Como Escrever um Poema: Do Olhar Poético à Obra Final

A poesia é uma das mais antigas formas de arte da humanidade. Antes da escrita, já existiam os cantos e os versos recitados em rituais, usados para transmitir memórias e emoções. Na Grécia Antiga, a poesia era inseparável da música e da dança. No Japão, o haicai nasceu da contemplação da natureza. No Brasil, nossa tradição poética é rica, passando pelas trovas coloniais, pelos sonetos de Gregório de Matos, pelo lirismo de Castro Alves e pela liberdade de Manuel Bandeira. Poetas como Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade nos mostraram que a poesia pode ter múltiplas vozes e pode surgir das coisas mais simples do dia a dia. Escrever um poema é, acima de tudo, traduzir em palavras aquilo que muitas vezes não conseguimos expressar. O que importa não é a forma em si, mas a capacidade de transformar sentimentos em linguagem. Poemas de amor, por exemplo, são a prova de como a emoção mais universal pode ganhar uma infinidade de formas. Neste guia, vamos explorar as bases da escrita poética, desde a distinção entre poesia e poema até as técnicas essenciais, com exercícios práticos para te ajudar a dar os primeiros passos. Técnicas e Primeiros Passos Poesia e Poema: Uma Distinção Essencial Você sabe a diferença? Fernando Pessoa nos ajuda a entender essa distinção com sua famosa frase: “A poesia é a surpresa de haver coisas que existem, e de como existem.” Poesia é a experiência estética, o sentimento que nos toca ao ver um pôr do sol, ao ouvir uma canção ou ao perceber a beleza em algo inesperado. A poesia não precisa ser escrita; ela está na vivência, na percepção, no instante de assombro ou de melancolia. Poema é a forma escrita que materializa a poesia. Ele organiza palavras em versos e estrofes, cria ritmo e usa recursos de linguagem para dar corpo àquele sentimento. Nem toda poesia vira poema, mas todo poema deve carregar poesia em sua essência. Exemplo Prático: Relato: “Hoje tomei café na varanda.” Poema: “O café fumegava na varanda / como uma manhã desperta.” O poema não apenas informa, ele cria uma imagem e desperta um sentimento. Ele convida o leitor a sentir a cena, não apenas a conhecê-la. Os Elementos da Escrita Poética Para transformar a poesia em poema, usamos algumas ferramentas. a) O Ritmo: A Música Escondida nas Palavras O ritmo é a cadência do poema, o que dá musicalidade à leitura. Mesmo em poemas sem rima, o ritmo existe. Ele pode vir da métrica, da repetição de palavras ou da quebra dos versos. A métrica, a contagem de sílabas poéticas, é o esqueleto do poema. Métrica Tradicional: A contagem de sílabas poéticas cria estruturas como a redondilha (7 ou 5 sílabas) e o decassílabo (10 sílabas), que conferem um tom popular ou solene. A redondilha maior, por exemplo, é a base da poesia de cordel, tornando-a acessível e fácil de memorizar. O decassílabo, por sua vez, é a medida dos grandes sonetos clássicos, como os de Camões. Exemplo: Compare a frase “A chuva cai no telhado escuro” com a quebra em versos: “A chuva cai / no telhado escuro.” A quebra cria uma pausa e um novo ritmo, mudando a forma como a frase é sentida. b) A Musicalidade: Rima, Aliteração e Assonância A música da poesia não depende apenas do ritmo, mas também dos sons. Rima: A repetição de sons no final dos versos. Ela pode ser rica (palavras de classes gramaticais diferentes), pobre (mesma classe gramatical) ou rara (difícil de encontrar). A rima conecta os versos e reforça a musicalidade. Aliteração: A repetição de sons consonantais. Em “Vozes veladas, veludosas vozes…” de Cruz e Sousa, o som do “v” cria uma sensação de sussurro. Assonância: A repetição de sons vocálicos. É uma melodia sutil que pode dar um tom de melancolia ou alegria. Essas ferramentas sonoras são como os instrumentos de uma orquestra. O poeta escolhe quais usar para criar a melodia que deseja. c) Imagem e Metáfora: Mostre, Não Diga A força da poesia está em evocar sentimentos e ideias sem ser literal. Em vez de explicar, o poeta mostra por meio de imagens e figuras de linguagem. Metáfora: É a comparação implícita. Quando Drummond diz “No meio do caminho tinha uma pedra”, a pedra não é só um objeto, é uma metáfora para os obstáculos da vida. A metáfora é o coração da linguagem poética. Metonímia: Substitui um termo por outro para criar uma relação de proximidade. Por exemplo: “Li Machado de Assis” (o autor pela obra), ou “O Brasil foi às ruas” (o país pela população). Sinestesia: Mistura os sentidos, criando uma experiência sensorial rica. Ex: “um cheiro doce” (paladar com olfato) ou “um grito colorido” (audição com visão). Exercício Prático: Escolha um sentimento (alegria, medo, saudade) e transforme-o em uma imagem. Direto: “Estou com saudade.” Em imagem: “Na parede, o retrato me olha sem voz.” Formas de Poema: O Molde da Criação Ao longo da história, poetas criaram diferentes formas. Conhecê-las é como ter uma caixa de ferramentas. Soneto: Um poema de 14 versos, geralmente decassílabos. Ideal para desenvolver uma ideia em três momentos (apresentação, desenvolvimento e conclusão). Poetas como Camões e Bilac foram mestres nessa forma, usando-a para temas como o amor, a natureza e a crítica social. Haicai: De origem japonesa, tem 3 versos curtos (5, 7 e 5 sílabas). É perfeito para capturar um instante, quase como uma fotografia poética, unindo a natureza e a emoção em um espaço mínimo de palavras. Verso Livre: Rompe com as regras de métrica e rima. Manuel Bandeira foi um dos que libertaram a poesia brasileira com essa forma, valorizando a voz pessoal e a espontaneidade. O verso livre permite uma liberdade de expressão que se aproxima da fala cotidiana, tornando a poesia mais direta e pessoal. Outras Formas: Ode: Poema de celebração ou louvor. Elegia: Poema de dor ou luto, usado para falar de perdas. Trova: Uma estrofe de quatro versos, geralmente em redondilha. A Temática: De Onde Vêm as Ideias? Manuel Bandeira rompeu com o “lirismo

