Em um cenário cada vez mais marcado pela desinformação, pelas narrativas manipuladas e pelo excesso de estímulos digitais, compreender os bastidores da comunicação política se torna essencial.
A Delicada (ou não) Arte da Desconstrução Política surge como um convite direto ao leitor: olhar além das aparências e questionar aquilo que muitas vezes é aceito sem reflexão.
Com uma abordagem intensa e provocativa, Marcelo Senise compartilha sua vivência no marketing político para revelar as engrenagens que movem campanhas, discursos e estratégias de persuasão. Entre dilemas éticos, experiências pessoais e análises sobre o impacto da tecnologia, a obra propõe um mergulho necessário no funcionamento da política contemporânea.
Mais do que expor mecanismos, o livro instiga uma mudança de postura: compreender, questionar e reconstruir o olhar sobre a realidade.
Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autor?
Minha jornada é indissociável da minha trajetória no marketing político. Atuo há décadas nos bastidores do poder, vivenciando desde as campanhas tradicionais até a revolução da Inteligência Artificial e do neuromarketing. Escrever este livro foi o resultado de um processo de “desconstrução” da minha própria vida — passei por auges profissionais, abismos pessoais e um renascimento que me permitiu olhar para a política não apenas como um jogo de poder, mas como uma ciência da psique humana.O que o inspirou a escrever o livro?
A principal inspiração foi a necessidade de expor a “indústria criminosa” da desinformação. Vivemos em uma era onde a verdade e a mentira se tornaram tênues. Eu quis oferecer um guia que mostrasse como a desconstrução política pode ser usada de forma ética para desmascarar narrativas falsas e devolver ao eleitor o poder da escolha consciente, utilizando ferramentas modernas.Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro?
O livro é muito honesto nesse sentido. Eu relato minha passagem pelo “Hospital dos Estivadores”, minha luta contra a autodestruição e como recuperei minha essência. Essa resiliência pessoal é o que aplico na política: para reconstruir uma imagem ou uma narrativa, muitas vezes é preciso desconstruir o que está posto, enfrentando as sombras com coragem e estratégia.Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro?
Foi um processo de organização de memórias e metodologias. Eu quis unir o storytelling das campanhas que coordenei (como os casos Arruda, Luiz Miranda e Emanuel Pinheiro) com a fundamentação técnica do neuromarketing e da IA. O livro foi estruturado para ser tanto um relato biográfico quanto um manual estratégico para quem deseja entender as engrenagens ocultas da comunicação política.Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro?
Bebi na fonte da filosofia, especialmente em Jacques Derrida e seu conceito de desconstrução. No campo da estratégia, as referências passam por clássicos como Maquiavel e Sun Tzu, mas com uma roupagem moderna trazida pela neurociência e por teóricos da comunicação digital e do combate às fake news.Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro?
O maior desafio foi encontrar o equilíbrio entre a agressividade estratégica necessária na desconstrução e o rigor ético. Reviver momentos de crise pessoal e profissional para colocá-los no papel também exigiu uma dose extra de coragem, mas era necessário para dar autenticidade à obra.Como você espera que seu livro impacte os leitores?
Espero que ele funcione como um “colírio” para os cidadãos e um guia para profissionais. Quero que o leitor deixe de ser um “fantoche” do sistema límbico e passe a questionar as narrativas que recebe, entendendo que a política é feita de símbolos, emoções e, acima de tudo, de escolhas baseadas em dados e verdade.Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir?
A mensagem de que a verdade é o escudo e a espada mais poderosos. No cenário atual, a desconstrução ética é a única ferramenta capaz de enfrentar a desinformação e fortalecer a democracia.Há algum personagem ou história no livro que você considera particularmente significativo?
O caso da “Madrasta Fantasma” na campanha de Emanuel Pinheiro é emblemático. Ele mostra como uma investigação minuciosa e uma narrativa bem construída podem transformar um cenário de derrota iminente em uma vitória histórica, utilizando o humor e a verdade para desconstruir o adversário.Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores?
A literatura política e técnica expande o senso crítico. Ela permite que o leitor saia da bolha das redes sociais e mergulhe em reflexões mais profundas sobre como a sociedade é moldada pelas palavras e pelas tecnologias de persuasão.Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever?
A observação do comportamento humano e a evolução tecnológica. A Inteligência Artificial me fascina não apenas como ferramenta, mas como um novo horizonte para a comunicação. Além disso, a música (como o reggae mencionado no livro) e a espiritualidade são pilares que oxigenam minha criatividade.O que a literatura e a escrita significam para você?
Para mim, escrever é uma forma de deixar um legado. É organizar o caos das trincheiras políticas em algo que possa servir de aprendizado para as próximas gerações de estrategistas e para o eleitor comum.Quais são seus planos futuros como escritor? Há novos projetos em desenvolvimento?
“Meu compromisso com a literatura política e a ética digital entra agora em uma fase de produção intensa e estratégica. Atualmente, estou profundamente empenhado na criação de três e-books exclusivos, focados especificamente na Blindagem de Campanhas Eleitorais, oferecendo ferramentas práticas para que candidatos e instituições sobrevivam à guerra informacional. Além disso, preparo o lançamento da minha nova obra principal para junho de 2026, intitulada ‘A Complexa Arte da Blindagem’. Este livro é um divisor de águas na minha carreira, consolidando minha atuação na presidência do IRIA e minha dedicação em disseminar as resoluções do TSE. O objetivo é mostrar como a tecnologia, quando guiada pela ética, é a maior aliada da transparência eleitoral. Para este ano, também estão no radar participações em podcasts e conferências para debater esses novos mecanismos de defesa democrática.”Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro?
Seja autêntico e não tenha medo das suas cicatrizes. As pessoas se conectam com histórias reais. No campo técnico, estude a psique humana; no campo pessoal, escreva sobre aquilo que você viveu intensamente. A técnica você aprimora, mas a verdade da sua jornada é o que realmente prende o leitor.A Delicada (ou não) Arte da Desconstrução Política é mais do que uma obra sobre campanhas eleitorais — é um convite à reflexão crítica sobre o mundo em que vivemos.
Ao revelar os bastidores da comunicação política e os impactos da desinformação, o livro provoca o leitor a repensar suas percepções e assumir um papel mais consciente diante das narrativas que o cercam.
Se você busca uma leitura provocadora, atual e necessária, essa obra é para você.
📚 Garanta já o seu exemplar e aprofunde seu olhar sobre política, verdade e transformação.