Como escrever uma autobiografia [GUIA COMPLETO]

Você tem uma grande história de vida cheia de desafios, obstáculos e dificuldades superadas, certo? E você tem um grande anseio de influenciar a vida das pessoas ao seu redor com a sua autobiografia, ou seja, um livro sobre sua história de vida, pois assim como você venceu, outras pessoas também podem vencer. Se o parágrafo acima descreve exatamente o que você sente quando olha para trás no seu passado, você aterrissou no artigo certo. Criamos um Diagrama Autobiográfico para ajudar você a organizar sua história e melhorar sua escrita. BAIXAR O DIAGRAMA AUTOBIOGRÁFICO AGORA Garantimos para você que não é necessário procurar mais nenhum conteúdo na Internet para saber como escrever uma autobiografia, e também sobre como publicar uma autobiografia. Continue lendo para ficar por dentro de detalhes que o time Viseu preparou para você com base em nossa experiência com mais de 8.000 autores publicados. Além disso, criamos um DIAGRAMA AUTOBIOGRÁFICO, que é um Template Editável, onde você registra o resumo dos fatos da sua vida em ordem cronológica para planejar sua escrita. Se você quiser baixar agora, basta clicar aqui. Índice do Artigo O que é autobiografia? Autobiografia é um gênero literário no qual o autor escreve sobre si mesmo, ou seja, o autor ou autora narra sua própria história de vida em primeira pessoa, focando em seus momentos de superação. Autobiografias geralmente têm o propósito de inspirar outras pessoas a partir de uma trajetória de dificuldades, obstáculos, bem como sua superação. Autobiografia exemplos O mercado literário é repleto de exemplos de autobiografia, sejam elas de pessoas famosas ou pessoas anônimas que simplesmente publicaram histórias incríveis sobre si mesmas. Dentre os exemplos de autobiografia, ressaltamos aqui 3 deles: 1. Michele Obama: Ex-primeira dama, esposa do ex-presidente dos Estados Unidos da América: Barak Obama, Michele publicou um livro autobiográfico chamado Becoming (adaptado para porguês como Minha história). Neste livro, Michele relata momentos de sua trajetória através de sua própria ótica. 2. Nelson Mandela: O Ex-presidente da África do Sul relata em sua autobiografia detalhes ricos sobre sua educação, além de relatos a respeito dos seus 27 anos de prisão. Por se tratar de uma figura pública muito relevante para o cenário político africano, o livro que traz por título: Long Walk to Freedom (em português Longo Caminho para a liberdade) foi altamente difundido por todo o mundo atingindo grandes marcas de vendas. 3. Hellen Keller: Famosa por sua história de superação, a autora Hellen Keller, que escreveu a autobiografia que traz por título: The Story of my Life (em português A história da minha vida), chocou o mundo com sua forma de vencer os obstáculos biológicos impostos pela vida. Mesmo com dificuldades audiovisuais (cegueira e surdez), Hellen se alfabetizou e se formou em uma universidade, o que para muitos parecia uma tarefa impossível. Essas e muitas outras biografias podem servir de inspiração para você que está em seus primeiros passos para escrita de sua história de vida. Qual a diferença entre biografia e autobiografia? A biografia é um gênero literário cujo propósito é narrar os fatos vivenciados por alguém em 3ª pessoa do singular, ou seja, trata-se de estilo de narração observadora (de fora), já a autobiografia consiste na escrita sobre a vida de uma pessoa em 1ª pessoa do singular, isto é, “Eu” escrevendo sobre fatos da minha própria vida. Exemplo de um texto biográfico: Em 1966, Milton superou o preconceito da cidade, sendo o primeiro homem negro a entrarar em uma Universidade. Apesar dos olhares discriminatórios, ele seguia em frente pelos corredores provando sua dignidade, sem ao menos imaginar que sua trajetória se tornaria um marco da luta pela igualdade no mundo dentro de duas décadas. Exemplo do mesmo texto, porém a partir de uma técnica autobiográfica: Em 1966, eu decidi superar o preconceito da minha cidade, sendo o primeiro homem negro a entrar em uma Universidade. Eu percebia a cada dia os olhares discriminatórios enquanto eu passava pela porta principal e andava pelos corredores até chegar ao auditório onde aconteciam as aulas. Provei minha dignidade, fui forte, mesmo que por dentro parecia que a qualquer momento eu iria desmoronar. Mal sabia eu que pouco mais de duas décadas adiante desses fatos, minha história de superação se tornaria um marco da luta pela igualdade no mundo. Como você pode observar acima, ambas as histórias relatam fatos da vida de Milton (personagem fictício que criamos para exemplificar as diferenças dos gêneros literários), porém cada uma a partir de uma pessoa do discurso diferente. Ambos os gêneros possuem uma característica similar: a veracidade dos fatos. Não cabe a uma obra biográfica ou autobiográfica a criação de eventos fictícios, pois o propósito deste gênero literário é estabelecer conexões entre o leitor e situações reais do cotidiano. Como é um texto de autobiografia? Um texto de autobiografia precisa seguir uma lógica de linearidade, ou seja, precisa deixar bem definido o início, o meio e o fim da história de vida da pessoa que escreve. A ordem dos acontecimentos precisa ser cronológica, para que o leitor se situe nos diferentes momentos da história, e assim absorver a mensagem que o autor deseja passar. Quais são as características de um texto autobiográfico As características de um texto autobiográfico podem ser observadas a partir de 4 eixos principais, sendo eles: 1. Conteúdo baseado em fatos reais, ou seja, sem descrições fictícias; 2. Texto centrado na história passada da pessoa que o escreve; 3. Texto escrito na primeira pessoa do singular (Eu); 4. Texto com característica linear, ou seja, com descrição de fatos em ordem cronológica. Como escrever a autobiografia Elaboramos esta seção de uma forma especial e altamente detalhada para munir você com conhecimentos suficientes para deixar o artigo e iniciar hoje mesmo o planejamento da sua autobiografia. A propósito, reforçamos mais uma vez que você BAIXE O DIAGRAMA DE AUTOBIOGRAFIA, que é nada menos do que uma timeline editável que ajuda você a planejar sua história autobiográfica de forma linear (cronológica). Vamos então às 6 dicas sobre como escrever uma autobiografia: 1. Estabeleça o propósito da sua
Qual a diferença entre prólogo, epílogo, prefácio e posfácio?

Resumo do artigo: Apesar de não serem obrigatórios, elevam o valor de uma obra, permitindo ao leitor um maior entendimento acerca de seus temas, personagens, enredo e contexto. Pensando nessa importância, explicamos neste artigo as diferenças entre eles, suas finalidades e onde se encontram na estrutura de um livro.
Como manter a originalidade do seu texto e evitar clichês literários

Você já teve a sensação de que seu texto parece… igual aos outros? Que, mesmo com todo o esforço, sua história soa familiar demais, seus personagens lembram figuras de outros livros e suas frases ecoam algo que você já leu antes? Se sim, você não está sozinho. Esse é um dilema que muitos escritores — iniciantes e experientes — enfrentam: como manter a originalidade da escrita e evitar cair nos mesmos clichês de sempre. Originalidade é um dos pilares da boa literatura. Mas também é uma das metas mais difíceis de alcançar — especialmente em um mundo onde tudo já parece ter sido dito. Neste artigo, vamos explorar a fundo esse desafio, desmistificar o que é (e o que não é) originalidade, mostrar como identificar e eliminar clichês do seu texto e, principalmente, como cultivar uma escrita verdadeiramente sua. Você não precisa reinventar a roda, mas precisa aprender a fazer com que ela gire do seu jeito. Menu de navegação O que é originalidade na escrita — e o que ela não é Vamos começar desfazendo um mito: ser original não significa criar algo 100% novo e inédito. Isso é praticamente impossível. A maioria das histórias já foi contada de alguma forma — o que muda é o olhar, a voz, o caminho. A originalidade não está no enredo revolucionário ou na linguagem jamais usada. Está na combinação única de experiências, emoções, escolhas estilísticas e perspectivas que só você tem. Está em como você escreve, e não apenas no que escreve. A escritora americana Anne Lamott, autora do clássico Bird by Bird, afirma que a voz autoral vem de contar a verdade como você a vê. E isso inclui seus medos, contradições, lembranças, vícios de linguagem e manias narrativas. Tudo isso pode virar força, se usado com consciência. Por que caímos em clichês — mesmo sem querer? Clichês são atalhos mentais. São soluções rápidas e familiares que nosso cérebro reconhece como seguras — e por isso nos empurram para fórmulas prontas. Quando escrevemos, especialmente sob pressão, nosso instinto é recorrer ao que já conhecemos. Isso inclui expressões batidas (“coração apertado”, “lágrimas escorriam como chuva”), estruturas narrativas previsíveis (“o herói improvável que salva o mundo”) e personagens genéricos (a mocinha indefesa, o vilão cruel sem motivo, o mentor sábio). O problema? O leitor também reconhece esses atalhos. E, quando tudo soa repetido, a leitura perde impacto. O cérebro do leitor se desliga. Por dentro da análise crítica: Saiba com é feita essa etapa de revisão de um livro Como identificar os clichês escondidos no seu texto Você pode até achar que está escrevendo algo novo — mas se não fizer uma leitura crítica, os clichês passam despercebidos. Aqui vão algumas armadilhas comuns: Expressões desgastadas “Chorar rios de lágrimas”, “com o coração na mão”, “como uma faca no peito” Substitua por imagens sensoriais específicas, ligadas à cena e ao personagem. Tramas lineares e previsíveis Todo mundo sabe o que vai acontecer no final? Hora de repensar os conflitos e as viradas. Falas artificiais Personagens que soam como estereótipos, não como pessoas reais. Linguagem neutra demais Falta ritmo, cor, personalidade nas frases? Talvez esteja faltando sua voz ali. Uma boa dica é reler seu texto em voz alta. O que parece forçado, repetitivo ou genérico vai saltar aos ouvidos. Uma boa dica é reler seu texto em voz alta. O que parece forçado, repetitivo ou genérico vai saltar aos ouvidos. Estratégias para fugir dos clichês e escrever com autenticidade Agora que você já entendeu o que é originalidade, por que caímos em clichês e como identificá-los, vamos ao que realmente importa: como evitá-los na prática. 1. Troque o automático pelo específico Toda vez que você escrever algo que parece “fácil demais”, pare. Pergunte-se: existe uma forma mais honesta ou mais sensorial de dizer isso? 🛠 Exemplo: Em vez de “o coração dela disparou”, experimente “ela sentiu como se o peito fosse pequeno demais para tudo o que batia dentro”. O objetivo não é ser rebuscado. É ser vivo. 2. Experimente outros pontos de vista Uma boa forma de subverter clichês é mudar o ângulo. E se o narrador fosse o antagonista? Ou um objeto? Ou alguém que não entende o que está acontecendo? Esse deslocamento força novas perguntas — e novas respostas criativas. 3. Humanize seus personagens Pessoas reais são contraditórias, ambíguas, às vezes incoerentes. Seus personagens também devem ser. Um vilão pode ser gentil com animais. Uma heroína pode cometer erros terríveis. Quando o personagem é verossímil, ele quebra o molde e escapa do clichê. 4. Reescreva com consciência A primeira versão é onde você despeja. A segunda é onde você lapida. Na reescrita, observe onde há frases genéricas, ideias repetidas, passagens “sem alma”. O trabalho de originalidade se faz, muitas vezes, na revisão. 5. Desenvolvendo sua voz autoral A voz autoral é o maior antídoto contra o clichê. É ela que dá identidade ao texto, que faz o leitor reconhecer o autor mesmo sem ver o nome na capa. Mas como se desenvolve uma voz? Escrevendo com frequência. Quanto mais você escreve, mais natural sua linguagem se torna. Lendo com atenção. Perceba como outros autores resolvem situações parecidas. Analisando seus textos antigos. O que ali ainda soa verdadeiro? O que soa forçado? Sendo fiel ao que você acredita. Escreva com verdade. Isso se traduz no texto. A originalidade não está no vocabulário difícil ou na estrutura ousada. Está na honestidade. Como disse Clarice Lispector: “Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.” Por que originalidade importa no mercado editorial atual O mercado editorial está mais atento do que nunca à originalidade — não como novidade pela novidade, mas como representatividade, autenticidade e profundidade. Segundo a pesquisa da Technavio (2024), a busca por livros com novas abordagens e diversidade de vozes é um dos principais impulsionadores de crescimento do setor, projetando um aumento de mais de 18 milhões de dólares até 2029. Além
O livro que todo empreendedor precisa ler antes de montar seu time

Toda startup começa com uma grande ideia. Mas por que apenas algumas conseguem crescer e se tornar gigantes do mercado, enquanto outras desaparecem antes de alcançar o sucesso? A resposta não está apenas no produto inovador ou na estratégia de marketing perfeita. O diferencial também está na equipe que a sustenta! A falta de um time bem estruturado é uma das principais razões para o fracasso das startups. Muitos empreendedores focam apenas na captação de clientes e na escalabilidade do negócio, mas ignoram o fator humano que, no fim das contas, é quem executa a visão da empresa. Mas e se existisse um caminho comprovado para construir um time de sucesso, capaz de impulsionar o crescimento do seu negócio? A solução: um guia para construir times vencedores. Se você quer garantir que sua startup tenha as pessoas certas, alinhadas e motivadas para crescer, precisa conhecer o livro Como construir um time de sucesso em sua startup, de Wil Teixeira. Por que esse livro é uma leitura obrigatória para empreendedores? No mundo das startups, a velocidade e a eficiência são essenciais. Não há tempo nem recursos para cometer erros na construção da equipe. É aqui que entra o livro Como construir um time de sucesso em sua startup, de Wil Teixeira. Um verdadeiro guia prático para empreendedores que querem crescer de forma inteligente e sustentável. Foco prático Nada de teoria abstrata! O autor se concentra em soluções aplicáveis. Cada estratégia apresentada foi testada em cenários reais, permitindo que você implemente imediatamente métodos comprovados para montar e liderar equipes de alta performance. Passo a passo Desde a contratação dos primeiros membros até a expansão e gestão do time, tudo explicado de forma simples e objetiva, com orientações precisas que ajudam a evitar erros comuns e a estabelecer processos eficientes. Ideal para startups Adaptado à realidade dinâmica e desafiadora das startups, o livro leva em conta a necessidade de decisões rápidas e estratégias flexíveis. Ele aborda como gerir equipes com recursos limitados e em constante evolução. Gestão de pessoas inteligente Um dos diferenciais destacados por Wil Teixeira é a ênfase na gestão inteligente de pessoas. Muitas empresas investem pesado no desenvolvimento de produtos, mas acabam negligenciando o capital humano. Segundo o autor, o sucesso de uma startup depende, em grande parte, da capacidade de contratar, motivar e reter os talentos certos. O que você vai aprender com esse livro? Dentre os inúmeros ensinamentos valiosos que o livro apresenta, destacamos alguns dos conhecimentos que você irá adquirir: Como contratar as pessoas certasVocê descobrirá como contratar as pessoas certas e evitar arrependimentos. Em vez de se basear apenas em currículos, o autor ensina a identificar as habilidades técnicas e, sobretudo, as competências comportamentais que estejam em sintonia com os valores e a cultura da empresa. Como criar uma cultura organizacional forteWil Teixeira explica como definir missão, visão e valores, elementos que orientam as ações e as decisões do time. Ao construir um ambiente de trabalho onde o engajamento e o alinhamento com o propósito da empresa são prioridade, você impulsiona a motivação e a produtividade de todos os colaboradores Como definir metas que realmente funcionamO autor mostra como estabelecer objetivos claros que incentivem a superação sem a necessidade de microgerenciamento. A abordagem da obra explora o caminho para manter a equipe focada e motivada, evitando a frustração causada por metas inalcançáveis. Como dar feedback e avaliar o desempenho da equipeO livro também trata de um aspecto fundamental para o desenvolvimento contínuo do time: a comunicação e a avaliação de desempenho. O autor apresenta formas eficientes de oferecer feedback e práticas que fortalecem a confiança e a coesão entre os membros da equipe. Para quem esse livro é indicado? Nem toda startup consegue crescer de forma sustentável, e muitas vezes, o motivo está na dificuldade em contratar, engajar e manter um time de alta performance. Se você quer saber como evitar esse problema, este livro foi feito para você! Agora, se você se encaixa em algum dos perfis abaixo, esse livro é indispensável: Fundadores de startups que querem montar um time desde o zero e evitar erros na contratação. Gestores e líderes que precisam melhorar a cultura organizacional e tornar a equipe mais produtiva. Empreendedores que querem estruturar um time de alta performance, alinhado com o crescimento do negócio. Profissionais de RH ou recrutadores que contratam para startups e precisam de uma abordagem estratégica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Editora Viseu (@editoraviseu) Não perca essa oportunidade! Investir no conhecimento certo pode evitar erros caros e economizar tempo. Ao aprender a contratar e liderar seu time de forma estratégica, você coloca sua startup no caminho do sucesso. E o melhor: esse conhecimento está disponível agora mesmo na Amazon!
Como Transformar Sua Experiência Pessoal em Best-Seller

A escrita autobiográfica tem o poder de emocionar, inspirar e até mesmo transformar vidas. Mas como transformar sua experiência pessoal em um verdadeiro best-seller? Se você tem uma história única para contar, este guia mostrará o caminho de como transformar suas vivências em uma narrativa cativante e envolvente. 1. Encontre o Enredo Central Toda história precisa de um eixo principal. Pergunte-se: qual é o grande conflito ou transformação que vivi? Pode ser uma superação pessoal, um acontecimento marcante ou uma lição aprendida. A clareza desse enredo ajudará a dar direção à sua narrativa. 2. Construa uma Estrutura Narrativa Envolvente Um best-seller não é apenas um relato de fatos, mas uma história com início, meio e fim bem definidos. Use elementos como: Introdução: Apresente o cenário e o conflito inicial. Desenvolvimento: Mostre desafios, emoções e aprendizados. Clímax: O momento de maior impacto emocional. Desfecho: A resolução e as reflexões finais. 3. Use o Plot Twist ao Seu Favor O plot twist, ou reviravolta na trama, pode ser um grande diferencial para sua história. Um acontecimento inesperado, uma mudança de perspectiva ou uma revelação surpreendente mantêm o leitor envolvido e aumentam o impacto emocional da narrativa. 4. Humanize Sua História Para que sua experiência ressoe com os leitores, é essencial adicionar emoção e autenticidade. Descreva seus sentimentos, pensamentos e desafios com detalhes, para que o público se conecte genuinamente com sua jornada. 5. Transforme Emoções em Palavras A escrita deve despertar emoções. Utilize uma linguagem envolvente, com metáforas e descrições sensoriais, para transportar o leitor para dentro da sua história. Evite um tom excessivamente técnico ou distante – escreva como se estivesse conversando diretamente com seu público. 6. Revise e Aprimore Seu Texto Nenhum best-seller nasce pronto. A revisão é uma etapa fundamental. Além de corrigir erros gramaticais, refine a fluidez do texto, melhore diálogos e aprofunde descrições. Um olhar externo, como o de um editor ou leitor beta, pode ajudar a identificar pontos de melhoria. 7. Invista na Divulgação Uma história poderosa merece ser lida. Depois de finalizar seu livro, explore estratégias de divulgação, como redes sociais, entrevistas e parcerias com influenciadores do nicho literário. Um bom marketing pode transformar uma obra promissora em um best-seller. Transformar sua experiência pessoal em um best-seller é um processo que exige autenticidade, estrutura e dedicação. Cada vivência tem potencial para emocionar e impactar leitores ao redor do mundo – basta encontrar a melhor forma de contar sua história. Agora que você conhece os segredos da escrita de um best-seller, que tal começar a escrever o seu?
7 dicas sobre como escrever uma dedicatória de livro: Guia Viseu

A dedicatória de livro é um momento onde autores podem expressar toda a sua gratidão e consideração por pessoas importantes em suas vidas ou mesmo que tiveram participação decisiva na construção do livro. Assim, a dedicatória tem a finalidade de prestar uma homenagem muito especial a essas pessoas, trazendo emoções e sentimentos verdadeiros. Porém, esse elemento textual pode trazer algumas dificuldades para autores iniciantes e também para os mais experientes. Pensando nisso, neste conteúdo você vai conferir algumas dicas para criar uma dedicatória marcante e que esteja alinhada à sua personalidade como autor e também ao tom da sua obra. Neste conteúdo, vamos mostrar as diferenças entre dedicatória e agradecimento, se a dedicatória é um elemento obrigatório no livro e muito mais! O que é e para que serve uma dedicatória de livro? A dedicatória de livro é um elemento textual do livro que tem o objetivo de homenagear pessoas, animais de estimação, memórias e objetos que tenham contribuído para a jornada literária do autor. Esse texto costuma ficar no início do livro, após a filha de rosto. A dedicatória de livro serve também para que o autor possa dar pistas de suas referências de escrita, narrativa ou dramática. Além disso, é uma forma do leitor ir se acostumando com a personalidade do autor e com seu jeito de discorrer sobre o mundo. A dedicatória de livro é um elemento obrigatório na estrutura da obra? A dedicatória de livro não é um elemento obrigatório, porém, pode ser um elemento super interessante como forma de expressão lírica, por isso, ela deve sim estar presentes em gêneros como poesia, romance, contos etc. Ao escrever uma dedicatória de livro, o autor também reconhece aquelas pessoas que não trabalharam de maneira formal para a construção do título, porém deram grandes contribuições emocionais. Assim, aproveite para agradecer aquele amigo sempre disposto a ouvir ou dar uma contribuição sincera e valiosa para seus escritos ou para homenagear uma familiar que possa ter inspirado a história. Qual o tamanho ideal de uma dedicatória de livro? Não existe um limite mínimo ou máximo de palavras para a dedicatória. Entretanto, o mais comum é que ela seja curta e breve, muitas vezes, tendo uma ou duas frases. Você já deve ter encontrado também dedicatórias em formato de citação, trazendo alguma frase ou declaração popular ou de um autor de renome. Nesses casos, a ideia é que a citação seja capaz de transmitir uma ideia ou sentimento que você deseja passar. Qual é a diferença entre dedicatória e agradecimentos? Ainda que sejam parecidas, os objetivos da dedicatória e do texto de agradecimento são diferentes. Dessa maneira, enquanto a dedicatória faz uma curta homenagem a um número bem reduzido de pessoas, o texto de agradecimento pode fazer uma apanhado mais de pessoas que, por exemplo, tenham contribuído para a criação do livro. Por isso, a dedicatória pode carregar mais emoção e sentimentos do que o texto de agradecimento e, também, pode ser dedicado a alguém que tenha de fato um lugar no coração do autor. As questões mais perguntadas na internet sobre dedicatória de livro Muitas pessoas fazem buscas específicas sobre dedicatórias na intenção de escrever da melhor forma possível. Listamos aqui 4 das perguntas mais realizadas nos mecanismos de buscas a respeito do assunto: Posso escrever uma dedicatória para uma pessoa que já faleceu? Sim. A dedicatória é um momento em que o autor pode realizar uma descarga emocional pessoal nas páginas do livro sem necessariamente estar ligado ao conteúdo da obra. Isso significa que o autor pode sim dedicar todo o seu esforço literário a uma pessoa que já se foi, de forma a homenageá-la ou atribuir crédito a ela pelo desenvolvimento do livro. Inspire-se e seja leal aos seus sentimentos na hora de redigir essa parte tão importante do livro. Posso dedicar um livro a um grupo de pessoas? São muitos os fatores ou pessoas que nos impulsionam a escrever uma obra, e muitas vezes, num sentimento e gratidão, alguns autores querem evidenciar quantas dessas pessoas foram essenciais para o desenvolvimento da obra. Uma citação breve de cada pessoa, seguida do fator motivacional é uma boa escolha para que o leitor entenda o motivo pelo qual a pessoas “x” ou “y” está sendo mencionada, por exemplo: “Dedico as páginas desse livro ao meu pai que sempre me incentivou a mergulhar no universo da criação, a Tony Derulo, que me ajudou a levantar fundos para patrocínio da minha pesquisa, e Darlene Zach pelas contribuições incríveis à minha escrita.” Quais são alguns exemplos de dedicatórias famosas? Não poderíamos deixar de trazer aqui alguns exemplos de dedicatórias de livros que marcaram séculos. Grandes autores que usaram de sua criatividade para homenagear alguém de forma singular no início de seus livros. Dedicatória do livro: O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry Nesta dedicatória de livro do autor do livro O Pequeno Príncipe, você percebe o cuidado que ele tem em continuar sua conexão com os leitores mirins, porém falando assuntos de “gente grande”. “Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma boa desculpa: essa pessoa grande é o melhor amigo que tenho no mundo. Tenho outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de entender tudo, até os livros para crianças. Tenho uma terceira desculpa: essa pessoa grande mora na França, onde passa fome e frio. Ele realmente precisa de consolo. Se todas essas desculpas não forem suficientes, então dedico este livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todos os adultos foram crianças um dia (mas poucos se lembram disso). Corrijo, portanto, a minha dedicatória: A Léon Werth, quando ele era pequeno.” Dedicatória do livro Os Miseráveis de Victor Hugo Por mais curta e singela que seja a dedicatória do autor Victor Hugo em “Os miseráveis”, ela está carregada de significados, uma vez que o autor mostra que a obra não é para alguém especial, todavia, ela representa a todos, já que o sofrimento e a redenção é algo humanitário (coletivo), e não singular. “A ninguém.
7 técnicas infalíveis para construir personagens inesquecíveis

