de reais em menos de uma semana conquistados pela autora! Adélia, em nota enviada à imprensa sobre as duas vitórias, diz: “Foi com muita alegria e emoção que recebi, hoje, dia 26 de junho, um telefonema da Sra. Dalila Rodrigues, ministra da Cultura de Portugal, me informando que fui agraciada com o Prêmio Camões. Estava ainda comemorando o recebimento do Prêmio Machado de Assis, da ABL, e agora estou duplamente em festa. Quero dividir minha alegria com todos os amantes da língua portuguesa, esta fonte poderosa de criação.” Quem é Adélia Prado? Adélia Prado é um dos grandes nomes da literatura contemporânea brasileira, tendo publicado mais de 20 livros. Mineira, nasceu no ano de 1935 em Divinópolis e lá continua a residir. É conhecida principalmente por sua obra na poesia, mas também já escreveu romances, contos e crônicas. Em seus poemas, explora o cotidiano sob o olhar feminino, mergulhando em temas de fé, desejo e morte. Ficou conhecida por sua linguagem mais informal, assumindo um tom simples para falar com profundidade e delicadeza sobre questões que são ao mesmo tempo universais e íntimas. Começou sua carreira como escritora apenas aos 40 anos, quando enviou seu manuscrito para Carlos Drummond de Andrade. Encantado com os poemas, foi ele quem deu início a carreira de Adélia Prado, encaminhando seus escritos para uma editora. Assim publicou-se o primeiro livro da autora, Bagagem, em 1976. Foi muito bem recebido pela crítica, que apontaram seu estilo único e originalidade. Como escreveu o próprio Drummond na época, “Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo”. O Prêmio Camões e o Prêmio Machado de Assis se juntam a muitos outros conquistados pela escritora. Em 1978, ela foi ganhadora do Prêmio Jabuti de Poesia com seu segundo livro, O Coração Disparado. Também conta com um Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil, conquistado em 2007 com Quando eu era pequena, seu primeiro livro infantil. Outros prêmios da autora são o Prêmio de Literatura do Governo de Minas, o Prêmio Literário da Fundação da Biblioteca Nacional e o Prêmio Clarice Lispector. Adélia Prado recentemente anunciou sua volta à poesia, que estava em silêncio há mais de uma década. Seu último livro, Merere, foi lançado em 2013. Depois disso, veio o que a autora chama de “deserto criativo”, um período que venceu apenas agora. Ela conta que o que a tirou da aridez desse bloqueio criativo foram seus próprios poemas: “Fui resgatada pela própria poesia; encontrei, em gavetas, poemas escritos na tenra juventude e, para minha surpresa, eles estavam em sintonia com minha experiência atual e desencadearam a ideia desse livro.” A nova coletânea de poemas da autora tem nome O Jardim das Oliveiras e tem previsão de ser lançada ainda neste ano. O que é o Prêmio Camões de Literatura? Considerado o prêmio mais prestigioso da língua portuguesa, o Prêmio Camões é concedido anualmente a autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como um modo de estreitar os laços dessas nações. Criado em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal, o prêmio leva o nome de Luiz Vaz de Camões, o maior escritor da língua portuguesa. Honrando este nome, os autores premiados contribuíram significativamente para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa com o conjunto de suas obras. O júri é composto por representantes do Brasil, de Portugal e de países africanos de língua oficial portuguesa. Entre os 34 vencedores, estão nomes como Lygia Fagundes Telles, Chico Buarque, José Saramago, Mia Couto e Jorge Amado. Adélia Prado é a 15a brasileira a ser homenageada. Além do reconhecimento pelo conjunto de sua obra, o autor premiado recebe uma recompensa financeira de 100.000 €. Metade desse valor é fornecida pela Fundação Biblioteca Nacional do Brasil e a outra metade pelo Governo de Portugal. O que é o Prêmio Machado de Assis? Outra premiação de grande destaque, o Prêmio Machado de Assis também leva em consideração o conjunto da obra de seus homenageados. Concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL), é considerado o principal prêmio literário brasileiro. Criado em 1941, é a premiação literária mais antiga do país, levando o nome de Machado de Assis, um dos principais escritores do Brasil e do mundo. Seus jurados são os membros vigentes da ABL, que fazem a escolha com base na produção literária dos escritores, destacando aqueles que tiveram o maior impacto cultural. Entre seus eles, estão nomes como João Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, Ana Maria Machado, Cecília Meireles, Mário Quintana e Rubem Fonseca. Adélia Prado é a 11a mulher a ganhar o prêmio. Além do reconhecimento pelo conjunto de sua obra, o autor premiado recebe também R$ 100.000, um diploma e um troféu. O troféu Quer conhecer outras mulheres essenciais para a literatura brasileira e mundial? Confira 10 escritoras marcantes da literatura e expanda suas referências culturais. Continue acompanhando o Blog da Viseu para mais informações e principais notícias sobre o mercado editorial. Até o próximo conteúdo!
Faturamento de editoras com conteúdo digital aumentou 158% em 5 anos

Que os conteúdos digitais estão cada vez mais presentes no mercado editorial não é novidade. Desde 2020, os números das vendas tanto de ebooks quanto de audiobooks vêm crescendo de maneira significativa. Apesar da baixa nominal de 0,8% no faturamento com vendas de livros impressos para o mercado em 2023, a tendência continuou positiva para livros digitais, com uma alta de 33% no ano. De modo geral, as editoras viram um aumento de 158% no faturamento com conteúdo digital ao longo dos últimos 5 anos. Esses são números apontados pelas pesquisas Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro e Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro de ano base 2023, divulgadas pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Nesses documentos, são compilados, categorizados e apresentados dados acerca da comercialização e produção de livros impressos, ebooks e audiobooks no mercado editorial brasileiro no ano de 2023. Além de apontar o aumento expressivo na receita gerada por conteúdos digitais, as pesquisas trazem outros dados de interesse para qualquer um que deseja trabalhar ou já trabalha com livros, seja escrevendo, editando, publicando ou vendendo. Sendo assim, este artigo apresenta alguns dos dados mais relevantes, oferecendo um panorama do mercado editorial brasileiro da atualidade. Assim, revelam-se caminhos tanto para autores quanto para editores e outros profissionais do livro. Confira logo abaixo. Aumentos nos livros digitais Como mencionado, os números de conteúdos digitais cresceram consideravelmente no último ano. Além de altas no faturamento, a produção de livros digitais também apresentou um aumento, indo de um acervo de 103 mil em 2022 para um acervo de 120 mil em 2023. Para os audiobooks, especificamente, houve uma expansão de 10% em seus lançamentos. Em vendas únicas, apesar de um crescimento de 1% para os livros em áudio, os ebooks ainda são a maioria esmagadora, representando 97% das vendas de conteúdos digitais do setor. O cenário já é diferente nas vendas por assinaturas, que cresceram 24% em 2023. Nessas plataformas como Audible e Skeelo, os audiobooks têm uma presença mais significativa, representando 34% das vendas. Dessas, 86% é composta por livros de não-ficção. Esse é um dado que se repete nas vendas únicas de livros em áudio, sendo que 83% delas também são livros desse gênero. Já para os ebooks, os livros de não-ficção representam 36% das vendas únicas, ficando atrás dos livros de ficção, que são a maioria na categoria. A pesquisa também mostra um aumento significativo no faturamento de editoras com bibliotecas digitais, que cresceu em 59%, ficando atrás apenas das vendas únicas. Outra alta significativa foi a de plataformas de educação, que aumentaram em 68% seu faturamento, sendo o terceiro canal com maior receita para livros digitais. Diante desses números, torna-se evidente a necessidade de investir e disponibilizar pelo menos um ebook junto a cada lançamento físico. Estudar como fazer um audiobook também é recomendável, principalmente para