Recomeços, escolhas e a jornada emocional de Lila

Na continuação de sua trajetória literária, Adriana Sacchi conduz os leitores novamente ao universo de Lila, agora ambientado em Nova York. A protagonista enfrenta os desafios de recomeçar após o divórcio, equilibrando maternidade, liberdade individual e reconstrução pessoal. Entre crises, amadurecimento da filha, reencontros e novas relações, a narrativa aprofunda conflitos emocionais e reflexões psicológicas, reforçando a marca sensível e introspectiva da autora. Nesta entrevista, ela compartilha inspirações, processo criativo e os sentimentos por trás de suas histórias. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora? Sou comunicóloga de formação, mas atuei pouco nessa área. Depois estudei decoração e história da arte. Trabalhei em revista de arquitetura e, em 2020, numa transição de carreira, resolvi começar a escrever. De lá para cá publiquei três livros e estou escrevendo o quarto. O que a inspirou a escrever o livro? Os livros sempre foram a minha paixão e a vontade de escrever sempre me rondou. Com o afastamento social e tempo, resolvi me dedicar a essa paixão. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Como dizia Gabriel García Márquez: “todos os meus livros têm um pouco de autobiografia”. Me identifico com essa frase dele. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? Tenho uma certa facilidade. Sento para escrever e deixo minha imaginação me levar. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Muitos filmes assistidos, livros lidos, viagens realizadas, idas a museus, galerias. Minha vida é praticamente uma pesquisa e inspiração para minha escrita. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Dizem que conquistamos o leitor nas primeiras páginas… no primeiro capítulo. Se fosse para citar um trecho aqui colocaria os primeiros capítulos dos meus livros. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? Quando finalizei o primeiro livro, minha vontade foi colocar um pseudônimo. Felizmente enviei o manuscrito para minha terapeuta na época, que leu e depois me disse: “Não coloque um pseudônimo, essa obra é digna de você. É uma catarse… Por que você não quer que saibam que você é a autora?” Quando ela me falou isso, me lembrei que o maior medo de escritores que não publicam suas obras é a exposição e a aceitação. Agradeci o feedback dela e, a partir daquele dia, me senti orgulhosa de ter escrito o livro e me apossei da minha condição de escritora. Como você espera que seu livro impacte os leitores? Eu fui impactada desde os meus onze anos de idade quando passei a ler constantemente. Muitos livros ficam em nossas memórias. Gosto quando os leitores mandam mensagens se identificando com personagens e situações dos meus livros… desta maneira sei que minhas obras já estão marcando as pessoas e isso é sempre muito gratificante. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? No Por que não? percebo que a mensagem é que nunca é tarde para recomeçar e ser feliz. Em O Mundo de Lila – Parte 1 sinto que a mensagem é acreditar que todas as respostas estão dentro de nós. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo? Todos… considero todas as histórias e todos os personagens significativos, mesmo os que são poucos citados. Tudo tem um lugar certo e um motivo de estar ali. Como você acredita que a literatura pode contribuir para a vida dos leitores? A literatura é um mundo encantado de possibilidades. Podemos rir, chorar, sentir emoções boas ou más… enfim… os livros são nossos grandes e bons companheiros de jornada. Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever? Cinema, arte, vida cotidiana, natureza, amizades, família, amigos, viagens… O que a literatura e a escrita significam para você? O encontro com a minha verdadeira vocação. Quais são seus planos futuros como escritora? Há novos projetos em desenvolvimento? Escrever mais e mais. Publicar muitos… atualmente estou escrevendo meu quarto livro! Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro? Escreva! Faça! Continue! Sobre a autora Adriana Sacchi nasceu em São Paulo e possui formação em Comunicação Social pela Fundação Armando Alvares Penteado. Também estudou História da Arte no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia e Design de Interiores pela Escola Pró Arte Sorocaba. Atuou profissionalmente com projetos de interiores e na revista Habitare, além de experiências na AAB Ogilvy & Mather Ltda. e na Associação de Expansão e Cultura das Artes Plásticas (ADECAP). Atualmente cursa pós-graduação em Psicanálise e segue dedicada à escrita de novos projetos literários.
