A fantasia sempre foi um convite para explorar mundos extraordinários, conhecer personagens marcantes e viver aventuras capazes de despertar a imaginação. Em As Crônicas do Novo Continente: A Menina Oráculo (Livro 1), o autor R.B. apresenta uma narrativa que combina elementos clássicos da fantasia medieval com a riqueza do folclore brasileiro, criando um universo original e repleto de possibilidades.
Partindo de uma situação aparentemente comum, a história acompanha Urael, cuja vida muda completamente após um acontecimento inesperado. A partir desse momento, o protagonista é levado a integrar um improvável grupo de aventureiros, dando início a uma jornada marcada por descobertas, desafios e referências que dialogam tanto com a cultura brasileira quanto com grandes clássicos do gênero.
Nesta entrevista, R.B. compartilha detalhes sobre sua trajetória como escritor, suas inspirações, o processo criativo por trás da obra e a paixão por construir um mundo que homenageia a fantasia enquanto valoriza a mitologia, a geografia e a diversidade cultural do Brasil.
Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autor?
Desde sempre gostei de histórias de fantasia e o gênero me cativa. Ao longo da vida, sempre busquei esse tema. Sou de 1979 e diria que tudo começou com Sítio do Picapau Amarelo; Conan, o filme de 1982; He-Man, Caverna do Dragão, História Sem Fim e mais diversos títulos do gênero, como Senhor dos Anéis, por exemplo. Num momento entre carreiras, já tive várias, após conversar com meu professor de desenho, ele me passou um livro de como construir roteiros, isso lá entre 2012 e 2013. Comecei a estudar, daí entrei no banco. Em 2023, isso, dez anos depois, resolvi retomar os estudos e, durante os exercícios do livro em questão, brotaram os personagens e a história. O livro em questão: Manual do Roteiro, de Syd Field.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
O que o inspirou a escrever o livro?
Quando vi o resultado das personagens que estava criando, comecei a criar um mundo ao redor delas e aprofundar a história e a geografia desse mundo. Comecei a ler sobre paleontologia, geografia e folclore. O livro tinha que sair.Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro?
Toda a minha trajetória desde a infância nerd, a adolescência de metaleiro, a faculdade de veterinária com foco em ciências agrárias, as experiências com o trabalho em frigoríficos de pescados tanto no litoral de São Paulo como no Amapá. O período como produtor rural criando ovelhas e gado e cuidando das benfeitorias e, por fim, a prática constante de artes marciais, no caso kung fu e kick-boxing, a prática da musculação e, por fim, viajar pelo Brasil como motociclista e as relações interpessoais com esses diversos nichos e culturas são refletidos no livro.Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro?
Não foi apenas a elaboração de personagens e de mundo. Esse mundo precisava conversar com o público, ser palatável, compreensível e familiar. Para isso adaptei os elementos do folclore brasileiro com o tradicionalmente conhecido do público de fantasia medieval, filmes de capa e espada e épicos mitológicos. Eu tinha que fazer a mistura, eu tinha que nivelar, e isso fez o processo criativo ser mais profundo e rico. Claro que será revelado aos poucos e, neste primeiro livro, apenas arranhamos a superfície.Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro?
Antes de tudo, acredito que o material de Tolkien, não tem como. Caverna do Dragão, Conan, diversos elementos de games como The Witcher e Skyrim, da série The Elder Scrolls. O universo de Warcraft e Diablo, da Blizzard, também ajudaram muito e, claro, a cultura pop nacional, com destaque para Sítio do Picapau Amarelo.Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar?
“… Paciência é a virtude do predador — a sombra da voz espectral manifestou-se.”
Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro?
Conseguir transmitir de forma organizada o turbilhão de ideias que se formava na minha mente.Como você espera que seu livro impacte os leitores?
Além do entretenimento com a história em si, espero que os leitores busquem saber mais sobre os povos originários, sua cultura e história, mais sobre folclore e geografia do nosso amado Brasil. Espero também que se surpreendam como eu me surpreendi ao pesquisar sobre a megafauna do nosso país, que é espetacular e exuberante.Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo?
Um dos personagens que mais cresceu durante a história foi Zhambar. Pode-se dizer que, através dele, eu reinventei o conceito de Saci de forma cativante.Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores?
Além da clássica mensagem de superação, espero que faça com que os leitores pesquisem mais sobre o Brasil e sua mitologia, geografia, história e paleontologia. É um país rico e repleto de uma diversidade ampla de ambientes, espécies e culturas, e a nossa constante miscigenação é algo ainda mais fascinante. Quero que o folclore nacional faça parte da rotina deles como os elementos clássicos de fantasia e mitologia de outros países já fazem.Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever?
Citei filmes e jogos. Filmes como Labirinto, O Labirinto do Fauno, a trilogia Star Wars, Senhor dos Anéis, História Sem Fim, O Cristal Encantado, entre diversos outros filmes e quadrinhos como Sandman, de Neil Gaiman, entre outros. A cultura pop é vasta e bebi de diversas fontes. Games como Final Fantasy, Valkyrie Profile, séries como Vikings, Game of Thrones, entre outras. A série original da TV do Sítio do Picapau Amarelo, dos anos 70 e 80, acredito ser o ponto de partida. Muitos animes também trazem uma boa carga de personagens e histórias incríveis.O que a literatura e a escrita significam para você?
Inicialmente é um escape e um ótimo remédio para a ansiedade. Confesso que também carregam uma jornada de autoconhecimento, além de uma ótima oportunidade de buscar mais conhecimento e aprender mais sobre os mais diversos assuntos.Quais são seus planos futuros como escritor? Há novos projetos em desenvolvimento?
Pretendo escrever mais dois livros que continuam a história do primeiro, trabalhar em spin-offs e histórias paralelas. Material como cards, animações, jogos e o que mais puder ser feito para ilustrar e expandir o mundo que comecei a criar com este primeiro livro.Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro?
Não tenha pressa e revise sempre!Ao reunir aventura, fantasia épica e elementos profundamente enraizados na cultura brasileira, As Crônicas do Novo Continente: A Menina Oráculo (Livro 1) propõe uma experiência que dialoga tanto com leitores apaixonados pelos grandes clássicos do gênero quanto com aqueles que desejam conhecer uma fantasia inspirada na riqueza do nosso próprio folclore.
Mais do que apresentar uma nova jornada, R.B. convida o público a explorar um universo em constante expansão, onde personagens, mitologia e referências nacionais se entrelaçam para dar vida a uma narrativa que promete crescer a cada novo capítulo.
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