autores de não-ficção. Além disso, disponibilizar livros digitais não só em plataformas de venda única como em plataformas de assinatura, bibliotecas digitais e plataformas educacionais torna-se cada vez mais crucial. É uma maneira de diversificar as vendas, atingir um público mais amplo e aumentar o faturamento com esse tipo de conteúdo. Diversificação nos canais de vendas de livros impressos As livrarias exclusivamente online apresentaram um recuo pela primeira vez em 8 anos, diminuindo em 2,7% sua participação no faturamento do setor. Já as livrarias em geral apresentaram um aumento pela primeira vez em 6 anos, sendo responsáveis por 28% dos 6,2 bilhões faturados pelo setor em 2023. Ainda assim, as livrarias exclusivamente online continuam a configurar o canal de distribuição mais importante para o setor, representando 32% da venda de livros impressos. Esse número é ainda mais expressivo em obras gerais, para as quais essas livrarias representam mais de 50% de seu faturamento. Outro ponto notável é a evolução da participação de sites próprios – marketplaces no faturamento das editoras, aparecendo pela primeira vez como um dos 5 principais canais de vendas em todas as categorias. Para livros didáticos, esse canal representa mais de 15% de sua receita, evidenciando um investimento por parte desse setor em criar e expandir e-commerces próprios. Uma categoria que também viu um crescimento considerável nesse canal foi a de livros religiosos, que pela primeira vez o configura em seus 5 canais de vendas mais importantes. Nota-se, além disso, que são apenas nessas duas categorias que os livros impressos cresceram seu faturamento com vendas para o mercado. A partir dessas informações, infere-se a necessidade de uma presença forte nas melhores lojas e marketplaces do país, visto que as duas juntas representam mais de 60% das vendas e faturamento do setor. Além disso, investimentos em e-commerces e sites próprios para vendas parecem ser uma tendência promissora para as editoras. Exemplares produzidos, vendidos e preço do livro Em 2023, foram editados 45 mil títulos impressos. Desses, o número de novos lançamentos ultrapassou os 20% pela primeira vez em 5 anos, crescendo de 16% para 24%. Ao todo, foram produzidos 320 milhões de exemplares físicos no ano. A maioria desses exemplares vêm da categoria de livros didáticos, que produziu 51% das cópias. O segundo lugar fica com as obras gerais, com 29%, seguida por livros religiosos, com 16% e, por fim, obras CTP (científicas, técnicas e profissionais) com apenas 4% da produção. O governo continua representando boa parte das vendas do setor, tendo comprado 47% dos exemplares vendidos no ano. Para a categoria de didáticos, esse número cresce expressivamente, com o governo representando mais de 80% de suas vendas. O preço médio do livro registrou uma alta real de 3,2% de 2022 para 2023. No entanto, ao analisar os valores ao longo dos anos, percebe-se que houve uma redução real de 36% no preço do livro impresso desde 2006, o que mostra uma preocupação por parte do setor de manter seus preços acessíveis. No que diz respeito à parcela que os livros digitais representam no setor, apesar de seu crescimento contínuo, a grande maioria ainda é dos livros físicos, que
Quanto ganha um escritor? Saiba tudo sobre o tema

Uma das perguntas mais frequentes entre autores almejantes é: quanto ganha um escritor? A verdade é que não existe uma resposta certa para essa questão, sendo um valor muito variável dependendo do tipo de escritor, gênero literário, editora, número de vendas, contrato, entre outros fatores. Apesar de ser difícil dar um número exato, existem algumas convenções no que diz respeito à partilha de royalties, direitos autorais e pagamento a escritores. Muitos autores desconhecem esses padrões, podendo ficar um pouco perdidos nas negociações. Pensando nisso, neste artigo apresentaremos como e quanto em média ganha um escritor de livros, os valores das remunerações de cada tipo de escritor e quem são os 15 autores mais ricos do mundo. Fique com a gente e confira! Quanto ganha um escritor? Saiba tudo sobre o tema Quanto ganha um escritor de livros no Brasil? No Brasil, editoras tradicionais normalmente pagam de 8% a 10% de direitos autorais para o autor. Sendo assim, escritores que publicam com editoras tradicionais recebem, em média, R$ 5,00 por exemplar vendido, tendo em vista que o preço médio do livro no Brasil é de R$ 51,89. Dependendo da editora, do livro e do contrato, esse valor pode ser um pouco menor ou maior. Fatores como nível de popularidade ou autoridade do escritor, reconhecimento e sucesso comercial são levados em conta para definir os valores negociados. Normalmente, essas publicações contam com um adiantamento de royalties, de acordo com a tiragem produzida. O escritor tem como garantia esse valor, quer o livro venda ou não, mas só continuará recebendo se as vendas surpassarem a tiragem inicial definida. Esses valores podem parecer diminutos e desanimadores, mas algumas editoras trabalham de outra forma, firmando uma parceria com o autor. A Editora Viseu, especializada em novos autores, oferece 50% dos lucros para o escritor, em uma partilha de royalties 50/50. Quer saber mais sobre nosso processo de publicação? Entre em contato conosco e envie seu original finalizado. Nossos editores farão uma análise do material e retornarão com uma proposta de publicação feita para você e seu livro! Quais são os tipos de escritores e quais são seus salários? Uma das principais diferenças no valor que ganha um escritor está no modelo de trabalho que ele realiza. Existem diversos tipos de escritores, cada um com uma função e faixa salarial diferente. Os valores a seguir são baseados em dados e informações divulgados pelo Novo CAGED: Redator publicitário Um redator publicitário escreve textos persuasivos para campanhas de marketing. Trabalha com anúncios, slogans e conteúdo digital. Tem como objetivo promover produtos e serviços, focando em atrair e engajar o público-alvo. Sua rotina envolve colaboração com designers, estrategistas de marketing e clientes para garantir que as mensagens sejam claras e impactantes. Precisa entender bem o mercado, as necessidades do cliente e conceitos importantes de marketing digital como técnicas SEO. Este tipo de escritor deve dominar técnicas de persuasão, ter escrita adaptável, ser criativo e estar atento às tendências. Seu piso salarial é de R$ 2.827,80, podendo chegar a R$ 6.625,49, com uma média salarial de R$ 2.907,20. Jornalista Com um trabalho voltado para a difusão de informações, esses profissionais investigam, escrevem e publicam notícias e artigos. Trabalham para jornais, revistas, sites e TV, reportando eventos locais e globais de forma precisa e imparcial. Entre suas funções estão conduzir entrevistas, fazer pesquisas profundas e verificar fatos, garantindo a qualidade das informações. A ética jornalística e o compromisso com a verdade são fundamentais no exercício da profissão. Jornalistas devem ser adaptáveis a diferentes formatos de mídia. Precisam ser capazes de produzir conteúdo para plataformas impressas e digitais, além de trabalhar sob prazos rigorosos. O piso salarial para esse tipo de escritor é de R$ 3.975,32, com um teto de R$ 9.128,18 e média salarial de R$ 4.086,94. Roteirista de cinema e televisão Roteiristas desenvolvem scripts para filmes e programas de TV, criando diálogos, enredos e personagens. Eles colaboram com diretores e produtores para dar vida às histórias na tela. O processo inclui pesquisa, brainstorming e várias revisões para alinhar o roteiro com a visão do projeto. Roteiristas precisam entender bem de estrutura narrativa e técnicas de storytelling como arcos de personagem. Manter-se atualizado com o mercado audiovisual é crucial, além de networking na indústria para encontrar oportunidades e colaborar em novos projetos. Inicia com um salário de R$ 5.704,36, podendo alcançar R$ 17.790,75, tendo como média R$ 5.864,52. Escritor de ficção Escritores de ficção criam histórias imaginárias, desenvolvendo personagens, enredos e mundos fictícios. Trabalham em diversos nichos literários como romance, fantasia, suspense e