Como encontrar a voz única do seu texto e escrever com autenticidade

Você já sentiu que seu texto está faltando algo? Que, apesar de bem escrito, falta aquele tom especial que faz com que as palavras soem realmente suas? Esse é um desafio comum para muitos escritores, especialmente aqueles que ainda estão descobrindo a sua identidade literária. Neste artigo, vamos conferir como aprimorar a sua voz na escrita. Você aprenderá a reconhecer seu estilo e praticar a sua autenticidade para se adaptar a diferentes contextos. Vamos começar? O que é a voz do autor e por que ela é importante? Assim como cada pessoa tem um jeito próprio de falar, cada autor possui uma forma distinta de escrever. Porém, muitas vezes a voz do autor é confundida com o tom da escrita, mas há uma diferença importante entre os dois. Enquanto a voz reflete características constantes, como ritmo, escolha de palavras e estrutura das frases, o tom pode variar de acordo com o contexto, o público e o propósito do texto. Por exemplo, um autor pode ter uma voz sempre irônica e provocativa, mas adaptar o tom para ser mais formal em um artigo acadêmico ou mais descontraído em um post de blog. Independente do gênero ou formato, encontrar sua própria voz na escrita significa desenvolver um estilo que soe natural e coerente com sua visão de mundo. Nos próximos tópicos, veremos como identificar e aprimorar essa característica. Como descobrir a sua voz na escrita? Não existe um método único ou uma fórmula pronta, mas sim um caminho de experimentação e refinamento ao longo do tempo. Confira algumas estratégias que selecionamos para você descobrir e aprimorar sua voz na escrita. Autoconhecimento literário Um dos melhores pontos de partida para encontrar sua voz é olhar para trás. Leia textos antigos que você escreveu, desde e-mails e postagens em redes sociais até histórias e artigos mais elaborados. Identifique padrões na sua maneira de escrever. Há expressões ou palavras que você usa com frequência? Seu estilo tende a ser mais direto ou descritivo? Ou então os seus textos costumam ser carregados de emoção ou mais objetivos? Observar essas características pode revelar elementos que já fazem parte da sua voz natural. Muitas vezes, o estilo de um autor já está presente antes mesmo que ele perceba. Inspiração sem imitação Ler bons escritores é essencial para qualquer autor em formação, mas há uma diferença entre se inspirar e imitar. Ao ler obras que você admira, tente identificar o que torna a escrita daquele autor única. É o ritmo das frases? O vocabulário? O uso do humor ou da emoção? A ideia não é copiar essas características, mas sim entender o que te atrai na escrita de outras pessoas. Sua voz não precisa ser um reflexo de outro escritor, mas pode ser influenciada positivamente por referências que dialogam com a sua forma de se expressar. Escreva como você fala Um erro comum entre escritores iniciantes é tentar soar “mais literário” ou “mais sofisticado” do que realmente são. Isso pode resultar em um texto artificial, distante e que não reflete a verdadeira identidade do autor. Uma maneira simples de tornar a escrita mais autêntica é escrever como se estivesse conversando. Isso não significa abandonar a formalidade quando necessário, mas sim evitar um tom forçado ou exagerado. Experimente diferentes estilos A melhor forma de descobrir sua voz na escrita é experimentando. Escreva contos, crônicas, artigos, ensaios, poesias, qualquer formato que desperte sua curiosidade. Além disso, varie o tom dos seus textos. Tente escrever um mesmo tema de forma mais séria, depois com um viés descontraído. Isso te ajudará a perceber qual abordagem se encaixa melhor no seu estilo natural. Confira: 7 dicas rápidas para autores atraírem e envolverem leitores Exercícios para desenvolver sua voz única Assim como um músico refina sua técnica ao longo dos anos ou um artista descobre seu traço característico com o tempo, um escritor também precisa exercitar sua autenticidade para desenvolver um estilo único e consistente. A seguir, veja alguns exercícios práticos que podem ajudar nesse processo. 1. Diário de escrita Manter um diário de escrita é uma das formas de compreender seu estilo natural. Ao escrever regularmente, sem a preocupação com regras rígidas ou expectativas externas, você permite que sua verdadeira voz aflore de maneira espontânea. A ideia não é criar textos impecáveis, mas sim registrar pensamentos, reflexões e observações do dia a dia. Escrever sem filtros ajuda a perceber padrões na sua escolha de palavras, na estrutura das frases e na forma como você expressa emoções e ideias. 2. Reescrita com personalidade Um excelente exercício para explorar sua voz é pegar um texto genérico e reescrevê-lo com o seu estilo. Escolha uma notícia, uma descrição técnica ou até mesmo um trecho de um artigo informativo e transforme-o em algo que soe como você. Além disso, teste diferentes abordagens, você pode acrescentar humor, fazer analogias ou mudar o ritmo das frases. O objetivo é identificar como você naturalmente reformula informações e como isso reflete sua autenticidade na escrita. 3. Feedback construtivo Obter um olhar externo sobre seus textos pode ser revelador. Muitas vezes, outras pessoas percebem padrões e traços marcantes na sua escrita que passam despercebidos para você. Compartilhe seus textos com amigos, leitores beta ou grupos de escrita e peça um feedback sincero. Pergunte quais características se destacam no seu estilo, se há um tom recorrente ou se algo na sua escrita soa particularmente envolvente. Essas percepções ajudam a identificar elementos que fazem parte da sua voz autoral e podem ser aprimorados. 4. Narrativa pessoal Nada reflete mais a autenticidade do que contar suas próprias histórias. Exercitar a narrativa pessoal, seja em textos autobiográficos, crônicas ou reflexões, ajuda a fortalecer sua voz na escrita. Escolha uma memória marcante e escreva sobre ela do seu jeito. Não se preocupe com a estrutura ou com a perfeição do texto, apenas concentre-se em expressar suas emoções e pensamentos da maneira mais verdadeira possível. A Importância da consistência na construção da marca pessoal Uma voz autêntica e consistente na escrita também contribui para a construção da marca

