Uma odisseia entre mistério, conhecimento perdido e destino

E se um fragmento do maior conhecimento da humanidade tivesse sobrevivido ao colapso da antiguidade? É a partir dessa pergunta instigante que nasce uma fantasia épica repleta de aventura, mitologia e descobertas. Na história, acompanhamos a jornada de um jovem destinado a enfrentar desafios grandiosos enquanto desvenda segredos capazes de transformar o mundo. Nesta entrevista, o autor compartilha inspirações, bastidores da criação e reflexões sobre literatura, imaginação e propósito. 1. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autor? Vamos lá! Assim como eu relatei no livro, desde pequeno eu já era aficionado por criar histórias. Os desenhos que passavam na televisão, os filmes e, especialmente, os games… Tudo isso me ajudou e muito na minha jornada como escritor. Videogame, aliás, era algo até engraçado. Eu adorava criar histórias de modo a tirar os personagens da tela para o mundo real. Isso influenciou nas minhas criações estilo “RPG de mesa (Role Playing Game)”. Eu pegava os meus brinquedos e começava a criar narrativas cheias de fantasias. Porém, eu nunca passei isso para o papel, ficava apenas na minha imaginação. Até que eu comecei a registrar isso em um caderno, o qual, infelizmente, eu não possuo mais. A partir dali, comecei a desenvolver a minha escrita, não somente histórias com personagens conhecidos, como também as minhas próprias criações. E o mais importante: passei a me aventurar no “universo dos livros”. Acho que o mais simbólico para mim, até hoje, continua sendo “O Pequeno Príncipe”. Uma coisa curiosa sobre mim é que, durante esta jornada como escritor, eu também me aventurei como roteirista de comédia. Sim! rsrsrs Eu pegava sitcoms famosos e roteirizava todo um capítulo inédito com personagens que eu curtia demais! Cheguei, até mesmo, a publicar muito desses capítulos em sites de cultura pop e geek. Fez um relativo sucesso! Todavia, nunca fui bom em adaptar meu lado humorístico para o formato de livro. Esta parte mais da comédia, então, sempre ficou restrita apenas no formato de “histórias televisivas”. Foi então que decidi resgatar a minha essência lá da infância, a de criar histórias fantasiosas, perfeitamente compatíveis no formato de literatura. E, como eu tinha desenvolvido a habilidade de criar falas de personagens com os meus roteiros de comédia, consegui mesclar isso com a narrativa para livros. No final das contas, “Idade da Odisseia” possui, dentro de si, um pouquinho de cada uma das obras literárias e audiovisuais que me moldaram e continuam me moldando nos dias atuais. 2. O que o inspirou a escrever o livro? Bom… Além de eu gostar muito de escrever histórias inéditas, também acho curiosa a ideia de realidades alternativas de nossa própria história real. Por exemplo: E se… os dinossauros nunca tivessem sido extintos? E se… os Países do Eixo tivessem ganhado a Segunda Guerra Mundial? E se… a Apollo 11 tivesse pousado em Marte no final da década de 60? “Idade da Odisseia”, então, surgiu não somente de um, mas de dois questionamentos históricos de nossa sociedade: a preservação de um dos legados da Biblioteca de Alexandria, e a conquista do Velho Mundo pelos Nativos Americanos. Logicamente, com um toque de mitologia, aventura e magia. É um “What if…” de nosso mundo, só que com uma licença poética. 3. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Acredito que a minha busca insaciável por sempre querer aprender coisas novas, buscar novos conhecimentos, enfim… É sobre questionar tudo o que nos é apresentado durante toda a nossa vida. Isso coincide com a jornada de Mikasi e sua principal missão: desvendar os mistérios do Cubo Taquiônico. 4. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? “Idade da Odisseia” não é um projeto recente. Na verdade, o livro surgiu justamente como uma “variação” de uma das minhas principais fanfics, iniciada quase dez anos atrás. Naquela época, o meu principal passatempo era reinventar as histórias dos meus animes favoritos. Dentre eles estavam Naruto, Pokémon e Yu-Gi-Oh! Este último, aliás, é o que mais me ajudou a pavimentar o mundo de “Idade da Odisseia”, muito por eu ser um grande admirador da mitologia egípcia. Porém, logo nos primeiros esboços, eu já tinha criado um universo totalmente diferente. Para se ter uma ideia, a ideia inicial era focar somente nos Cavaleiros Templários, e não existiria a Frequência. Em um futuro