ficção científica. A criatividade e a habilidade de contar histórias são essenciais para esse tipo de escritor. Podem trabalhar para empresas ou de forma autônoma, publicando tanto histórias próprias como atuando como ghostwriters. Participar de oficinas de escrita e ter um grande hábito de leitura é imprescindível para aprimorar suas habilidades e encontrar inspiração. Seu piso salarial é de R$ 3.357,32, com um teto de R$ 6.181,14 e média salarial de R$ 3.451,58. Escritor de não-ficção Esses profissionais produzem obras baseadas em fatos, como biografias, memórias e ensaios, além de escrever livros de autoajuda, de carreira, negócios, gastronomia, entre outros. A habilidade de sintetizar dados complexos e contar histórias não fantasiosas de forma cativante é o que faz um bom escritor de não-ficção. Entre os temas explorados por eles, muitas vezes estão o desenvolvimento pessoal, história, ciências, psicologia e religião. Publicam em diversos formatos, incluindo livros, artigos e ensaios. Manter-se sempre atualizado em suas áreas de interesse é crucial para seu trabalho. Têm um salário inicial de R$ 4.206,43, podendo alcançar até R$ 8.357,78, ganhando em média R$ 4.324,54. Poeta Escritores de poesia expressam emoções, pensamentos e ideias através de versos e rimas. Utilizam linguagem figurativa e ritmos variados para criar obras com grande impacto emocional em seus leitores. São mestres em captar sentimentos complexos em poucas palavras. Têm vasto conhecimento sobre métrica, estrutura de versos e movimentos de poesia e arte. Podem publicar em coletâneas, participar de feiras culturais e promover workshops Poetas exploram temas universais
Editoras brasileiras: conheça 25 nomes de peso

As editoras brasileiras desempenham um papel essencial na promoção da literatura e da cultura no Brasil. Através delas, milhares de livros são lançados anualmente, de diferentes gêneros e autores, trazendo histórias de todas as perspectivas para leitores. Assim como os livros, as editoras vêm em diversas formas, nichos e linhas editoriais. Se você é um autor em busca de publicação ou um leitor em busca de novas leituras, conhecer os nomes de peso entre as editoras do país é fundamental. Neste post, apresentaremos 25 editoras brasileiras, destacando suas contribuições para o mercado editorial. Vem com a gente e confira! 1 – Grupo Companhia das Letras O Grupo Companhia das Letras é um dos grandes grupos editoriais do Brasil, fundado em 1986. Grande nome do mercado editorial brasileiro, publica obras de literatura nacional e internacional, incluindo ficção, não-ficção, infantojuvenil e infantil através dos seus 21 selos, com mais de 8.500 títulos ativos em seu catálogo. Entre os selos mais conhecidos estão a Seguinte, de literatura infantojuvenil, seu selo jovem; a Suma, de ficção especulativa e o braço geek do grupo; a Zahar, pioneira na publicação de livros de ciências humanas e sociais; a Penguin-Companhia, selo de clássicos, e a JBC, mais nova aquisição do grupo, focada em mangás. A Companhia das Letras faz parte do maior grupo editorial do mundo, a Penguin Random House. Entre seus autores, estão diversos poetas e escritores brasileiros como Carlos Drummond de Andrade, Milton Hatoum, Chico Buarque e Jorge Amado. 2 – Grupo Editorial Record Fundado em 1942, o Grupo Editorial Record é um dos dos maiores conglomerados editoriais da América Latina. Seu catálogo abrange diversos gêneros, tendo cerca de 6.000 títulos e 17 selos. O grupo também conta com um parque gráfico próprio. Dentre suas publicações, encontram-se livros de ficção, narrativas históricas e científicas, ensaios, reportagens, romances policiais e de suspense, literatura infantil e quadrinhos. Seus selos mais conhecidos são Galera, selo jovem com livros de sucesso no booktok; José Olympio, tradicional editora que foi adquirida pelo grupo; BestBolso, com livros de bolso a um preço mais acessível e Paz e Terra, que publica ensaios e literatura crítica. 3 – Globo Livros A Globo Livros é o braço editorial do Grupo Globo, o maior conglomerado de mídia e comunicação da América Latina. Fundada em 1986, possui 7 selos e conta com um catálogo diversificado. Publica livros em diversas áreas, incluindo biografias e autobiografias, negócios, história, literatura jovem, infantil, romances contemporâneos, clássicos, moda, receitas, autoajuda, entre outros. Entre seus selos, estão Biblioteca Azul, de livros clássicos e autores renomados; Alt, de livros voltados para o público jovem e Principium, de livros de autoajuda. No catálogo, estão algumas celebridades globais como Xuxa Meneghel e Walter Casagrande, mas também escritores como Monteiro Lobato, Oswald de Andrade, Hilda Hilst e Herta Müller. 4 – Editora Moderna Especializada em livros didáticos, a Editora Moderna é uma referência no mercado educacional brasileiro. Fundada em 1968, é focada em promover a educação. Moderna oferece uma ampla gama de materiais didáticos que atendem a todas as disciplinas e níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino médio. Conta com mais de 5 mil escolas parceiras, atendendo 887 mil alunos por todo o país. Além das obras didáticas, seu catálogo conta com literatura infantil e infantojuvenil. Em 1998, adquiriu a Editora Salamandra, que publica todas as obras de um dos maiores nomes da literatura contemporânea brasileira, Ruth Rocha. Em 2001, passou a fazer parte do Grupo Santillana, uma holding voltada para negócios em educação. 5 – Editora Rocco Criada em 1975, a Editora Rocco é uma das grandes editoras brasileiras, sendo uma das pioneiras no segmento de livros para o público jovem. A editora conta com um catálogo de mais de 2.000 títulos. Ficou muito conhecida por publicar a saga Harry Potter de J. K. Rowling no Brasil, mas também conta com outros autores renomados como Thalita Rebouças, Suzanne Collins, Margaret Atwood, Alice Oseman, Anne Rice, Nilton Bonder, Frei Betto e Neil Gaiman, além da obra completa de Clarice Lispector. Além de livros de ficção, a Rocco possui publicações que vão da gastronomia à biografia, crônica de viagem, negócios, filosofia, história e ciência. Possui três selos, sendo um de literatura infantil, a Rocquinho, para crianças de até 8 anos. 6 – Saraiva Educação Formada em 1917, a Saraiva Educação é conhecida por seus livros didáticos e acadêmicos, mas também publica obras de ficção e negócios. A Saraiva Educação é uma das principais editoras de livros jurídicos e educacionais no Brasil. Possui diversos Vade Mecums, além de materiais preparatórios para concursos. Possui 5 selos, sendo eles Saraiva Jur, para livros jurídicos; Saraiva Uni, para publicações universitárias; Editora Ética, de livros técnicos; Benvirá, de autoajuda, negócios, carreira, ficção e biografias e Editora Expressa, focada em conteúdo digital. 7 – Editora Panda Books Criada em 1999, a Editora Panda Books tem como objetivo aliar a educação à diversão, trazendo curiosidades em suas publicações. Uma de suas coleções clássicas é O Guia dos Curiosos, que já consta com 10 volumes sobre variados temas. Também atuam na área de literatura infantil e infantojuvenil, além de livros didáticos, sob o selo Panda Educação. Entre suas publicações, encontram-se biografias, livros de esporte, jornalismo investigativo, almanaques, literatura clássica e muito mais. 8 – Grupo Editorial Autêntica O grupo iniciou com a Autêntica Editora, em 1997, uma das editoras brasileiras focadas em livros na área acadêmica, principalmente das Ciências Humanas. Seu catálogo se expandiu desde então, e hoje o grupo conta com publicações na área de negócios, romances contemporâneos, quadrinhos, livros infantis e para o público jovem adulto. Seus autores variam de Espinosa a Paula Pimenta, abrangendo nomes importantes dentro de diversos gêneros. Possui 7 selos editoriais, sendo cada um voltado para uma área específica. Alguns deles são Yellowfante, de publicações infantis; Gutenberg, para o público jovem; Nemo, de quadrinhos e Vestígio, de ensaios, memórias e biografias. 9 – Editora Aleph A Editora Aleph, fundada em 1984, é uma das poucas editoras brasileiras especializadas em livros de ficção científica e
Editor de livros: quem é e o que faz?