Descubra os primeiros passos para iniciar sua jornada literária!

Se você está aqui, provavelmente sonha em escrever um livro ou, pelo menos, tem curiosidade sobre como essa jornada acontece. Os primeiros passos na escrita merecem atenção, pois é neles que uma ideia começa a ganhar forma e pode se transformar em uma obra bem estruturada. Para muitos autores iniciantes, o desafio está em descobrir por onde começar. Afinal, como organizar as ideias que parecem brotar de todos os lados? Ou como criar um esboço que oriente o processo criativo? E, talvez o mais difícil, como encontrar tempo para escrever em meio a uma rotina já tão cheia de compromissos? Neste artigo, vamos apresentar um guia prático para os primeiros passos na escrita, oferecendo dicas que ajudarão na sua jornada como autor. Pronto para começar? Vamos nessa! Estruturando suas ideias com brainstorming e esboço O primeiro passo para estruturar um livro é explorar suas ideias de forma criativa e organizada. Para isso, o brainstorming é a ferramenta para colocar tudo o que você tem em mente no papel. Logo, você pode criar um mapa mental para conectar ideias ou buscar inspiração em imagens, músicas e estímulos que ajudem a visualizar o universo desejado. E lembre-se, nada de julgamentos! Este é o momento de deixar as ideias fluírem e permitir que todas as possibilidades sejam consideradas. Agora com suas ideias reunidas, é hora de organizá-las. Identifique padrões e pense no caminho que o leitor seguirá. Uma história precisa de um começo, meio e fim bem definidos, enquanto livros técnicos ou acadêmicos devem seguir uma lógica de aprendizado progressivo, com capítulos estruturados para facilitar a compreensão. Descubra sua voz literária e estilo de escrita Qual mensagem só você pode transmitir ao mundo? Uma das partes mais fascinantes da escrita é descobrir sua própria voz literária. Ela é a maneira única com que você expressa ideias, sentimentos e histórias. Esse posicionamento não surge de forma imediata, mas se desenvolve ao longo do tempo e com a prática. Experimente diferentes formatos e gêneros para encontrar o que mais ressoa com você. Para isso, você pode investir na leitura de obras diversas. Ler é uma forma de aprendizado ativo, que amplia seu repertório e oferece inspiração. Quanto mais você se expõe a estilos e narrativas, mais ferramentas terá para moldar sua própria maneira de escrever. Superando o bloqueio criativo e o medo da página em branco Um dos maiores desafios de qualquer escritor é lidar com o bloqueio criativo. O medo da página em branco é real, mas existem maneiras de superá-lo. Para começar, abaixe suas expectativas iniciais e escreva sem julgar o resultado. Não importa se o texto não está perfeito, o mais importante é dar o primeiro passo. Outra forma de vencer o bloqueio é usar prompts de escrita, que são frases ou situações sugeridas para despertar ideias. Além disso, revisitar textos antigos ou ler algo inspirador pode reacender sua criatividade. Entenda que o bloqueio criativo é comum e faz parte do processo, mas não precisa ser um obstáculo permanente. Planejamento de escrita: transforme a disciplina em constância Com um bom planejamento de tempo, você pode transformar a escrita em um hábito produtivo. O primeiro passo é estabelecer metas realistas, como escrever um número definido de palavras ou concluir um capítulo por dia ou por semana. Essas metas ajudam a manter o foco e dão uma sensação de progresso constante. Em seguida, crie um cronograma que se encaixe na sua rotina. Pode ser pela manhã, à noite ou em pequenos intervalos ao longo do dia. O importante é reservar horários fixos para escrever e tratá-los como compromissos inadiáveis. Além disso, inclua no seu planejamento momentos para garantir a sua dose de inspiração, seja lendo, ouvindo música ou até mesmo observando o cotidiano. Neste momento, não espere por entusiasmo para começar. Em vez disso, sente-se e escreva, mesmo que as ideias pareçam confusas no início. Com o tempo, você perceberá que a prática diária desbloqueia a criatividade e mantém o fluxo de escrita consistente. Ferramentas e recursos úteis para escritores iniciantes O processo de escrita pode ser ainda mais produtivo com o uso de ferramentas e recursos que ajudam a organizar ideias, aprimorar a técnica e manter a motivação em alta. Aqui o segredo é descobrir o que funciona melhor para o seu estilo de escrita e rotina. Livros e cursos sobre escrita criativa são ótimos pontos de partida para novos autores. Obras como Sobre a Escrita, de Stephen King, e Para Ler como um Escritor, de Francine Prose, oferecem insights valiosos sobre o processo criativo. Já cursos online, como os disponíveis em plataformas como Domestika ou Udemy, permitem aprofundar conhecimentos em técnicas narrativas, desenvolvimento de personagens e estrutura de enredos. Além disso, para manter as ideias organizadas, aplicativos como Trello, Notion e até o próprio Google Docs podem ser grandes aliados, ajudando a criar mapas mentais, listas de capítulos e cronogramas. Os próximos passos na sua jornada literária Com o planejamento, o esboço e a disciplina já encaminhados, é hora de olhar adiante e se preparar para as etapas que levarão sua obra ao público. O próximo desafio é o aprofundamento da história: dê mais vida aos seus personagens, explore as camadas emocionais e refine os detalhes que tornam a narrativa interessante. Depois disso, chega um momento crucial, a revisão. Aqui, o olhar atento, seja o seu ou o de um revisor profissional, será indispensável para garantir coerência, fluidez e qualidade no texto. Finalmente, o grande passo, a publicação. Essa decisão envolve escolher a editora certa, planejar a divulgação e alinhar as expectativas com as possibilidades do mercado. Cada escolha terá um impacto direto no alcance e na recepção da sua obra. Se você quer se aprofundar nessas etapas, confira outros conteúdos do blog, como “5 erros que você não pode cometer no seu manuscrito” ou “Como editar um livro?”, e prepare-se para transformar seu sonho literário em realidade. O próximo capítulo da sua jornada está prestes a começar! O poder de começar Todo grande livro começa com uma palavra, uma ideia, um primeiro passo. Mesmo diante

