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Entre o caos e a consciência: uma jornada de reencontro com a própria essência

Sumário

Há momentos em que a vida parece perder o sentido.

“O Caseiro” nasce justamente desse ponto: o instante em que o caos interno já não pode mais ser ignorado e a necessidade de mudança se torna inevitável. A obra conduz o leitor por uma jornada profunda de autoconhecimento, onde o reencontro com a própria essência se revela como o verdadeiro caminho para a transformação.

Com uma narrativa sensível e reflexiva, o livro vai além da ficção para tocar em questões universais — identidade, consciência, ego e amor-próprio. Mais do que contar uma história, propõe um mergulho interior, daqueles que ecoam muito depois da última página.

Conversamos com a autora para entender mais sobre sua trajetória, inspirações e o processo por trás dessa obra que, como ela mesma aponta, fala de todos nós.

Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora?

Dediquei-me à atuação em áreas da Medicina desde sempre. E, desde sempre, sabia estar negligenciando um aspecto essencial, minha paixão pela escrita. Passados os anos, a idade desacelerando meus dias, o que era apenas um desejo passou a se formar em necessidade. Não escrever se tornou traição. Sentei-me à frente do computador, página em branco, sequer imaginando sobre o quê dissertar. Pensei em conteúdos mais técnicos, com os quais tinha alguma familiaridade. Desanimei… Eu queria dizer algo meu, nascido das minhas experiências, não um compilado de dados científicos. Pelos anos vividos, recebendo e dialogando com pessoas que me procuravam em minha prática, percebi uma linha condutora bastante frequente, comum à vida de muitos deles. Olhei para a minha vida e vi o mesmo desenrolar, salvo as particularidades de cada um. Nesta percepção eu encontrei uma história possível.

O que te inspirou a escrever o livro?

Imaginei que, se eu pudesse condensar as histórias que ouvi, tão interessantes todas elas e, ao mesmo tempo, tão similares, em uma narrativa única, chegaríamos a um “mapa” do caminho inevitável percorrido por tantos, o “mapa” do caminho da reflexão, do entendimento de si mesmo, da busca por aceitação e bem-estar, da reinvenção para uma vida mais feliz e equilibrada.

Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro?

Nos anos dedicados aos estudos de neurofisiologia, comportamento e técnicas de aceitação e enfrentamento percebi grandes mudanças em minha forma de encarar e perceber meu entorno, minhas histórias pregressas, meus medos e traumas camuflados de mim mesma. Espelhava tudo e todos que buscavam minha interlocução. Instigava-os a procurar pelo caminho do auto entendimento, da reflexão e do compromisso com a mudança. Cada um com sua trilha particular, exclusiva. Eu apenas acompanhava, como um “guarda-corpos” à beira das estradas, fornecendo orientações genéricas, observando e cuidando do processo. Mas, mais do que isso, acabava por fazer deste o meu caminhar. Dentro do meu universo, eu crescia junto. Em todos nós se desenrola um balé ininterrupto entre a consciência – a essência e o ego – interface do ser com o mundo. Como apontei na sinopse, é a história de todos nós.

Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro?

Desprender-me do conceito arraigado de basear o dito em dados estatísticos, de meta-análises, estudos científicos revisados por pares e publicados em revistas de impacto nos meios acadêmicos foi um enorme desafio. Demorei para me sentir minimamente confortável em dizer o que penso e sinto. Devo aqui confessar o surgimento de um senso de liberdade, de explosão de ideias que não sabia existir dentro de mim. Com certeza foi mais um passo adiante nesta magnífica e eterna evolução da minha alma. O texto minou das pontas dos meus dedos, eu meio que em estado hipnótico. Transbordei e preenchi as páginas com palavras e com vivências.

Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro?