A figura do editor de livros pode parecer um tanto nebulosa para muitos autores. Afinal, quem é esse profissional e o que ele faz? O editor de livros acompanha o autor desde a chegada do original na editora até a publicação, divulgação e distribuição do livro. Atua em parceria com o autor, oferecendo sua expertise para sugerir melhorias e apontar novos caminhos para a obra. Ao editor, porém, cabe mais do que apenas editar o texto de uma obra. De gestão a marketing, são muitos os conhecimentos necessários para ser um bom editor de livros. Quer saber todas as atribuições desse profissional? Fique com a gente e confira! Quem é o editor de livros? O editor é aquele que gerencia os projetos editoriais dentro de uma editora. Ele acompanha uma obra do início ao fim, aprovando etapas e enviando demandas aos outros profissionais que atuam na publicação do livro. Embora a grande maioria dos editores tenha formação em áreas como Jornalismo, Letras e Produção Editorial, não é necessário uma formação específica para atuar nessa área. A experiência no mercado editorial e olhos de um leitor atento, além da capacidade de organização e gerenciamento de equipes, são o que fazem um bom editor. Esses profissionais também devem estar sempre atentos às últimas tendências do mercado editorial. O que faz o editor de livros? As funções de um editor podem variar de acordo com a editora na qual ele atua. Aqui, apresentaremos algumas das funções frequentemente incubidas ao cargo. Recebimento de originais Muitas vezes, é o editor que irá avaliar os manuscritos recebidos na editora. Além de analisar questões como escrita, gramática e estrutura, ele avalia aspectos literários, editoriais e comerciais da obra, sob o olhar da editora na qual atua. É a partir dessa avaliação que ele decide enviar ou não uma proposta ao autor. Muitos manuscritos são recusados não por serem ruins, mas por não fazerem sentido dentro daquela editora. O editor vai além do gosto pessoal e até mesmo de aspectos técnicos de escrita, levando em conta também o potencial da obra dentro da editora. Edição do texto O editor frequentemente trabalha de forma próxima ao autor, realizando mudanças no texto da obra em conjunto a ele. Avalia a coesão textual, corrige vícios de linguagem e repetições da escrita, sugere a inserção de vínculos, referências e tópicos e aponta inconsistências na obra. Diferente de uma revisão de texto, esse profissional vai além da correção gramatical, sugerindo mudanças mais estruturais no livro. Nesta etapa, parágrafos, capítulos e até personagens podem ser adicionados ou cortados; títulos passam por diversas versões e a ordem de capítulos pode ser alterada. O editor de livros sugere as mudanças a partir de um ponto de vista do mercado editorial, com noções profundas de gênero literário e expectativa dos leitores. Embora possa ser difícil para autores mexer em um texto que já consideravam finalizado, os apontamentos do editor visam apenas permitir que a obra atinja seu potencial máximo. Gerenciamento da produção É o editor quem coordena todos os processos da publicação de um livro, enviando arquivos e demandas para os demais profissionais que atuam na editora. Ele deve estar a par do andamento da produção da obra, certificando-se de que nada saia do prazo. Muitas vezes, cabe a ele aprovar ou reprovar etapas como copidesque, diagramação, revisão e capa. Atua como a ponte entre o autor e outros profissionais, acompanhando o livro por todos os passos até sua publicação. Portanto, além de bons leitores, esses profissionais devem ter capacidade de gerenciamento afiada e uma organização invejável. Afinal, acompanham mais de uma obra ao mesmo tempo, supervisionando diferentes etapas concomitantemente. Comunicação com o autor O editor precisa estar em comunicação constante com o autor. É com ele que o autor dialoga sobre mudanças no seu livro, sana as dúvidas sobre o processo de publicação e a quem pergunta sobre o andamento da obra. O editor também é a ponte entre o autor e o leitor. Ele garante que a visão e a voz original não se percam, fazendo com que a mensagem da obra alcance o público. Para isso, precisa estar em sintonia com o escritor. Além disso, com o lançamento do livro, é o editor que mantém o autor atualizado sobre a recepção da sua obra. Ele repassa críticas, feedbacks e elogios para o escritor, de modo a ajudá-lo a ter uma noção do que funciona ou não com seu público. Participação na divulgação do livro Além de cuidar dos processos de publicação do livro, o editor também tem parte em sua divulgação. Através dos seus contatos e experiência, aumenta as chances do livro ser um sucesso de vendas. Por ter um conhecimento profundo tanto da obra quanto do mercado, atua junto com a equipe de marketing para desenvolver um plano de divulgação coeso e eficiente. Ele pode escrever sinopses, entrar em contato com a mídia e organizar eventos para o livro. Como demonstrado, as funções de um editor são muitas. Sem dúvida, é uma das figuras mais envolvidas no mercado editorial, sendo grande parte do sucesso de um livro. Aqui na Editora Viseu, contamos com um time de editores qualificados e experientes. Se deseja publicar seu livro com uma equipe especializada, não deixe de nos enviar seu original! Esperamos que a partir deste conteúdo o papel e a importância do editor de livros tenham se tornado mais claros. Continue acompanhando nosso blog para mais informações sobre o mercado editorial, dicas de escrita, entrevistas com autores e muito mais!
