Entre fé, mistério e destino: uma jornada espiritual além do visível

Sumário

Misturando fantasia sobrenatural, espiritualidade e cultura japonesa, a obra acompanha a trajetória de um jovem brasileiro que parte para o Oriente em busca de conhecimento e acaba envolvido em uma missão muito maior do que imaginava. Entre forças ocultas, conflitos internos e provas de fé, a narrativa apresenta uma história sobre vocação, coragem e transformação interior, explorando dilemas universais através de uma aventura intensa e simbólica.
Formado em História e especialista em História da Igreja, o autor constrói uma narrativa que une reflexão espiritual e imaginação fantástica, convidando o leitor a atravessar fronteiras culturais e emocionais enquanto acompanha a jornada do protagonista.

Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora?

Estou apenas começando como autor e, para ser sincero, nunca pensei em ser escritor. A escrita surgiu de forma muito natural, a partir de um conselho simples que minha mãe sempre me deu: “Se tiver alguma ideia legal, bota no papel”. Foi exatamente isso que eu fiz. Escrevi primeiro sem grandes pretensões, apenas para dar forma a uma ideia, e aos poucos percebi que aquela história merecia existir como livro.

O que o inspirou a escrever o livro?

A inspiração veio do desejo de unir coisas que sempre fizeram parte da minha vida: boas histórias, com personagens interessantes e inspiradores, e a cultura japonesa, que sempre me chamou muito a atenção. Em determinado momento, pensei: “E se eu juntar a cultura japonesa com o catolicismo?” A partir dessa pergunta, a história começou a tomar forma e a se desenvolver de maneira natural.

Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro?

Acredito que o amadurecimento espiritual do personagem dialoga muito comigo e também com muitas outras pessoas, que estão cada uma em sua própria caminhada espiritual. Esse processo de crescimento, com dúvidas, descobertas e escolhas, é algo universal, e foi natural que ele se refletisse na história.

Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro?

O processo criativo foi bastante cansativo, principalmente por ter sido longo, mas ao mesmo tempo muito espontâneo. Sempre que uma ideia surgia, eu fazia questão de anotá-la imediatamente. Com o tempo, organizei tudo de forma mais coerente, lapidando as ideias e conectando os elementos da história, até que esse conjunto se transformasse no livro que temos hoje.

Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro?

Além da literatura, o audiovisual também teve e ainda tem grande influência no meu processo criativo. No campo literário, a literatura fantástica é fundamental para o desenvolvimento do imaginário das pessoas, como acontece em O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, que mostra como uma boa história pode transmitir valores profundos por meio da fantasia. No audiovisual, especialmente em obras japonesas, encontrei narrativas muito interessantes que, mesmo não tendo uma base cristã, conseguem transmitir valores importantes e verdadeiros, muitas vezes de forma mais acessível ao público jovem. Entre essas obras, considero como referências criativas Frieren e A Jornada para o Além, de Kanehito Yamada e Tsukasa Abe, DanDaDan, de Yukinobu Tatsu, e Dark Gathering, de Kenichi Kondo. Apesar de terem tons diferentes do meu livro, com DanDaDan apostando mais na comédia e Dark Gathering no terror, todas elas contribuíram como inspiração na forma de trabalhar o sobrenatural dentro da narrativa.

Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar?

Há vários trechos especiais, mas gosto especialmente daqueles em que o personagem principal se vê obrigado a confrontar suas próprias certezas. São momentos silenciosos, mas muito intensos, onde o leitor é convidado a refletir junto com ele.

Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro?

Antes de tudo, o principal desafio foi acreditar que a história era boa e relevante o suficiente para que outras pessoas quisessem lê-la e conhecê-la. Essa confiança precisou ser construída ao longo do processo. Outro desafio importante foi encontrar um equilíbrio entre profundidade e leveza, criando uma narrativa que abordasse temas profundos sem se tornar cansativa ou desgastante para o leitor.

Como você espera que seu livro impacte os leitores?

Espero que o livro provoque reflexão, conforto e, em alguns casos, esperança. Que o leitor se sinta acompanhado, mesmo em momentos de dúvida, e perceba que suas perguntas internas também fazem parte do caminho de crescimento interior.

Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir?

A principal mensagem é que a fé, o amor e o amadurecimento muitas vezes nascem em meio às dificuldades. Nem sempre as respostas vêm rápido, mas o caminho em si já transforma quem decide segui-lo.

Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo?

O protagonista é, sem dúvida, o personagem mais significativo, pois ele carrega muitos conflitos internos que refletem dilemas universais. Sua jornada representa o processo de autoconhecimento que todos enfrentamos em algum momento da vida.

Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores?

A literatura tem o poder de acolher, provocar reflexões e ampliar horizontes. Ela permite que o leitor viva outras vidas, enfrente novos desafios e, muitas vezes, encontre respostas ou consolo para questões pessoais.

Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever?

A observação do cotidiano é muito mais profunda e significativa do que parece. Pequenos gestos, silêncios e encontros também podem gerar grandes ideias e reflexões.

O que a literatura e a escrita significam para você?

A escrita é uma forma de oração, reflexão e diálogo com o mundo. A literatura, para mim, é um espaço onde a verdade pode existir sem pressa, onde o leitor pode parar e sentir.

Quais são seus planos futuros como escritor? Há novos projetos em desenvolvimento?

Sim, pretendo continuar desenvolvendo novas histórias, algumas delas já estão florescendo. Meu objetivo é aprofundar ainda mais os temas que me movem e tocar, ainda que apenas um pouco, o coração das pessoas.

Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro?

Escreva com sinceridade e paciência. Não tenha medo de errar. Mais importante do que publicar rápido é contar uma história verdadeira. E, acima de tudo, toda boa história merece ser contada.
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