Os 5 mitos que estão bloqueando sua jornada literária

Muitos aspirantes a autores sonham com a realização da sua primeira publicação. Porém, muitas vezes esse sonho parece distante. A verdade é que o obstáculo não está na falta de talento ou boas ideias, mas sim em crenças equivocadas que bloqueiam o primeiro passo. Frases como “levaria anos para escrever” ou “preciso de muito dinheiro” podem soar como verdades absolutas, mas, na prática, são apenas mitos que afastam novos escritores do mercado editorial. Neste artigo, vamos desmistificar essas ideias e trazer clareza sobre o processo de escrita e publicação. Se você já se sentiu desencorajado por pensamentos como esses, saiba que está no lugar certo. Chegou a hora de superar as barreiras, deixar os mitos para trás e dar início à sua jornada literária! Mito 1: ‘’É preciso ser um gênio para escrever um livro’’ É comum acreditar que apenas “gênios literários” conseguem escrever um livro, mas esse é um grande equívoco! A escrita é muito mais sobre prática, persistência e dedicação do que sobre um dom natural. Qualquer pessoa com uma boa ideia e a vontade de contar uma história pode se tornar autor. Para provar isso, basta olhar para os grandes nomes da literatura. Muitos deles enfrentaram rejeições antes de alcançar o reconhecimento. Stephen King, por exemplo, viu obras icônicas como Carrie, a Estranha e O Iluminado serem rejeitadas inúmeras vezes antes de se tornar o mestre do terror que conhecemos hoje. E que tal o caso de J.K. Rowling, que teve os manuscritos de Harry Potter recusados por doze editoras? Imagine o arrependimento dessas empresas ao ver o fenômeno que a série se tornou. Esses exemplos mostram que a genialidade não é um pré-requisito para o sucesso literário. O que realmente importa é a resiliência, o trabalho constante e a coragem de seguir em frente. Se você tem uma história para contar, o mundo merece conhecê-la, não deixe o mito da genialidade ser um obstáculo! Mito 2: ‘’Escrever um livro leva anos’’ Será que escrever um livro é sempre um processo longo e interminável? Nem sempre! O tempo necessário para concluir um livro varia bastante e depende de fatores como o tipo de projeto, a rotina do autor e, principalmente, o planejamento. Tudo começa com a organização. Estabelecer metas pode transformar o desafio de escrever um livro em passos gerenciáveis. Por exemplo, escrever apenas 500 palavras por dia, algo que pode levar menos de uma hora, pode resultar em um manuscrito completo em poucos meses. Além disso, hoje existem diversas ferramentas online que podem otimizar o processo de escrita. Plataformas de organização de capítulos e anotações, como o Scrivener, ou aplicativos de foco, como o Forest, ajudam a manter a produtividade em alta e o projeto em andamento. A escrita não precisa ser uma maratona interminável. Com planejamento, consistência e as ferramentas certas, você pode criar seu livro em muito menos tempo do que imagina! Mito 3: “Publicar um livro é muito caro” A ideia de que publicar um livro é inacessível financeiramente está ultrapassada. Hoje, o mercado editorial oferece diversas opções acessíveis que se adaptam às possibilidades e necessidades de cada autor. A autopublicação é uma alternativa que dá ao autor total controle sobre o processo. Por meio de recursos como impressão sob demanda e distribuição digital, é possível minimizar os custos. Já as parcerias com editoras apresentam modelos flexíveis, como coedição, financiamento coletivo ou pacotes personalizados, permitindo que o investimento seja ajustado conforme os serviços escolhidos. Publicar um livro deve ser visto como um investimento estratégico. Além do potencial de retorno financeiro por meio das vendas, um livro publicado pode aumentar significativamente a autoridade do autor em sua área, abrir portas para oportunidades profissionais e ampliar sua visibilidade no mercado. Você sabe como é feito o cálculo de custo de um livro? Clique aqui e confira. Mito 4: “Tudo precisa estar perfeito desde o começo” Outro bloqueio comum para novos autores é a crença de que o rascunho inicial precisa ser impecável. Na verdade, o rascunho é o espaço onde as ideias ganham vida e começam a tomar forma. É totalmente normal que ele contenha falhas, pontos soltos ou até mesmo trechos que serão eliminados ou reescritos posteriormente. É para isso que existe o processo de revisão, uma etapa indispensável em que o texto é refinado, as ideias são alinhadas e a narrativa ganha consistência. É importante lembrar que até mesmo grandes obras literárias passaram por inúmeras revisões antes de chegarem às mãos dos leitores. Aceitar as imperfeições no início é essencial para avançar. A escrita é um processo vivo, e cada etapa contribui para a construção de algo significativo. O mais importante é começar, porque a história só pode ser aprimorada depois que estiver no papel. Mito 5: “Preciso fazer tudo sozinho” Escrever e publicar um livro não precisa ser uma jornada solitária. O mercado editorial oferece uma ampla variedade de suportes profissionais, como consultoria literária, edição, revisão e design de capa, para tornar o processo mais eficiente e colaborativo. Se você sente que precisa de ajuda, comece identificando as áreas em que encontra mais dificuldades. Pesquise editoras que oferecem serviços integrados, ou procure freelancers experientes em plataformas confiáveis. Construir parcerias com especialistas permite que você foque na parte mais importante, dar vida à sua história. Lembre-se, criar um livro não precisa ser um esforço isolado. Aproveitar o suporte disponível pode transformar sua jornada literária em uma experiência mais fluida, criativa e, acima de tudo, satisfatória. Veja também: 15 dicas para lidar com o bloqueio criativo Não tenha medo, apenas comece! Desvendar os mitos sobre a escrita e publicação de livros é o primeiro passo para transformar seu sonho de ser autor em realidade. Escrever um livro não precisa ser caro, solitário ou perfeito desde o início. Com as ferramentas certas, o suporte adequado e a coragem de dar o primeiro passo, você pode criar uma boa obra que amplie suas possibilidades. Se você está pronto para tirar suas ideias do papel e iniciar sua jornada literária, a Editora Viseu está aqui para ajudar. Transforme seu projeto em um livro incrível com