5 autores de sucesso que escreviam fanfic

O mundo das fanfictions (ficção de fã, traduzido) é vasto e vem se popularizando cada vez mais com o passar dos anos. Com o crescimento de comunidades de fãs nas redes sociais, muitos deles se divertem escrevendo fanfics sobre suas histórias e personagens favoritos. Para a maioria desses fãs, as fanfics são seu primeiro contato com a escrita. Eles compartilham suas histórias dentro dessas comunidades, frequentemente alcançando um bom número de leitores. Muitos tomam gosto por escrever a partir daí, sonhando com uma carreira como autor. Pode parecer um sonho longínquo, mas existem muitos exemplos de autores best-sellers que produziam suas próprias ficções de fã. Neste artigo, listamos 5 autores de sucesso que escreviam fanfics. Vem com a gente e sinta-se inspirado por essas histórias! 5 autores de sucesso que escreviam fanfic 1 – E. L. James Uma das autoras de maior sucesso comercial do mundo, E. L. James começou sua carreira escrevendo uma fanfic. A escritora, que em 2013 foi considerada a autora mais bem paga do mundo pela Forbes, obteve um sucesso estrondoso. Erika Leonard James, nascida em 1963 no condado de Buckinghamshire na Inglaterra, era produtora de TV. Casada e com dois filhos, era seu sonho escrever desde criança, mas preferiu focar em sua carreira e família, deixando esse desejo de lado. Foi quando a autora conheceu Crepúsculo que esse sonho foi reacendido e concretizado. A partir da obra de Stephenie Meyer, encantada pela história de amor entre o vampiro e a humana, E. L. James se sentiu inspirada para produzir sua própria história. A autora, então, descobriu o mundo das fanfics, publicando em 2009 o que viria a se tornar o best-seller 50 tons de cinza. Sob o nickname “Snowqueens Icedragon”, a escritora publicou no site FanFiction.Net sua fanfic de Crepúsculo, chamada Master of the Universe. Essa fanfic, um universo alternativo onde Edward é CEO de uma empresa multimilionária, estourou na internet. Mais tarde, a autora reformulou a história, retirando todas as referências à obra original para publicá-la como livro. 50 tons de cinza se tornou um verdadeiro fenômeno, sendo um dos romances eróticos mais conhecidos pelo mundo. A trilogia vendeu mais de 125 milhões de cópias ao todo, tendo sido publicado em 52 línguas. A história também ganhou adaptação para o cinema, com o primeiro filme alcançando US$ 569,7 milhões nas bilheterias. A série erótica se tornou uma verdadeira mina de ouro para a autora. Além da trilogia principal, E. L. James publicou mais três livros no universo de 50 tons. Esses livros exploram o ponto de vista de Christian Grey, também se tornando sucesso de vendas. E. L. James é uma das maiores representantes das fanfics no mainstream, alcançando sucesso tremendo a partir de uma obra escrita inspirada por outra. 2 – Cassandra Clare Cassandra Clare é um dos nomes mais relevantes na literatura de fantasia YA (Young Adult, jovem adulto). Autora best-seller com mais de 25 livros publicados, já vendeu mais de 50 milhões de exemplares pelo mundo. Judith Lewis, seu nome verdadeiro, nasceu em 1973 na capital do Irã. Passou a infância viajando com sua família, tendo morado na Suíça, na França e na Inglaterra antes de completar 10 anos de idade. Em meio a tantas mudanças, encontrou na literatura um conforto, levando um livro consigo para onde quer que fosse. Sua escritora favorita é Jane Austen e seu livro favorito Senhor dos Anéis, sendo que a autora produziu fanfics para os dois. Ela começou a escrever fanfics ainda na escola: na 8ª série, criando narrativas para seus colegas de classe. Uma delas foi um romance épico baseado em uma pequena história de Jane Austen, The Beautiful Cassandra, que mais tarde inspirou seu pseudônimo. Era muito presente nas comunidades de fanfics, tendo se tornado conhecida principalmente dentro da comunidade de Harry Potter. Escreveu a Draco Trilogy, uma trilogia de fanfics que começou a ser publicada no site FanFiction.Net em 2000 e finalizada em 2006, que se tornou uma verdadeira febre entre os fãs. A autora também escreveu uma fanfic de Senhor dos Anéis, The Very Secret Diaries, que ganhou bastante notoriedade por conta de seu humor. Esta foi publicada no site LiveJournal da autora. Cassandra Clare é um exemplo de como construir sua própria história a partir de fanfics, tendo criado um universo único a partir de sua experiência escrevendo fanfics de fantasia. Em 2008, publicou Cidade dos Ossos, o primeiro livro do que se tornaria uma volumosa série. O universo criado por Cassandra Clare em Cidade dos Ossos se expandiu, indo além da saga inicial de 6 livros. São 3 trilogias completas e duas em produção, além de 6 livros extras que se passam no mundo dos Caçadores de Sombras. Sua obra foi adaptada duas vezes, uma como filme e outra como uma série de três temporadas. Hoje, ela ainda escreve nesse universo, com planos para finalizar a saga de quase 20 anos com uma última trilogia, com previsão de lançamento em 2025. Ela continua a referenciar diversas mídias em seus livros, que estão repletos desde referências a animes e cultura geek até citações de obras clássicas como Um conto de duas cidades, O Paraíso Perdido e A Divina Comédia. 3 – Neil Gaiman Autor renomado e muito premiado, Neil Gaiman é um dos defensores das fanfics como um meio legítimo de escrita, tendo ele mesmo participado da prática. Nascido em 1960 no condado de Hampshire, na Inglaterra, o autor aprendeu a ler aos 4 anos. Leitor voraz, alguns dos livros marcantes de sua infância são O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia e Alice no País das Maravilhas. Começou a escrever como jornalista, sendo seu primeiro livro publicado uma biografia da banda Duran Duran, em 1984. Durante sua carreira na não-ficção, realizou críticas literárias e entrevistas. Outro de seus livros publicados nessa época foi Don’t Panic: The Official Hitchhikers Guide to the Galaxy Companion (1988). Pode-se considerar essa publicação, além de uma biografia, um livro de fã sobre a obra e vida de Douglas Adams, escritor do aclamado
Literatura contemporânea brasileira: 10 escritores da atualidade

A literatura contemporânea brasileira refere-se às obras publicadas na atualidade. Desde meados do século XX até hoje, é a corrente literária vigente no Brasil. Carrega consigo influências de variados movimentos literários, produzindo uma literatura abrangente e diversificada. Hoje, podemos acompanhar a carreira de inúmeros escritores, observando suas conquistas e vibrando a cada marco alcançado por eles. Apesar disso, muitos brasileiros desconhecem os nomes mais proeminentes da literatura atual do país. As obras e histórias desses escritores são uma grande inspiração. Pensando nisso, apresentamos neste artigo 10 escritores contemporâneos brasileiros que você precisa conhecer. Fique com a gente e conheça esses talentos! Literatura contemporânea brasileira: 10 escritores da atualidade 1 – Ariano Suassuna Ariano Suassuna foi um dos maiores dramaturgos, romancistas e poetas do Brasil. Paraibano, nasceu no dia 16 de junho de 1927, em João Pessoa. Ainda na infância, mudou-se para Recife, Pernambuco, onde morreu em 2014. O assassinato de seu pai na Revolução de 1930 foi a razão para a mudança da família. Suassuna estudou Direito na Universidade Federal de Pernambuco, onde mais tarde viria a lecionar Teoria do Teatro. Além de advogado e professor, foi membro da Academia Brasileira de Letras e ainda Secretário Estadual da Cultura, promovendo suas “aulas-espetáculo” por todo país. Durante a década de 1950, destacou-se com o Auto da Compadecida (1955), que mais tarde seria adaptado para o cinema e a televisão, tornando-se uma das mais famosas peças teatrais brasileiras. Além de sua obra-prima, escreveu outras peças de sucesso, como O Santo e a Porca (1957) e A Pena e a Lei (1994). O escritor também traçou romances, sendo o mais notável O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, ganhador do Prêmio de Ficção Nacional, conferido pelo Ministério de Educação e Cultura em 1972. A obra de Ariano Suassuna ficou marcada pela riqueza de elementos do folclore nordestino, suas tradições e seu humor peculiar. Conhecido por suas críticas, principalmente em suas produções de teatro, o autor utilizava a comédia para expor as hipocrisias e corrupções, em forma de sátira. Foi fundador do Movimento