Pense nos livros que mais marcaram sua vida. Provavelmente, o que ficou na sua memória não foi apenas a história, mas sim os personagens. Sherlock Holmes, com sua personalidade excêntrica, se tornou um dos detetives mais icônicos da ficção. Já Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito, conquistou o público com sua inteligência afiada e espírito independente. O que ambos têm em comum? Personalidade marcante, motivações bem definidas e uma jornada que ressoa com o público. Logo, se o objetivo é criar uma história que os leitores jamais esqueçam, investir na construção de personagens memoráveis é o caminho certo. Para isso, vamos te apresentar técnicas infalíveis para desenvolver personagens que enriquecem a narrativa. Vamos lá? Por que personagens memoráveis são essenciais? Personagens cativantes refletem aspectos da vida real, como ambições, fraquezas, desejos e dilemas morais. Essa autenticidade gera empatia no público ou, no mínimo, desperta sua curiosidade para acompanhar e compreender a jornada dessa figura única. Além disso, um bom personagem tem o poder de transformar uma ideia comum em algo extraordinário. Histórias que permanecem na memória geralmente possuem protagonistas e antagonistas fortes, com personalidades marcantes, dilemas internos bem trabalhados e evolução ao longo do enredo. Seja em um romance, uma fantasia ou um thriller, personagens inesquecíveis fazem com que os leitores voltem às páginas, releiam trechos e recomendem a obra. Eles são a alma da história e o fator determinante para o sucesso de uma narrativa. 7 técnicas para criar personagens inesquecíveis Dê profundidade e motivações reais 1. Crie um passado detalhado Ninguém surge no mundo sem uma história. Cada pessoa é moldada por experiências, e o mesmo vale para os personagens. Conquistas, perdas, traumas ou momentos decisivos influenciam suas crenças, medos e aspirações. Ao construir um personagem, questione: “O que aconteceu na vida dessa figura para que ela seja como é hoje?” Reflita sobre sua infância, relações interpessoais, desafios enfrentados e decisões tomadas ao longo do tempo. Essas vivências ajudam a definir suas reações diante dos conflitos da trama. 2. Estabeleça um desejo central Todo personagem precisa querer algo, e esse desejo é o que impulsiona sua jornada ao longo da história. Ele pode ser algo tangível, como poder, riqueza, liberdade ou vingança, ou algo abstrato, como amor, redenção, pertencimento ou autoconhecimento. Esse anseio justifica suas decisões, conflitos internos e interações com outros personagens. Além disso, o desejo central cria tensão na narrativa, pois geralmente há obstáculos que dificultam sua realização. Para auxiliar nessa construção, responda: O que meu personagem quer? Por que ele deseja isso? O que acontece se ele falhar? 3. Adicione conflitos internos e externos Um personagem sem desafios se torna previsível e sem graça. Para resolver isso, considere estruturar os conflitos internos e externos que adicionem camadas de complexidade e realismo ao seu personagem. Para entender melhor, os conflitos internos são dilemas emocionais e psicológicos que o personagem enfrenta dentro de si. Eles podem envolver inseguranças, traumas do passado, medos profundos, dilemas morais ou contradições que tornam suas escolhas mais difíceis e complexas. Já os conflitos externos são desafios impostos pelo mundo ao redor, forçando o personagem a reagir e se adaptar. Podem incluir inimigos, rivais, obstáculos físicos, situações extremas ou até mesmo forças da natureza. Esses desafios testam seus limites e impulsionam sua evolução ao longo da história. Trabalhe na originalidade do personagem 4. Fuja dos estereótipos Um dos maiores erros ao criar personagens é recorrer a clichês desgastados. O herói perfeito, o vilão sem motivações, a donzela indefesa. Tudo isso já foi visto muitas vezes. Um vilão, por exemplo, pode ter um motivo compreensível para suas ações, e um herói pode ter falhas que o tornam mais humano. Experimente fugir do óbvio. Um erro ao criar personagens é recorrer a clichês desgastados. O herói perfeito, o vilão sem motivações, a donzela indefesa. Tudo isso já foi visto inúmeras vezes e pode tornar sua história previsível e pouco envolvente. Experimente ir além do óbvio. Um herói pode ter inseguranças e tomar decisões erradas que o tornem mais humano. Um vilão pode acreditar estar fazendo a coisa certa ou agir por razões compreensíveis, como vingança, proteção ou um senso distorcido de justiça. Até mesmo personagens secundários podem surpreender se forem desenvolvidos com motivações próprias. Para evitar cair em estereótipos, reflita sobre o que torna cada personagem único e como eles desafiam as expectativas do leitor. Adicionar traços inesperados trará autenticidade para a história. 5. Dê traços de personalidade marcantes O que faz seu personagem se destacar? Pode ser um senso de humor sarcástico, uma bondade inabalável, uma teimosia extrema, ou até mesmo uma combinação de traços contrastantes, como coragem e impulsividade ou inteligência e arrogância. Para auxiliar na construção de sua personalidade, você pode questionar: Como meu personagem reage sob pressão? O que o faz perder a paciência? Como ele demonstra carinho ou frustração? Torne o personagem humano 6. Crie contradições Personagens realistas não são completamente coerentes o tempo todo, eles podem ter uma certa dose de contradições internas. Essas nuances tornam o personagem mais tridimensional e imprevisível, evitando que ele pareça artificial ou genérico. Pense em como as pessoas reais possuem camadas e conflitos internos, e traga essa complexidade para sua história. 7. Mostre evolução ao longo da história Um personagem estático dificilmente será memorável. Assim como as pessoas mudam com o tempo, os personagens também devem crescer, aprender com seus erros e se transformar ao longo da narrativa. Isso torna a história mais envolvente e dá um senso de progressão ao leitor. A transformação do personagem pode ocorrer de diversas formas. Ele pode superar um medo, redefinir suas crenças ou até mesmo seguir um caminho inesperado. O importante é que suas experiências ao longo da trama impactem sua forma de agir e pensar. Você pode se interessar: Como fazer seu personagem principal brilhar. Erros comuns na criação de personagens Criar personagens exige atenção a detalhes que vão além da aparência. Muitos escritores cometem erros que deixam os personagens superficiais ou pouco envolventes. Aqui estão alguns dos problemas mais comuns e como evitá-los. Personagens unidimensionais Um personagem
Plano de escrita: 5 passos para terminar seu livro sem procrastinar

Você já se pegou olhando para a tela em branco, com mil ideias na cabeça, mas sem conseguir escrever uma única linha? Se sim, saiba que você não está sozinho. A procrastinação é uma inimiga comum dos escritores, e muitas vezes ela surge por um motivo simples, a falta de um plano. Um plano de escrita bem estruturado funciona como um mapa para guiar sua criação literária. Ele ajuda a manter o foco e a organizar as ideias. Sem ele, é fácil se perder no meio do caminho, perder prazos e até mesmo abandonar um manuscrito pela metade. Neste artigo, você vai descobrir por que todo autor precisa de um plano de escrita e como ele pode ser a chave para evitar a procrastinação. Além disso, vamos compartilhar estratégias práticas para que você comece hoje a planejar sua escrita de forma eficiente. Vamos nessa? O que é um plano de escrita e por que ele é essencial? Um plano de escrita nada mais é do que uma estratégia para orientar o autor ao longo do processo criativo. Ele pode incluir metas diárias ou semanais, um cronograma de desenvolvimento, a definição do enredo e dos personagens ou a divisão de capítulos e tópicos. Entenda, ter um plano não significa limitar a criatividade, mas sim dar um direcionamento claro para que as ideias fluam de maneira eficiente. Sem essa organização, muitos escritores acabam enfrentando bloqueios criativos ou simplesmente se perdem no meio do caminho. Um arquiteto jamais começaria a construir uma casa sem um projeto detalhado. Da mesma forma, um escritor que deseja concluir seu livro com sucesso precisa de um plano que o guie desde a primeira linha até a última página. A inspiração pode surgir a qualquer momento, mas a conclusão de um bom texto exige estratégia e disciplina. Como um plano de escrita ajuda a vencer a procrastinação? A procrastinação é um grande desafio enfrentado por escritores. Muitas vezes, ela não acontece por falta de vontade, mas sim por insegurança, dúvidas ou a sensação de não saber por onde começar. Quando não há uma estrutura clara, o autor pode se sentir sobrecarregado diante da imensidão de um projeto literário, sem saber como avançar. Isso gera insegurança e um ciclo de adiamento que compromete a conclusão da obra. Um plano de escrita ajuda a vencer a procrastinação ao dividir o trabalho em partes menores e mais gerenciáveis. Em vez de focar apenas no objetivo final, como terminar um livro inteiro, o autor passa a estabelecer metas realistas. Pequenos avanços constantes tornam o processo menos intimidador e mais produtivo. Leia também: Conheça a síndrome do impostor presente na vida de muitos escritores. 5 Passos para criar um plano de escrita eficiente 1. Defina um objetivo claro O primeiro passo é definir um objetivo claro. Antes de começar a escrever, é essencial saber qual será o tipo de projeto: um livro, um artigo, um conto? Além disso, estipular um prazo para a conclusão contribui para a organização e evita que o processo se estenda indefinidamente. Além disso, estabelecer um prazo para a conclusão ajuda a manter o comprometimento e evita que a escrita se prolongue indefinidamente. Muitos autores enfrentam dificuldades justamente por não definirem um prazo realista. Ter um objetivo bem delimitado cria um senso de urgência saudável e motiva o progresso contínuo. 2. Crie um Cronograma Realista Criar um cronograma ajuda a transformar a prática em uma rotina. Isso significa definir dias e horários específicos para escrever, da mesma forma que se reservam momentos para outras atividades importantes. Não é necessário escrever por longas horas diariamente. Pequenos blocos de tempo dedicados à escrita já fazem uma grande diferença. O importante é encontrar um ritmo que funcione dentro da sua realidade e que possa ser mantido a longo prazo. 3. Estabeleça metas diárias ou semanais Dividir o projeto em metas menores torna a escrita mais gerenciável e reduz a sensação de sobrecarga. Um livro de 80 mil palavras pode parecer assustador à primeira vista, mas se o autor estabelecer uma meta diária de 500 palavras, em menos de seis meses o manuscrito estará pronto. 4. Tenha um espaço dedicado à escrita O ambiente em que a escrita acontece influencia na produtividade. Trabalhar em um local tranquilo e livre de distrações permite maior concentração e facilita a imersão no projeto. Para muitos escritores, criar um ritual de escrita também é fundamental. Escolher um horário fixo para escrever, preparar um chá ou café antes de começar ou ouvir uma trilha sonora específica são estratégias que ajudam a sinalizar para o cérebro que é hora de produzir. Cada pessoa tem um ritmo próprio, e o importante é identificar o que funciona melhor para você. 5. Revise e ajuste o plano quando necessário A escrita é um processo dinâmico, e o plano inicial pode precisar de ajustes ao longo do tempo. Mudanças na rotina, dificuldades inesperadas ou novas ideias podem influenciar o andamento do projeto. Por isso, é importante revisar periodicamente sua estratégia e adaptar conforme necessário. Se uma meta diária se tornar muito exigente, pode ser necessário reduzi-la para manter a constância. O importante é manter a flexibilidade sem perder o compromisso com o projeto. Um projeto possível Sem um direcionamento claro, é fácil cair na procrastinação e perder-se no meio do processo, adiando indefinidamente a conclusão da obra. Um planejamento bem estruturado transforma a escrita em um hábito, tornando o caminho mais leve e eficiente. Agora que você conhece a importância de um plano de escrita, que tal dar o primeiro passo ainda hoje? Comece definindo seu objetivo e estabelecendo pequenas metas para avançar no seu projeto de forma constante. Se quiser se aprofundar ainda mais, disponibilizamos um material complementar para ajudar na sua organização. Clique aqui e baixe o nosso guia Como escrever um livro!
Como fazer um bom prefácio?

O texto principal de um livro é, como o próprio nome indica, a parte mais essencial de qualquer obra. Ainda assim, existem outras partes notáveis que compõem uma publicação, sendo o prefácio uma das mais impactantes entre elas. Utilizado por grandes escritores e presente na maioria das edições de obras clássicas, essa seção pode elevar a qualidade de uma publicação a novos patamares. Mas o que é, exatamente? Onde fica? Para que serve? E, mais importante, como fazer um bom prefácio? Neste artigo, responderemos a todas essas questões, trazendo um passo a passo simples e prático para você desenvolver o seu próprio prefácio com maestria. Fique com a gente e aprenda a introduzir seu livro da melhor maneira! O que é o prefácio? O prefácio é, de maneira simples, uma introdução à obra que vem antes do texto principal. Pode estar presente nos mais diversos gêneros literários, desde obras de ficção a livros acadêmicos. Muito confundido com o prólogo, ele é o primeiro texto de uma obra. Mas, diferente do prólogo, ele não faz parte da história. É uma seção à parte do conteúdo principal, servindo como uma apresentação tanto do livro quanto de seu escritor. Pode ser escrito pelo autor ou por alguém conectado a ele ou ao texto de alguma maneira. Estudiosos de temas que serão abordados no livro, por exemplo, frequentemente são chamados para escrever essas seções. O prefácio irá se dirigir diretamente ao leitor. Pode discursar sobre os bastidores da criação do livro, as motivações para a escrita e o processo criativo como um todo. Também pode abordar questões de impacto da obra, contexto histórico e até mesmo curiosidades sobre o livro. Não é obrigatório, mas pode ser muito efetivo como um primeiro contato com o texto. Através dele, o leitor cria uma conexão não só com o livro mas também com seu autor, entendendo melhor a obra como um todo e chegando mais preparado para a leitura. 5 passos para escrever um bom prefácio Agora que você já sabe o que é um prefácio e qual sua função em um livro, deve estar se perguntando como pode fazer um. Confira aqui um passo a passo para uma boa seção introdutória do seu livro: 1 – Decida quem vai escrever o prefácio Primeiramente, é importante definir quem será responsável por escrever o prefácio. Como você viu, essa seção pode ser escrita tanto pelo autor do livro quanto por uma pessoa convidada. Pense no tipo de informação que quer entregar ao leitor nessa parte inicial e, se optar por um convidado, faça a escolha estrategicamente. A pessoa que vai escrever essa seção deve entender bem a obra e o contexto em que foi produzida, além de ser alguém com autoridade no tema. O prefácio deve refletir uma leitura profunda e honesta do texto, destacando os méritos do livro, independentemente de quem seja seu escritor. A escolha vai depender de gênero literário, tom e objetivo do livro. Uma perspectiva externa especialista pode passar mais credibilidade à obra, por exemplo, ideal para um livro acadêmico; enquanto um prefácio escrito pelo próprio autor tem um caráter mais íntimo e pessoal, o que combina com um livro de poesias. Decida qual combina mais com seu livro e invista nele! 2 – Introduza o livro e seu escritor A principal função de um prefácio é apresentar a obra ao leitor. Sendo assim, é de extrema importância falar um pouco sobre de onde surgiu a obra, assim como sobre o escritor que deu vida a ela, destacando aspectos que são importantes para a compreensão do livro Fale brevemente sobre seu histórico como escritor, suas principais influências, o que o motivou a escrever o livro e, se for o caso, a importância de sua produção literária. Não se aprofunde em uma biografia detalhada, mas sim elabore uma introdução que ajude o leitor a conhecer você em um nível mais íntimo, humano. Além disso, não se esqueça de apresentar a obra em si. Fale sobre o tema principal, o gênero, o estilo de escrita e o que o leitor pode esperar dessa leitura. Mas atenção: não revele detalhes da trama ou spoilers! Fornecer todas essas informações ao leitor de antemão cria uma relação de proximidade que torna a leitura mais envolvente, aprofundada e interessante. Ele vai mais preparado e consciente para ao texto, enriquecendo sua compreensão da obra como um todo. 3 – Contextualize o livro Além de introduzir a obra e seu escritor de uma maneira mais específica, essa seção também deve contar com uma visão mais abrangente do livro, contextualizando-o. Situe a obra dentro de um cenário mais amplo, seja ele social, histórico, cultural ou literário. Isso ajuda o leitor a entender em que condições o livro foi escrito e como ele se relaciona e impacta o mundo ao seu redor. Em livros clássicos, essa parte é especialmente importante, visto que grande parte da relevância dessas obras está no contexto histórico em que estão inseridas. Se o livro aborda temas e questões relevantes para a sociedade atual, discuta e apresente esses pontos no prefácio. Aqui podem entrar até mesmo pesquisas e dados, incluindo em obras de ficção, para mostrar ao leitor a importância desses temas. Além disso, também é uma forma de contextualizar o próprio leitor e fazê-lo refletir sobre seu lugar nessas questões. Esse é o momento de aguçar o interesse de seu leitor, mostrando o porquê de seu livro ser relevante. 4 – Crie uma conexão com o leitor O prefácio é uma de suas únicas chances de falar com o leitor diretamente. Aproveite a oportunidade para se conectar mais profundamente com seu público, indo além dos fatos, de uma maneira mais emocional. Seja empático e aproxime o leitor da obra e de sua história, tirando momentos para realmente dialogar com ele. Explique suas motivações e escolhas como se estivesse conversando com um amigo, ou em caso de obras mais formais, um colega. Você pode compartilhar os pensamentos e sentimentos que teve durante o processo de escrita, por exemplo, ou
Neste ou nesse? Quando usar?

As dúvidas de português podem se tornar verdadeiros empecilhos na hora de escrever. Muitas vezes, ficamos presos nessas questões ao invés de focar no desenvolvimento do texto, o que pode acabar gerando muita frustração. Um dos maiores exemplos dessas dúvidas está no uso correto dos termos “neste”e “nesse”. Com apenas uma letra de diferença, essas duas palavras podem se tornar uma verdadeira dor de cabeça para escritores. Afinal, quando usá-los? Neste texto (ou seria nesse?), abordaremos as diferenças entre esses dois termos de forma prática, explicando o uso de cada um deles com exemplos, para você não se confundir mais. Fique com a gente e confira! Qual a diferença entre neste e nesse? Vamos começar tirando a maior dúvida sobre esses termos: a diferença em seu uso. A principal distinção está na relação de proximidade entre o falante e ao que ele se refere. O termo “neste” é utilizado para se referir a algo que está perto de quem fala ou relacionado ao tempo presente. Exemplo: “Neste caderno que seguro, escrevi centenas de poemas”. Já “nesse” é utilizado no discurso para se referir a algo que está mais distante de quem fala ou relacionado ao tempo passado. Exemplo: “Tem uma mancha nessa blusa que você está usando”. Conseguiu entender a diferença? Com essa explicação, você já consegue diferenciar os termos, mas para se tornar um escritor melhor e não errar nunca mais, será preciso um pouco mais de aprofundamento. A seguir, explicaremos com mais detalhes os dois termos, trazendo mais exemplos práticos de quando e como usá-los! Neste O termo “neste” é a contração de uma preposição (palavras usadas para conectar elementos em uma frase) com um o pronome demonstrativo (palavras usadas para posicionar algo em relação a alguém): em + aquele. Varia em gênero e número: neste, nesta, nestes e nestas. Indica uma proximidade maior entre aquilo que está sendo falado e o falante, seja no tempo ou no espaço. Além disso, é utilizado em um texto para introduzir um termo, situação, pessoa ou objeto. Sendo assim, se você estiver se referindo a algo que ainda está acontecendo ou está prestes a acontecer, algo que está fisicamente próximo de você ou algo que ainda não foi mencionado no texto, o correto é usar o “neste”. Exemplos do uso de neste Aqui estão alguns exemplos do termo aplicado, para entender melhor seus usos e variações: Nesta palestra, explicaremos uma das maiores dúvidas de português entre autores. (Referindo-se à palestra que está ocorrendo). Já andei muito nestes calçados. (Referindo-se aos calçados que está usando). Recebi uma mensagem muito estranha nesta manhã. (Referindo-se à manhã do dia de hoje). Aceitamos trajes apenas nestas cores: azul claro, branco e bege. (Introduzindo novas informações). Nesse O termo “nesse” é outra contração entre preposição e pronome demonstrativo, sendo a junção dos termos em + esse. Também pode ser flexionado em gênero e número: nesse, nessa, nesses e nessas. Indica certo afastamento entre aquilo que está sendo falado e o falante, seja no tempo ou no espaço. Aponta algo que está mais perto de com quem se fala, também sendo utilizado para se referir a um termo, situação, pessoa ou objeto que já foi introduzido em um texto. Sendo assim, se você estiver se referindo a algo que já aconteceu, algo que está fisicamente mais distante de você e mais próximo de com quem você fala ou algo que já foi mencionado no texto, o correto é usar “nesse”. Exemplos do uso de nesse Aqui estão alguns exemplos do uso do termo, para entender melhor seus usos e variações: Nesse caso, a resposta é sim. (Referindo-se a uma situação que já foi mencionada no texto). Posso ver como fico nesses óculos? (Referindo-se aos óculos da outra pessoa). Fez muito calor nessa semana. (Referindo-se a uma semana que já passou). Já trabalhei nessas lojas. (Referindo-se a um local mais distante). Perguntas frequentes Assim como na diferença entre mal e mau, na diferença entre “nesse” e “neste” existem algumas expressões que causam um pouco mais de dúvidas do que outras. Confira a resposta para algumas das confusões mais frequentes: Nesse final de semana ou neste final de semana? Depende! Se você está se referindo a um final de semana passado, o correto é “nesse final de semana”. Agora, se o intuito for falar sobre o próximo fim de semana, o correto é “neste final de semana”, pois a semana ainda está acontecendo, ou seja, está no presente. Nesse sentido ou neste sentido? Aqui, o mais correto é utilizar “nesse sentido”, visto que essa expressão é utilizada para fazer referência a algo no texto, indicando retomada ou conclusão de uma ideia já introduzida. Nesse artigo ou neste artigo? Aqui, também pode depender, mas na maioria das vezes o termo correto é “neste artigo”. Isso porque a expressão normalmente é utilizada quando o autor quer fazer referência ao próprio texto que está escrevendo. Quando se quer indicar outro artigo que não o próprio, utiliza-se “nesse”. E naquele? Também uma contração de preposição com um pronome demonstrativo (em + aquele), o termo “naquele” não gera tantas confusões quanto “neste” e “nesse”. Apesar disso, também é importante saber como empregá-lo, até para entender melhor os outros dois termos. Se “neste” está próximo e “nesse” está um pouco mais distante, o “naquele” é utilizado para o que está bem afastado do falante, seja em tempo ou espaço. Ou seja, se refere a algo que está longe tanto de quem fala quanto de com quem se fala, ou em um passado longínquo. Exemplos de naquele: Naquele tempo, as coisas eram diferentes. (Referindo-se a um passado antigo). Vi muitas coisas naqueles corredores. (Referindo-se a um local distante). Não confio naquela senhora. (Referindo-se a alguém afastado da conversa). A diferença entre os pronomes demonstrativos “nesse” e “neste” pode parecer sutil, mas ela segue regras claras que ajudam a determinar quando usar cada um. Esperamos que, com este artigo, você consiga utilizar esses termos sem medo de errar! Quer receber mais dicas de escrita, além
5 Dicas sobre como fazer uma sinopse de livro [GUIA COMPLETO]