Entre fé, mistério e destino: uma jornada espiritual além do visível

Misturando fantasia sobrenatural, espiritualidade e cultura japonesa, a obra acompanha a trajetória de um jovem brasileiro que parte para o Oriente em busca de conhecimento e acaba envolvido em uma missão muito maior do que imaginava. Entre forças ocultas, conflitos internos e provas de fé, a narrativa apresenta uma história sobre vocação, coragem e transformação interior, explorando dilemas universais através de uma aventura intensa e simbólica.Formado em História e especialista em História da Igreja, o autor constrói uma narrativa que une reflexão espiritual e imaginação fantástica, convidando o leitor a atravessar fronteiras culturais e emocionais enquanto acompanha a jornada do protagonista. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora? Estou apenas começando como autor e, para ser sincero, nunca pensei em ser escritor. A escrita surgiu de forma muito natural, a partir de um conselho simples que minha mãe sempre me deu: “Se tiver alguma ideia legal, bota no papel”. Foi exatamente isso que eu fiz. Escrevi primeiro sem grandes pretensões, apenas para dar forma a uma ideia, e aos poucos percebi que aquela história merecia existir como livro. O que o inspirou a escrever o livro? A inspiração veio do desejo de unir coisas que sempre fizeram parte da minha vida: boas histórias, com personagens interessantes e inspiradores, e a cultura japonesa, que sempre me chamou muito a atenção. Em determinado momento, pensei: “E se eu juntar a cultura japonesa com o catolicismo?” A partir dessa pergunta, a história começou a tomar forma e a se desenvolver de maneira natural. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Acredito que o amadurecimento espiritual do personagem dialoga muito comigo e também com muitas outras pessoas, que estão cada uma em sua própria caminhada espiritual. Esse processo de crescimento, com dúvidas, descobertas e escolhas, é algo universal, e foi natural que ele se refletisse na história. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? O processo criativo foi bastante cansativo, principalmente por ter sido longo, mas ao mesmo tempo muito espontâneo. Sempre que uma ideia surgia, eu fazia questão de anotá-la imediatamente. Com o tempo, organizei tudo de forma mais coerente, lapidando as ideias e conectando os elementos da história, até que esse conjunto se transformasse no livro que temos hoje. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Além da literatura, o audiovisual também teve e ainda tem grande influência no meu processo criativo. No campo literário, a literatura fantástica é fundamental para o desenvolvimento do imaginário das pessoas, como acontece em O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, que mostra como uma boa história pode transmitir valores profundos por meio da fantasia. No audiovisual, especialmente em obras japonesas, encontrei narrativas muito interessantes que, mesmo não tendo uma base cristã, conseguem transmitir valores importantes e verdadeiros, muitas vezes de forma mais acessível ao público jovem. Entre essas obras, considero como referências criativas Frieren e A Jornada para o Além, de Kanehito Yamada e Tsukasa Abe, DanDaDan, de Yukinobu Tatsu, e Dark Gathering, de Kenichi Kondo. Apesar de terem tons diferentes do meu livro, com DanDaDan apostando mais na comédia e Dark Gathering no terror, todas elas contribuíram como inspiração na forma de trabalhar o sobrenatural dentro da narrativa. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Há vários trechos especiais, mas gosto especialmente daqueles em que o personagem principal se vê obrigado a confrontar suas próprias certezas. São momentos silenciosos, mas muito intensos, onde o leitor é convidado a refletir junto com ele. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? Antes de tudo, o principal desafio foi acreditar que a história era boa e relevante o suficiente para que outras pessoas quisessem lê-la e conhecê-la. Essa confiança precisou ser construída ao longo do processo. Outro desafio importante foi encontrar um equilíbrio entre profundidade e leveza, criando uma narrativa que abordasse temas profundos sem se tornar cansativa ou desgastante para o leitor. Como você espera que seu livro impacte os leitores? Espero que o livro provoque reflexão, conforto e, em alguns casos, esperança. Que o leitor se sinta acompanhado, mesmo em momentos de dúvida, e perceba que suas perguntas internas também fazem parte do caminho de crescimento interior. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? A principal mensagem é que a fé, o amor e o amadurecimento muitas vezes nascem em meio às dificuldades. Nem sempre as respostas vêm rápido, mas o caminho em si já transforma quem decide segui-lo. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo? O protagonista é, sem dúvida, o personagem mais significativo, pois ele carrega muitos conflitos internos que refletem dilemas universais. Sua jornada representa o processo de autoconhecimento que todos enfrentamos em algum momento da vida. Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores? A literatura tem o poder de acolher, provocar reflexões e ampliar horizontes. Ela permite que o leitor viva outras vidas, enfrente novos desafios e, muitas vezes, encontre respostas ou consolo para questões pessoais. Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever? A observação do cotidiano é muito mais profunda e significativa do que parece. Pequenos gestos, silêncios e encontros também podem gerar grandes ideias e reflexões. O que a literatura e a escrita significam para você? A escrita é uma forma de oração, reflexão e diálogo com o mundo. A literatura, para mim, é um espaço onde a verdade pode existir sem pressa, onde o leitor pode parar e sentir. Quais são seus planos futuros como escritor? Há novos projetos em desenvolvimento? Sim, pretendo continuar desenvolvendo novas histórias, algumas delas já estão florescendo. Meu objetivo é aprofundar ainda mais os temas que me movem e tocar, ainda que apenas um pouco, o coração das pessoas. Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro? Escreva com sinceridade e paciência. Não tenha medo de errar. Mais importante do que