Armorial nos anos 1970, que buscava criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura do Nordeste. Esse movimento tirava inspiração da cultura popular original do país, de modo a criar uma arte autenticamente brasileira. Verdadeiro artista, amante de seu ofício e da cultura, uma de suas frases mais famosas é: “Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa”. Suas contribuições reverberam ainda hoje no populário nacional, sendo que o filme de O Auto da Compadecida virou um clássico brasileiro, com continuação marcada para estrear neste ano. 2 – Adélia Prado Grande nome da literatura brasileira, Adélia Prado representa a voz feminina em suas obras. Nascida em 13 de dezembro de 1935 na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, destacou-se por retratar o cotidiano com leveza em seus poemas, mas sem deixar de ser marcante. A autora começou a escrever com 15 anos, em 1950, após a morte de sua mãe. Apesar de praticar a escrita criativa já na juventude, tornou-se de fato uma autora publicada apenas com 40 anos, em 1976. Seu livro de estreia, Bagagem (1976), contou com o apoio impressionado de Carlos Drummond de Andrade no lançamento. Logo atraiu o olhar da crítica por conta de sua originalidade e estilo único. Entre os temas abordados, estão o luto, a fé e o desejo. Professora e filósofa de formação, lecionou por 24 anos antes de assumir a carreira de escritora em tempo integral. A poeta ficou conhecida por sua linguagem mais coloquial e oral. Suas obras são centradas na figura da mulher, utilizando de momentos simples e triviais do cotidiano feminino para abordar questões mais universais. Além de poesia, Adélia também escreveu prosa, incluindo coletâneas de contos e crônicas e um romance. Conquistou diversos prêmios, entre eles, o Prêmio Jabuti de Poesia em 1978, com o livro O Coração Disparado. Em 2006, lançou seu primeiro livro infantil, Quando eu era pequena, e com ele recebeu o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil. A autora teve mais de um período de pausa na carreira literária, que ela chama de “desertos”. Para a poeta, é imprescindível atravessar esses momentos, pois, de acordo com ela, “uma das coisas mais importantes na vida de alguém é encarar o sofrimento”. Adélia Prado é um exemplo do que se pode conquistar respeitando o próprio tempo. Também mostra que não há idade para publicar um livro, começando sua carreira um pouco mais tarde na vida e alcançando enorme prestígio e reconhecimento. Hoje, a autora continua escrevendo em sua cidade natal. Nas redes sociais, responde perguntas e posta vídeos declamando seus poemas para mais de 70 mil seguidores. Seu livro inédito, O Jardim das Oliveiras, tem previsão de publicação para este ano (2024). 3 – Luís Fernando Veríssimo Luís Fernando Verissimo é um dos cronistas mais aclamados do Brasil. Nasceu em 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. É filho do também escritor Érico Verissimo, um dos ícones do modernismo brasileiro. Em 1941, mudou-se para os Estados Unidos, onde começou seus estudos. Na adolescência, estudou na Roosevelt High School, em Washington. Lá, adquiriu um gosto pelo jazz e aprendeu a tocar saxofone. Voltou ao Brasil apenas em 1956. De volta a Porto Alegre, o autor iniciou sua carreira no departamento de artes da Editora Globo. Em 1960, integrou o grupo Renato e seu Sexteto, que se apresentava na cidade. Dois anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a atuar como tradutor e redator publicitário. O autor retorna a Porto Alegre em 1967, onde reside até hoje. Nessa época, atuou como revisor de textos no Jornal Zero Hora, onde assinou sua coluna diária alguns anos depois. Também escreveu para o Folha da Manhã e o Jornal do Brasil. Seu livro de estreia, O Popular, é uma coletânea dos textos que ele escreveu para os jornais. Lançado em 1973, foi o
Dia Mundial do Livro: de onde veio e para onde vai

O Dia Mundial do Livro é uma data pensada para incentivar a leitura, celebrar o livro e todos que fazem parte de seu processo de publicação. É comemorado em 23 de abril, data definida pela Unesco para homenagear três grandes nomes da literatura que morreram neste dia: Miguel de Cervantes, Inca Garcilaso de la Vega e William Shakespeare. Em um dia tão emblemático, que promove a reflexão acerca do impacto do livro na sociedade como um todo, comemora-se não só o livro, mas toda sua história e evolução. Dos blocos de argila aos epubs, o livro já passou por diversas transformações até chegar ao que conhecemos atualmente. Entender a trajetória do livro é imprescindível para compreender o mercado editorial. Por isso, em nossa própria homenagem ao livro, apresentaremos aqui sua história, desde o surgimento até os dias de hoje, recheada de reinvenções. Vem com a gente e confira! Como surgiu o livro? A origem do livro se dá em meados de 3200 a.C., na Mesopotâmia, com os sumérios. Os primeiros livros eram gravados em tábuas de argila e depois colocados para secar ao sol. Eles continham principalmente informações contábeis, legais e administrativas, mas também poesias e lendas. Já os egípcios escreviam em rolos de papiro, que comportavam mais informações utilizando um espaço menor. O papiro foi o maior suporte para a escrita no mundo antigo: a biblioteca de Alexandria, a maior da antiguidade, possuía mais de 700 mil rolos de papiro em seu acervo! O livro como conhecemos Foi apenas com a invenção do pergaminho que o livro começou a tomar a forma que conhecemos hoje. Por serem mais maleáveis, as folhas de pergaminho podiam ser dobradas, costuradas e encadernadas. Assim, ocupavam ainda menos espaço que os rolos de papiro, eram mais leves e, consequentemente, mais portáteis. Esse formato encadernado do livro é chamado de códice, sendo que é a estrutura básica que utilizamos até hoje na impressão de livros físicos de qualidade. Com o tempo, trocou-se o pergaminho pelo papel, que era mais barato. Uma significativa transformação do livro acontece em 1455, com a histórica prensa de tipos móveis de Johannes Gutenberg, que produziu o primeiro livro impresso do mundo. Ao industrializar a produção, tornando-a mais rápida e econômica, a prensa de Gutenberg transforma o livro em um objeto popular e comercial. Pode-se dizer que é a partir daqui que realmente nasce o mercado editorial. O mercado editorial atual: um pé, no passado, outro, no futuro Atualmente, a revolução digital trouxe grandes impactos para o livro. De livros digitais a plataformas de venda online e Inteligência Artificial, abre-se um leque de possibilidades para o mercado editorial atual. Livros digitais Com surgimento em meados da década de 90, ebooks e audiobooks vêm se popularizando cada vez mais. São práticos, acessíveis e muito portáteis, bastando um celular para que possam ser consumidos. O universo do livro digital é ainda um campo novo no mercado, em crescimento constante e pronto para ser explorado! E-commerces A internet não impactou somente no formato do livro, mas em como ele é comercializado. O livro físico continua como preferência dos leitores, mas a maioria das compras são feitas através de sites e aplicativos. Para se ter uma ideia, dados divulgados pela CBL relatam que 55% dos leitores preferem comprar livros online. Isso mostra novamente a preferência por soluções rápidas e práticas, cada vez mais buscadas pelos leitores. Inteligência Artificial As tecnologias de IA, ainda mais novas que os livros digitais e e-commerces, também prometem facilitar e automatizar os processos editoriais, sendo uma das grandes tendências do mercado. É uma ferramenta útil para editoras e autores, de modo a tornar mais prático tanto processos como revisão e design editorial, quanto a própria escrita da obra. Olhando para a história do livro e suas evoluções, percebemos que em cada reinvenção sempre priorizou-se a portabilidade, acessibilidade e economia. Esses são preceitos que também regem o mercado atualmente, visíveis nas transformações que o mundo digital trouxe e continua a trazer para os processos editoriais. Sabemos que navegar por tantas mudanças não é fácil. Manter-se sempre atualizado é uma forma de se adaptar e prosperar dentro das novas fases do mercado editorial. Nesse dia do livro, não perca a oportunidade de se aprofundar mais e confira esse guia completo do mercado editorial brasileiro, que traz mais informações sobre o mundo da publicação!