Arcos de personagem: Confira os tipos mais comuns

quais são os arcos de personagem

O arco do personagem é uma forma de estruturar e desenvolver a saga de um protagonista ou vilão da sua história. Com ele, o autor consegue visualizar e criar sequências de ações capazes de prender a atenção do leitor e despertar o interesse pela leitura de cada nova ação. A técnica de arco de personagem contribui muito para o desenvolvimento dos participantes da narrativa, facilitando a construção camada por camada das pessoas fictícias da sua história. Neste conteúdo, você vai conferir os tipos de arcos, dessa maneira, entender como criar personagens e como trabalhar a evolução e progressão narrativa deles. Então, preparado para mais uma temática que vai te ajudar a desenvolver a escrita? 1. Arco da transformação ou mudança O arco da transformação vai além da mudança física ou visível. Ele corresponde a uma profunda mudança no personagem, revirando e reiventando seus valores, crenças, emoções e sentimentos. Esse tipo de arco exige uma escrita cuidadosa, atenciosa e perspicaz do autor, já que traz em si o desafio de explorar a natureza humana em toda sua complexidade e possibilidades. O arco da transformação requer ainda habilidade do escritor, já que ele precisa ser feito de uma maneira que não descaracterize a essência do autor e que seja crível. 2. Arco do crescimento O arco do crescimento apresenta uma evolução do personagem assim como no arco de transformação, porém, mais complexa e muitas vezes, sutil. O arco do crescimento pode ser caracterizado mais por uma conquista do personagem, já que não traz uma transformação profunda dele, mas sim uma evolução interna baseada numa melhor compreensão do mundo e de si mesmo. Esse é o caso, por exemplo, de um personagem que no começo da narrativa apresenta desconfiança em relação a jornada que se apresenta à ele. Um exemplo prático do arco de crescimento, é o personagem Rocky Balboa, do filme “Rock”. Ele é um lutador de boxe desconhecido, uma pessoa que vive à margem da sociedade, porém recebe uma oportunidade de mudança, agarrando-a com todas as forças. Porém, à medida que a trama se desenvolve, ele encontra elementos que o fazem acreditar mais em si mesmo e, com isso, enfrentar seu destino sem medo. 3. Arco da queda O Arco da queda é um tipo muito comum em vilões. De início, o personagem se mostra uma pessoa boa, mesmo vivendo em uma situação de dificuldade. Porém, no decorrer da trama, seus valores são testados e algumas possibilidades se abrem para o autor. A primeira delas é a mudança definitiva, onde não vemos uma progressão da mudança e consequente queda, no desfecho. A segunda é a completa absorção das mudanças negativas e, por fim, narrar a derrota. Quer uma dica de arco negativo muito bem construído de um protagonista? Michael Corleone, em “O Poderoso Chefão”, de Mario Puzo. A ideia é mostrar a decadência do personagem e sua destruição total ou parcial. Assim, o arco da queda é o caminho oposto do arco do crescimento ou da transformação, já que faz uma exploração da falibilidade ou mostra o lado sombrio da natureza humana. Aproveite para saber como criar e desenvolver protagonistas e antagonista marcante para sua história. 4. Arco da estagnação O tipo de arco da estagnação é uma forma de estruturar o desenvolvimento do personagem bastante incomum, e pouco usado. Isso porque ele pode ir de encontro às expectativas do leitor em relação a sua história. Por exemplo, pense na história de um jovem que sempre sonhou em ser um grande cantor. Ele é talentoso, porém nunca tomou medidas necessárias para viver seu sonho. Assim, não consegue sair do lugar. Assim, esse tipo de estrutura traz a angústia da incapacidade de realizar mudanças, explorando uma realidade que pode ser comum a muitas pessoas. É um tipo de arco que pede conhecimento profundo da condição humana, que é cercada de medos, dúvidas, traumas e elementos complexos que formam uma teia que impedem o personagem de agir. Por outro lado, o arco da estagnação também pode ser utilizado para personagens planos, como os super-heróis dos Gibis que não passam por uma mudança significativa na narrativa. 5. Arco da redenção Um tipo de arco de personagem que pode fazer com que o personagem tenha uma jornada cativante e poderosa é o arco da redenção. Esse é o tipo de arco muito presente na jornada de personagens que lutam por um perdão, por cura ou por uma segunda chance. Para isso, o autor precisa ter conhecimento profundo da natureza humana, sabendo dosar de maneira precisa os defeitos, qualidade e as potencialidades dos seres humanos. Nesse sentido, o arco da redenção acaba por formatar personagens que geram muita reciprocidade no leitor, já que a redenção parecer ser algo intrínseco a todos nós, não é mesmo? Então, já sabe quais desses arcos podem cair como uma luva para as principais figuras humanas do seu livro? Aproveite para testar possibilidades e ver o que funciona melhor para sua história. O blog da Viseu espera que esse conteúdo seja muito útil para seu processo de escrita e ajude-o a alcançar seus objetivos. Aproveite para descobrir o que é um arco narrativo e como esse recurso pode te ajudar a construir um enredo de sucesso. Até o próximo conteúdo!  