Saber como escrever uma sinopse de livro é uma habilidade para autores, já que ela tem uma papel fundamental na hora de convencer o leitor a adquirir o seu livro. É necessário ter um conjunto de técnicas para saber como fazer uma boa sinopse, pois além da capa de um livro, a sinopse tem a finalidade de capturar a atenção do futuro leitor, levando-o a optar (ou não) pela leitura, ou até mesmo pela aquisição da obra. Então, já percebemos por aqui que essa história não é tão simples quanto parece. Assim, para te ajudar com esse desafio, desenvolvemos este conteúdo completo com tudo o que você precisa saber para fazer uma sinopse. Neste conteúdo, você vai conferir o que é uma sinopse, suas principais características, vai conhecer a estrutura de uma sinopse para livro, entender suas diretrizes e acompanhar passo a passo como redigir um texto que prenda a atenção do leitor. O que é Sinopse? A sinopse de livro é um gênero textual que consiste em um texto curto, usado para descrever com brevidade o conteúdo narrativo da obra, filme ou qualquer outra produção artística, ressaltando seus pontos fortes com a finalidade de convencer o leitor sobre a qualidade da obra. Independentemente da peça artística (filme ou livro), a sinopse terá o mesmo caráter de escrita, ou seja, precisará ser um texto curto que ressalte os pontos altos, baixos, bem como as características do desenvolvimento do conflito entre protagonista e antagonistas ou de um personagem coadjuvante. Onde fica a sinopse do livro? A sinopse de livro é um texto curto geralmente impresso na contracapa cujo propósito é convencer o leitor sobre a relevância da obra. Mas ela também pode ser encontrada na orelha ou dobra interna da capa do livro, em catálogo de livros e sites de editoras, em plataformas de venda online como se fosse a descrição de um produtos e, também, são muito divulgadas em sites, redes sociais e blogs de editores e autores de livros. Qual a função da sinopse de um livro? A sinopse de um livro tem a finalidade de situar o leitor no tempo, lugar e na psicologia do personagem principal bem como os conflitos que ele enfrenta na obra. Ela pode ter também o objetivo de apresentar uma versão condensada da história ou conteúdo do livro. Acima de tudo, seu objetivo principal é dar uma visão geral da trama ou do conteúdo, ajudando o leitor ou avaliador a entender se o livro é do interesse dele. Quais as principais características da sinopse de um livro? Se o autor começar a analisar as sinopses dos livros que mais vendem ou tem mais apelo de público, vai perceber que elas têm algo em comum. Então, você vai perceber que sinopses bem sucedidas seguem algumas regras de ouro: Manter o foco no essencial: Não se perca em detalhes excessivos ou personagens secundários. Concentre-se no núcleo da história; Evitar flashbacks ou complicações temporais: A sinopse deve ser linear e direta, sem saltos de tempo que possam confundir o leitor; Escrever no presente: Mesmo que seu livro esteja no passado ou no futuro, a sinopse deve ser escrita no presente, o que confere mais dinamismo à narrativa; Ser objetivo: Uma sinopse típica tem entre 300 e 500 palavras. Seja claro e direto, sem enrolações; Evitar perguntas: A sinopse deve ser uma descrição informativa. Evite frases como “Será que ela conseguirá salvar o vilarejo?” ou “O que ele fará a seguir?”. Essas perguntas são mais apropriadas para a contracapa; Dessa forma, se você quer construir um texto para sinopse que seja eficaz em seu propósito, siga essa diretrizes. Qual é a estrutura básica de uma sinopse? Uma sinopse completa segue uma estrutura clara e organizada. Aqui estão os principais elementos que uma boa sinopse deve conter: 1) Apresentação do cenário e do contexto Inicie a sinopse apresentando o cenário onde a história se passa ou o contexto geral do tema abordado no livro. Introduza o protagonista e o ambiente que o cerca, destacando o tempo e espaço de maneira objetiva. Exemplo: “Em uma pequena vila medieval, isolada por montanhas imponentes, vive Ana, uma jovem camponesa com sonhos de explorar o mundo além das fronteiras de seu vilarejo.” 2) Introdução dos personagens principais Apresente os personagens centrais, começando pelo protagonista, seguido pelos antagonistas e coadjuvantes essenciais. Destacar os desejos, desafios e traços principais ajuda a dar vida à narrativa. Exemplo: “Ana é uma mulher corajosa e inquieta, que luta contra as normas conservadoras de sua aldeia. Miguel, seu mentor e amigo, compartilha de suas ambições, mas carrega um segredo que pode mudar tudo.” 3) Exposição do conflito principal O conflito é o que move a história. Ele pode ser interno (lutas emocionais, dilemas) ou externo (uma ameaça, um vilão, uma situação adversa). Seja claro e direto sobre qual é o problema central que impulsiona a trama. Exemplo: “Quando a vila é ameaçada por uma misteriosa praga, Ana descobre que a salvação pode estar em uma cidade distante, mas para chegar lá, ela terá que desafiar não só os perigos da viagem, mas também os preconceitos de seu próprio povo.” 4) Desenvolvimento dos acontecimentos principais Resuma os eventos principais que acontecem ao longo do livro, mas sem muitos detalhes. Concentre-se nos pontos altos da trama, nos momentos decisivos e nas reviravoltas que conduzem à resolução. Exemplo: “Em sua jornada, Ana enfrenta criaturas míticas, descobre verdades sobre suas origens e forma alianças inesperadas, enquanto a praga continua a se espalhar e ameaça destruir tudo o que ela ama.” 5) Desfecho Sim, a sinopse deve incluir o desfecho da história, revelando como o conflito central é resolvido. O objetivo aqui não é criar suspense, mas sim demonstrar a coesão e a conclusão da narrativa. Exemplo: “Na batalha final contra as forças que desencadearam a praga, Ana sacrifica seu sonho pessoal em nome do bem comum, retornando à vila com uma nova visão de si mesma e de seu papel no mundo.” É fundamental lembrar que a estruturação da sinopse da sua obra deve
Microconto: o que é? Tudo sobre essas breves narrativas

Você já ouviu falar do microconto? Como o nome indica, é um conto pequeno, mas vai muito além disso. Narrativa muito intrigante, sua capacidade de sintetizar mundos inteiros em poucas palavras tem encantado cada vez mais leitores. Esse tipo de escrita vem ganhando força na literatura contemporânea, principalmente com o avanço das redes sociais. Mas, apesar de ser uma prática crescente, ainda é desconhecida por muitos leitores e até mesmo autores como uma possibilidade. Pensando nisso, apresentaremos aqui o que exatamente é o microconto, suas principais características, exemplos mais icônicos e dicas para você desenvolver sua própria narrativa diminuta. Fique com a gente e confira! O que é um microconto? Um microconto, também conhecido como miniconto, é um tipo de narrativa caracterizada por ser extremamente curta, normalmente de algumas linhas ou poucos parágrafos. Seu objetivo é contar uma história da forma mais concisa possível. Diferente da escrita de contos usuais, focados na descrição de ações e cenários, o microconto excele no não dito. Por seu tamanho diminuto, deixa a maior parte da interpretação a cargo do leitor, mais sugerindo do que narrando seu enredo. Apesar da ideia de contar histórias curtas não ter surgido com esse tipo de escrita, o microconto como conhecemos hoje começou a tomar forma em meados do século XX. Escritores como Franz Kafka, Julio Cortázar e Augusto Monterroso foram os precursores desse tipo de escrita. No Brasil, um marco para esse tipo de narrativa vem com Dalton Trevisan, a partir da publicação de Ah, é? em 1994. Com esse livro, dedicado à histórias breves, veio uma onda de antologias focadas nessas narrativas. Atualmente, esse tipo de conto tem se popularizado cada vez mais. Facilmente compartilhável, ganhou força nesses tempos de comunicação instantânea e redes sociais. Se tornou popular principalmente em plataformas como o X (Twitter), onde o número reduzido de caracteres é propício para escritores desse estilo. Microconto, miniconto ou nanoconto? Por ser ainda um tipo de narrativa muito nova, não há nenhuma definição certa do que diferenciao microconto, o miniconto e o nanoconto. Alguns autores e estudiosos os colocam como sinônimos, enquanto outros os separam em diferentes categorias. Um miniconto pode ser visto como um conto muito breve, entre 50 a 300 palavras. Já o microconto é menor, de até 50 palavras, sendo o nanoconto menor ainda, de até 20 palavras. Outras definições de tamanho, como 150 caracteres para minicontos e 50 letras para nanocontos, também são utilizadas. Essas definições ainda são amplamente discutidas, mas há um consenso: a brevidade dessas narrativas. Em todas as definições, eles são menores do que uma página, variando apenas em grau de síntese. Características de um microconto Um tipo de escrita muito peculiar, existem algumas particularidades que diferenciam o microconto de outros tipos de histórias. São elas: Brevidade Uma das características mais importantes, que definem esse estilo de narrativa, é seu tamanho: microcontos são, invariavelmente, pequenos. O desafio é, justamente, criar uma história completa com poucas palavras. Muitos autores contam até mesmo as letras das palavras, por vezes almejando um número exato como 50 ou 20. Essa limitação de tamanho é a alma desse tipo de texto, que se destaca justamente por ser extremamente curto. Concisão Além de serem pequenos, os microcontos também são concisos. Ou seja, além de apenas um tamanho reduzido, devem ser conceitualmente sintetizados, enxugados e precisos. Cada palavra tem uma razão e um sentido, sendo escolhida com parcimônia e ponderação. A narrativa não se estende, mas também não está inacabada, ela é do tamanho exato que deve ser. Até mesmo a ordem das palavras é muito bem pensada, sendo que toda a semântica da história deve ser extremamente precisa, sucinta e clara. Narratividade Para estar enquadrada nesta categoria, a história deve ter teor narrativo: mover algo ou alguém para algum lugar. Sendo assim, é imprescindível que tenha narrador, enredo, personagem e espaço, mesmo que implícito. É esse o principal aspecto que difere a escrita de um microconto da escrita de um poema. Também é o que faz com que seja uma história, não apenas uma descrição. O caráter narrativo é imprescindível para esse tipo de texto. Sugestividade Um dos maiores diferenciais desse tipo de escrita é sua alta capacidade sugestiva. O subtexto é tão ou até mais importante do que o texto em si, sendo que grande parte da história será inferida pelo leitor. Esses textos são conhecidos por instigar a imaginação e a criatividade, convidando o leitor a fazer parte da narrativa mais ativamente. Assim, são muito envolventes e permitem uma diversidade enorme de interpretações. Efetividade Microcontos são impactantes, muitas vezes comparados a um nocaute logo no primeiro soco em uma luta de boxe. Causam uma forte impressão nos leitores, normalmente com seu desfecho, que costuma carregar toda a força desse impacto. Alguns buscam um efeito mais cômico, outros choque, reflexão e até mesmo medo. Microcontos de terror são um tipo especialmente popular dentro dessa categoria, tendo a capacidade de arrepiar os pelos da nuca de leitores com pouco mais de três linhas. Exemplos de microcontos Diversos autores renomados se aventuraram na escrita dessas narrativas diminutas. De grandes nomes da literatura clássica a autores contemporâneos, confira 10 autores de microcontos e seus principais textos, para entender como é esse tipo de narrativa na prática: Augusto Monterroso O guatemalteco Augusto Monterroso é o escritor do microconto mais conhecido da literatura: Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá. Essas 37 letras ficaram famosas, rendendo diversas interpretações, debates e paródias. É um verdadeiro marco nesse tipo de narrativa. Ernest Hemingway O norte-americano Ernest Hemingway é mais conhecido por seus romances, mas também é a ele atribuído um dos microcontos mais conhecidos: Vende-se: sapatinhos de bebê nunca usados. Nesta breve narrativa, o autor consegue inserir toda a imensidão de uma perda em um simples anúncio de venda, convidando o leitor a imaginar o que pode ter acontecido a essa família. Lygia Fagundes Telles Uma das maiores escritoras do Brasil, Lygia Fagundes Telles também se aventurou na escrita dessas breves histórias: Fui me confessar ao mar. O que
Mal ou mau, bem ou bom: quando usar?

O português é um dos idiomas mais ricos do mundo, intrincado e cheio de nuances. Entretanto, toda a variedade de expressões, regras e exceções a essas regras pode causar grandes equívocos, até mesmo entre seus falantes nativos. Uma das maiores e mais constantes dúvidas é o uso correto das palavras mal e mau, bem e bom. Palavras de escrita e som similar, enganam muitos falantes de português Brasil afora. Afinal, se escreve passar mal ou mau? Mau humor ou mal humor? Neste artigo, sanamos essas questões por completo, indo além dos macetes e explicando as reais diferenças entre os termos, com exemplos, para você não errar nunca mais. Fique com a gente e tire essa dúvida de uma vez por todas! Mal ou mau? As palavras homófonas mal e mau são responsáveis por inúmeros equívocos. Soam idênticas e têm um significado similar, indicando negatividade, mas são aplicadas com funções e contextos diferentes na construção de uma frase. De maneira simples, pode-se diferenciar os termos assim: mal é o contrário de bem, enquanto mau é o contrário de bom. A maneira mais fácil de não se confundir com o uso de mal e mau é simplesmente substituir os termos por seus antônimos. Se, quando substituído, o termo virar bem, o correto é escrever mal; se virar bom, o correto é mau. Confira: Passar mal ou passar mau? Ao inverter, fica “passar bem”, portanto, a grafia correta é mal. Mau humor ou mal humor? Ao inverter, fica “bom humor”, portanto, a grafia correta é mau. Apesar de ser um macete útil, para ser um escritor melhor é importante ter um conhecimento mais profundo da língua, para utilizar os termos da maneira correta com consciência. Conheça esse tema a fundo para acabar com qualquer incerteza: Quando usar mau? Mau, com u, é um termo que indica que algo ou alguém é ruim, negativo, prejudicial ou maligno, servindo como o antônimo de bom. É classificado como um adjetivo. Como todo adjetivo, é utilizado para caracterizar substantivos, modificando, descrevendo e adicionando qualidades a eles. Pode ser flexionado em gênero (mau, má) e número (mau, maus), de acordo com o substantivo que acompanha. Exemplos: Quando ele faz essa cara é mau sinal; Essa sala está cheia de maus exemplos; Ele agiu com má índole; O jornal só traz más notícias. Quando usar mal? Mal, com l, também tem o sentido de negativo, errado ou ruim, sendo o antônimo de bem. Porém, diferente de mau, pode se enquadrar em três categorias gramaticais: advérbio, substantivo e conjunção. Parece complicado? Não se preocupe, explicaremos detalhadamente para você: Mal como advérbio Na maioria das vezes, mal é um advérbio de modo. É utilizado para indicar que algo foi feito de maneira errada, insatisfatória, detestável ou danosa. Por ser um advérbio, é empregado para modificar verbos, adjetivos e outros advérbios. Nessa forma, é invariável, ou seja, não se flexiona de nenhuma maneira, independente da palavra que está modificando. Exemplos: Me saí mal nesse concurso; Fomos mal recebidos na livraria; Esse autor escreve mal; Fiquei escrevendo até tarde e dormi mal. Mal como substantivo Outro modo de utilizar o termo “mal” é como um substantivo. Nesse sentido, está muito relacionado a doença, sofrimento ou ainda com uma conotação mais moral, de perverso e cruel. Em sua forma de substantivo, dá nome a algo, muitas vezes sendo precedido por um artigo (o, os). Quando usado dessa maneira, pode apresentar variação em número, no plural (males). Exemplos: Sofro desses males desde sempre; O mal que a aflige não tem cura; Todos os males devem ser combatidos; Não podemos deixar o mal vencer. Mal como conjunção Por fim, um jeito menos conhecido de aplicar a palavra mal é como uma conjunção temporal. Quando usada assim, significa “assim que” e “logo que”, indicando um breve período de tempo entre uma ação e outra. Como conjunção, atua para unir diferentes orações e estabelecer uma relação entre elas, nesse caso, de subordinação. Assim como um advérbio, é invariável, não flexionando em gênero ou número. Exemplos: Mal eu cheguei, tive que voltar; Mal finalizaram o trabalho, já surgiu outro; Mal se sentou, foi chamado; Mal começou a chover, a cidade inundou. Bem ou bom? Embora não causem tanta confusão quanto seus opostos, por não soarem tão parecidas entre si, ainda são muito similares e, portanto, capazes de gerar dúvidas. Os dois termos têm um significado parecido, apontando positividade, mas com classes gramaticais diferentes: Quando usar bom? Bom é um termo que expressa positividade, denotando algo agradável, benevolente ou adequado, sendo o antônimo de mau. Assim como mau, é classificado como um adjetivo, sendo usado para caracterizar substantivos. Tem como sinônimos palavras como ótimo, certo, competente e benigno. Pode apresentar variação em gênero (bom, boa) e em número (bom, bons). Exemplos: Este livro é muito bom; Ela é uma boa escritora; Onde estão seus bons modos? Este ano só fiz boas viagens. Quando usar bem? Bem é uma palavra que também indica coisas favoráveis, servindo como o antônimo de mal. De forma similar, apresenta mais de uma classe gramatical nas quais pode se encaixar: advérbio e substantivo. Confira as particularidades de cada uma: Bem como advérbio A forma mais comum da palavra bem, quando usado como advérbio, modifica verbos, adjetivos e outros advérbios. Indica uma ação realizada de maneira correta, satisfatória, abundante ou benéfica. Pode ser um advérbio tanto de modo quanto de intensidade. É invariável, não apresentando flexões, independente da palavra que está modificando. Exemplos: Hoje tudo correu bem; Ela sempre foi bem vista no meio literário; Quero me sentir bem; A biblioteca fica bem longe daqui. Bem como substantivo Outra forma de usar o termo bem é como um substantivo, dando nome a um conceito abstrato. Dessa maneira, tem sentido de benefício, alegria, tranquilidade, riqueza e saúde, com uma conotação moral de ético, correto e virtuoso. Costuma ser precedido por um artigo (o, os). Assim como mal, em forma de substantivo, aceita a flexão em número (bens). Exemplos: Ele é um símbolo do bem; O bem
Como escrever poesia: 15 dicas para criar versos impactantes

Que a escrita é uma arte, não há dúvidas. “Livros são papéis pintados com tinta”, como disse Fernando Pessoa. E uma das formas mais artísticas de trabalhar a palavra sem dúvida é a poesia. Esse tipo de escrita pode parecer intimidador à primeira vista. Poetas estão envolvidos em certo misticismo, sendo imaginados como figuras hiper intelectuais, muitas vezes até mesmo enfadonhas. Essa percepção infelizmente afasta muitos autores desse gênero literário. A verdade é que qualquer um pode escrever poemas. Se você alguma vez já teve o desejo de explorar versos poéticos, esse é o artigo para você! Confira 15 dicas para ajudar você a acessar seu poeta interior e começar a escrever. Fique com a gente e confira! Como escrever poesia 1. Leia muito, de tudo Todo grande autor é, primeiro, um grande leitor. É preciso admirar e ter um gosto genuíno pela leitura para poder desenvolver sua própria escrita. É importante ler de tudo, mas leia principalmente obras do gênero literário que quer escrever. Se familiarize com grandes poetas de diferentes estilos, como Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Olavo Bilac, Paulo Leminski, Conceição Evaristo, Ferreira Gullar, Vinicius de Moraes, entre outros. Encontre o que mais lhe encanta e tente desvendar por quê. Encare a leitura não só como um prazer, mas como um estudo. Ao ler, você absorve diferentes técnicas, vocabulários e estilos. Preste atenção à forma como esses poetas estruturam seus poemas, utilizam figuras de linguagem e transmitem emoções e imagens. Atenção: as leituras devem servir como uma fonte de inspiração, não de plágio. Observe as particularidades de cada autor para construir seu próprio estilo de escrita. Poemas são altamente pessoais, por isso, explore sua própria subjetividade e não copie. 2. Escolha um tema Ter um tema é essencial para direcionar a escrita de seu texto. O que você quer dizer com a sua poesia? Que questões quer levantar? Quer fazer refletir, chorar, rir, zangar, arrepiar, relembrar, comover? Seu tema pode ser mais abrangente e universal, como o amor, a existência, a morte e o luto, ou mais específico, como um acontecimento banal, uma lembrança particular ou até mesmo uma sensação. O importante é que seja algo que desperte seu interesse e vontade de escrever. Além disso, você deve pensar em como abordar o tema de maneira única e pessoal, trazendo sua própria perspectiva e experiências para a escrita. As chances de seu poema ser o único sobre esse assunto é ínfima, portanto, o seu diferencial é a forma como o enxerga e expressa. A escolha de um assunto específico permite que você mantenha o foco e a coesão. Também facilita na hora de começar a escrever, visto que já vai saber o que deseja abordar em seus versos. 3. Conheça a estrutura de um poema A estrutura é a principal diferença entre um texto poético e um texto em prosa. A escrita em versos é o que define um poema. Entenda o básico sobre versos e estrofes, tanto para poder aplicar essa estrutura como para brincar com ela. Há algumas divisões de acordo com o número de estrofes, rimas, versos e sílabas poéticas. Sonetos, haicais, versos livres, odes e trovas são exemplos de estruturas poéticas conhecidas. Cada uma tem suas convenções e normas, servindo melhor para alguns propósitos. Um soneto pode ser ideal para explorar um tema romântico de um modo mais rebuscado, por exemplo, enquanto o verso livre oferece maior flexibilidade. Experimente com essas estruturas, utilizando-as para passar sua mensagem e suscitar as emoções que deseja no leitor. Para ajudar você a visualizar, aqui está a estrutura de um soneto, de um haicai e de um poema com versos livres. Perceba como cada autor trabalha ritmo, estilo e tom nessas estruturas, mesmo quando o tema é o mesmo: amor. 3.1 Soneto Poema de 14 versos, usualmente decassílabos ou alexandrinos, divididos em 4 estrofes, iniciando com dois quartetos (estrofes de 4 versos) e terminando com dois tercetos (estrofes de 3 versos). Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver;É ferida que dói e não se sente;É um contentamento descontente;É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer;É solitário andar por entre a gente;É nunca contentar-se de contente;É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade;É servir a quem vence, o vencedor;É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favorNos corações humanos amizade,Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís de Camões 3.2 Haicai Uma estrofe de 3 versos, sendo o primeiro uma redondilha menor (5 sílabas poéticas), o segundo uma redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o terceiro novamente uma redondilha menor. RomanceE cruzam-se as linhasno fino tear do destino.Tuas mãos nas minhas. Guilherme de Almeida 3.3 Verso livre Sem métrica, estrutura livre, sem contar número de versos, estrofes ou sílabas poéticas. Amor violeta O amor me fere é debaixo do braço,de um vão entre as costelas.Atinge meu coração é por esta via inclinada.Eu ponho o amor no pilão com cinzae grão de roxo e soco. Macero ele,faço dele cataplasmae ponho sobre a ferida. Adélia Prado 4. Comece a escrever Não espere pela inspiração perfeita. Comece a escrever, mesmo que seja apenas um esboço ou algumas linhas soltas. Afinal, toda grande poesia um dia já foi um mero rascunho. Deixe suas ideias fluírem livremente no início e depois volte para revisá-las e refiná-las. Não se preocupe com a perfeição neste primeiro momento. O importante é vencer o medo e receio inicial e começar a jogar suas ideias no papel. À medida em que você vai colocando sua escrita criativa em prática, desenvolver essas ideias de um modo lírico ficará cada vez mais fácil. Escrever regularmente é crucial para evoluir em suas habilidades poéticas. A partir dos seus primeiros esboços, você vai percebendo como gosta de expressar seus pensamentos e sentimentos na forma de versos. Assim, você vai desenvolvendo um estilo próprio, identificando suas particularidades e trabalhando sobre elas.
Protagonista: como fazer seu personagem principal brilhar