Calendário dos principais eventos literários nacionais e internacionais em 2024

O calendário dos principais eventos literário está ativo, trazendo muitas oportunidades para escritores, editoras e outros agentes do mercado editorial brasileiro. Os dois principais eventos do Brasil, a 27ª Bienal Internacional de São Paulo e a Festa Literária de Paraty (FLIP) já estão confirmadas para o mês de setembro. Em âmbito internacional, destacam-se a Bologna Children’s Book Fair, realizado na Itália, em abril, a Feira Internacional do Livro de Bogotá, na Colômbia, a partir do dia 18 de abril até 2 de maio. A novidade é que a feira colombiana terá o Brasil como convidado de honra. Outro evento internacional importante, é Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, marcada para outubro. Então, se você está sempre ligado no que acontece no universo dos livros, confira neste conteúdo todo os eventos de destaque. Aproveite para salvar esta lista no seus favoritos, para consultas posteriores, já que ela poderá sofrer atualizações mês a mês. Calendário dos eventos literários nacionais do ano Março Elas Publicam – IV Encontro de Mulheres do Mercado Editorial (São Paulo) – 16/03 Abril Festival Internacional Literário de Gramado (Rio Grande do Sul) – 19 a 28/04 Bienal do Livro da Bahia – 26/04 a 1/05 19ª Feira Nacional do Livro & Flipoços – 27/04 a 5/05 Maio 1º Festival Literário Internacional de Petrópolis (Flipetrópolis) – 1 a 5/5 Festa Literária de Santa Teresa (Flist) – 4 a 5/5 LER – Salão Carioca do Livro – data a confirmar 40ª Feira do Livro do Colégio Miguel de Cervantes – data a confirmar Junho 20ª Feira do Livro de Joinville – 6 a 16/06 A Feira do Livro (São Paulo) – data a confirmar 12º Festival Literário de Araxá (Fliaraxá) – 19 a 23/06 Agosto Festival Literário Internacional de Paracatu (Flipparacatu) -28/08 a 1/09 Setembro Bienal Internacional do Livro de São Paulo – 6 a 15/09 Festa Literária Internacional de Paraty – data a confirmar Bienal Mineira do Livro – 21/0 a 3/10 Outubro 2ª Feira do Livro de Acesso Aberta da Editora UEMG – 1 a 18/10 Festa Literária Internacional de Cachoeira – data a confirmar Festival Literária de Itabira – 30/10 a 2/11 Novembro 70ª Feira do Livro de Porto Alegre – 1 a 17/11 Festa Literária de Campina Grande – 11 a 17/11 26º Festa do Livro da USP – data a confirmar Feira Miolo(s) – data a confirmar Calendário dos eventos literários internacionais de 2024 Janeiro Festival Internacional de Quadrinhos de Angouleme (França) – 25 a 28/01 Fevereiro 32ª Feira Internacional do Livro de Havana (Cuba) – 8 a 18/02 Feira Mundial do Livro de Nova Déli (Índia) – 10 a 18/02 Março Fellowship Istambul (Turquia) – 5 a 7 /03 Feira do Livro de Genebra (Suíça) – 6 a 10/03 Feira do Livro de Londres ( Inglaterra) – 12 a 14/03 Feira do Livro de Leipzig (Alemanha ) – 21 a 24/03 Abril Feira do Livro Infantil de Bolonha (Itália) – 8 a 11/04 Salão Internacional do Livro de Québec (Canadá) -10 a 14/04 Festival do Livro de Paris (França) – 12 a 14/04 Feira Internacional do Livro de Bogotá (Colômbia) – 18/04 a 02/05 48ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires (Argentina) – 25/04 a 13/05 Maio 94ª Feira do Livro de Lisboa (Portugal) – 29/05 a 16/06 Junho Feira Internacional do Livro de Beijing (China) – 19 a 23/06 Feira Internacional do Livro de Seul (Coréia do Sul) – 26 a 30/06 Julho Feira do Livro de Hong Kong – 17 a 23/07 Comic Con San Diego (Estados Unidos) – 24 a 28/07 Setembro Feira do Livro de Gotemburgo (Suécia) – 26 a 29/09 Outubro Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha) – 16 a 20/10 Festival Literário Internacional de Óbidos (Portugal) – data a confirmar Novembro Feira Internacional do Livro de Sharjah (Emirados Árabes Unidos) – data a confirmar Feira Internacional do Livro de Shangai (China) – 13 a 15/11 Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México) – 30/11 a8/12 Dezembro CCXP 2024 – 5 a 8/12 ATENÇÃO: Quer incluir sua feira, festa literária ou evento do mercado editorial na lista? Basta enviar as informações sobre o evento no direct das nossas redes sociais ou através do em Agora que você já se informou sobre os eventos do universo literário brasileiro, que tal conferir as novidades do mercado editorial para 2024. No conteúdo, você vai saber mais sobre o impacto da tecnologia, a aposta na diversidade e outros novidades do meio.
10 Tendências do Mercado Editorial para 2024 que Você Precisa Saber

O mercado editorial no Brasil e no mundo tem passado por transformações profundas. Em 2023, editoras, autores e outros profissionais da área precisaram se adaptar às novas demandas e exigências do público leitor. Além disso, eles foram impactados pelo rápido desenvolvimento da tecnologia, com a chegada da Inteligência Artificial, mas também se deparam com a necessidade de intensificar os esforços de marketing nas plataformas digitais. Em 2024, a tendência é que essas mudanças se intensifiquem ainda mais. Assim, a necessidade de adaptação rápida e contínua é mais do que nunca uma realidade. Neste conteúdo, você vai conferir quais as 10 principais tendências do mercado editorial para 2024. E, com elas, preparar o terreno de forma antecipada. Fique com a gente e acompanhe. 1 – Crescimento da demanda por audiobook e ebooks Uma das tendências para o mercado editorial brasileiro é o crescimento da demanda por audiobook e ebook. Esse quadro reflete dois fatos da realidade moderna, o intenso uso das telas para realizar grande parte das atividades diárias e a facilidade de ter uma grande quantidade de conteúdos, com poucos cliques e em um suporte leve. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, aponta que a venda de produtos digitais cresceu 8,1% apenas no primeiro trimestre de 2023. Ainda que as pesquisas mostram uma preferência por publicações impressas, a comercialização de livros digitais é uma aposta promissora tanto para editoras como para autores. 2 – As Plataformas de resumo de livros de não-ficção vieram para ficar As plataformas de resumo de obras de não-ficção tendem a fazer cada vez mais parte da vida de leitores e também de profissionais do mercado editorial. A grande vantagem dessas ferramentas é oferecer um apanhado rápido e coerente das ideias presentes no conteúdo, podendo entregar as informações que você procura ou mesmo seduzir o leitor para a compra do título na íntegra. Com isso, você pode acessar conteúdos sobre assuntos como liderança, negócios, política, marketing e outras temáticas, em formato de áudio ou texto. Para se ter ideia, a alemã Blinkist já conta com 23 milhões de usuários em todo planeta. No Brasil, empresas como a 12 minutos vem se destacando no mercado desde 2019. 3 – Preferência por livros de assuntos políticos A política é um assunto que está em alta e deve seguir no topo da preferência dos leitores em 2024. Esse é, sem dúvida, um reflexo da proporção que os fatos políticos partidários têm tomado no dia a dia de todos nós. Entretanto, esse quadro aponta para um tendência mais profunda; a necessidade de encontrar um nicho literário e falar a mesma língua de um público cada vez mais específico. Ou seja, o mercado de livros está se tornando cada vez mais especializado. Uma prova disso é a diversificação de selos por parte das editoras. Com isso, focando cada um deles em um tipo de público. A consequência disso é que grandes lançamentos, com edições para públicos heterogêneos, são cada vez menos comuns. 4 – Pequenas livrarias continuam em queda A busca por um modelo de negócio sustentável e rentável é talvez um dos grandes desafios do mercado editorial, principalmente das pequenas livrarias e editoras. Esse é um cenário que se aprofunda e que tem suas bases fincadas na chegada de grandes plataformas de e-commerce no Brasil, decretando a falência de editoras como a Cosac Naify e a Laselva. Com a chegada do Covid-19, empresas sem experiência, sem recursos financeiros e sem logística para operar no meio digital, foram obrigadas a pausar as atividades ou fechar definitivamente as portas, isto é, o efeito foi catastrófico para as médias e pequenas editoras, com retração expressiva. Em 2024, a tendência do mercado editorial é continuar difícil para quem não adequar seu modelo de negócio às mudanças na forma de consumo. Na contramão desse cenário, os grandes e-commerces de livros não param de crescer. Para se ter uma ideia, o Painel do Varejo de Livros no Brasil mostrou que, no ano de 2021, o faturamento de e-commerces de livros já empatava com o resultado das lojas físicas. 