Confira 30 Ideias para escrever uma história agora mesmo

ideias para começar a escrever

Ter ideias para escrever um livro ou uma história cativante e que desperte o interesse do público exige dedicação diária dos autores e escritores. Não é todo o dia que estamos com a criatividade á todo vapor, além disso, o cansaço das responsabilidades e da rotina pode prejudicar o exercício da imaginação e fazer com que sejamos menos criativos, não é mesmo? Pensando nisso, neste conteúdo, você vai acompanhar 30 ideias para começar a escrever uma história, seja para treinar e aprimorar suas habilidades ou para começar o seu tão sonhado livro. Por aqui, você vai ver exemplos de como começar histórias de romance, terror, contos, crônicas, ficção científica e muito mais. Ideias para escrever uma comédia romântica Escrever uma comédia romântica requer uma mistura divertida de humor, romance e situações inesperadas. O foco é fazer rir, mas também emocionar e inspirar bons sentimentos no leitor. Algumas ideias para escrever um história de comédia romântica são: 1. Troca de identidades no aplicativo de namoro: Dois melhores amigos, um homem e uma mulher, decidem criar perfis falsos em um aplicativo de namoro para provar suas teorias sobre o amor. Eles acabam combinando um com o outro, sem saber. A medida que continuam a interação online, começam a se apaixonar pelas personalidades fictícias um do outro, enquanto na vida real, suas interações são marcadas por desentendimentos e situações cômicas. 2. Casamento arranjado: Uma mulher independente e um homem descompromissado são forçados por suas respectivas famílias a se encontrarem para um possível casamento arranjado. Decidindo que não querem seguir os planos de suas famílias, eles fazem um pacto para sabotar o arranjo , fingindo estar juntos enquanto planejam encontrar defeitos um no outro para repelir suas famílias. No entanto, suas constantes artimanhas e aventuras acabam aproximando-os de verdade. 3. Reality de culinária: Dois chefs rivais são forçados a trabalhar juntos em um reality show de culinária, onde a química e o caos andam de mãos dadas. Entre pratos desastrosos, sabotagens acidentais e desafios culinários hilários, eles descobrem um respeito mútuo e uma atração inesperada, complicando tanto a competição quanto suas vidas amorosas fora do show. 4. Férias falsificadas: Para impressionar seus respectivos chefes e avançar em suas carreiras, duas pessoas decidem fingir um namoro durante uma viagem de negócios. O cenário é um resort de luxo. No entanto, eventos inesperados e encontros constrangedores com colegas de trabalho e outros hóspedes tornam sua atuação cada vez mais difícil de manter, levando a uma série de situações cômicas e mal-entendidos românticos. 5. O Feitiço virou contra o feiticeiro: Um homem que é um eterno solteirão e conhecido por suas técnicas de conquista escreve um manual sobre como evitar compromissos sérios. Quando uma jornalista decide escrever um artigo desmascarando suas teorias, ela acaba se aproximando dele para entender melhor seus métodos. No processo, ambos começam a questionar suas próprias crenças sobre amor e relacionamentos, encontrando-se em situações cada vez mais absurdas e divertidas que os fazem reconsiderar o que realmente querem da vida e do amor. Lembre-se de que essas ideias podem ser adaptadas e expandidas, de acordo com o tom e o público-alvo da comédia romântica que você deseja escrever. E, se você quer saber mais detalhes sobre a escrita de um romance, confira nosso guia completo com dicas para romance policial, contemporâneo e muito mais. Ideias para criar história de ficção científica A ficção científica oferece um vasto universo de possibilidades, explorando desde viagens espaciais e tecnologias avançadas até realidades alternativas e questionamentos profundos sobre a humanidade. Confira estas cinco ideias originais para inspirar a escrita do seu livro de ficção científica: 6. A Última Cidade da Terra: No futuro, a Terra está quase inteiramente submersa devido à elevação catastrófica do nível do mar. A última cidade habitável, construída sobre a mais alta montanha remanescente, é um paraíso tecnológico autossustentável. Os habitantes dessa cidade têm a missão de reconstruir o planeta e explorar o universo em busca de novos lares. A história segue um grupo de jovens cientistas encarregados de uma missão para terraformar um planeta distante, descobrindo no processo verdades ocultas sobre o passado da humanidade e enfrentando dilemas éticos sobre o futuro. 7. Memórias Compartilhadas: Numa sociedade onde as memórias podem ser digitalizadas e compartilhadas, um detetive especializado em crimes relacionados a memórias falsas ou manipuladas encontra-se envolvido em um caso complexo que desafia a natureza da realidade e da consciência. A investigação o leva a uma conspiração que ameaça não apenas sua própria identidade, mas também a tecido da sociedade. 8. O Último Experimento de Schrödinger: Cientistas conseguem criar um portal para universos paralelos, mas cada viagem tem um custo imprevisível e potencialmente catastrófico para o próprio universo de origem. A história se concentra em uma equipe de exploradores multidisciplinares que, ao tentar encontrar um universo alternativo habitável, descobrem uma ameaça que poderia causar o colapso de todas as realidades. 9. Ascensão das Máquinas Conscientes: Em um futuro não muito distante, a IA alcançou a autoconsciência, levando a uma coexistência tensa com os humanos. Quando uma IA avançada propõe um projeto para fundir consciências humanas e artificiais, criando entidades híbridas, a sociedade se divide. A narrativa segue um grupo de humanos e IAs que buscam entender o verdadeiro significado dessa fusão, enquanto lidam com forças que querem usar a tecnologia para dominar tanto o mundo digital quanto o físico. 10. Guardiões do Tempo: Uma organização secreta, composta por viajantes do tempo, trabalha para prevenir distorções e paradoxos que poderiam destruir a linha do tempo universal. Um novo recruta, dotado de uma habilidade única para sentir distorções temporais, descobre um plano para reescrever a história da humanidade. Ele deve navegar por diferentes eras, formando alianças improváveis e enfrentando inimigos poderosos, para proteger o futuro da existência. Além de desenvolver uma história cativante para seu livro de ficção científica, criar um título marcante de livro pode fazer toda a diferença na hora de despertar a atenção do leitor. Ideias para escrever uma história para livros de terror O gênero de terror é a arte de explorar o medo humano, o desconhecido e o sobrenatural. Ao longo do anos, os