muito distante, a humanidade teria conseguido controlar e manipular a “energia radioativa” sem causar nenhum efeito negativo nas pessoas. E esta seria a principal fonte de poder. Porém, tudo mudou quando eu fui para um caminho que, também, me fascina muito: o da ciência antiga. Até hoje, fico abismado de como as antigas civilizações conseguiram criar obras monumentais sem quaisquer indícios de tecnologia moderna. E, então, decidi explorar um mundo onde o conhecimento da Biblioteca de Alexandria foi preservado (ao menos, uma parte importante). Somado a isso, também adicionei alguns dos estudos de Nikola Tesla sobre a Frequência, algo que também me agrada muito. E… Bum! Daí surgiu a ideia de que “o Novo Mundo conseguiria usar uma fonte de poder capaz de conquistar uma terra que, tecnicamente, era mais avançada do que a dos Nativos Americanos”. Como eles obtiveram este conhecimento antigo? Bom… “Idade da Odisseia” ainda terá um longo caminho pela frente. É, sem dúvida, o maior segredo desta história, a qual irá perdurar por um bom tempo, à medida que eu for lançando novos livros. 5. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Como eu sempre gosto de mencionar, as minhas referências são o autor de Naruto, Masashi Kishimoto, e Eiichiro Oda, idealizador de One Piece. Acho fascinante todo o universo criado por ambos os artistas japoneses. 6. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Se eu pudesse escolher uma, eu ficaria com a mensagem de Amarok, a mesma que Mikasi sempre utilizará para saber “como viver a vida e desbravar a sua odisseia”: “A luz que você precisa encontra-se em seu interior, Mikasi. E
O canto que atravessa gerações e transforma destinos

Em um universo onde natureza, magia e sentimento caminham lado a lado, Ciclos Eternos: O Cântico de Gaya apresenta uma narrativa sensível e simbólica sobre amor, herança espiritual e renascimento. A obra conduz o leitor por uma linhagem marcada por dons, dores e milagres, revelando como cada geração carrega fragmentos das anteriores e como até as perdas podem florescer em novos começos.A história acompanha Gaya, a mãe da Terra, e suas descendentes em uma jornada que atravessa afetos, rupturas e descobertas profundas. Entre bênçãos e maldições, luz e sombra, a trama constrói uma ode à vida em todas as suas formas e convida o leitor a escutar o canto silencioso que ecoa mesmo após o fim.Nesta entrevista, a autora compartilha inspirações, reflexões e bastidores da criação de um livro que une poesia, fantasia e espiritualidade em uma experiência literária sensorial e transformadora. 1. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora? Sou escritora, ilustradora, jornalista formada, arte-terapeuta e uma observadora incurável do mundo. Sempre gostei de histórias — ouvir, contar, reinventar. Na juventude eu fazia zines, escrevia textos, desenhava quadrinhos, e percebo hoje que aquilo já era um ensaio para os livros que viriam. A escrita sempre foi meu jeito de organizar o caos e também de criar mundos onde a esperança tem raízes mais profundas que o medo. 2. O que a inspirou a escrever o livro? Ciclos Eternos nasceu da minha relação com a natureza, com a espiritualidade simbólica e com a ideia de que tudo na vida é cíclico — dor, cura, perdas, recomeços. Eu queria escrever uma história que soasse como um mito antigo, algo que pudesse ser contado ao redor de uma fogueira, mas que também conversasse com questões muito humanas e atuais. Acho que, no fundo, eu queria escrever um conto de fadas para adultos cansados. 3. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Acho que todo escritor escreve um pouco de si, mesmo quando está falando de florestas encantadas ou de seres feitos de vento. Os temas de dor, transformação, reconstrução e esperança estão muito presentes na minha vida e naturalmente atravessaram a história. Mas gosto de pensar que não é um livro sobre sofrimento — é um livro sobre sobrevivência, beleza e recomeço, mesmo quando tudo parece ter acabado. 4. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? Meu processo criativo é um pouco caótico, um pouco mágico e bastante disciplinado ao mesmo tempo. Muitas ideias surgem como imagens: uma árvore, um personagem, uma cena inteira que aparece na minha cabeça como se eu estivesse assistindo a um filme. Depois vem a parte menos glamourosa, que é sentar e escrever, revisar, reescrever, cortar, ajustar. Escrever um livro é metade inspiração e metade teimosia. 5. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Minhas referências passam bastante pela fantasia e pelo fantástico. J.R.R. Tolkien me influenciou muito na construção de mundo e na ideia de mitologia própria, Clive Barker na forma de misturar beleza com elementos mais sombrios e estranhos, Stephen King na humanidade dos personagens e na maneira como o extraordinário invade o cotidiano, e Neil Gaiman, que escreveu Sandman, na poesia, no simbolismo e na forma de tratar o fantástico como algo íntimo e quase filosófico. Acho que todas essas influências se misturaram com a minha própria voz, como ingredientes de uma mesma poção. 6. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Há uma ideia que atravessa o livro inteiro e que gosto muito: a de que o mundo pode esquecer muitas coisas, mas a vida continua cantando. Esse conceito do “canto de Gaya” é, para mim, o coração da história — a lembrança de que sempre existe continuidade, mesmo depois da dor. 7. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? O maior desafio foi equilibrar poesia e narrativa. Eu gosto muito de linguagem poética, mas também queria que a história tivesse ritmo e envolvesse o leitor. Outro desafio foi não desistir nos momentos em que o livro parecia grande demais — escrever um romance é como atravessar uma floresta longa: às vezes você não vê o fim, mas precisa continuar andando. 8. Como você espera que seu livro impacte os leitores? Espero que o livro seja um lugar de descanso. Que quem leia sinta um pouco de silêncio, de beleza, de respiro. E que talvez, depois de fechar o livro, a pessoa olhe uma árvore, o céu ou até o próprio coração com um pouco mais de atenção. 9. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? Talvez a mensagem seja que tudo é ciclo. Nada é totalmente fim, nada é totalmente começo. A dor transforma, o amor transforma, o tempo transforma. E mesmo quando algo parece se perder, alguma coisa nova já está nascendo em outro lugar. 10. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo? Gaya é uma personagem muito significativa para mim, porque ela representa a Terra, a maternidade, o tempo e a paciência. Mas também tenho um carinho especial pelos personagens que são considerados diferentes ou frágeis, porque muitas vezes são eles que carregam a maior força — e isso me parece muito verdadeiro também no mundo real. 11. Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores? A literatura amplia o mundo interior. Ela permite viver outras vidas, compreender outras dores e enxergar perspectivas que talvez nunca encontraríamos sozinhos. E, em um mundo tão barulhento, a leitura ainda é um dos poucos lugares onde o silêncio pode existir. 12. Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever? A natureza é uma das maiores. Caminhar, observar o céu, ouvir o vento — parece simples, mas é de uma riqueza enorme. Também me inspiro em histórias reais, em conversas, em música, em arte e até em coisas muito cotidianas. Às vezes uma frase ouvida ao acaso pode virar um
Quando a magia desperta, a infância fica para trás

Às vésperas de completar quinze anos, Richard acreditava levar uma vida comum na tranquila Vila da Montanha. Mas o desaparecimento de Madeleine, uma figura enigmática ligada ao seu avô, desencadeia uma revelação inesperada: a magia corre em suas veias. Assim começa uma jornada que atravessa mundos, desafia verdades e marca a transição entre a infância e a responsabilidade.Em Gárgula, fantasia e autodescoberta caminham juntas. Ao lado do elfo Leonard e do excêntrico avô Charlie — um mago enferrujado que há anos não lança um feitiço —, Richard descobre que crescer também significa encarar medos, aceitar poderes e assumir responsabilidades.Nesta entrevista, o autor compartilha as origens da história criada ainda na adolescência, as referências que moldaram o universo do livro e o significado de publicar, anos depois, uma obra nascida da imaginação de um garoto de 14 anos. 1. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autor? Sou Rafael, neurologista, atualmente tenho 30 anos e resido no Paraná, na cidade de Ponta Grossa (PR). Sou natural de uma cidadezinha do interior do Paraná chamada Prudentópolis e, desde pequeno, eu fui muito imaginativo. Gostava de criar cenários, histórias e mundos próprios. Era facilmente inspirado com histórias mágicas e de heróis. O mais incrível é que comecei a escrever livros na sexta série, sem sequer ainda ser um leitor de livros assíduo – na época lia muitos gibis apenas. Era apaixonado pelas aulas de filosofia já nessa época e foi na 8ª série que passei a ler diversos gêneros literários – desde livros de fantasia e terror até mesmo livros de autoajuda. 