5 – Uso da tecnologia como vantagem competitiva Se você é daqueles que torce o nariz para a Inteligência Artificial ou mesmo para qualquer nova ferramenta tecnológica está fadado a ficar para trás no mercado. A inteligência Artificial é uma tendência não apenas do mercado editorial, mas do mercado como um todo. Sua utilização é uma realidade e tende a se consolidar na indústria, no comércio e no nosso dia a dia, como um todo. Assim, as vantagens da IA para o mercado editorial estão: Agilizar e melhorar o fluxo de escrita de autores; Facilitar a criação de capas, ilustrações e elementos gráficos para conteúdos; Acelerar o processo de edição e revisão de obras; Contribuir com o processo criativo de escritores; Indicar títulos e conteúdos mais alinhados ao que você procura e Auxiliar nas atividades de marketing editorial da sua empresa. Com isso, a IA pode trazer ainda maior economia de recursos pessoais, fazendo com que você aloque pessoal nas atividades mais estratégicas e de planejamento. Mas também, otimiza o gerenciamento e aplicação dos recursos financeiros, reduzindo ou evitando desperdício de dinheiro. Aproveite para conhecer aplicativos de escrita literária para ter mais agilidade e rapidez no seu fluxo de produção. 6 – Publicações independentes continuam crescendo Com o número cada vez menor de pequenas e médias editoras no mercado, autores e escritores têm visto na autopublicação uma oportunidade de concretizar o sonho de ver seus livros nas mãos do leitor. Essa tendência do mercado editorial é bastante vantajosa para você que tem pouco dinheiro para editar um livro. Publicando de forma independente, você não precisa passar pelo crivo de um editor, pode editar uma quantidade menor de exemplares e tem maior controle sobre todas as fases de desenvolvimento do livro, entre outras possibilidades. Para se ter uma ideia, no ano de 2021, a ferramenta de autopublicação da Amazon, a Kindle Direct Publishing já tinha batido a marca de 200
Guia Completo do Mercado Editorial Brasileiro: como encontrar uma editora de qualidade

Bem-vindo a uma jornada esclarecedora pelo mundo da publicação literária com a Editora Viseu. Neste artigo, mergulhamos profundamente no vibrante mercado editorial brasileiro, destacando o papel crucial de uma editora de qualidade na disseminação da cultura e do conhecimento. Desvendamos o processo de escolha de uma editora de qualidade, focando na maneira como a Editora Viseu se destaca nesse cenário competitivo do mercado editorial brasileiro. Aqui, você encontrará insights valiosos sobre o que torna uma editora de qualidade a escolha ideal para autores aspirantes e estabelecidos. Discutiremos desde a submissão do manuscrito até estratégias de marketing eficazes e distribuição de livros. Este artigo é um guia indispensável para quem busca navegar com sucesso no mundo da publicação literária, garantindo que sua obra alcance o público desejado. Prepare-se para desbravar os caminhos que levam ao sucesso editorial com a Editora Viseu. Índice | Navegue pelo artigo Introdução ao mercado editorial brasileiro O mercado editorial brasileiro é um dos segmentos mais importantes para a disseminação da cultura e conhecimento dentro e fora do país. Editoras desempenham um papel crucial neste cenário, atuando como pontes entre os autores e os leitores, e são responsáveis pela curadoria e disseminação de uma vasta gama de literatura que reflete a diversidade cultural do Brasil. A indústria editorial no Brasil tem suas particularidades, com desafios e oportunidades únicas que influenciam desde pequenas editoras independentes até grandes grupos editoriais. A importância de uma editora de qualidade no Brasil As editoras no Brasil têm uma responsabilidade significativa: elas não só ajudam a moldar o mercado literário, mas também têm um impacto direto na educação e no desenvolvimento intelectual da sociedade. Através da publicação de obras de ficção, não-ficção, acadêmicas e educacionais, elas contribuem para a promoção da leitura, para o fomento da literatura nacional e para a preservação do patrimônio literário brasileiro. Editoras reputadas são particularmente importantes para autores emergentes, pois oferecem a visibilidade e a estrutura necessárias para que novas vozes sejam ouvidas e novos talentos sejam descobertos. Panorama atual das editoras brasileiras Atualmente, o mercado editorial brasileiro enfrenta o desafio da transformação digital, com o aumento da popularidade dos e-books e audiobooks. No entanto, o livro impresso continua sendo uma paixão nacional e as vendas físicas ainda representam uma grande parcela do mercado. A pandemia do COVID-19 trouxe desafios adicionais, mas também estimulou a inovação no setor. As editoras brasileiras estão cada vez mais se adaptando a novos modelos de negócios, explorando plataformas digitais e redes sociais para alcançar leitores. Há um esforço contínuo para melhorar a distribuição e acessibilidade dos livros em todo o país, garantindo que a literatura brasileira continue a florescer e alcançar novos públicos. Por que escolher uma editora de qualidade? A escolha de uma editora de qualidade é um dos passos mais importantes na carreira de um autor. Editoras não só imprimem e distribuem livros, mas também são fundamentais no processo de transformar manuscritos brutos em obras prontas para chegar às mãos dos leitores. Uma boa editora pode ser a diferença entre uma obra que passa despercebida e uma que atinge grandes audiências e críticas positivas. A editora como parceira do autor Uma editora de qualidade age como uma verdadeira parceira do autor, investindo em seu potencial e oferecendo suporte em todas as etapas do processo editorial. Desde a avaliação inicial do manuscrito, passando pela edição, design de capa, diagramação, revisão, até a estratégia de marketing e distribuição, a editora está ao lado do autor. A parceria com uma boa editora traz uma série de benefícios e recursos que podem ser cruciais para o sucesso de um livro no mercado competitivo atual. Os benefícios de uma editora de qualidade Trabalhar com uma editora confiável traz uma série de vantagens. A experiência e o conhecimento de mercado de uma editora estabelecida garantem que o livro será produzido com qualidade profissional, desde a matéria-prima até o produto final. Além disso, uma editora confiável tem redes de distribuição que garantem uma maior visibilidade e alcance para o livro, tanto em livrarias físicas quanto em plataformas digitais. O suporte ao marketing e a presença em feiras e eventos literários também são pontos fortes de uma editora de qualidade, abrindo portas para que o autor se estabeleça no mercado e construa uma carreira literária sólida. Editora Viseu: Sinônimo de editora de qualidade A Editora Viseu destaca-se no panorama editorial brasileiro como um exemplo de excelência e qualidade. A sua atuação no mercado de livros é marcada por um compromisso com a literatura de qualidade e um apoio contínuo aos seus autores, estabelecendo-se como uma das editoras mais respeitadas e confiáveis do Brasil. História e trajetória da Editora Viseu A Editora Viseu foi fundada com o intuito de oferecer oportunidades para autores nacionais, preenchendo uma lacuna importante no mercado editorial. Desde o início, a editora buscou destacar-se pela qualidade editorial, pela transparência nas relações com os autores e pelo emprego de estratégias de marketing inovadoras. Ao longo dos anos, a Editora Viseu construiu um catálogo diversificado, que vai desde ficção contemporânea até obras de não-ficção, passando por poesia e literatura infanto-juvenil, refletindo o rico espectro da literatura brasileira. Serviços oferecidos pela Editora Viseu A Editora Viseu oferece uma gama completa de serviços editoriais, que incluem leitura crítica, revisão, diagramação, design de capa, registro de ISBN, e uma distribuição ampla tanto no formato físico quanto digital. A editora também dispõe de serviços de marketing personalizados, como a criação de campanhas promocionais, assessoria de imprensa, e presença em feiras e eventos literários, garantindo que cada livro receba a atenção que merece. Depoimentos de autores publicados pela Viseu Os depoimentos de autores que publicaram pela Editora Viseu ressaltam a qualidade do acompanhamento e do suporte recebidos durante todo o processo editorial. Muitos destacam a atenção aos detalhes, a eficiência na comunicação e o profissionalismo da equipe. Os autores também enfatizam o sentimento de parceria e a sensação de que suas obras estão sendo valorizadas e respeitadas, o que é fundamental para a confiança no processo de publicação e na carreira literária como um todo. Como avaliar