A criação de personagens é uma grande dificuldade entre autores. Muitas são as questões às quais se atentar: verossimilhança, profundidade, falas, personalidade… Esses pontos se tornam ainda mais relevantes quando o assunto é o desenvolvimento do personagem principal. O protagonista é, por natureza, o ponto chave de qualquer narrativa. Por isso, é preciso muita habilidade para criá-lo, sob o risco de comprometer o livro como um todo. Isso pode causar certa insegurança e até mesmo medo na hora de começar a escrever uma história. Para ajudar você a desbravar essa etapa tão crucial, neste artigo apresentamos exatamente o que é o protagonista, como identificá-lo, seus principais tipos e 10 dicas para você criar um personagem principal inesquecível. Fique com a gente e confira! Protagonista: como fazer seu personagem principal brilhar O que é o protagonista? A palavra “protagonista” tem origem grega, surgindo com as peças de teatro da Grécia Antiga. É a junção dos termos “prótos”, que significa primeiro, e “agonistès”, ator. Sendo assim, é o primeiro ator de uma trama, o que inicia a história ao pisar no palco. Em livros, é aquele personagem que move a narrativa através de seus objetivos, ações, reações, falas e pensamentos. É ao redor dele que a história se desenrola, tornando-o essencial para a trama. Sem ele, o livro não existiria. Embora seja comum que essa figura seja virtuosa ou inspiradora, o que define seu papel narrativo não é nenhum valor moral. Também não é estabelecido por sua ordem de aparição na narrativa, como na Grécia Antiga, embora não deva demorar muito para surgir na história. Para um personagem ser o protagonista, basta que ele seja o ponto central da narrativa. Normalmente, também é com ele que o leitor irá se identificar, tornando o público mais próximo da trama. Portanto, além de ter o papel narrativo principal, também carrega a função emocional de cativar o leitor. Como identificar o protagonista de uma história? Não há uma norma para o que configura um personagem principal, mas existem algumas recorrências que podem ser observadas na grande maioria das histórias. Estas podem ser usadas para identificar a figura central de uma obra. Algumas características comuns em um protagonista são: É o maior agente da trama, influenciando a história ativamente Tem um objetivo que o guia pela narrativa Seu nome dá o título da obra Ponto de vista em evidência Traços como altruísmo, lealdade, inteligência, carisma e simpatia Relacionamento significativo com outros personagens Passa por uma grande evolução durante a história Enfrenta conflitos internos e externos Embora na maioria das vezes seja fácil apontar para o personagem principal a partir desses traços, em alguns casos pode haver certa confusão. Afinal, existe todo o tipo de história, com infinitas possibilidades de protagonismo. Aqui estão dois casos excepcionais, nos quais pode ser um pouco mais difícil de indicar com certeza quem representa o papel central na trama: Livros com mais de um protagonista Algumas narrativas contam com mais de um personagem principal. Eles podem vivenciar a mesma história em conjunto ou ter histórias paralelas, ou ainda uma mistura dos dois, se encontrando e afastando no decorrer do livro. Para identificar livros nesse modelo, observe se todas as figuras têm a mesma importância para a história. Uma participação igualitária na trama, o desenvolvimento aprofundado das relações e, principalmente, a compreensão do ponto de vista de todas as partes são grandes indicadores. Se você está escrevendo um romance, gênero caracterizado por desenvolver diversos enredos, pode ser que acabe com mais de um protagonista. Nesses casos, normalmente o ponto de vista alterna entre um personagem e outro, através de capítulos focados em cada um deles. Um exemplo é o livro A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin. Nele, acompanhamos diversos personagens principais, com a trama sendo dividida entre eles. Observamos suas jornadas se entrelaçarem, indo de aliados a inimigos na batalha pelo trono de Westeros. Em livros de ação e aventura, isso aumenta os riscos da história, já que o autor não mais depende de um único personagem para dar continuidade ao livro. Assim, ele pode criar um plot twist utilizando as mortes de personagens cruciais no meio da narrativa para surpreender o leitor, por exemplo. Em livros focados em relações românticas, protagonistas duplos também são aproveitados, embora com outro objetivo. Ao explorar o ponto de vista do casal, é possível entender mais a fundo seus sentimentos um pelo outro, aumentando a conexão e envolvimento emocional do leitor. Sendo assim, é um ótimo recurso não só para aprofundar a história, mas também para oferecer diversas perspectivas, inserir dramaticidade e desenvolver relações. A história fica mais dinâmica, mas muito mais complexa. Por isso, é importante ser cauteloso ao definir o número de personagens principais, para evitar confusões e garantir um bom desenvolvimento. Antes de escrever um livro com mais de uma figura essencial para a trama, é preciso um nível alto de planejamento e completa noção de para onde sua história está se encaminhando. Livros com narrador personagem que não é o protagonista Normalmente, se há um narrador personagem, ele é o protagonista da história. Porém, alguns livros desafiam essa convenção, apresentando a figura principal da trama pelos olhos de outra pessoa. Para identificar a figura central nessas histórias, é preciso buscar pelo personagem que impulsiona a narrativa. O narrador costuma ser alguém mais comum, menos notável, que encontra essa figura admirável, excêntrica ou brilhante e começa a acompanhá-la. A história se desenrola não a partir das ações que o narrador toma, mas sim pelas ações que ele observa. É muito comum que esse personagem seja até mesmo esquecido pelos leitores. Afinal, quem é mais notável, Sherlock Holmes ou Watson? O autor emprega um dos tipos de narrador mais pessoais, o narrador personagem, de uma maneira quase contraintuitiva. Afasta o leitor do protagonista, mas ainda apresenta um ponto de vista íntimo, em primeira pessoa. É quase um narrador observador, mas diferentemente desse estilo de narração, quem conta a história está inserido na trama. Sendo assim, é afetado por ela e,
Conto psicológico: características, exemplos e como escrever

Os contos são um dos gêneros literários que mais permitem possibilidades e experimentações. Consistem em uma história mais breve, com poucas páginas, mas com o mesmo potencial emocional e narrativo de qualquer romance volumoso. Existem diversos tipos de contos, todos com suas especificidades. Um dos mais emblemáticos é o conto psicológico. Com grande capacidade reflexiva e subjetiva, é um dos tipos mais impactantes, mas também mais difíceis de dominar. Embora tenha escritores de grande nome, como Clarice Lispector e Machado de Assis, poucos autores conhecem esse estilo de narrativa e menos ainda se aventuram em sua escrita. Pensando nisso, apresentamos aqui o que é o conto psicológico, suas principais características e exemplos, com dicas para você desenvolver o seu. Fique com a gente e confira! Conto psicológico: características, exemplos e como escrever O que é o conto psicológico? Conto psicológico é um tipo de conto literário que foca profundamente nos pensamentos, emoções e estados mentais de seus personagens. Diferente dos contos tradicionais, em que o conflito vem de ações e eventos externos, o conto psicológico explora a complexidade interna, fazendo disso a base de sua narrativa. Tudo é apresentado ao leitor a partir de um ponto de vista. Pautado nas lembranças e memórias dos agentes da trama, esse conto segue uma estrutura temporal não-linear. O espaço físico no qual a história acontece também é marcado pela subjetividade de seus personagens. Essa narrativa oferece uma visão íntima e detalhada da mente humana, tornando-se um meio eficaz de explorar temas existenciais e complexos. Convida o leitor à reflexão aprofundada, em conjunto com seu protagonista. Principais características do conto psicológico Esse estilo de escrita conta com algumas características principais, que a definem e diferenciam de outros contos mais comuns. Aqui estão elas: Tempo psicológico Uma das principais características desse tipo de conto é o uso do tempo psicológico. Consiste em narrar os fatos de acordo com as memórias dos personagens, seguindo seu tempo individual ao invés de um tempo cronológico. Assim, a narrativa torna-se menos linear e mais subjetiva, guiada por sentimentos e emoções ao invés de acontecimentos sucessivos. Isso também influencia o ritmo e o modo como as coisas acontecem no presente da história. A passagem do tempo é particular: quando fazemos algo de que gostamos, o tempo parece passar mais rápido do que quando estamos presos a uma atividade que não nos agrada, por exemplo. O uso dessas diferentes perspectivas temporais é uma das principais características encontradas nesse tipo de conto. Foco na interioridade O aprofundamento em diferentes estados mentais e seus impactos na percepção de mundo configuram os principais elementos de um conto psicológico. Afinal, o enredo se desenrola no interior da mente, não nos eventos e ações que ocorrem fora da cabeça do protagonista. O autor mergulha no psicológico, revelando a consciência através de lembranças, emoções e motivações. Esse foco permite conhecer a fundo angústias, desejos e dilemas pessoais, oferecendo uma representação rica e complexa da experiência humana. Além disso, essa interioridade em evidência cria uma conexão emocional intensa entre o leitor e a história. Ao compartilhar os pensamentos mais íntimos e vulneráveis dos personagens, o autor cria uma narrativa pessoal e introspectiva, características marcantes nessas curtas narrativas. Narrador personagem ou narrador onisciente O uso de um narrador em primeira pessoa ou de um narrador onisciente é norma para contos nessa categoria. Esses tipos de narradores permitem uma visão detalhada e aproximada dos pensamentos dos personagens. Para um conto psicológico, normalmente prefere-se o uso do narrador personagem, em primeira pessoa. Isso torna a leitura mais íntima e próxima, ainda que limitada, como se de fato o leitor estivesse dentro da cabeça do protagonista, sentindo e pensando junto com ele. Já um narrador onisciente pode oferecer uma perspectiva mais ampla, mergulhando nas mentes de vários sujeitos da narrativa. É usado quando se quer explorar diversas subjetividades e pontos de vista, mas oferece menos proximidade e intimidade, por ser na terceira pessoa. Temática existencial e reflexiva O conto psicológico enfatiza os conflitos internos, tomando-os como forças motoras da narrativa. Isso inclui dilemas morais, crises de identidade, medos, traumas e outros aspectos da psique humana. Esses conflitos são apresentados de forma a desafiar tanto os personagens quanto os leitores a pensarem sobre questões profundas e muitas vezes desconfortáveis. Por meio dessa introspecção, são explorados temas universais, como morte, amor e solidão, através de uma narrativa extremamente particular e subjetiva. Temáticas existenciais, filosóficas e sociais também são levantadas nesses contos de maneira complexa e multifacetada. Assim, muitas perguntas são feitas e poucas são respondidas, deixando espaço para que o leitor faça sua própria reflexão. Linguagem detalhada e figurativa A linguagem utilizada em contos psicológicos é rica, detalhada e simbólica. Proporciona descrições minuciosas e descritivas não só dos sentimentos dos personagens, mas também de como sua percepção do presente é afetada por eles. As descrições detalhadas transmitem a intensidade das emoções e a complexidade dos estados mentais. Essa atenção aos detalhes torna as nuances das experiências internas do protagonista mais claras ao leitor, enriquecendo a caracterização e a profundidade emocional da narrativa. O uso de linguagem figurativa também é essencial nesse tipo de conto. Indo além de uma escolha estilística, metáforas, ironias, sinestesias e hipérboles capturam de maneira ainda mais subjetiva o estado mental dos personagens. Transmitem os sentimentos retratados de forma mais íntima e, ao mesmo tempo, artística. Exemplos de autores de conto psicológico Para ter uma maior noção de como essas características são aplicadas em narrativas, separamos alguns dos nomes mais expoentes dentro desse tipo de conto. Confira: Clarice Lispector: uma das escritoras mais marcantes da literatura mundial, é conhecida por explorar o psicológico de seus personagens em suas histórias, sendo a maior representante desse tipo de narrativa no Brasil. Alguns de seus contos são Bonecos de barro, Mineirinho e Perdoando Deus. Machado de Assis: o grande nome do realismo brasileiro também escrevia contos, além de seus romances. Em suas obras, adentra nos pensamentos de seus personagens e se utiliza muito da ironia. Alguns de seus contos que possuem essas características
Como escrever um livro: passo a passo detalhado

Você sempre quis escrever um livro, mas nunca soube como concretizar esse sonho? Talvez tenha até começado, mas desistido no meio do caminho. Se esse é o seu caso, não se preocupe, este artigo foi feito para você! Escrever um livro é uma das conquistas mais gratificantes que alguém pode alcançar, mas requer muito planejamento, dedicação e criatividade. Para muitos autores iniciantes, até mesmo alguns já experientes, é difícil começar a escrever, um desafio ainda maior continuar escrevendo e quase impossível finalizar uma obra. Esteja você começando sua jornada como escritor ou buscando aprimorar suas habilidades, seguir um processo estruturado pode ajudar a transformar suas ideias em um livro completo. Pensando nisso, este artigo apresenta um passo a passo detalhado de como escrever um livro. Fique com a gente e desbrave o mundo da escrita! Como escrever um livro Defina sobre o que quer escrever, e por que Antes de começar a escrever, é essencial definir o tema do seu livro. Pergunte a si mesmo sobre o que você gostaria de escrever e por que. A partir dessas perguntas, você define o tema e o propósito de sua obra. Deseja entreter, informar, educar, inspirar, incomodar, fazer gargalhar ou promover uma reflexão? Que emoções e pensamentos quer causar com a leitura? Seja sua escrita mais pessoal, para desafogar a si próprio; ou inspiracional, para atingir seus leitores, é importante ter isso em mente antes de começar a escrever. Seu tema pode ser simples como dinossauros e ter o propósito de fazer uma criança sorrir. Sendo assim, você poderia escrever um livro infantil sobre dinossauros com uma pegada mais cômica. Caso o objetivo fosse informar, seria outro tipo de livro, mais sério e científico, apresentando a história e anatomia dos dinossauros, por exemplo. A partir de uma ideia, podem-se desdobrar diversos propósitos e obras. Por isso, ter um objetivo claro ajuda a manter o foco durante todo o processo. Conhecer o tema e propósito de sua escrita orientará suas decisões sobre estilo, tom e estrutura. Como achar o tema do meu livro? Se não sabe sobre o que escrever, aqui vai um exercício simples: abra um documento em branco, coloque 5 minutos no cronômetro e escreva todas as ideias para livros que tiver durante esse período. Não se preocupe com a qualidade dos temas, nem mesmo se fazem sentido ou não. O objetivo é destravar sua cabeça e permitir que as ideias fluam livremente. Ao final, você terá uma lista de potenciais temas e poderá escolher o que lhe traz mais vontade de escrever, ou o que achar mais interessante junto ao seu propósito. Outro modo de achar seu tema é analisando sobre o que você gosta de ler, assistir ou ouvir. Tome como inspiração as formas de arte que consome, analise os pontos que abordam e considere escrever sobre eles. Atenção: você deve ter essas obras como inspiração, abordando seus assuntos de uma nova forma, sob sua própria perspectiva e propósito. Não copie a ideia de ninguém, mas sim torne-a sua e única através do seu ponto de vista. Você também pode acessar a internet e buscar ideias para novos livros, através de prompts de escrita. Aqui no Blog da Viseu, temos uma lista com 30 ideias para histórias que você pode utilizar para começar a escrever agora mesmo! Como achar o propósito do meu livro? Esta é uma questão mais complicada e pessoal. A verdade é que o propósito do seu livro deve vir de você. Deve ser algo pelo qual você tem muita paixão e vontade de realizar, pois escrever um livro demanda tempo, esforço e estudo. O propósito do seu livro deve estar alinhado com seus objetivos pessoais, mas também profissionais. Pode ser subjetivo, de cunho financeiro ou mais social, simples ou complexo, mas deve vir de você. O que quer causar com seu livro? Qual impacto deseja que tenha nos leitores, mas também em sua vida? Ter a razão pela qual você começou seu livro sempre por perto pode ser uma fonte de inspiração e energia quando você encontrar obstáculos. Faça uma nota com seu propósito e a cole em seu ambiente de escrita, para se lembrar constantemente do por quê de seu livro. Isso torna seu trabalho como autor mais direcionado e impactante. Escolha seu gênero literário O gênero literário determina a estrutura e o estilo do seu livro. A partir do tema e do propósito de sua obra, fica mais fácil encaixá-la em um desses gêneros. Também é através dele que seu público-alvo ficará mais claro. Para escolher seu gênero, pesquise o mercado para entender quais deles estão em alta, quais têm uma base de leitores leal e quais são as principais características de suas obras. Faça uma pesquisa sobre o público desse gênero. Isso inclui entender as faixas etárias, interesses e hábitos de leitura desses leitores Cada gênero tem suas convenções e expectativas. Entender essas regras pode ajudá-lo não só a entregar o que o público espera, mas também a surpreendê-los de maneiras criativas através da subversão dessas normas. Aqui estão alguns dos gêneros e subgêneros que você pode escolher: Ficção: obras baseadas na imaginação do autor, envolvendo personagens, eventos e cenários inventados Não-ficção: livros baseados em fatos reais, incluindo relatos, ensaios, reportagens e documentários Infantil: livros escritos para crianças, abordando temas e histórias apropriadas para a faixa etária, muitas vezes ilustrados Romance: narrativas longas que exploram o desenvolvimento de diversas subtramas, personagens e suas interações, muitas vezes centradas em histórias de amor Ficção científica: histórias fictícias que incorporam elementos científicos e tecnológicos avançados, explorando futuros possíveis e mundos alternativos Fantasia: narrativas que envolvem elementos mágicos, criaturas sobrenaturais e mundos imaginários Autoajuda: livros que oferecem conselhos, incentivos e estratégias para melhorar a vida de seus leitores Biografia/Autobiografia: relatos detalhados da vida de uma pessoa real, escritos por outra pessoa (biografia) ou pelo próprio indivíduo (autobiografia) Poesia: obras literárias compostas por versos, explorando a linguagem de maneira expressiva, sensível e emocional Contos e crônicas: narrativas curtas que focam em eventos específicos ou reflexões sobre
Epílogo: como fechar seu livro com estilo

A conclusão de um livro é um dos momentos mais significativos dentro de uma narrativa. É a última impressão que fica para o leitor, impactando muito sua experiência geral com a obra. Caso o autor opte por incluí-lo, o epílogo pode ser a chave de ouro que fecha uma história. Ainda assim, são poucos os autores que conhecem e utilizam esse recurso, menos ainda os que o fazem de maneira satisfatória e significativa. Pensando nisso, neste artigo explicaremos o que exatamente é o epílogo, para que serve e como fazer um, com dicas e exemplos. Se você sempre quis utilizá-lo para finalizar um livro, mas nunca soube como, fique com a gente e confira! Epílogo: como fechar seu livro com estilo O que significa epílogo? A palavra tem origem no grego, epílogos, que significa “conclusão”. Não por acaso, é uma parte inerente da estrutura de epopeias gregas, finalizando obras como Ilíada e Odisseia. Ele é o oposto do prólogo, sendo a parte final de uma obra literária. É um desfecho que vem depois do final principal, agindo para saciar aquele sentimento de “e agora?” que surge ao fim de um livro. Qual a diferença entre epílogo, posfácio e agradecimentos? Apesar de todos esses elementos se encontrarem no final de um livro, são coisas diferentes, com finalidades distintas: Posfácio: não faz parte da narrativa, texto explicativo onde o autor pode falar sobre seu processo de escrita, suas decisões e conclusões pessoais sobre a obra. Agradecimentos: não faz parte da narrativa, local onde o autor relembra e agradece às pessoas que foram significativas para sua jornada como escritor. Epílogo: faz parte da narrativa, finaliza a história e não é utilizado para expressar a voz direta do autor. Para que serve o epílogo? O epílogo pode ter muitas funções em uma obra. É uma ferramenta poderosa para manter o leitor envolvido até os momentos finais do livro. Algumas razões para incluir esse elemento na sua narrativa são: Fechamento da história Utilizar esse recurso proporciona um final mais arredondado para a história. Pode ser utilizado para amarrar pontas soltas e tapar buracos da trama, proporcionando uma sensação de encerramento mais satisfatória para o leitor. É um modo de responder a diversas perguntas que podem surgir ao final de um livro. Permite que os leitores revisitem seus personagens favoritos após os acontecimentos da narrativa, saciando a vontade de ver o que aconteceu a eles. Apresentar continuações Se você quer escrever uma trilogia ou uma série de livros, também é um ótimo modo de plantar sementes para futuras obras. Assim, você prepara tanto seu universo e personagens quanto o leitor para uma sequência. Através da inserção de ganchos em seu final, você atiça a curiosidade do leitor, fazendo com que ele queira ler a continuação. É uma ótima maneira de despertar teorias e mantê-lo engajado, ansiando pelo lançamento do próximo livro. Reflexão sobre a obra Através dessa ferramenta, você pode relembrar os temas do seu livro e reforçá-los. Serve como uma conclusão para sua obra, retomando a mensagem principal que você quer passar com sua escrita. Assim, a temática do seu livro se fortalece, impactando ainda mais o leitor. É um modo de fazê-lo pensar sobre o que experienciou com o livro até o último momento, refletindo sobre a obra como um todo. Desenvolvimento de personagens O epílogo é um ótimo modo de desenvolver seus personagens ainda mais. Através dele, você mostra o impacto que os acontecimentos do livro tiveram sobre eles e suas vidas. Assim, tornam-se mais realistas, indo além do final da história. Os personagens podem estar muito diferentes do início do seu livro, por exemplo, trazendo um paralelo interessante para a história. Essa finalização serve para escancarar ainda mais a evolução e desenvolvimento pelo qual eles passaram durante a narrativa. Conexão prolongada com o leitor O final é uma das partes mais lembradas de um livro. É com ele que você se despede de seus personagens e história, mas também do seu leitor. Uma conclusão bem construída pode ter uma carga emocional muito grande. Serve como um ponto a mais de conexão, para que a história continue ecoando além das páginas. Pode tornar um livro muito memorável, tendo um impacto mais profundo em seus leitores. Como fazer um epílogo? 5 dicas para fechar seu livro com maestria Agora que você já sabe o que é um epílogo e para que ele serve, deve estar se perguntando como aplicá-lo na sua história. Aqui estão 5 dicas práticas para ajudá-lo: 1 – Faça um pulo temporal Mostrar como estão os personagens meses ou até mesmo anos após os acontecimentos do último capítulo é uma ótima maneira de utilizar esse recurso. Isso dá ao seu leitor a sensação de acompanhar seus personagens amadurecendo. Além disso, permite que sua história permaneça um pouco mais com o leitor. Os personagens e acontecimentos devem continuar fiéis a seu progresso na trama, com decisões e consequências compatíveis com o final da obra. 2 – Surpreenda seus leitores Apesar de ser importante manter um caminho coeso com a história, não seja óbvio. Se o epílogo for muito previsível, sem nenhuma surpresa para o leitor, ele pode se tornar monótono e até mesmo desnecessário. Insira algum elemento que surpreenda seus leitores, expandindo o mundo que criou para eles. Amarre as pontas da sua história de um modo satisfatório, mas também traga informações novas e interessantes para a trama. 3 – Coloque indícios de uma continuação Como mencionado, o epílogo é o local perfeito para plantar sementes de uma série de livros. Você pode apresentar um personagem novo que será importante no futuro, dar indícios de um mistério ou segredo ainda não revelado ou ainda iniciar uma ação que terá graves consequências mais adiante. Atenção: é importante ter um guia de narrativa para não se perder em sua própria história colocando elementos que não vão fazer sentido depois. Pense bem em cada detalhe do seu final, para que o leitor não fique decepcionado ou sem respostas no decorrer da série. 4
Falas em livro: o que são e como escrevê-las

A escrita de um livro é composta por muitos elementos. Descrições de lugares e ações normalmente representam a maior parte das narrativas, mas as falas em livro podem elevar ou diminuir drasticamente a qualidade de uma obra. A escrita de falas ou diálogos entre personagens demanda prática e conhecimento para ser dominada. Muitos autores têm grande dificuldade com esse aspecto de suas narrativas, não sabendo por onde começar para melhorar. Pensando nisso, este artigo busca ser um guia para a escrita de falas em livros. Apresentaremos o que são as falas, como indicá-las na narrativa, os erros mais comuns e dicas para você criar diálogos mais fluidos, interessantes e verossímeis. Fique conosco e confira como desenvolver as falas do seu livro! Falas em livro: o que são e como escrevê-las O que são as falas em um livro? As falas em um livro nada mais são do que os discursos de personagens sendo reproduzidos no texto. São representações do que eles disseram ou estão dizendo, podendo ser feitas de forma indireta ou direta. No discurso indireto, as falas são inseridas na narração, sem uma marcação indicando a mudança entre a voz do narrador e do personagem. É uma forma de apresentar falas muito utilizada na técnica do fluxo de consciência, mas pode ser um tanto confusa, principalmente em sua forma livre. Confira um exemplo, retirado de Dom Casmurro: Minha mãe foi achá-lo à beira do poço, e intimou-lhe que vivesse. Que maluquice era aquela de parecer que ia ficar desgraçado, por causa de uma gratificação menos, e perder um emprego interino? Não, senhor, devia ser homem, pai de família, imitar a mulher e a filha… Já no discurso direto, as falas são marcadas através de travessões ou aspas, indicando a mudança para a voz de um personagem. É a forma mais usual e conhecida de escrever diálogos. Outro exemplo de Dom Casmurro: — Parece que vai sair o Santíssimo — disse alguém no ônibus. — Ouço um sino; é, creio que é em Santo Antônio dos Pobres. Pare, Sr. recebedor! Como marcar falas em livro? Como mencionado anteriormente, existem dois principais marcadores de falas: aspas e travessões. As aspas são muito utilizadas na língua inglesa. Para indicar a fala, basta colocá-la entre as aspas. Ela pode ser seguida por um verbo de elocução, que explicam um ato oral ou indicam quem está falando (disse, falou, perguntou, murmurou etc.). Atenção: as aspas utilizadas para marcar falas são as duplas (“), não as simples (‘). Já o travessão (—) é o marcador de falas mais utilizado na língua portuguesa. O travessão é inserido no começo da fala. Caso a fala seja seguida por um verbo de elocução, o trecho narrativo é indicado novamente pelo travessão. Atenção: não se deve substituir o travessão por hífen (-) ou meia-risca (–). Muitos autores têm dúvidas sobre a pontuação das falas e verbos de elocução. Uso de ponto final, quando usar maiúsculas e aplicação correta da vírgula são alguns detalhes que podem parecer confusos. Aqui está um pequeno guia de pontuação em falas, com exemplos retirados de diversas obras de Machado de Assis: Como pontuar fala sem verbo de elocução ou trecho narrativo No caso de falas diretas sem qualquer intervenção do narrador, a pontuação é a seguinte: Travessão — Prometo rezar mil padre-nossos e mil ave-marias, se José Dias arranjar que eu não vá para o seminário. Aspas “Prometo rezar mil padre-nossos e mil ave-marias, se José Dias arranjar que eu não vá para o seminário.” Como pontuar fala com verbo de elocução As frases com os verbos de elocução iniciam sempre no minúsculo, mesmo se a fala anterior terminar em exclamação, reticências ou interrogação. No caso de falas finalizadas por verbo de elocução, a pontuação é a seguinte: Travessão — Sim, é bonita; mas o que pergunto é se você gostaria de ser padre — explicou rindo. Aspas “Sim, é bonita; mas o que pergunto é se você gostaria de ser padre”, explicou rindo. No caso de falas divididas por verbo de elocução, a pontuação é a seguinte: Travessão — Que tem, tem — interrompeu Capitu. — E se não fosse preciso alguém para vencer já, e de todo, não se lhe falaria. Aspas “Que tem, tem”, interrompeu Capitu. “E se não fosse preciso alguém para vencer já, e de todo, não se lhe falaria.” Como pontuar fala com trecho narrativo Os trechos narrativos, sem verbo de elocução, iniciam em maiúsculo. No caso de falas finalizadas com trecho narrativo, a pontuação é a seguinte: Travessão — Segue-me. — E eu segui-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. Aspas “Segue-me.” E eu segui-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. No caso de falas divididas por trechos narrativos, a pontuação é a seguinte: Travessão — Ora, defuntos! — Apertou as mãos. — Ando a ver se ponho os vadios para a rua. Aspas “Ora, defuntos!” Apertou as mãos. “Ando a ver se ponho os vadios para a rua.” Por que escrever falas? As falas têm muitas funções dentro de uma narrativa. Além de dar voz aos personagens, servem para apresentar subtexto e tornar o livro fluido. Uma fala bem construída pode trazer informações para o leitor de uma forma mais dinâmica e verossímil. É um modo de realizar uma construção de mundo mais realista, por exemplo, integrando à fala dos personagens elementos do universo de forma natural. São recursos poderosos para um bom desenvolvimento de personagens. Através das características que coloca nas falas, você vai construindo personalidade. Também cria relações: um diálogo entre dois personagens expõe ao leitor como se relacionam, apenas pelo jeito que conversam entre si. Outra função das falas é dar mais ritmo à narrativa. Podem ser usados para quebrar a monotonia da narração descritiva, tornando a história mais envolvente e menos cansativa. Também funcionam para fornecer informações que impulsionam a trama, levando a
Técnica do fluxo de consciência: o que é e como utilizar