2. O que o inspirou a escrever o livro? Eu brincava muito com o meu primo neste mundo encantado que criamos no jardim da minha avó. Chamamos esse mundo de Gárgula – como o nome do livro. E eu tinha uma imensa vontade de colocá-lo no papel para o tornar eterno. Além disso, eu queria poder também jogar para algum lugar as minhas inquietações filosóficas (risos). Foi aos 14 anos – em cerca de 01 a 02 meses – que escrevi as 200 páginas. Até eu me surpreendo hoje. 3. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? O mais incrível é que hoje, com 30 anos, eu resolvi revisitar o livro nos últimos dois anos. Ter lido ele novamente agora me deixou muito claro como eu refleti várias vivências da minha adolescência – não só pelo mundo que tem relação com minhas brincadeiras com meu primo, mas também a fase de autodescoberta sobre sexualidade, sobre ter sofrido rejeição amorosa. E, lendo o livro, fica claro que a minha visão da realidade já não era muito otimista. 4. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? Como mencionei acima, eu fui criando a história na minha mente e, em poucas semanas, coloquei no papel. Porém, vários pontos da história foram acontecendo durante o processo da escrita. Apoio muito isso: deixar a história te levar também. Deixar pontas soltas que vão fazendo sentido conforme você sente a história acontecer. É quase uma expressão inconsciente. Teve muito disso neste livro, lembro bem da sensação. 5. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Eu lia vários gêneros, como citei. Porém, fui além dos livros. Podemos ver elementos de alguns filmes clássicos como A Vila; a amizade dos personagens principais foi inspirada na amizade com meu primo e nos gibis da Turma da Mônica; os elementos de magia tiveram aspectos de Harry Potter e Nárnia; dei um toque de aventura com inspiração nos livros de Tolkien; o tom de mistério e o aspecto objetivo na escrita de Agatha Christie; questionamentos existenciais de Sócrates… Posso ir longe. Foram muitas referências. 6. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Vou apenas citar que o prólogo e o epílogo abrem e fecham a história de uma maneira profunda. Esses foram os únicos que eu escrevi agora com 30 anos. Acredito que em vários trechos do livro podemos aprender lições, mas estes dois foram especiais e pensados com carinho para serem transformadores ao leitor. 7. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? Acredito que, na época, eu estava muito focado em passar no vestibular de medicina – estava no ensino médio. Então acelerei muito o processo de escrita para conseguir terminar durante as férias. 8. Como você espera que seu livro impacte os leitores? Gárgula tem tantas camadas, mas acho que posso trazer as duas principais. A primeira é sobre eu ter escrito com 14 anos e ter a coragem hoje de publicá-lo com poucas alterações – nunca é tarde para honrar seu passado e exibir o seu mundo da fantasia. A segunda é sobre a história em si – o livro simboliza essa transição de quando termina a infância tranquila e nos damos conta de que temos de começar a lutar para ajudar quem amamos, aceitando os nossos poderes e responsabilidades. 9. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? De um jeito objetivo e simplista: descubra a magia e a coragem que existem em você, e perceba que pode não resolver todos os problemas e nem evitar catastróficas consequências, mas ficará aliviado por ao menos ter tentado. 10. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo? Acredito que a história do príncipe Philip seja muito chocante e simbolize o que uma vida de pobreza e um sentimento crônico de humilhação podem levar alguém a fazer coisas horrendas. E gostaria de citar a minha admiração pela coragem e humildade do personagem principal – quando reli, achei fantástico e admirável o personagem que eu criei. 11. Como você acredita que a Literatura pode contribuir para a vida dos leitores? Literatura ou arte literária, a meu ver, nos leva a diversos mundos. Contribui para transmitir diversas interpretações da realidade e experiências. Para quem se deixa levar e aprender, é uma fonte rica de saber. 12. Além da literatura, quais