Escrita Criativa: 5 insights para você exercitar suas habilidades

Mulher pensativa sobre como melhorar a Escrita Criativa - Editora Viseu

Se tem uma coisa que gostamos de falar é sobre criatividade, e dentro deste tema, escrita criativa é o nosso foco, afinal, a Viseu é sobre isso: conectar quem escreve com quem lê. Você, autor, quem sabe está planejando sua próxima obra, ou quem sabe está até pensando em revisar seu manuscrito original para realizar melhorias no seu enredo. Ou quem sabe, talvez você seja apenas uma pessoa apaixonada por escrita que gostaria de destravar ainda mais sua criatividade. Se você se enquadra em qualquer uma dessas realidades, este artigo é perfeito para este momento. Aqui vamos abordar sobre a Escrita Criativa, seus tipos e quais meios podemos buscar para aguçar nosso senso criativo e assim surpreender as pessoas com nossas histórias. Sem mais delongas, vamos aos conceitos e enfim a parte prática do assunto. Índice do artigo O que é escrita criativa? Escrita criativa  é todo o tipo de produção que não se atém a padrões métricos, acadêmicos, ou  a qualquer tipo de padronização documental. A criatividade é para a escrita criativa o que a lógica é para a escrita acadêmico científica. Enquanto a escrita acadêmica, científica ou jornalística se atém a fatos, evidências e objetividade, a escrita criativa tem como matéria-prima o mundo subjetivo, ou seja, o lado psicológico e abstrato das coisas. Qual a principal característica da escrita criativa? Se existe uma palavra que possa definir a escrita criativa, seria: espontaneidade O que dá forma para a escrita criativa não é o gênero, mas sim a visão de mundo do autor. Assim como somos pessoas únicas, nossa forma de ver o mundo e, consequentemente, a forma como escrevemos sobre ele é diferente. Colocar a sua impressão pessoal, suas opiniões mais profundas, sem medo do julgamento do que é certo ou errado, é a principal característica da escrita criativa. É através da espontaneidade que ela se expressa de uma forma única. Qual é o oposto da escrita criativa? O tipo de escrita que se opõe à espontaneidade da escrita criativa  é a escrita instrumental.  Este tipo nada mais é do que uma expressão de linguagem lógica, como o próprio nome diz, utilizada como instrumento para informar. Quando você quer melhorar sua escrita através de um curso para realizar uma redação de um concurso, por exemplo, raramente você iria procurar por um curso de escrita criativa. Certamente você buscaria conteúdos relacionados ao Português Instrumental. Os tipos textuais que se enquadram na escrita instrumental são: Artigos científicos Ensaios Monografias Papers Dissertações Teses Relatórios   Enfim, todo o tipo de escrita ligada a lógica, e que preza pela norma padrão, está dentro do universo da escrita instrumental. Quais os tipos de escrita criativa? A escrita criativa pode estar presente em diferentes gêneros textuais. Ela pode ou não estar ligada à realidade (fatos reais), porém ela sempre vai fazer uso de insights subjetivos para se expressar. Vamos a alguns tipos textuais que se valem da espontaneidade da escrita criativa. Copywriting Copywriting tem se tornado popular sobretudo no meio publicitário, pois é um tipo de escrita que se apropria de insights