Já ouviu falar de fluxo de consciência? Essa técnica de escrita é uma forma mais crua e real de expressar pensamentos em uma narrativa, seja do personagem ou do autor. Utilizada por grandes escritores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Virginia Woolf, é um modo instigante e moderno de contar histórias. Abraçar essa técnica pode parecer assustador para novos autores. Apesar de conhecida, são poucos os que realmente dominam essa escrita. Pensando nisso, neste artigo abordaremos o fluxo de consciência, com dicas para que você também enriqueça sua obra com essa técnica. Vem com a gente e confira! O que é fluxo de consciência? O fluxo de consciência é uma técnica de escrita que consiste em narrar o complexo processo do pensamento humano da forma mais verdadeira possível. É um modo de exercitar a escrita criativa de maneira inovadora e impactante. Ele mescla pensamentos lógicos, impressões sensoriais e memórias de forma não-linear, mutável e contínua. Escrita muito autêntica e particular, permite desvios da gramática, mistura o passado com o presente e quebra a estrutura usual de uma narrativa. Em suas divagações, convida o leitor a mergulhar diretamente na cabeça do personagem, sentindo e pensando junto a ele. Ao contrário do que muitos imaginam, o fluxo de consciência não teve origem na literatura. O termo surgiu inicialmente na psicologia em meados de 1890, mas foi adotado por escritores modernistas no século XX. Alguns exemplos de obras renomadas que ficaram famosas por utilizar essa técnica são “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf; “Grande sertão: veredas”, de Guimarães Rosa e “Hora da Estrela”, de Clarice Lispector. No livro de Virginia Woolf, um trecho que representa bem as características do fluxo de consciência pode ser visto abaixo: “Sentia-se muito jovem; e, ao mesmo tempo, indizivelmente velha. Passava como uma navalha através de tudo; e ao mesmo tempo ficava de fora, olhando. Tinha a perpétua sensação, enquanto olhava os carros, de estar fora, longe e sozinha no meio do mar; sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse.” Interessante, não é? No próximo tópico, vamos trazer mais detalhes dessa técnica de escrita literária, para que você também consiga utilizá-la! Como escrever com fluxo de consciência? Agora que você já sabe um pouco mais sobre essa técnica, deve estar se perguntando como pode aplicá-la na sua escrita. Aqui elencamos 5 dicas de como escrever em fluxo de consciência: 1 – Jogue seus pensamentos no papel Por seu caráter fluido, sem filtro, o fluxo de consciência é uma ótima forma de começar a escrever seu livro e vencer o bloqueio criativo. Marque 10 minutos em um cronômetro e narre seus próprios pensamentos e sensações do como lhe vierem à mente, sem se preocupar com linearidade, estrutura e pontuação. O texto que surgir será repleto de caminhos e possibilidades! Escrever em fluxo de consciência também é uma ótima forma de descobrir sua voz como escritor. Ao exercitar esse tipo de escrita, você pode entender melhor seu próprio jeito de pensar e suas particularidades, podendo aplicá-las em seu texto de modo autêntico e autoral. O fluxo de consciência pode ser escrito tanto em primeira quanto em terceira pessoa. Caso queira adicionar certa dificuldade a esse exercício, tente escrever seu fluxo de pensamento três vezes, cada uma utilizando um dos três tipos de narradores existentes. 2 – Aprofunde o que já tem escrito Se deseja tornar uma cena mais impactante ou um personagem mais profundo, o fluxo de consciência é um ótimo recurso. Essa técnica permite um aprofundamento maior no psicológico de seus personagens, podendo ser usada tanto em momentos pontuais quanto na própria criação de personagem. Pergunte-se: O que está acontecendo na cena? O que o personagem pensa sobre o que está acontecendo? O que o personagem vê, ouve, cheira e sente nesse momento? O que esse momento o faz lembrar? Com esse exercício, você entra na cabeça do seu personagem e desenvolve sua personalidade de maneira mais realista, explorando seu próprio modo de pensar. Ao responder essas perguntas, você também confere maior detalhamento à cena, tornando-a mais impactante. 3 – Utilize sensações Não é incomum que um cheiro, imagem ou gosto nos transporte para outro lugar, guiando nossa mente. Explore os 5 sentidos em sua narrativa, descrevendo as sensações e fazendo associações de forma livre e espontânea. Comece com uma percepção: frio, calor, uma nota musical, a acidez de uma laranja. Descreva a sensação e a siga até onde te levar. Esteja aberto a conexões inesperadas, não-lineares e subjetivas. Você pode encontrar novos entendimentos ao se deixar levar pelas palavras! A liberdade da escrita em fluxo de consciência permite que cada percepção traga consigo pensamentos distintos. Essa técnica abre um leque de possibilidades para o autor, que pode abordar diversos temas por diferentes caminhos em seu manuscrito. 4 – Mescle passado e presente Em nossos pensamentos, lembranças muitas vezes nos tomam por completo. Seja passando perto de uma casa onde costumávamos morar, olhando para alguém que nos recorda de outra pessoa na rua ou até mesmo sentindo um cheiro familiar, somos constantemente lembrados de nossas experiências. No fluxo de consciência, a mistura de passado e presente é bem-vinda. Apresente a temporalidade de uma maneira não-linear, introduzindo eventos conforme os pensamentos surgem. Essa técnica pode ser muito útil ao escrever uma autobiografia, por exemplo, ao recontar um evento de sua vida. Ela permite que você se coloque novamente dentro da experiência passada e descreva o que passou por sua cabeça nesse momento. Atenção: apesar de não-linear, o fluxo de consciência não é fragmentado. Os pensamentos devem seguir um curso natural e orgânico, para não desconectar o leitor com uma mudança abrupta. 5 – Brinque com a estrutura Esse tipo de escrita permite ao autor romper com algumas estruturas narrativas convencionais. Experimente com pontuação, vírgulas, parágrafos e gramática para expressar mais fielmente os pensamentos como eles vêm. O discurso indireto livre também é muito utilizado nessa técnica. Nele, as falas são incluídas na narração, sem travessão ou marcas que as separem do discurso narrativo. O fluxo
7 dicas para você começar a escrever seu livro!

Apesar de nem todo mundo ter uma obra escrita ou ter a necessidade de escrever um livro, todos nós sentimos a necessidade de expressar nossos sentimentos, emoções e ideias de alguma forma. Alguns pintam, outros compõem canções e há aqueles que eternizam seus pensamentos por meio de palavras. Nós acreditamos que escrever um livro é uma das coisas mais incríveis que podemos fazer na vida. A sensação de ter nosso conhecimento materializado é indescritível. No entanto, nem tudo é maravilha no país da escrita, pois é muito comum que os autores encontrem dificuldades no processo, principalmente no início. Cá entre nós, uma folha em branco assusta muita gente, não é mesmo? Embora seja normal ter um certo bloqueio, o mais importante é estar certo da sua escolha para, então, começar a escrever seu livro! Por isso trouxemos um artigo com dicas valiosas e capazes de te ajudar na escrita inicial do seu livro. Então, reserve uns minutinhos para este conteúdo, relaxe e curta a leitura! Menu de navegação 1. Decida o que você quer escrever Quando você fecha os olhos, qual o primeiro tema que vem a sua mente? Aquilo que te inspira e manifesta toda sua motivação para escrever? Sobre o que você tem vontade de escrever? Se em vez de responder essas perguntas você quiser seguir por outro caminho, pode fazer uma autorreflexão sobre qual é o seu perfil como escritor. Você é mais criativo ou reflexivo? Pensar em aspectos como esses podem nortear a sua escolha de gênero e dar, literalmente, um rumo a sua história. Se você tem um perfil mais reflexivo, aposte em gêneros como relato pessoal, assim, você poderá contar alguma experiência ou um aprendizado. Mas se tiver um perfil mais criativo e uma verdadeira paixão por criar novas realidades, pode investir em um livro de ficção — gênero que mundos alternativos podem ser criados. Inclusive, as perspectivas distópicas têm sido a fonte de inspiração para grandes sucessos do cinema mundial, como a série “Divergente” que, das páginas do livro, foi direto para as telas do cinema. 2. Registre suas ideias Sabe aqueles momentos de criatividade instantânea em que as ideias parecem simplesmente não findarem? Essa é a hora de deixar o filtro e os critérios de lado. Apenas anote as informações que aparecerem em sua mente, sem se importar com a qualidade ou se elas farão parte da versão final, pois, logo, você pode amadurecê-las e decidir usá-las ou não. De qualquer maneira, não pense nisso agora. Além disso, pode ser que suas ideias simplesmente desapareçam se você ficar filtrando as informações o tempo todo. Alguns insights podem surgir em momentos inapropriados, por isso, tenha sempre à disposição um bloquinho de anotações ou um aplicativo de escrita criativa instalado no seu smartphone. 3. Leia mais livros “A maior parte do tempo de um escritor é passado na leitura, para depois escrever, uma pessoa revira metade de uma biblioteca para fazer um só livro.” (Samuel Johnson) Assim como uma planta precisa de água, solo fértil, ar e luz, nossa mente precisa ser regada com leituras, cujos gêneros não precisam se limitar necessariamente àqueles que escrevemos. Uma leitura diversificada é capaz de nos tornar sensíveis para o funcionamento de diversos textos e o modo como cada um se constrói. Escritores que buscam ler também têm seu conhecimento de mundo ampliado e a capacidade de observar fatos e construir opiniões em diferentes ângulos. Ademais, quanto maior forem suas referências estéticas, maior será sua proximidade com seu estilo enquanto autor(a). 4. Busque feedbacks sobre suas escritas Em um primeiro momento, pode parecer um pouco desconfortável receber críticas sobre o seu livro, não é mesmo? Afinal, nos dedicamos tanto à escrita que acreditamos estar tudo perfeito. Embora existam certos textos que são quase perfeitos numa primeira escrita, eles são raríssimos e, na grande maioria dos casos, são necessários alguns retoques, dos quais você, por estar muito envolvido com a história, pode não perceber. Portanto, peça feedbacks de pessoas próximas a você, eles são ferramentas construtivas que devem ser vistas de forma positiva. Uma opinião sólida e justa pode apontar alterações que te possibilita criar uma versão cada vez melhor do seu livro. Leitores beta são profissionais capazes de fazer uma leitura crítica e honesta sobre seu texto. E se você é do tipo que gosta de receber sugestões, melhor ainda! 5. Busque oxigenar suas ideias Uma inspiração pode vir de muitos lugares. Já vi escritor destrinchar linhas ao som de Pink Floyd e outros confortavelmente inspirados escrevendo em pé. Você não precisa adotar práticas tão inusitadas, mas sim encontrar a melhor fonte de inspiração para desenvolver e ajudar sua escrita a florescer. Contudo, saiba que nem tudo pode funcionar da mesma forma sempre e há momentos em que você precisa parar de forçar o processo criativo, fazer uma pausa e retomar o processo posteriormente. E uma excelente forma de oxigenar suas ideias é fazer alguma atividade que te dê prazer, como uma caminhada em meio à natureza, uma passeio no parque ou assistir uma série nova que despertou sua curiosidade, por exemplo. 6. Tenha o hábito de escrever Crie o hábito de escrever regularmente. Seja para relatar alguma situação engraçada na fila da padaria, a sensação de encontrar um velho conhecido depois de tanto tempo ou a calmaria com que você observou o dia passar. Praticamente todas as situações da nossa vida podem ser transformadas em textos. Estipule um número determinado de páginas que pretende escrever por dia ou um determinado número de vezes por semana. Essa rotina trará a disciplina necessária para que a escrita se torne cada vez mais fluida e natural com o tempo. Esse é um hábito que, com certeza, contribuirá para o seu processo de se tornar um escritor ou uma escritora melhor. 7. Desconecte-se para conectar-se Faça uma das redes sociais e conecte-se com seu eu
Como ser um escritor melhor? Confira 8 dicas da Viseu!

Você já se pegou pensando sobre o que você poderia fazer para ser um escritor melhor? A maioria das pessoas que escreve sonha em ser uma referência na área, entretanto, se tornar uma autoridade em um nicho literário demanda tempo, além de exigir que você saiba utilizar as estratégias assertivamente. Mas sabe o que é o mais importante nesse processo? Não desistir no meio do caminho! Sabemos que existem diversos livros, sites e vídeos sobre técnicas literárias que ajudam os autores, porém, também sabemos que tão somente de teoria vive um escritor. Por isso, queremos te oferecer caminhos para que você possa se tornar um melhor escritor na prática. Confira dicas que poderá aplicar no seu processo criativo ainda hoje! Menu de navegação 1. Apenas escreva e deixe a crítica para depois Toda vez que decidimos iniciar um livro, surge o receio de dar o primeiro passo, o medo de não produzir algo bom o suficiente para os leitores. E com esse pensamento, você ‘enrola’ por dias e acaba não escrevendo nada. Portanto, no início, não se preocupe com as opiniões alheias; concentre-se, antes de tudo, na sua vontade de escrever e expressar suas ideias. É óbvio que não dá para escrever uma página de um livro de qualquer maneira. É necessário realizar pesquisas, leituras e aprofundar-se antes de colocar o conhecimento adquirido em prática, ou seja, antes de começar a escrever. Uma sugestão valiosa é que você sempre terá a oportunidade de aprimorar o que escreveu depois de concluído. Portanto, escreva, avalie o que estiver lendo e, se necessário, reescreva. 2. Coloque a auto revisão em prática Está começando a escrever? Não precisa escrever mil páginas. Inicie com trechos mais curtos. Assim, é possível colocar a auto revisão em prática, que consiste em reler cada parágrafo antes de dar continuidade à história. Com isso, fica mais fácil perceber erros recorrentes durante a escrita. Dessa forma, você conseguirá aprimorá-los antes de terminar sua obra e não precisará corrigi-los em todo o manuscrito. Uma boa estratégia é começar a escrever contos ou crônicas que são textos literários mais curtos, pois, além de aprimorar suas técnicas, te ajudam a se preparar para a escrita de textos mais longos. 3. Torne-se um leitor melhor Para se tornar um escritor melhor, antes, é preciso tornar-se um leitor melhor. Então, leia textos de outros autores e realize uma análise crítica do que você está lendo. O conteúdo está bem escrito? O autor poderia ter desenvolvido melhor as ideias? A leitura é envolvente? Ao ler obras de outros autores com maior atenção e analisando as linhas de forma crítica, você internaliza o que julga ser um bom manuscrito e quais são as estruturas são mais fluidas para o leitor. Que tal fazer isso lendo uma das 15 autobiografias que indicamos para inspirar sua escrita? 4. Faça um curso de gramática, se necessário Caso você seja um escritor, mas não tenha feito uma graduação que continha disciplinas que ensinavam gramática, como os cursos de Letras ou Comunicação, pode ser que você tenha um pouco mais de dificuldade de escrever seguindo as regras da língua portuguesa. Saiba que essa dificuldade é comum e até mesmo natural para quem não é da área. A língua portuguesa é complexa e mesmo os estudiosos dela não dominam completamente suas particularidades. Portanto, se você sente que escreveria melhor se aprendesse a usar as normas da língua portuguesa com maestria, não tenha receio em buscar um curso, onde possa aprender a usar as estruturas gramaticais e novos recursos linguísticos. E você não precisa entrar em uma faculdade de Letras para isso. Existem diversos profissionais da área que oferecem cursos e/ou consultorias para pessoas que buscam escrever melhor. 5. Conheça a fundo os operadores argumentativos Aproveitando a temática, essa dica, sem dúvidas, te ajudará a tornar seus textos mais coesos e coerentes. Os conectivos textuais são termos fundamentais para conectar e dar sentidos às orações, tornando a leitura mais fluida. Na gramática tradicional, são chamados de conjunções e advérbios, já no campo da linguística, são conhecidos como operadores argumentativos. Mas o fato é que aprender a utilizar esses termos é fundamental para proporcionar uma relação mais harmoniosa entre as orações e tornarão sua escrita mais rica, coesa e coerente. Confira a tabela abaixo com os principais conectivos textuais: 6. Desenvolva técnicas de referenciação Uma das técnicas fundamentais para a elaboração de um texto bem escrito é a referenciação. Esse recurso linguístico é primordial para a organização de um texto. Referenciar significa que estamos retomando um termo que já usamos anteriormente no texto, sendo uma técnica para evitarmos a repetição de palavras, que torna uma produção textual cansativa de se ler. A referenciação é dividida em anáfora e catáfora. Em resumo, as anáforas se referem à retomada de termos previamente mencionados no texto, enquanto as catáforas antecipam o que será ainda abordado, gerando movimentos regressivos e progressivos, respectivamente. Esses recursos são bem comuns em nossa fala, contudo, quando vamos escrever, é fundamental desenvolver melhor essa técnica e ampliar nosso vocabulário. Considere o exemplo abaixo: “Mariana despertou às sete da manhã daquela segunda-feira e dirigiu-se à estação do metrô. Após esperar por trinta minutos naquele lugar, ela deparou-se com o que já esperava: um vagão abarrotado ocupado por centenas de trabalhadores que se espremiam na busca por qualquer espaço disponível”. Uma análise cuidadosa do trecho revela elementos que exemplificam o conceito de anáfora. O pronome “ela” faz referência a um termo previamente mencionado, nesse caso, o substantivo próprio “Mariana”. Em seguida, há outra anáfora, agora com o termo “naquele lugar”, que retoma a expressão “estação de metrô”. Ao continuar a história, poderíamos ampliar ainda mais as possibilidades de referenciação: “A jovem já estava angustiada naquele ambiente lotado de desconhecidos. Criaturas apressadas agindo de forma automática como todas as manhãs daquela capital agitada e cinzenta. Seu único objetivo era algo que apenas as mantinham aprisionadas
Aplicativos para escrever: conheça os melhores para editar seu livro!

Se você é um aspirante a escritor, com certeza, deve ter procurado opções de aplicativos para escrever seu livro. Em meio à era tecnológica em que vivemos, ter bons aplicativos à nossa disposição é uma excelente maneira de facilitar o processo de colocar a sua história no papel. Hoje, existem vários aplicativos que podem facilitar sua vida e, dentre eles, alguns que contam com recursos de edição e revisão textual, ideais para você não ter mais desculpas para colocar a sua escrita criativa em prática. Agora você pode escrever em qualquer lugar! O que você vai encontrar nesse artigo: Conheça os 10 melhores aplicativos para escrever seu livro! Confira agora a nossa seleção de apps essenciais para escritores que gostam de usar a tecnologia para substituir cadernos, papéis, post its, cadernetas e outros materiais físicos que são mais suscetíveis a extravios. Confira! 1. Evernote Sabe aquelas ideias que temos ao longo do dia, mas que, muitas vezes, esquecemos de anotar? O Evernote é o aplicativo que te ajudará a ser mais produtivo, porque nele você poderá escrever TUDO. E o melhor? De uma forma organizada. No aplicativo, você pode escrever, colecionar e capturar ideias em forma de nota, bem como criar listas, digitalizar pedaços de papéis, salvar fotografias, áudios, anexar documentos etc. E, após tudo isso, você pode sincronizá-lo com outros dispositivos. 2. JotterPad JotterPad é um aplicativo de edição de texto para Android, desenvolvido pela Two App Studio e foi projetado justamente para escritores criativos, com um editor de textos simples e perfeito para escrever livros. A interface de escrita que eles utilizam é perfeita para o escritor mergulhar sem qualquer descrição e escrever com prazer. Além de tudo, o app possibilita ligar todos os seus serviços no Google Drive, Dropbox e OneDrive. Portanto, você pode continuar a escrever em qualquer lugar, mesmo quando estiver offline. 3. Bibisco Com o aplicativo de escrita Bibisco, você pode organizar seu trabalho e terminar sua história. É uma ferramenta para ajudá-lo a projetar, planejar e escrever. Com ele, é possível organizar capítulos, cenas, gerenciar revisões e exportar a sua obra em pdf, docx e epub. A ferramenta tem um diferencial que é a possibilidade de criação de mapas mentais para determinar as relações entre os elementos da história. Também é possível visualizar sua história em uma linha do tempo e analisar a duração dos capítulos, o tempo e os locais em que os personagens aparecem. Além disso, você consegue definir a sua meta de palavras escritas por dia e determinar um prazo para seu livro e, assim, acompanhar o progresso do seu trabalho durante os meses. E o melhor, o Bibisco é uma plataforma multilíngue, disponível para Linux, macOS e Windows em 15 idiomas. Você já está por dentro das principais tendências do mercado editorial para 2024? Confira depois! 4. Storyist O Storyist é um aplicativo de escrita criativa para macOS X e iPad. Ele foi desenvolvido sob medida para romancistas e roteiristas, já que oferece processador de texto, quadro de cortiça com suporte para fichas e fotos, delineador e gerenciador de projetos. Com o app de escrita, é possível produzir manuscritos e roteiros em um editor de textos com suporte para comentários, imagens, cabeçalhos, rodapés e folhas de estilo. E mais, o Storyist vem com modelos de manuscrito e roteiro para que você possa se concentrar na escrita, não na formatação. Ele permite esboçar uma história usando fichas de anotações e, em seguida, refiná-la com enredo, personagens e cenário. Quando você achar que está pronto(a) para iniciar seu manuscrito, o Storyist exibe suas fichas ao lado das páginas enquanto você escreve. 5. Scrivener O Scrivener é um aplicativo de escrita para autores iniciantes e profissionais. Criado pela empresa Literature & Latte, ele dispõe de um sistema de manuseamento de documentos, notas e metadata. O app é ideal para todos os tipos de escritores, pois ele simplesmente fornece tudo que o usuário precisa para começar e terminar a sua obra. Feito sob medida para projetos de escrita longos, o Scrivener permite que você componha seu texto em qualquer ordem, em seções grandes ou pequenas, conforme desejar. Tem uma ótima ideia, mas não sabe onde ela se encaixa? Escreva quando a inspiração surgir e encontre um lugar para ela mais tarde, evoluindo seu manuscrito organicamente, ideia por ideia. No Scrivener, tudo o que você escreve é integrado em um esboço de projeto bem intuitivo de usar. Portanto, é possível trabalhar seu manuscrito com uma visão geral, mover os capítulos arrastando e soltando. 6. FocusWriter O FocusWriter é uma ferramenta de edição de texto que inclui estatísticas em tempo real de palavras, parágrafos, organização com guias e a possibilidade de estabelecer metas diárias. O aplicativo oferece um ambiente de escrita simples e sem distrações. Ele utiliza uma interface que oculta suas funcionalidades que você acessa movendo o mouse para as bordas da tela, ideal para que você possa mergulhar totalmente no seu texto. Disponível para Linux e Windows, o FocusWriter tem versões para vários idiomas. 7. Manuskript O Manuskript é uma ferramenta perfeita para quem gosta de organizar e planejar tudo antes de escrever. Esse app é ideal para executar o método Snowflake, o qual pode ajudar a transformar sua ideia em um livro. O Manuskript conduz a produção em um passo a passo e fazendo perguntas para fazer você se aprofundar na história. Ao escrever, faça anotações sobre cada personagem, enredo, evento e lugar de sua história e evolua na sua obra. 8. yWriter Criado por um escritor que sentia a necessidade de organizar seus capítulos, ideias, personagens, histórias, o yWriter te permite criar pastas separadas para seus projetos individuais. Você também pode criar seções distintas para seus personagens, cenários, diálogos e cenas. Além disso, a ferramenta oferece um assistente de projeto que é bastante útil para pessoas que são novas na escrita com apps. E mais, você pode acompanhar as mudanças no seu livro por um sistema de versões. O yWriter está disponível para Windows e Android. 9. Ulysses O app
Como escrever um romance? Veja o guia completo da Viseu!