Trouxe para o livro compreensões dos inúmeros trabalhos, livros, escritos científicos, frases e dizeres ouvidos ao longo dos meus dias, muitos dos quais não recordo a origem. Posso apontar no enredo, muitas ideias e conceitos adquiridos e considerados nas leituras de filosofia, das escolas da psicologia, sobre as mais diversas religiões, histórias antigas passadas de geração a geração em terras longínquas… Devo ressaltar que todas estas leituras foram fruto de interesse genuíno sobre os mais diversos assuntos e nunca abordadas de forma acadêmica. São traços de um desenho produzido a mão livre sem a menor pretensão de ostentar contornos perfeitos, simetrias ou estética impecável. Embora minha intenção fosse apontar um caminho comum, o livro acaba por retratar as maravilhosas imperfeições das lentes através das quais eu vejo o mundo. Sem a frieza da exatidão estatística, sem a pretensão de ser inquestionável.

Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar?

“A vida é autobiográfica”. Dispensa comentários…

Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro?

Como já apontei, escrever livremente, expor minhas percepções, sem me atentar a corroborar os dados de forma racional, sem explicar a ousadia da imaginação, foi um grande desafio. E como também já citei, uma grande libertação. Creio ter iluminado um recanto da minha alma que jazia, inconformada, na escuridão há muito tempo.

Como você espera que seu livro impacte os leitores?

A intenção é o próprio projeto desenvolvido. Desejo que o leitor, capítulo a capítulo, seja conduzido à reflexão, à aceitação de si mesmo e de sua história e à libertação, traduzida naquele suspiro que manifesta, no meio do peito, um Universo inteiro.

Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir?

Nosso entorno é o espelho do que está dentro. Ele traduz nossa visão interna, nosso conceito de nós mesmo. Cada um é essência, consciência. E isso é tudo o que há.

Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo?

A história fala do personagem cindido em consciência e ego. Na qualidade das tensões entre eles. Na dança que desenvolvem entre si em busca de um caminho comum, proveitoso para ambos. Para mim, o personagem mais significativo é, indubitavelmente, o leitor.

Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores?

Da literatura nasce o instrumental para que desafiemos toda e qualquer realidade limitada pela falta de informação, falta de ideias, falta de experiências emocionais que enriqueçam as nossas próprias. A leitura diversifica, expande. Cada livro em que mergulhamos é uma vida a mais que vivemos dentro desta nossa, com todas as suas dores, acontecimentos, aprendizados e evolução.

Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever?

Na atualidade, não podemos ocultar a importância dos incríveis professores, dos palestrantes e de pessoas genuinamente sinceras e cordiais que nos agraciam com vídeos, podcasts, entrevistas. Estamos mergulhados em um oceano de oportunidades. Garimpando e separando o que nos é benéfico, afastando-nos do que não nos é, vivemos tempos incríveis.

O que a literatura e a escrita significam para você?

Descobri uma seara de liberdade, de autoavaliação, reforma íntima e crescimento pessoal. Hoje abraço a escrita com humildade e gratidão. Escrevo na categoria de literatura de ficção, mas, aqui dentro de mim, chamo-a de romance terapêutico…

Quais são seus planos futuros como escritora? Há novos projetos em desenvolvimento?

Estou trabalhando atualmente na mesma linha, trazendo para o papel caminhos intencionados ao bem-estar e ao crescimento. Percebi que, enquanto tiver questões a resolver, as ideias seguirão brotando.

Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro?

Sente, respire fundo e escreva. Quando as ideias não vêm, escreva. Quando não estiver disposto, escreva. Escreva pelo menos uma hora por dia. Apague, delete, desconsidere se assim decidir. Reescreva tudo se tiver vontade. Mas sente-se por pelo menos uma hora por dia. Quando menos esperar, estará tudo ali. Registrado. Pronto, à sua frente. ESCREVA!

“O Caseiro” é mais do que uma narrativa — é um espelho.

Ao longo de sua jornada, o leitor é convidado a revisitar suas próprias histórias, reconhecer seus conflitos e, principalmente, reconectar-se com aquilo que há de mais essencial: a própria consciência.

Se você busca uma leitura que provoque reflexão, transformação e um verdadeiro reencontro consigo mesmo, essa obra é para você.

📚 Adquira já o seu exemplar e permita-se viver essa jornada de autoconhecimento e reconstrução.

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