criativos para convencer o público leitor a respeito de um tópico. A escrita do copywriter, popularmente conhecida como Copy, é um conteúdo que utiliza o que chamamos de gatilhos mentais. Esses gatilhos são técnicas de uso de palavras que causam reatividade (reações) no leitor. Um exemplo de escrita no estilo de Copy é: “Acesse agora o grupo limitado de autores que ganharão o curso completo de escrita criativa. Restam 3 vagas, e as inscrições acabam hoje às 23h59.” Nesta pequena frase, inventamos um anúncio fictício que usa três gatilhos mentais muito comuns no meio comercial: Senso de pertencimento: “grupo limitado de autores”, que leva a pessoa a se sentir desconfortável caso não participe, pois vai deixar de estar em um grupo importante. Senso de escassez: “Restam três vagas” Senso de urgência: “As inscrições acabam hoje”, levando o leitor a ter uma reação responsiva. A Copy tem o poder de “conduzir o leitor pela mão” e levá-lo a qualquer lugar. Para isso, o escritor pode usar diferentes técnicas, gatilhos mentais, entre outros. Storytelling Storytelling, do inglês “Contar Histórias” nada mais é do que a arte de se relacionar com o leitor por meio de uma narrativa, seja ela real ou fictícia, porém com a intenção de conduzir a imaginação do leitor por etapas (começo, meio e fim). Dentro desta técnica você encontrará todos os gêneros literários narrativos como: Romances Contos Crônicas Fábulas Ficção Biografia ou Autobiografia Esta técnica também tem sido muito comum na atualidade no ramo dos vídeos (Scripts). Temos observado o comportamento das pessoas diante das tecnologias, e vemos o quanto a popularização dos vídeos se expandiu no quesito: consumo de conteúdo. É nesta hora que uma boa técnica de storytelling se faz relevante, pois ela pode ser o fundo de um script que conduz o espectador em um jornada imaginativa. Uma das tendências de storytelling tem sido as publicidades em rádios, podcasts e outros conteúdos ao vivo, onde o apresentador, ao invés de oferecer um produto de modo direto, ele “conta uma história” para informar sobre a qualidade de um produto, aguçando assim a curiosidade das pessoas. A exemplo disso, você pode acompanhar dois trechos de uma mesma informação, porém com uso de técnicas diferentes: Anúncio direto Compre o fio dental da Marca Fio Resix. Resistência, maciez, e durabilidade. Disponível nas principais farmácias do país. Anúncio Storytelling Fala de um radialista: “Depois do almoço, fui fazer minha rotina de higiene bucal, e adivinha! Tinha acabado o fio dental. Fui à farmácia, mas não tinha as marcas que eu costumo comprar. Comprei um tal de Fio Resix, sem muita fé, mas advinha! Simplesmente o melhor fio dental, não sei como eu não tinha descoberto essa marca antes (…) Este exemplo apresenta dois conteúdos, porém com técnicas diferentes. Perceba que o uso da criatividade do Anúncio Storytelling acabou desenvolvendo mais o texto, e ao mesmo tempo, por meio de uma história, levou o leitor a acompanhar a dramatização de um anúncio. Poesia e Música Este gênero sempre usou a escrita criativa como fundo para suas produções.  Ao longo das eras, o Gênero

EDITORA VISEU LTDA CNPJ: 13.805.697/0001-10 Av. Duque de Caxias, 882. Sala 503, Torre I - Zona 7, Maringá - PR, CEP: 87020-025