Você sabia que, segundo pesquisas recentes, o gênero de romance representa um dos segmentos mais lucrativos do mercado editorial global? Com uma receita anual que chega a bilhões, os romances não apenas capturam corações, mas também mentes curiosas em todo o mundo. Mas o que realmente faz um romance ser tão atraente? E mais importante, como você pode transformar suas ideias em um romance que prenda a atenção dos leitores e deixe uma marca indelével em seus corações? Neste artigo, mergulharemos no fascinante mundo da escrita de romances. Desde a concepção da ideia inicial até o momento em que seu trabalho chega às mãos dos leitores, abordaremos todas as etapas essenciais. Seja você um escritor aspirante buscando orientação para dar os primeiros passos, ou um autor experiente procurando aprimorar suas habilidades, este guia oferecerá insights valiosos e dicas práticas para ajudá-lo a criar uma obra literária que não só entretenha, mas também inspire. Índice Definindo o gênero de seu romance Ao embarcar na jornada de escrever um romance, uma das primeiras e mais cruciais decisões que você enfrentará é a escolha do gênero. O gênero não apenas molda a narrativa, mas também ajuda a definir o público-alvo do seu livro. Vamos explorar alguns gêneros populares e considerações importantes para sua escolha. Romance histórico Ambientado em épocas passadas, o romance histórico requer uma pesquisa rigorosa para recriar com precisão o período em questão. Se você tem uma paixão pela história e um olhar atento aos detalhes, este gênero pode ser uma escolha fascinante. Romance policial Ideal para quem adora enigmas e suspense, o romance policial gira em torno de um crime e sua resolução. Este gênero desafia o autor a criar tramas complexas e personagens astutos. Romance de fantasia Se você deseja criar mundos e criaturas completamente novos, o romance de fantasia é o seu campo de jogo. Aqui, a imaginação é o limite, e você tem a liberdade de construir universos únicos. Romance científico Para os aficionados por tecnologia e ciência, este gênero combina elementos científicos com a narrativa fictícia. É um campo fértil para exploração de futuros possíveis e inovações tecnológicas. Romance contemporâneo Ambientado no presente, este gênero se concentra em temas e questões atuais. É uma ótima opção se você deseja explorar relações humanas e sociais de uma maneira mais próxima à realidade do leitor. A escolha do gênero deve estar alinhada com seus interesses e paixões. Escrever sobre algo que você ama ou que lhe fascina tornará o processo mais prazeroso e autêntico. Além disso, um autor apaixonado pelo seu gênero consegue transmitir essa paixão para os leitores, criando uma conexão mais profunda com sua audiência. Lembre-se, o gênero não limita sua criatividade, mas serve como um guia para moldar sua história e atrair leitores que compartilham dos mesmos interesses. Ao definir o gênero do seu romance, você dá o primeiro passo em direção à criação de uma obra que ressoa não apenas com você, mas também com seu público. Desenvolvendo personagens e enredo de seu romance Para criar uma história que cativa os leitores, é fundamental desenvolver personagens memoráveis e um enredo cativante. Aqui estão algumas dicas e estratégias para ajudá-lo nesse processo criativo. Criando personagens memoráveis para um romance Profundidade e complexidade dos personagens Crie personagens com camadas de complexidade. Eles devem ter qualidades, defeitos, sonhos, medos e contradições, assim como pessoas reais. Isso os torna mais relacionáveis e interessantes. Evolução dos personagens Permita que seus personagens cresçam e evoluam ao longo da história. Uma transformação, seja ela positiva ou negativa, mantém os leitores engajados e mostra a profundidade do seu desenvolvimento. Conexões realistas dos personagens Desenvolva relações entre os personagens que sejam autênticas e críveis. Seja uma amizade, romance ou rivalidade, essas interações devem refletir a complexidade das relações humanas. Motivações claras dos personagens Cada personagem deve ter motivações claras que impulsionem suas ações. Isso ajuda a criar uma narrativa coerente e a dar aos leitores uma razão para se importarem com os personagens. Elaborando um enredo cativante para um romance Conflito e tensão em um enredo Um enredo cativante muitas vezes gira em torno de um conflito central. Este pode ser interno (dentro do personagem) ou externo (entre personagens ou com o ambiente). O conflito cria tensão e mantém os leitores ansiosos pelo desenrolar da história. Estrutura narrativa de um enredo Considere a estrutura do seu romance. Uma abordagem comum é a jornada do herói, mas existem muitas outras que podem servir de base para sua história. Estruturar bem o enredo ajuda a manter um bom ritmo e a garantir que cada cena contribua para a história. Reviravoltas surpreendentes em um enredo Surpreenda os leitores com reviravoltas inesperadas. Isso não apenas mantém o interesse, mas também adiciona profundidade à sua narrativa, desafiando as expectativas dos leitores. Climax e resolução em um enredo Construa um clímax emocionante que seja o ponto alto do seu conflito. A resolução deve ser satisfatória, amarrando as pontas soltas e oferecendo um fechamento adequado à jornada dos personagens. Lembre-se, personagens bem desenvolvidos e um enredo cativante são a alma de qualquer bom romance. Dedique tempo para planejar e refinar esses elementos, pois eles são essenciais para envolver seus leitores e tornar sua história memorável. A arte de escrever um romance Dominar a arte da escrita é essencial para transformar uma boa ideia em um romance de sucesso. Vamos explorar técnicas para escrever diálogos naturais e descrições vívidas, além de entender a importância da revisão e da edição. Romance com diálogos naturais Autenticidade: O diálogo deve soar natural e verdadeiro para os personagens. Pense em como a pessoa realmente falaria, considerando sua idade, origem, educação e personalidade. Economia de palavras: Diálogos não devem ser excessivamente longos ou cheios de informações desnecessárias. Cada fala deve ter um propósito claro, seja avançar a trama, revelar algo sobre um personagem ou criar tensão. Evitar exposição excessiva: Evite usar diálogos para explicar demais a trama. Informações importantes podem ser reveladas de maneira mais sutil e integrada à narrativa. Diferenciação de vozes: Cada personagem deve ter uma
Capa de livro: conheça as 10 melhores estratégias visuais

Quem nos acompanha sabe o quanto nos preocupamos em produzir conteúdos relacionados a capa de livro, que é um dos elementos determinantes para atração de novos leitores. Os autores que estão em uma jornada individual para publicação de seus livros nem sempre estão preparados para sugerir ou até mesmo avaliar uma boa capa. Sabe-se do velho ditado que diz: “Não se julga o livro pela capa” De fato, os mais antigos têm sua razão. O conteúdo de uma obra é sem dúvida a sua principal essência. Contudo, o mundo mudou. As pessoas têm se tornado cada vez mais visuais, atraindo-se mais pelo aspecto físico das coisas. O contato com um livro novo nem sempre se dá pela indicação de um amigo ou pela leitura da Sinopse. Muitas vezes, a capa do livro é o primeiro ponto do relacionamento entre o leitor e a obra. Diante disso, pontuamos alguns questionamentos que serão respondidos neste artigo: Quais são as melhores estratégias de design para capa de livro? Quais imagens e cores utilizar? Quais tipos de arte mais chamam a atenção dos leitores? Quais erros não se deve cometer ao criar uma capa de livro? Esperamos que você siga conosco nessa jornada, pois temos certeza de que este é o conteúdo mais completo sobre Capa de livro que você vai encontrar na internet. O que é Capa de Livro? Capa de livro é a cobertura do miolo do livro cuja finalidade é promover uma apresentação inicial do conteúdo da obra por meio de título, dentre outras informações que possam ser relevantes ao leitor. A capa também cumpre o propósito de proteger as páginas do interior do livro, por isso seu material é mais consistente e geralmente feito de uma matéria mais dura e resistente à umidade. O que deve ter na capa de livro? Ao longo das eras, a capa de livro tomou formas e propósitos diferentes. por muito tempo, a capa era nada mais do que um artefato de proteção do conteúdo interno. Nos primórdios da literatura, as obras escritas eram uma das poucas opções de arte e entretenimento da sociedade, por isso o livro se bastava em seu conteúdo, sem a real necessidade de ter uma capa com aspectos visuais tão chamativos e bem elaborados. Dessa forma, a capa do livro continha no máximo o nome da obra e do autor. Com o passar do tempo e com a evolução da tecnologia, a capa se tornou um espaço onde as pessoas se valem de estratégias visuais para conquistar a atenção dos leitores. Uma capa de livro atual contém: Imagem que representa o conteúdo da obra Cor que compõe a identidade visual da obra Título do livro Subtítulo (ou slogan) que consiste em uma frase de efeito que completa a ideia central do livro. Nome do autor (em alguns casos também a assinatura) Editora responsável pela publicação do livro Número da edição Esses elementos não são obrigatórios, ou seja, você possivelmente encontrará livros que contém menos ou mais elementos do que esses mencionados. É comum encontrar na capa de alguns livros informações como: O ano em que o livro foi Best Seller Informações de valores Selos de prêmios que o livro conquistou desde sua publicação Espaço para publicidade WebSite do autor dentre outros acessos virtuais O que não deve ter na capa de livro? Como não há formatação padrão em relação a capa de livro, cada autor ou editora busca sua própria estratégia visual. Com nossa experiência de mais de 10 anos no mercado editorial, a Editora Viseu preza pelos melhores profissionais do ramo (Designers Capistas) os quais são responsáveis pela estratégia visual das mais de 5 mil obras que já publicamos nos últimos anos. Com base nisso, temos autoridade para sugerir dicas sobre elementos que não são bem-vindos em uma boa capa de livro. Vamos então aos principais pontos: Informações em excesso poluem a visualização do livro: Não utilize a capa como um Outdoor publicitário. Muitas pessoas querem aproveitar o espaço da capa para inserir o máximo de informações e anúncios, já que a capa é o primeiro contato do leitor com a obra. Capa não é espaço para sinopse: Outro fator que polui a capa de livro é a inserção de trechos ou resumos da obra. O texto sintético sobre a obra deve estar localizado na contracapa (no espaço reservado à Sinopse). Não elogie seu próprio livro ou crie promessas: A capa não pode ser um espaço para que o autor elogie sua própria obra, ou seja, não se usa frases como: “o melhor livro”, “uma obra fantástica” ou promessas como “sua vida vai mudar de uma vez por todas”. O livro é uma obra que nem sempre vai ao encontro do que o leitor almeja, por isso, prometer algo pode ser algo negativo para as futuras avaliações da sua obra. Cuidado com a estratégia de imagem: Apesar do fato de que prezamos por imagens que instigam o leitor, não recomendamos o uso de imagens que causam desconforto nas pessoas, como crianças ou animais em situação de risco ou sob qualquer tipo de violência. Na verdade, qualquer ser humano em uma situação como esta poderia causar tamanho desconforto no público. Evite imagens deste gênero. Certamente você não quer que as pessoas desistam de seu livro logo no primeiro contato com a capa, por isso recomendamos observar os 4 pontos acima antes de providenciar o briefing da sua capa. Como criar uma capa de livro? Agora que você já acessou dicas sobre o que NÃO fazer, é hora de usarmos nossa experiência para fazermos recomendações de boas práticas para criação de capa de livro. Antes de iniciarmos as dicas pontuais sobre como criar uma capa marcante para o seu livro, é importante abordarmos a questão: QUEM DEVE FAZER A CAPA DO LIVRO? Se você está em uma jornada independente para publicação do seu livro, certamente terá um trabalho maior quanto a gestão da sua capa. Um autor estreante que publica de modo independente (ou seja, sem uma editora de livros), está mais suscetível
Criar personagens: Guia Completo para novos escritores

Criar personagens marcantes e inesquecíveis exige do escritor um trabalho de planejamento complexo e de muito envolvimento psicológico. Há livros e livros, ou seja, você vai encontrar muitas obras com personagens vagos e sem expressividade, porém existem obras cujos personagens parecem fazer parte do seu dia a dia. Isso acontece por causa de um processo chamado de empatia emocional. Este fenômeno faz com que o leitor sinta a dor, a alegria e a intensidade das emoções dos personagens. Essa empatia só ocorre quando o personagem possui uma profundidade em suas características. Acontece quando o autor explora e expressa os sentimentos mais íntimos, capazes de fazer o leitor se tornar quase “um” como o personagem em questão. Certamente você não quer sentar e se esforçar por horas, dias e meses para escrever e publicar um livro de ficção ou de fatos reais com personagens rasos e sem expressividade, certo? Por isso, elaboramos este artigo para que você entenda como criar personagens marcantes que elevem o nível da sua narrativa. Índice do Artigo O que é criação de personagens? A criação de personagens é uma das etapas da estruturação de um enredo narrativo. Cada autor pode criar seus personagens ao seu próprio modo, ou seja, não há um “regimento literário” que oriente a forma certa de se fazer isso. Contudo há técnicas capazes de ajudar os novos autores a destravarem sua criatividade, planejando os personagens da melhor forma possível. O que é verossimilhança e o que tem a ver com criar personagens? Verossimilhança é um termo muito comum no meio literário, principalmente quando se trata sobre escrever ficção. Verossimilhança é capacidade de fazer um sentimento que você descreve ficar o mais próximo da realidade possível, ou seja, requer uma capacidade de detalhamento que leve o leitor a fazer uma conexão entre ficção e realidade. Mas por que é interessante falar deste tema no sentido de criar personagens? A resposta é justamente esta: O leitor precisa fazer uma conexão real entre experiências que ele já teve com as situações vividas pelo personagem. Isso deve ser levado em conta para que você não se atenha, por exemplo, em criar um personagem perfeito, ou seja, cujo caráter não tem falhas. Um ser assim não é real, pois todos sabemos que o ser humano está passível de cometer erros, pensar de forma equivocada, ter reações sem medir as consequências, enfim, uma série de outras falhas. Essa capacidade de representar um personagem em todas as suas nuances é o que faz seu leitor enxergá-lo como uma pessoa real que tem seus pontos fortes e fracos. Ao conhecer bem o caráter do personagem, o próprio leitor poderá ter uma previsibilidade das ações que o personagem pode ter. Buscar a verossimilhança na descrição de um personagem é então importante para que seu leitor crie laços com ele. Quais os tipos de personagens de uma narrativa? A estrutura de um enredo é composta por: Personagens principais (Protagonistas), Personagens Secundários (também chamados de coadjuvantes), e Personagens Antagonistas (os que geralmente desempenham papel de vilão). Vamos entender mais sobre cada um desses tipos de personagens? Nas seções abaixo, vamos entender o papel de cada tipo de personagem, e vamos dar dicas de elementos essenciais na construção de cada tipo. Personagens principais É possível que em uma obra existam vários personagens que desempenham papéis fundamentais para continuidade do enredo. De fato não uma regra, você pode ter um romance com dois personagens principais, ou apenas um deles ser de fato o protagonista da história. Por outro lado, um autor pode tranquilamente eleger três ou mais personagens para terem caráter de protagonistas em sua obra. O protagonismo está ligado à centralização do enredo. Podemos dizer então que todo o enredo vai girar em torno desse personagem. No geral, são os protagonistas que tomam iniciativas heroicas responsáveis pelos desfechos do enredo, porém mais uma vez reforçamos a ideia de que isso não é uma regra. Você já leu histórias onde o vilão (personagem antagonista) se redime ao longo da obra e no fim se torna o herói? É exatamente isso que queremos explicar. Ao estudarmos parâmetros literários, não podemos nos apropriar deles como regras que barrem nossa capacidade criativa. Personagens secundários Esses personagens são aqueles que também podem desempenhar papéis essenciais na obra, porém suas aparições sempre irão girar em torno de algum personagem principal. O personagem secundário, também conhecido como coadjuvante, também precisa de uma atenção especial quanto a sua criação. Por mais que os personagens secundários não sejam o centro do enredo, eles também precisam trazer impacto na forma como você descreve suas emoções. Ser secundário, não quer dizer que o personagem será insignificante. Ele apenas não terá um papel determinante no enredo. Se ele morrer, por exemplo, a obra continua. Personagens antagonistas Esses personagens são mais conhecidos como vilões. Eles também possuem papel determinante no enredo, pois é deles que partem os conflitos da narrativa. Os personagens antagonistas precisam ainda mais de atenção em sua construção psicológica, pois além de você descrever seus atos malignos, é ideal que você descreva o porquê de o vilão agir dessa forma. Em uma narrativa inteligente, um vilão é bem mais do que um ser que nasceu da maldade, ou seja, ele pode ser uma pessoa ou uma criatura cuja história de vida o levou aos atos maléficos. Quando você descreve o passado de um personagem, o leitor consegue fazer conexões entre seus atos e sua história, ou seja, como se os atos de maldade fossem justificados pelas situações passadas que o antagonista viveu. Como criar personagens literários? Vamos então a parte prática de como planejar a criação de personagens literários. É importante informar que além deste Blog Post, temos um eBook que auxilia você na construção dos seus personagens. Você vai poder acessar o ebook ao final deste artigo. Antes disso, vamos observar pontos importantes sobre como criar personagens. Características físicas Possivelmente, você já deve ter lido obras nas quais o autor não descreve a aparência do personagem. Há autores que simplesmente focam nas etapas do enredo, conflitos, clímax, desfecho, e acabam deixando as questões físicas pela imaginação do leitor. Isso não é errado, porém queremos ressaltar
Escrever um livro é difícil: nós desmistificamos esta frase

Escrever um livro é difícil. Foi com esta frase que milhares de autores foram extintos mesmo antes de começarem a escrever seu primeiro livro. Ser um autor de livros é o sonho de muitas pessoas, porém nem todas buscam disciplina para progredirem com este objetivo. A maioria dos escritores iniciantes aborta a missão de escrever um livro diante das dificuldades e, principalmente, falta de orientação de alguém com experiência. Estamos aqui para eliminar alguns mitos sobre o que realmente é escrever um livro, com base em nossos anos de experiência. Índice do Artigo Já orientamos mais de 5 mil autores quanto à produção de seus livros, e percebemos alguns padrões que se repetem quanto à criatividade. Registramos tudo neste artigo, com a esperança de que nossas dicas destravem suas habilidades. A partir deste conteúdo, você não vai mais subestimar o seu próprio potencial. É difícil escrever um livro? Sim, mas não precisa ser. Todas as atividades que envolvem: tempo, técnica, dedicação, estruturação, revisão, correção, geralmente são atividades difíceis. Contudo, a barreira que devemos transpor aqui não é a da dificuldade, mas sim a da “desistência”. Isso porque a palavra-chave aqui é planejamento. Muitas obras não nascem, simplesmente por falta de organização. Se escrever um livro fosse fácil, teríamos mais livros do que celulares, e mais autores do que leitores. O que não fazer ao escrever um livro? Se você nos acompanha há algum tempo, sabe que nossas dicas sempre vêm precedidas de conselhos sobre o que não fazer. Por isso, separamos aqui 5 dicas para que você não inicie o processo do jeito errado. Procure não copiar enredos de obras que você admira. Não escreva somente pensando no que as pessoas irão gostar. Seja sincero com aquilo que você realmente deseja expressar. Tente não escrever com a intenção de ganhar dinheiro, pois você pode se frustrar ao longo do processo. O dinheiro deve ser uma consequência da qualidade da sua obra. Não misture gêneros literários, ou seja, escrevendo sobre fatos reais, mesclando com ficção. Ou poesias com contos, pois você pode confundir seu leitor. Não escreva livros com promessas, ou seja, com conteúdos pendentes que só serão explicados em outra obra. O que fazer antes de escrever um livro? Agora que você já leu sobre o que não fazer, chegou a hora de abordarmos sobre o que se deve fazer antes de escrever um livro. Você vai notar que há muitos processos para percorrer antes da parte prática da criação. Boa parte disso está relacionado ao autoconhecimento, ou seja, você entendendo sobre si mesmo. Entender qual é o seu objetivo na escrita de um livro Esta etapa é essencial, pois é exatamente o momento em que acontece a “concepção” da sua iniciativa de se tornar um escritor. Qual a motivação principal que faz de você alguém que deseja escrever? Listamos aqui alguns objetivos mais recorrentes dentre os autores que já orientamos: Quero compartilhar minha vida com o mundo (para casos de livros sobre fatos reais). Quero alavancar minha carreira com um livro de assunto profissional ou técnico. Pretendo mostrar ao mundo minha visão espiritual sobre tudo. Tenho a intenção de mudar a vida das pessoas através do conhecimento que eu adquiri. Tenho o objetivo de ficar rico apenas escrevendo. Quero ter um exemplar em mãos para recordação e para compartilhar com familiares e amigos Eu gostaria de contribuir com a cultura acadêmica, lançando minhas pesquisas sobre temas científicos. Esses e muitos outros objetivos estão por trás de um livro, e não estamos aqui para eleger um deles ou apontar erros. A única coisa que alertamos é que seu objetivo precisa estar ligado ao compartilhamento de ideias. Você precisa pensar que sua escrita terá um papel de encontrar pessoas que se identifiquem com ela e que tirem alguma lição importante. Se o seu objetivo for apenas financeiro, sua obra pode tomar um caráter comercial, isto é, sua escrita pode se orientar apenas às vendas, e não à leitura. Pare e pense: Qual é o meu objetivo em lançar um livro? Após responder essa questão, prossiga para o próximo passo. Escolher o gênero literário e textual O gênero literário está fortemente ligado ao objetivo que você traçou para o seu livro, por exemplo: Se o seu objetivo é compartilhar histórias da sua vida, você pode estar inclinado ao gênero: Biografia ou Autobiografia. Ao pensar em compartilhar sobre experiências espirituais, provavelmente seu gênero é Espiritualista ou Religioso. Se você pensa em escrever sobre uma pesquisa científica com dados epistemológicos, provavelmente você é do gênero Acadêmico. Gosta de registrar histórias que você mesmo inventa? Então você é do clube da Ficção, e dentro deste gênero literário, existem muitos sub-temas, como: romance, investigativo/policial, terror, mistério, aventura, adulto, ficção científica, magia, dentre muitos outros. Você é da turma dos versos? Então Poema é o seu gênero literário. Tem o objetivo de registrar os desdobramentos de uma notícia, contando a história completa? Então seu gênero é Livro-reportagem. Obviamente não conseguiremos expor aqui cada gênero e seus diferentes desdobramentos, mas a dica é: Seu objetivo em escrever orienta o gênero do seu livro. Estudar o público alvo De nada adianta escrevermos sem pensar em quem vai ler, afinal, o sentido da palavra “publicar”, é justamente este: TORNAR PÚBLICO. O segredo principal para mapear o seu público é pesquisar sobre obras parecidas com a sua, ou seja, com o mesmo gênero. Digamos que você escreva romances. Procure na internet fóruns, grupos de discussão e até mesmo clubes de leitura relacionados a romances. Ao lidar com essas pessoas, você vai entender quais são seus anseios e o que elas esperam de uma narrativa romântica. A partir disso, você vai saber exatamente qual é o seu público-alvo. Ler obras do mesmo gênero para buscar inspiração Esta prática de ler para se inspirar é muito comum entre os autores. É bem comum em entrevistas de autores, eles mencionarem as obras que os inspiraram, ou até mesmo o estilo de escrita que eles admiram. Leia bastante, porém sempre com o objetivo de entender como os demais autores estruturam suas ideias, como usam a linguagem, e como se posicionam por meio dos personagens. Atenção,
Trilogia: Como planejar uma série de ficção?

Trilogia é um tipo de obra literária que engaja os leitores em uma sequência de livros, e você bem sabe que para engajar as pessoas em uma leitura em série, é necessário planejar muito bem o conteúdo que você deseja entregar. Geralmente o que você vê no mercado editorial são trilogias famosas que em seguida viram filmes nas telas, mas afinal: O que faz dessas trilogias serem livros tão especiais capazes de ultrapassar as folhas de um livro e alcançar fãs de cinema? Qual a essência dentro de uma trilogia que faz sucesso? Quais os “ingredientes que dão gosto” a um livro e que fazem os leitores esperarem ansiosos pelos próximos livros da série? É justamente isso que defendemos neste artigo. Para um conteúdo ser bem aceito pelo público, ele precisa ser bem planejado. Continue lendo, pois listamos aqui uma série de dicas que vão desde a criação até a publicação da sua trilogia. Índice do Artigo Esperamos que com esta leitura você se encoraje e coloque as suas ideias no papel para compartilhá-las com o mundo. O que é trilogia? Trilogia é uma sequência de três produções, sejam elas de livros ou filmes, as quais se completam, ou seja, que apresentam entre si uma conexão de continuidade de enredo. A trilogia tem a finalidade de estabelecer uma história dividida em três livros cujo fim está na terceira e última parte. Qual a diferença entre Trilogia e Saga É simples, para entendermos melhor as terminologias literárias, basta seguirmos a lógica: duologia (dois livros) trilogia (três livros) saga (sem número determinado de livros na sequência) Quais exemplos de trilogias de livros? Certamente você vai encontrar muitas trilogias, porém vamos nos ater a dois exemplos famosos de trilogias: Trilogia Johnny Bleas (opinião do público) Trilogia Jogos Vorazes Ambas as produções contam obviamente com 3 livros cada. Os livros contam histórias de ficção e se popularizaram por se tratarem de obras que recriam uma realidade alternativa fantasiosa. As obras prenderam a atenção dos leitores que uma delas (a trilogia Jogos Vorazes) virou filme, ampliando ainda mais o número de fãs. Por que escrever uma trilogia? Muitos autores, principalmente os que lidam com conteúdo de ficção, possuem ideias de enredo cujo desenvolvimento é grande. Dessa forma, compilar todo o enredo em um só livro limitaria sua publicação. Além de o livro ficar extenso, um livro grande pode gerar transtornos comerciais (financeiros e logísticos). A divisão do enredo em diferentes obras que se completam é uma boa saída para que os autores consigam expressar sua arte. Quais erros não cometer ao escrever uma trilogia? Antes de irmos à parte prática sobre como planejar uma trilogia, decidimos esclarecer sobre o que não fazer. Se você é um autor estreante ou, mesmo que já tenha um livro publicado, tem a intenção de publicar uma trilogia, esta dica é para você! Jamais escreva o primeiro livro deixando o enredo pendente Por mais que sua intenção seja a de publicar as três obras, a primeira obra é a responsável pela conquista do leitor. Sua primeira obra precisa se bastar, ou seja, precisa ser tão boa a ponto de o leitor vê-la como uma obra única. Não tem nada mais decepcionante para um leitor do que prosseguir com sua leitura e se dar conta de que o enredo apresenta uma pendência. Mesmo que a sua intenção seja continuá-la, é possível que haja obstáculos que impeçam ou atrasem a continuidade. Como resultado, você vai ficar com um primeiro livro incompleto, cujo enredo não dará aos leitores a continuidade que eles merecem. Não comece sua série de três livros sem antes planejar a conexão entre elas Outro erro comum que as editoras de livros encontram ao lidar com autores de trilogia é a falta de planejamento. O autor geralmente possui uma grande ideia e tem a intenção de desmembrá-la em três livros, porém na prática, o conteúdo foi suficiente para apenas 2 livros. Isso resulta em um problema grande relacionado à qualidade do conteúdo, pois na intenção de prosseguir com a terceira obra, o autor acaba escrevendo sem a mesma qualidade. A tentativa de “esticar” uma história para que ela caiba em três livros pode ser um “tiro no pé”, como diz o ditado popular. Certamente os leitores mais experientes perceberão a falta de qualidade ou senso de direção de uma “obra esticada”. Continue lendo e saiba a importância do planejamento de uma trilogia. Busque originalidade no seu enredo Certamente as pessoas que irão adquirir sua trilogia são leitores assíduos que já têm o hábito de consumir obras deste tipo. Não tem nada mais decepcionante do que iniciar a leitura de um livro e perceber que o enredo é um reflexo de outra obra famosa. Sua trilogia não pode ser uma tentativa de superar ou recriar o mundo de outro autor. Você precisa buscar uma originalidade na criação do seu próprio mundo de modo que o leitor “viaje” em uma realidade totalmente nova. É muito comum os autores lerem outras obras para se inspirarem, porém não se pode usar essas leituras para criar obras com caráter de fanfics. Como planejar uma trilogia? Pronto, até aqui preparamos você para conhecer este tipo de obra e também para saber o que não fazer. Contudo, agora é a hora de mostrar o que fazer e como planejar uma trilogia visando o sucesso. Lembrando que a visão de sucesso aqui não está voltada a questões financeiras. Sucesso é a conquista dos seus leitores, pois eles são os “termômetros” da qualidade da sua obra. É hora de delimitar os seus personagens Esta é uma das fases mais importantes do seu planejamento de trilogia. Os personagens é que definem o rumo da obra. Desenvolver um personagem vai além de apenas descrever suas características físicas. Você precisa planejar a personalidade de cada um. O planejamento da persona deve levar em consideração os pontos fortes, pontos fracos, fragilidades, e reações. Isso significa que você precisa criar uma lista de todos os pontos que compõem o perfil deste personagem. Liste também uma série de reações que este personagem teria diante dos conflitos. Dessa forma você conseguirá entender
Top 4 obras que todo escritor deve conhecer antes de começar a escrever

Nós que amamos escrever, estamos sempre lendo e já pensando no próximo candidato de uma lista interminável de livros. Isso quando não adicionamos numerosas obras ao carrinho da Amazon e ficamos ansiosos na expectativa de recebê-las. Realmente, para nós, a leitura é uma das coisas mais prazerosas a se fazer, sobretudo quando é feita para distrair, conhecer e emocionar-se. Embora essas leituras sejam feitas despretensiosamente, nós, com certeza, sempre aprendemos algo que reflete em nossa escrita. O que você vai encontrar neste artigo: Existem autores que, além da leitura despretensiosa, almejam desenvolver suas habilidades por meio de obras que oferecem essa possibilidade e se propõem a falar sobre a escrita. Felizmente, há livros de autores cujo intuito é fornecer técnicas e ferramentas para desenvolver as habilidades de escrita de outros autores. Esse é o assunto de hoje. Siga conosco e saiba quais são os nomes mais relevantes quando o assunto é: escrever. Desejamos uma boa leitura! Stephen King, Sobre a escrita (2000) A arte em memórias Stephen King é considerado um dos autores mais influentes da contemporaneidade. São mais de 400 publicações distribuídas em forma de contos, poemas, romances e livros de não ficção. Esse autor norte americano se tornou tão relevante a ponto de suas histórias saírem das páginas de livro e irem às telas de cinema, inspirando filmes, como: Carrie, a estranha; A espera de um milagre; O apanhador de sonhos; Contos da escuridão; A hora da zona morta. Este último foi uma base para uma série de televisão apresentada pelo ator e diretor Anthony Michael Hall. As obras desse importante escritor contemplam, também, escritores e profissionais do texto que fazem da escrita seu ofício e, por isso, estão sempre buscando desenvolvê-la. Esse é o caso, por exemplo, do livro Sobre a escrita – A arte em memórias, que é uma leitura obrigatória aos que querem escrever bons textos. Nessa obra — que quase se assemelha a uma autobiografia, se não fosse pelo fato de que os acontecimentos não são descritos em ordem cronológica —, o autor narra toda sua trajetória no universo da escrita, resgatando memórias e contando experiências a partir das habilidades desenvolvidas que o consagraram como um dos nomes mais relevantes da literatura contemporânea. Nela, o autor de mais de 40 best-sellers oferece uma série de dicas àqueles que desejam melhorar sua capacidade de escrita. Há quem diga que Stephen possui uma linguagem firme e direta. Realmente, em alguns trechos isso pode se confirmar. Será esse um dos segredos para a boa escrita? Só lendo para descobrir. “Mas é a escrita c@c&t&, não é lavar o carro ou passar delineador. Se você levá-la a sério, podemos conversar. Se você não puder ou não quiser é hora de fechar o livro e ir fazer outra coisa. Lavar o carro, talvez.” Steven Pinker, Guia de escrita (2018) Como conceber um texto com clareza, precisão e elegância Steven Pinker é um dos autores mais influentes quando o assunto é a linguagem e a mente. Dentre seus best-sellers, temos, por exemplo, Como a mente funciona; Tábula Rasa; Do que é feito o pensamento. O autor do Guia de escrita – Como conceber um texto com clareza, precisão e elegância é professor do Harvard College e também professor de psicologia da família Johnstone na Universidade de Harvard. Suas contribuições para o meio científico são tantas que foi considerado uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Que honra, não é mesmo? Em sua obra Guia de escrita, o autor critica os manuais de bom uso da língua e repensa-os, trazendo para a forma como mobilizamos a língua na atualidade. O autor atenta seu público sobre a importância de se combater o mal do conhecimento, de evitar o uso dos nomes e substantivos zumbis e da importância de observar as regras sintáticas que regem a construção de frases e, com isso, evitar ambiguidades. Pinker não se restringe aos livros e agracia a todos com sua destreza à escrita, escrevendo com frequência para o The New York Times, The New Republic entre outras revistas de grande relevância. Francine Prose, Para ler como um escritor As medidas: 22 cm de altura x 15 de espessura e 1.6 cm de largura. Essas são as dimensões que você precisa reservar em sua estante para o livro da escritora, romancista e crítica Francine Prose, Para ler como um escritor. É possível ensinar a um escritor o seu ofício? Essa é a questão principal que a autora busca responder em sua obra. Virginia Woolf, Jane Austen, Nabokov, Philip Roth e Flaubert são algumas das fontes que a autora usa para extrair dicas e lições valiosas sobre boas práticas de escrita. Por conter informações específicas acerca dos autores e mercado literário americano, o livro ganhou alguns acréscimos feitos por Ítalo Moriconi. Ele analisa a obra dos grandes mestres da nossa literatura, como Carlos Drummond Andrade, Graciliano Ramos e Machado de Assis. Adriano da Gama Kury: Para falar e escrever melhor o português Já imaginou recordar as temidas e, em alguns casos, nebulosas regras da língua de um jeito leve e descontraído? Foi o que motivou o professor Adriano da Gama Kury a escrever seu livro: Para falar e escrever melhor o português. “Em muitos dos numerosos cursos que venho dando por este Brasil, ouvi sempre dos meus alunos referências à leveza, amenidade e bom humor com que trato assuntos da língua por vezes áridos. (Nunca me esqueci do conselho ouvido numa aula do mestre Paulo Rónai: não é ideal a aula que não provoque sorrisos.) Tudo isso aliado à clareza que apontavam na minha exposição, feita em linguagem acessível. Acreditando que tivessem razão, fui transpondo para a escrita, sem ranço gramatical, muitas dessas aulas: e assim ia nascendo esse livrinho.” Depois de uma dessa, só não corre à livraria quem já tem essa preciosidade! Essa é uma obra que consegue nos despertar para a importância de um texto bem escrito que abrange o estudo das pontuações, vírgulas, crases, hífens e
Storytelling, sabe como usar?

Storytelling é a capacidade de transmitir pensamentos, ideias e fatos por meio de uma narrativa coesa e fluida. Resumindo, é sobre saber contar uma boa história e ajudar seu livro a se conectar melhor com seu leitor. Todo escritor que quer publicar um livro sabe que boas histórias têm uma alta capacidade de inspirar, além de aguçar a curiosidade e fazer com que o leitor direcione a atenção a elas e queira compartilhar com outros. Por isso é imprescindível que o autor saiba contar uma boa história. O que você vai encontrar neste artigo: Storytelling: por onde começar? Na verdade, não existe uma fórmula mágica para fazer um bom storytelling e, consequentemente, saber contar uma boa história. No entanto podemos dar alguns direcionamentos, respondendo a algumas questões: Com quem você quer falar? O que você quer falar? Por que você quer falar? Quando você quer falar? Onde você quer falar? Como você quer falar? Respondendo a essas perguntas, você terá um direcionamento sobre como começar o roteiro do seu livro e logo deve pensar nos elementos da história. Elementos para o Storytelling Há estudos que mostram a presença de um padrão narrativo em histórias famosas e emocionantes que se tornaram excelentes estruturas para a escrita dos livros. Entretanto é preciso ficar atento caso haja necessidade de adaptar a sua obra. Nem sempre tudo será aplicado, mas pode servir de fórmula de orientação para você se inspirar em criar sua história. Herói ou Heroína no storytelling Geralmente as histórias giram em torno de um “herói” que pode ser subjetivo — aquele que passa por uma série de situações e é cercado por elementos principais. O herói geralmente é o personagem principal de uma narrativa. É ele quem carrega a grande responsabilidade do desfecho de um enredo. Construir uma narrativa em volta o herói requer primeiramente um planejamento psicológico sobre este personagem. Você precisa entender quais os pontos fortes, fracos bem como as reações que este personagem tem diante dos conflitos. Para planejar melhor esta parte, recomendamos você baixar nosso Guia sobre Como Desenvolver Personagens. Introdução do storytelling Um dos elementos mais importantes da história é a introdução, afinal, é o momento de localizar: o personagem o espaço o ambiente (época) e a situação em que ele se encontra antes de “algo” acontecer. E vale lembrar que é na introdução que o leitor começa a se identificar com o “herói”, cria uma conexão e faz com que continue a ler a história, portanto capriche. O problema Após a introdução, deve-se apresentar o problema e fazer com que o leitor se identifique com tal, por isso não precisa criar algo extraordinário. É importante que o problema não seja algo subestimado, visto que o herói encontrará alguns impeditivos para solucioná-los. Problema no Storytelling é basicamente a apresentação de um conflito. Um mesma narrativa pode conter diversos conflitos. Através da criação do problema, você já vai dar um prévia ao seu leitor sobre o que o personagem vai enfrentar ao longo do enredo. Superação O herói sempre encontrará aquilo ou alguém que o ajudará a cumprir seu objetivo, mas não será fácil. É certo que surgirão vários obstáculos e ele terá de encontrar maneiras de vencê-los. Essas soluções o farão se sentir cada vez mais pronto para o grande desafio final. A superação é a parte que divide o clímax da narrativa e o desfecho dela. Todo enredo possui um Clímax, ou seja, um ponto alto onde o conflito toma as maiores proporções. Diante disso, o herói encaminha-se para a solução (superação), e logo após isso acontece o desfechou, ou seja, o resultado das ações. O fim O fim é o desfecho em sim. Ele precisa despertar no leitor a confiança e fé de que o herói conseguirá vencer o seu último grande desafio. Após superar o grande desafio, será preciso mostrar o herói se sentindo melhor, mais inteligente, mais maduro e transformado. Para quem pretende escrever um trilogia, por exemplo, o fim é um ótimo lugar para apresentar a prévia de novas aventuras. Conclusão Conseguiu identificar os elementos essenciais do storytelling e como eles entrelaçam o leitor? Claro que você pode seguir caminhos diferentes, mas por que não tentar adaptar sua história em cima desses elementos? Planejar um storytelling é algo que pode ser usado em muitas situações da vida, não somente no ramo literário. A escrita de um anúncio com storytelling, por exemplo, é uma inovação nos dias atuais, já que as corporações têm usado essa técnica para publicidade. Ao invés de apenas mostrar seus produtos, as empresas contam a história das pessoas que o utilizam. Isso mostra que o storytelling tem uma força muito maior que imaginamos. Ela não só serve para entretenimento literário, mas também como ferramenta de convencimento. Continue acompanhando as dicas no Blog da Editora Viseu! Comente abaixo o que você leva em consideração ao elaborar um storytelling.
Sprint de escrita: você sabe como usá-lo?

O Sprint de escrita é muito utilizado durante as maratonas literárias, pois os escritores definem um tempo para realizarem o que lhes é solicitado. Pensando na questão de estabelecer prazos, acredito que esse truque possa te ajudar, e muito, no processo de escrita do seu livro. Mais do que apenas abordar este tema, nós queremos ajudar você a como realizar a sprint de escrita, a fim de que você melhore sua produtividade. Continue lendo para absorver o máximo de informações dessa técnica que é infalível para pessoas que costumam procrastinar em suas tarefas diárias. O que você vai encontrar neste artigo: O que é Sprint? O termo originado no inglês significa “corrida curta” com tempo limitado. Este conceito foi adotado pela área da Gestão (mais especificamente Gestão de Tempo), no intuito de estabelecer tempos limitados para cumprimentos de tarefas. A sprint tem a finalidade de melhorar a produtividade, pois o seu resultado pode mostrar quanto trabalho foi feito em um tempo previamente estipulado. O que essa técnica tem a ver com escrita? O termo nada mais é do que o tempo contabilizado dedicado à escrita e à leitura. Ou seja, você determina 30 minutos de Sprint de escrita e contabiliza quanto escreveu em quantidades de palavras ou quanto leu em quantidade de páginas. Como fazer Sprint de escrita? Conforme abordamos na seção anterior, você precisa estabelecer um tempo e uma meta de quantidade de palavras. Vamos considerar um Sprint de 30 minutos, por exemplo. Ao final de cada sprint você deve registrar seus resultados, conforme ilustramos abaixo: Sprint 01 (30 minutos) – 500 palavras Sprint 02 (30 minutos) – 496 palavras Sprint 03 (30 minutos) – 398 palavras Sprint 04 (30 minutos) – 442 palavras Agora faça uma média da quantidade das palavras que você escreveu em cada uma das sprints. Resultado = 459 (Somamos o resultado de cada uma das 4 sprints acima e depois dividimos por 4) Ou seja, você consegue escrever uma média de 459 palavras em um intervalo de 30 minutos. Com base neste resultado, agora você consegue estabelecer metas para sua escrita. Se você vai se dedicar a um período de 4 horas de escrita, saberá exatamente o quanto vai conseguir produzir neste espaço de tempo. Mas como essa técnica ajuda no meu livro? O Sprint funciona como um desafio diário que o autor determina a si mesmo, estimulando-se a escrever mais, de acordo com a contagem de palavras. É como um atleta de meia maratona que, diariamente, treina para correr mais em menos tempo. O sprint estimula a escrever cada vez mais. Estabeleça, por exemplo, um período de 30 minutos de manhã e 30 minutos à tarde. Este tipo de técnica é essencial para pessoas que costumam procrastinar, ou seja, adiar as suas ações. Lidar com criatividade pode até ser legal, mas às vezes é um desafio, pois nem sempre estamos com disposição para criação. A partir de uma técnica com a Sprint, você se torna mais produtivo e garante de uma forma mais lógica para que você evolua na sua escrita e enfim publique o seu livro. A dica para autores de hoje é Faça o possível para não se distrair com mais nada, então, aquela velha história: celular no silencioso, nenhuma aba do computador aberta (a não ser a de pesquisa). E mesmo que o momento de procrastinação apareça, não desvie sua atenção, escreva sobre outras coisas até que consiga se concentrar novamente. Esse momento do Sprint é de extrema importância, principalmente pela rotina que se cria, permitindo deixar o livro sempre em andamento. Mesmo que pouco, é importante continuar escrevendo. Esse truque tem ajudado muitos escritores, se você já o utiliza, conte-nos; se for tentá-lo, conte-nos também! Continue acompanhando as novidades no Blog da Editora Viseu.
O que é Copywriting e como usá-lo na Escrita de Livros?

O que é o copywriting e qual a sua importância para escritores? Na matéria de hoje, ensinaremos como fazer um bom copy e como você pode usá-lo para se relacionar com seus leitores. O que você vai encontrar neste artigo: O que é Copywriting? Copywriting é a arte de produzir textos persuasivos e incitar seus leitores a tomarem uma determinada decisão. Antes de falar mais sobre o que é o copywriting, pensaremos sobre o propósito da escrita. Algumas pessoas escrevem com o propósito de preencher um vazio, enquanto outras escrevem por prazer. Existem algumas que querem promover alegria através da escrita e outras materializam textos que causam certa inquietação. A escrita e os textos têm a capacidade de provocar emoções, sentimentos e ações. Essa é uma lógica também presente no marketing, sobretudo nos textos publicitários que circulam em blogs, sites e campanhas de anúncio. O objetivo central desses textos é vender um produto ou um serviço, tornando algo reconhecido e promovendo uma determinada marca. E você deve estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com livros? Se você pensa que a escrita persuasiva está restrita somente ao marketing para fins de venda de um produto, precisamos te contar que “NÃO”. A técnica de copywriting é bem mais ampla e abrange não só a comercialização de um produto, como também de uma ideia, da qual os livros estão cheios! Então, quero dizer que você pode e deve utilizar esse recurso não só em suas estratégias de marketing com seus leitores, mas também para vender as ideias de seus textos. Quer entender como usar essa técnica em seu texto? Leia o próximo tópico. 6 passos para desenvolver um copy excelente Separamos aqui 6 dicas para que você entenda quais são os elementos essenciais de uma Copy bem planejada. Esperamos que com essas dicas, a escrita do seu livro possa tomar um rumo ainda mais voltado para a conquista do público. Reflita sobre o seu tema Bons textos vêm de autores que dominam o assunto. Se você quer escrever um copy de sucesso, faça uma pesquisa profunda sobre o tema que será abordado em seu texto. Bons leitores têm sensibilidade para perceber a profundidade e complexidade com a qual um assunto é tratado. Se você fizer isso de forma adequada, será considerado uma referência na área. Leia outras obras para aperfeiçoar o copywriting Como escritor, sei que você passa longas horas do dia lapidando e desenvolvendo sua habilidade de escrita. Mas só escrever não é o suficiente para produzir bons textos, por isso recomendo que reserve um tempo para ler. Leia, mesmo que seja para expandir os pontos de vista sobre determinado assunto. É importante ler para incorporar certas técnicas de escrita de bons autores e principalmente se quiser trabalhar com a intertextualidade. A intertextualidade em seus textos é um recurso que além de demonstrar bom repertório, expressa toda a criatividade daquele que escreve. Além disso, esse recurso pode gerar humor e descontração, fazendo com que seus leitores criem identidade com você. Imagine que você seja um poeta e esteja finalizando a escrita de seu original, mas não sabe muito bem quais são os caminhos para a publicação. De repente, em sua caixa de e-mail, há dois convites de editoras distintas para que você publique sua coletânea de poesias. O assunto do e-mail da primeira editora é algo como: “Venha publicar com a gente” Enquanto o da segunda é: “Terminei meu livro! E agora, José?”. Mesmo que você abra os dois e-mails, certamente o segundo lhe soou mais convidativo por, justamente, trazer o poético na chamada. Esse é o poder da intertextualidade. Atente-se aos erros de copywriting Por escrever regularmente e ler na mesma proporção, as pessoas não esperam erros de ortografia, gramaticais e sintáticos em seus textos. Tenha sempre à disposição boas gramáticas e um dicionário analógico para que seu vocabulário seja cada vez mais ampliado. Uma dica importante que sempre damos aos autores em seu processo de produção é procurar cursos online sobre escrita criativa. Existem muitos cursos voltados para autores de livros, capazes de ajudar na lapidação da linguagem escrita de pessoas com intenção de publicar livros. Dê atenção ao seu público Se alguma vez você recebeu um e-mail marketing com um título tão inusitado que precisou abrir para saber do que se tratava ou virou a capa de um livro porque o título lhe chamou atenção, você provavelmente era o público-alvo nessas ocasiões. Bons escritores têm à disposição recursos necessários para prender a atenção de seus leitores e fazer com que tomem uma ação. Eles têm a receita para um copy de sucesso. Vamos supor que você esteja escrevendo um texto para empresários sobre o mercado financeiro. De maneira mais específica, você está escrevendo sobre o sistema de delivery durante a pandemia. É bem diferente dizer: “Muitos dizem que antes a demanda por esse modelo de entrega era pequena, mas cresceu muito com a pandemia.” Do que dizer: “De acordo com a Mobills, os gastos com aplicativos de entrega atingiram um crescimento de até 149% durante a pandemia.” Em certos gêneros, a presença de um público específico requer certas construções que em outros não é necessária. De modo semelhante, para escritores do universo infantil, não é aconselhável usar termos técnicos e específicos em seus livros. Cada público-alvo demanda recursos específicos para prender a atenção no seu texto. A inspiração não vai te salvar É isso mesmo que você acabou de ler. Embora este título possa soar estranho, ele nos diz algo muito importante: não podemos ficar reféns da inspiração. Imagine você que faz da escrita sua profissão e precisa ser atingido por um raio em forma de ideia toda vez que escrever um texto? Além de depender totalmente da sorte, seu fluxo de produção seria consideravelmente inferior. O ideal é que a prática de escrita seja exercitada dia após dia com muita disciplina. Com o passar do tempo, essa prática ajuda a desenvolver o ponto em que as ideias se encaixam naturalmente. Muitos autores se enganam
Livros-reportagens: como começar?

Dentre os vários gêneros literários e textuais existentes, existe um que é muito comum no mercado editorial chamado livro reportagem (livro-reportagem), o qual tem um caráter de escrita jornalística, com adaptações para o público leitor. O autor faz uma extensa pesquisa e detalha os pontos principais que permeiam grandes feitos da história. Mas, quando falamos em livros de reportagens, os autores geralmente têm dúvidas sobre o que é e como falar sobre determinada pauta, que provavelmente têm milhares de desdobramentos. Pensando nisso, criamos este conteúdo para encurtar a distância entre você e o conhecimento relacionado ao gênero. O que você vai encontrar neste artigo: O que é livro reportagem? O livro reportagem nada mais é que um gênero jornalístico que dá ao leitor mais informações sobre determinado assunto que um jornal ou revista daria. O autor se apropria de um ou mais casos reais e desenvolve uma narrativa que explica com detalhes o caso a fim de que o leitor o acompanhe de forma linear (começo, meio e fim). Como escrever um livro reportagem? Com base em nossa experiência com mais de 5 mil autores, a Editora Viseu reuniu seu time de editores para criarmos este conteúdo repleto de dicas para alavancar a escrita do seu livro reportagem. Continue lendo para que após o artigo você se sinta ainda mais seguro na hora de começar as pesquisas para o seu livro. O que deve conter um livro reportagem? Um bom livro-reportagem é composto por um excelente conteúdo, com descrições minuciosas dos fatos que envolveram o seu início. Os detalhes farão com que o leitor queira participar da história narrada, além de instigar sua curiosidade. Como todo bom livro, a pesquisa é essencial e aqui as fontes são os pilares da história, portanto o jornalista terá de colocar em prática a busca pela informação. Diferente de livros de outros gêneros, o livro-reportagem requer muita delicadeza no momento da pesquisa. As falas devem ser citadas na íntegra, e as pessoas envolvidas nos casos precisam ser consultadas sobre sua menção na obra. Por se tratar de um livro de fatos reais, os leitores poderão confrontar os dados do livro com reportagens online. Por isso reforçamos aqui a importância de ligar os fatos buscando sua veracidade, diminuindo assim as chances de reprovação por parte do público ou da crítica. Cuidado ao mencionar as pessoas envolvidas Não tem como falar de casos reais em um livro reportagem, sem mencionar as pessoas envolvidas no caso. Contudo você deve tomar cuidado com a forma como você menciona as pessoas, cercando-se de elementos legais que asseguram a publicação do seu livro. O ideal é que você tenha um termo de consentimento onde as pessoas envolvidas assinam, mostrando que estão cientes da menção de seu nome na obra. Caso as pessoas não se sintam confortáveis em serem mencionadas, você pode: ou omitir fatos ligados a esta pessoa; ou mascarar o nome fazendo uso de siglas, ou até mesmo mencionando na obra um nome fictício. Faça uso dessas dicas ao desenvolver seu livro reportagem, e assim você evitará problemas que barrem sua publicação ou veiculação do livro. Como captar o depoimento das pessoas? Como mencionamos acima, é muito importante contar com depoimentos reais das pessoas envolvidas no caso que você quer abordar. Há muitos jornalistas que se atém a suas anotações escritas, e isso é essencial, porém existe algo que precise ser observado. Muitas vezes a nossa escrita não consegue detalhar o sentimento real de quem está falando, pois a escrita possui limitações. O ideal é que você grave a pessoa em meio a entrevista a fim de que posteriormente você consiga transcrever a fala, e assim detalhar melhor o depoimento. Como abordar o tema de um livro reportagem? Geralmente, o tema central acaba sendo abordado entre o meio e o fim do livro, visto que a introdução é responsável por retratar o contexto histórico que levou à temática principal. Mencionar nomes envolvidos com a temática enriquece o texto e faz com que o leitor não queira parar de conhecer a história. Coloque capítulos para dividir a história Os capítulos podem ser utilizados para trocar de assunto, entretanto você precisa ambientar muito bem o leitor para que ele não se perca. Essas são algumas dicas que enriqueceram o seu livro-reportagem e farão com que o leitor se sinta parte da história narrada. Continue acompanhando as dicas no Blog da Editora Viseu! Envolva o leitor na história contada Por mais que um livro-reportagem tenha um caráter jornalístico, não significa dizer que um livro deste gênero tenha que ser uma espécie de “matéria gigante”. A linguagem pode ser adaptada em uma narrativa capaz de prender atenção do leitor. Situar o leitor na obra é imprescindível para que você o leve a “participar” do enredo que você preparou para abordar a realidade dos fatos. Um enredo inicial para introduzir o caso assemelha-se ao enredo de uma obra de ficção. A diferença é que vai se tratar de um caso real. Conclusão Esperamos que com essas dicas você se sinta mais seguro em prosseguir com seu objetivo de publicar um livro. Pesquise obras deste gênero, inspire-se, veja como outros autores se portam diante da descrição de um fato real. O momento de inspiração importantíssimo para construção do seu enredo. Caso você já tenha seu livro reportagem pronto ou em fase de finalização, você pode contar com a Editora Viseu para entender como publicá-lo. Continue em nosso Blog! Todas as semanas conteúdos novos voltados para capacitação de autores de livros.
Já encontrou o porquê dos seus leitores?

Ao decidir escrever um livro, indicamos que o primeiro passo do autor seja a análise do público-alvo, ou seja, os leitores do gênero no qual o autor irá produzir a obra. É preciso saber para quem você escreverá e com quem você conversará. Há muitos escritores que não fazem isso e, dessa forma, esse pode ser um dos motivos da falta de sucesso da obra, já que escrever um livro sem direcioná-lo a alguém fará com que ninguém se interesse pela leitura. O que você vai encontrar neste artigo: A visão de sucesso dos leitores Você sabia que, muitas vezes, o sucesso das grandes obras não está ligado ao que faz você escrevê-la, mas sim pelo que você faz? Vou te explicar e, para isso, fugirei um pouco do mundo literário e falarei de uma grande marca: Apple. A Apple, por exemplo, não vende apenas o celular físico, ela busca mostrar ao cliente o motivo pelo qual ela existe e a diferença que faz para ajudá-los a realizarem seus objetivos. Um bom exemplo é a “mania” que as pessoas têm de querer salvar bons momentos, dessa forma, a Apple oferece um celular com alta resolução e memória para o cliente salvar suas fotos. Voltando ao mundo literário, você conquistará o leitor se conseguir mostrar a ele o que seu livro pode proporcionar. Para isso, antes de tudo, no momento do planejamento do seu livro você precisa responder 3 perguntas em relação a sua história: Por quê? Como? O quê? Em seguida você vai entender cada uma dessas indagações. Por quê dos leitores Nós, seres humanos, somos curiosos, inquietos e queremos sempre entender aquilo que não experimentamos, mesmo que nosso subconsciente nos diga o contrário. Como? Diante das oportunidades, buscamos maneiras de aproveitá-las. O quê? Aceitamos e abraçamos as oportunidades que nos foram ofertadas. Ao encontrar o porquê dos seus leitores, você conseguirá utilizar suas habilidades e escrever um livro de sucesso e, quem sabe, virar um best-sellers. Conclusão sobre conhecer os leitores Anote: não importa o que você faz ou como faz, mas sim por que fazê-lo e como isso fará com que os leitores se identifiquem. Independentemente do gênero literário ou da temática do livro, lembre-se de que best-sellers existem em todos as categorias. Por isso estude o seu público-alvo e encontre o porquê dos seus leitores desejarem ler seu livro e faça. Certamente, ao publicar seu livro você terá mais segurança caso tenha planejado essa jornada de conhecimento do seu público previamente. Continue acompanhando as dicas no Blog da Editora Viseu!
Dicas para escrever um livro-reportagem

O livro-reportagem nada mais é que um gênero jornalístico que dá ao leitor mais informações sobre determinado assunto que um jornal ou revista daria e é escrito pelos profissionais da notícia. Diferente de uma reportagem normal, o livro-reportagem remonta um caso específico podendo ser reestruturado dentro de uma narrativa. Há algumas dicas que podem ajudar na estrutura textual, confira: O que você vai encontrar neste artigo: A Reconstituição em um livro-reportagem A reconstituição minuciosa dos fatos é o momento em que o autor responde às famosas perguntas do lead: quem, o quê, por quê, quando, como e onde. Ao responder essas perguntas, o autor mostrará ao leitor o resultado de sua pesquisa e oferecerá a oportunidade de recriar o cenário em que aconteceu os fatos narrados, aumentando, assim, a credibilidade da obra. Descrição Descrever cena a cena para o leitor e contar a evolução dos fatos ao longo do tempo os aproxima da história, o que os estimula a ler mais. Atente-se à descrição. Ambientação Reconstituir o ambiente e a época do fato faz com que o leitor entenda melhor a história que está sendo narrada. Priorize os detalhes. A importância da Fonte em um livro-reportagem Conte a história de maneira fluída, evitando a menção constante de fontes, sem ficar citando a mesma fonte a cada nova informação. Faça isso somente quando necessário. Diálogo Reproduza os diálogos com exatidão, tornando o texto mais vivo, enriquecendo a história e atraindo a atenção do leitor. Passagens Evite passagens repentinas de um assunto para o outro, o ideal é que sempre tenha um elo entre eles. Preferencialmente, monte uma linha lógica de acontecimentos. Conclusão sobre livro-reportagem Independentemente do assunto do livro-reportagem, o autor tem a obrigação de escrever de forma que o leitor entenda todas as questões abordadas na história. O livro-reportagem não é só para narrar um fato, mas para contextualizá-lo e explicar melhor as suas consequências. Essas são algumas dicas para os autores, entretanto cada jornalista pode dar o seu toque pessoal à obra, criar seu estilo de escrita e então publicar o livro. Comece a escrever o seu e conte-nos sua experiência. Continue acompanhando as dicas da Editora Viseu.
Destaque as características dos seus personagens

Ao pensar em escrever uma história, todo autor tem o desejo de que ela se torne inesquecível e passa, então, a se preocupar somente com o enredo do livro, esquecendo-se de construir seus personagens. Os personagens são elementos que dão um certo destaque às características do enredo, uma vez que agem no imaginário coletivo. Características como objetos, roupas ou cores dão uma certa identidade visual e acabam retratando elementos sobre sua personalidade. Características dos personagens Ao decorrer da história, o autor pode (e deve) escolher características específicas para cada personagem, de forma a torná-las mais impactantes e profundas, dando destaque as suas subjetividades. Esses detalhes podem facilitar o reconhecimento do personagem pelo público-alvo. Porém a escolha deve ser feita cuidadosamente e sempre em sintonia com o ambiente/cenário que se pretende dar à história, reforçando a caracterização do personagem. Lembrando que se caprichadas, as escolhas podem ser fundamentais para revelar características dos personagens de forma original e autêntica. Antes de escrever e publicar seu livro, procure planejar seus personagens para que eles tenham profundidade suficiente para promover vínculo com seu leitor. Se você quer acessar um conteúdo completo e qualificado sobre o assunto, é só clicar neste artigo sobre como desenvolver seus personagens. Continue acompanhando as dicas no Blog da Editora Viseu!
Como organizar o excesso ou a escassez de informações em uma história?

Geralmente, os autores, quando começam a escrever uma história, se deparam com alguns contratempos — muita informação/detalhe ou falta disso — e isso pode se tornar um obstáculo no processo criativo. A melhor saída, sempre, é aprender a colocar em ordem os pensamentos, assim, é possível escrever uma história coesa. Para organizar as informações, aí vão algumas dicas: O que você vai encontrar neste artigo: Brainstorming da história Técnica consistente em criar uma lista de ideias sobre a temática do livro, apontando tudo o que conseguimos pensar sobre determinado tópico. É a oportunidade de colocar no papel todas as ideias sobre a história, antes de tentar enquadrá-la em um livro. O brainstorming funciona através da associação livre de ideias, dispensando o pensamento crítico e a edição. Questionamentos Técnica de questionar tudo aquilo que colocará na história, pode fazer com que as respostas ajudem no desenrolar da escrita, como: quais são os sentimentos que quero despertar no leitor? O que os personagens desejam? Qual efeito a cena deve ter sobre os leitores? Mapa Mental da história Técnica consistente em criar um diagrama com a temática central da história e, a partir daí, expandi-lo, adicionando ideias, palavras, ações, cores e características que permitirão estruturar os elementos da história. Plano da história Técnica consistente em definir o plano de partida da história, a partir de: quem, o quê, onde, quando, como, por quê, em quantas cenas, quantos capítulos e diálogos. E, com as respostas definidas, o autor começa a escrever e consegue corrigir possíveis falhas logo no início. Estas são algumas técnicas que podem ajudar a organizar o excesso ou a escassez das informações da sua história e a publicar um bom livro. Se você já usou alguma destas técnicas, conte-nos! Continue acompanhando as dicas no Blog da Editora Viseu.
Como escrever uma história de amor?

O que faz um história de amor ter um sucesso eterno? Por que maioria das obras gravitam em torno de um romance? A maioria dos livros publicados tem sempre um amor perdido entre suas páginas, mesmo que não seja o foco da história. O gênero romance é um dos temas mais abordados, visto que aproxima os leitores e preenche seus corações. Por isso preparamos algumas dicas para escrever uma história de amor: O que você vai encontrar neste artigo: Uma história de amor Sem clichê Ah, mas como vou escrever uma história de amor sem colocar um casal que enfrenta a separação por problemas da vida e, no fim, vence as barreiras? CRIATIVIDADE, explore-a. Existem inúmeras histórias de amores inusitadas e originais que não são publicadas, já que os autores têm medo de sair da zona conforto. Seja diferente! Saia da zona de conforto, use e abuse da sua imaginação. Use e abuse dos coadjuvantes na história de amor Não deixe que sua história gire apenas em torno do casal protagonista, abuse de tramas intrínsecas ou paralelas com os personagens coadjuvantes. Lembre-se de que personagens bem construídos acrescentam o enredo. Saiba o fim da história de amor Quando decidir escrever uma história de amor, tenha o fim sempre em mente, antes mesmo de começar a escrever. Comece seu livro sabendo como ele terminará e isso facilitará o desenrolar da história. Destaque a personalidade dos personagens Descrever a aparência do personagem pode parecer ser perda de tempo, mas isso fará com que o leitor enxergue seus protagonistas como pessoas reais e aumente a credibilidade da história. Sem contar que a personalidade valida as ações, o enredo e o desenvolvimento. Afinal, uma pessoa objetiva e carismática atrai muito mais que uma pessoa loira e alta. Conclusão Escrever uma história de amor é parecido com um casamento, uma espécie de amor e ódio pela história que fará com que você queira desistir. Mas acredite nesse casamento e lembre-se de que é na alegria e na tristeza e que, assim, vocês terão lindos filhos no futuro. Se você já tem uma história de amor e tem dúvidas sobre como publicar um livro, clique e acesse este conteúdo completo.
Como escrever diálogos?

De uma história, os leitores são ferramentas que os escritores utilizam para dar aos personagens, que eles me relatam para o tempo real e possibilitam ao leitor, de forma direta, como expressam se comportam, se relacionam e se relacionam. Afirme que um diálogo entre os personagens que podemos agir é verbalmente. Nas histórias de ficção, o diálogo é escrito de forma que os personagens provocam uma reação no seu interlocutor. Por outro lado, os diálogos são ferramentas que podem dar suavidade ao texto, agilizar a trama e revelar os personagens — sua história perde muito se não o utilizar de forma correta. Escrever diálogos é uma arte que pode ser aprendida e te ensinaremos agora: Ouça a voz dos seus personagens Você pode utilizar o discurso indireto, no qual o narrador fala pelo seu personagem; entretanto, caso você queira que o leitor se identifique com seus personagens e com a história, você deve utilizar o discurso direto se quer que eles falem em seus textos. O diálogo aproxima Quando o leitor se envolve com o diálogo, é como se ele vive a cena, pois as vozes dos personagens recriam na sua mente. O narrador não precisa dizer que o personagem está mentindo, o diálogo de uma forma que o pode ler isso. Momento de usar os diálogos Não existe momento ideal para colocar um diálogo, tudo depende da sua história e do processo de escrita. Geralmente, o diálogo é utilizado para aproximar o leitor do personagem, dar ritmo à história, oferecer pistas da trama, complementar uma ação etc. 1. Evite falar demais O diálogo serve para dar voz ao personagem, mas evite falar demais, pois dar muitos detalhes do enredo pode prejudicar sua história. O diálogo fica melhor quando tem uma breve narração em oposição à exposição excessiva. 2. Não coloque informações óbvias Muitas vezes, os autores se utilizam do diálogo para escrever coisas óbvias que já aparecem no subtexto. Por exemplo, uma cena em que o personagem vai atender ao telefone, o narrador diz que ele atenderá e o diálogo começa com “alô”. Ou o narrador fala, ou o personagem dialoga. 3. Use o conflito entre personagens O diálogo é geralmente entre duas pessoas, portanto utilize-o para mostrar o conflito de opiniões, de ponto de vistas etc. 4. Mantenha o ritmo O diálogo precisa manter um ritmo, isso é importante. Você pode balancear o diálogo com a narração, com a descrição e deixar os diálogos menores. Que tal colocar em prática?
Como dar voz ao personagem do seu livro?

Como melhorar o personagem do meu livro? Os personagens são importantes e dar voz a eles mais com que a história se torne coesa e que seu personagem seja mais convincente. Como descobrir a voz do meu personagem? É preciso conhecer bem uma voz dele para conseguir traduzir o que ele sente em palavras e fazer com que o leitor se indique e faça. O que você vai encontrar neste artigo: Ouça a voz do seu personagem É importante visualizar seu personagem, mas mais importante ainda é ouvido-lo. Um exercício legal é desenhá-lo, colocando no papel tudo que vier na cabeça a respeito, como coisas do seu passado, vícios de linguagem, quem é, o que ele já viveu e até seus sonhos. Fale em voz alta, imite seu personagem Falar em voz alta permite que você descubra a voz do seu personagem. Escreva uma carta Utilize a lógica por trás da carta, que é a confissão, contando o porquê de ele ser daquela maneira. Crie, imagine uma possível resposta e escreva a carta. Não utilize apenas diálogos para divulgar seus personagens A narração pode ser utilizada para revelar o interior do seu personagem. Diálogo, muitas vezes, restringe. Voz psicológica do personagem Libere a voz psicológica do personagem e revele, por meio narração, quem é o personagem. Permita pequenos fluxos de consciência e isso fará com que o leitor saiba quem é o personagem.
Como iniciar a minha história?

Muitas vezes, a empolgação de escrever um livro acaba quando não sabemos como começar. E tranquilo, isso acontece com a maioria dos autores. Essa dificuldade é normal, já que empolgação não quer dizer criatividade. O que importa é dedicar-se, pois o início é o mais atrativo do livro, é o momento em que você prende o leitor e desperta sua curiosidade em querer chegar até a última página. Geralmente, ao começar o primeiro capítulo, o autor já tem em mente as ideias principais anotadas, o enredo esquematizado e a conclusão pronta. Mas o fatídico início não faz nem ideia… Vamos começar? Os autores, por vezes, começam os livros de forma lógica, preparando o leitor para o que virá até o final. No entanto o leitor não quer isso, ele quer mais. Por este motivo, você precisa escolher algo emocionante para começar seu capítulo. Fuja de um início monótono e você conquistará a atenção do seu público. A emoção pode vir de um acontecimento importante, do suspense, da reflexão e de detalhes que estimularão os questionamentos e as suas curiosidades. Além disso, você deve dar sentido à história, apresentar uma informação importante e um diálogo chave. Ao decorrer de sua obra, é preciso criar um dinamismo e, com isso, responder aos questionamentos apresentados nos capítulos. Sendo assim, é possível levantar mistérios e solucioná-los depois. O que você vai encontrar neste artigo: O que não pode faltar no primeiro capítulo? 1. Personagem principal Pode parecer lógico, mas há quem se esqueça de colocar o protagonista no primeiro capítulo. Não há necessidade de passar o capítulo inteiro caracterizando o personagem principal, faça a menção de forma sucinta. É o momento de o personagem conquistar a simpatia do leitor. Como fazer isso? Questione-se sobre o motivo por gostar tanto do seu personagem e mostre, aos poucos, quem ele realmente é, seus valores, princípios e qual é sua luta. Mas não significa destinar o primeiro capítulo a elogiá-lo, não. Você contará, de forma breve, e tecerá os fatos que decorrerão durante o livro. 2. Antagonista O antagonista não necessariamente é o vilão da história, ele simplesmente é alguém que tem os objetivos opostos aos do protagonista. É essa a sacada que deve permanecer no primeiro capítulo, a de que o protagonista terá desafios ao longo da trama. 3. Não exagere com os personagens secundários Alguns autores enchem o primeiro capítulo de personagens que, ao longo da história, acabam sumindo sozinhos. Deixe que os personagens apareçam durante a trama e lembre-se de que quanto mais personagens a sua história tiver, mais esquecido ficará o principal. 4. Estilo O tom do seu livro, assim como a essência, precisam ficar claros nos parágrafos iniciais. Se o seu livro é de uma história de comédia, o tom de bom humor precisa ficar explícito. 5. Ambiente Neste primeiro capítulo, é preciso esclarecer ao leitor onde a história acontecerá, a fim de envolvê-lo e ambientá-lo. Lembrando que sem descrições e sem muitos detalhes, guarde essas informações para os próximos capítulos. 6. Termine com suspense Mais uma vez, o primeiro capítulo, na maioria das vezes, é o que determina se o leitor continuará até o fim ou não. Então, ao fim do primeiro capítulo, deixe o suspense no ar. Essas são orientações para sua obra, nada escrito acima é regra. Entretanto vale lembrar que muitos autores de sucesso se baseiam nisso e o resultado é certeiro. Checklist: O protagonista foi apresentado? Foi definido claramente o que ele quer? Foram eliminados detalhes desnecessários sobre ele? As características mais importantes do protagonista, as que são capazes de conquistar a empatia dos leitores, estão claras? A quantidade de personagens secundárias é pequena o suficiente para não ofuscar o protagonista? O antagonista foi apresentado? O tom e o estilo do livro são percebidos nos parágrafos introdutórios? Está claro onde e quando ocorre a trama? Foram inseridos elementos que despertem a curiosidade dos leitores sobre o que será revelado mais à frente no livro? Esperamos que tenha gostado desse artigo e que tenhamos conseguido te explicar melhor como começar o seu livro com o “pé direito”. Se tiver dúvidas ou sugestões de pautas, deixe nos comentários.
Backstory

Todo bom livro tem bons personagens, no entanto o problema está na hora de descrevê-lo. Criar personagens nem sempre é uma tarefa fácil e, por isso, muitos autores utilizam o Backstory. O que você vai encontrar neste artigo: O que é Backstory? Também conhecido como história de fundo, backstory é a narrativa sobre o personagem, por exemplo, quem é o personagem e por que o personagem é do jeito que é. Informações essas que nem sempre são escritas ao decorrer dos capítulos, mas que fazem toda a diferença para a criação do personagem. As histórias de fundo mais abrangentes começam desde o nascimento do personagem e terminam com o início do seu romance. Geralmente, é em ordem cronológica e explica os fatos durante a vida dele. Dica: lembre-se de que, na maioria das vezes, o backstory não aparece no seu livro, porém serve apenas para te orientar durante a escrita. Conhecendo muito bem seu personagem, é mais fácil criar até mesmo os diálogos. Dessa forma, é possível afirmar que o objetivo de escrever uma história de fundo é criar um personagem realista, alguém que os leitores se identifiquem por possuírem histórias semelhantes. Conhecer as subjetividades dos seus personagens os tornará mais reais a você e, consequentemente, mais reais aos seus leitores. Um backstory leva tempo e criatividade para ser criado, mas saiba que isso melhorará a sua qualidade de escrita. Pratique! Continue acompanhando as dicas em nosso blog.