Descubra a força da transformação com a autora Adriana Carvalho

Algumas histórias não nascem da imaginação, mas da necessidade de sobreviver, compreender e se reconstruir. Em A Força da Transformação, a autora transforma a própria travessia em palavra, revelando uma jornada marcada por rupturas, silêncio, espiritualidade e renascimento. Entre diagnósticos, pausas forçadas e reencontros consigo mesma, a escrita deixou de ser apenas expressão e se tornou ferramenta de cura, propósito e serviço ao outro. Nesta entrevista, ela compartilha os bastidores emocionais e criativos de sua obra, fala sobre fé, autoconhecimento e explica por que acredita que a dor, quando acolhida, pode se tornar o início de uma vida mais consciente. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora? Minha jornada como autora nasceu muito antes da escrita em si. Ela começa na vida real, nas escolhas difíceis, nas rupturas e nos recomeços que me atravessaram ao longo dos anos. Sou alguém que viveu intensamente o mundo corporativo, a responsabilidade, a alta performance, mas que também precisou parar, não por escolha, mas por necessidade, para olhar para dentro e curar minhas feridas, principalmente pelo diagnóstico recebido há 2 anos e pouco, agora, em reta final de tratamento. A escrita surgiu como um chamado. Primeiro como cura, depois como propósito. Escrever foi a forma que encontrei de organizar dores, ressignificar experiências e transformar tudo isso em algo que pudesse servir ao outro. O que a inspirou a escrever o livro? O livro nasceu de um momento em que a vida me pediu silêncio, escuta e coragem. A inspiração veio da própria travessia: dos desafios emocionais, físicos e espirituais que enfrentei e que me obrigaram a abandonar antigas versões de mim. Percebi e conheci muitas pessoas que vivem processos semelhantes, mas se sentem sozinhas, perdidas ou sem esperança. Escrevi porque senti que minha história poderia ser um ponto de apoio, uma luz no caminho de quem também está tentando se reconstruir seja por qual motivo for. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Ela está presente em cada página. Não escrevo sobre conceitos distantes, mas sobre vivências reais: dor, medo, perda, fé, autoconhecimento, transformação e propósito. O livro reflete minhas quedas e minhas escolhas de levantar. Tudo o que abordo foi sentido, vivido e integrado. Não há teoria sem prática, nem superação romantizada. Há verdade. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? O processo foi profundamente emocional e intuitivo. Sempre escrevi e li muito, e a escrita na maior parte em cadernos. Houve dias de escrita fluida e dias em que precisei respeitar o silêncio. Muitas partes nasceram de reflexões profundas, outras de gratidão, outras de lágrimas e outras de momentos de clareza absoluta. Não foi um livro escrito apenas com a mente, mas com o corpo, com a alma e com o coração. Às vezes passava a madrugada escrevendo sem parar, como se estivesse em outro mundo. Escrever exige honestidade comigo mesma. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Minha maior referência foi a própria vida. Além disso, me inspiro em espiritualidade consciente, psicologia, neurociência, autoconhecimento, desenvolvimento humano e as leis do Universo. Fui mergulhando em leituras e pesquisas tentando entender por que pessoas adoecem mesmo aparentando ter uma vida normal. A participação no Clube do Livro, o Joel Jota, sua equipe e meus colegas despertaram em mim a vontade de colocar parte da minha vida num livro. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? “Há momentos em que a vida não pede força, pede entrega. E quando você pára de lutar contra quem se tornou, finalmente começa a se transformar em quem nasceu para ser.” Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? O maior desafio foi me expor emocionalmente. Reviver certas fases exige maturidade e compaixão comigo mesma. Também foi desafiador aceitar que nem todos entenderam minha jornada, e tudo bem. Como você espera que seu livro impacte os leitores? Espero que ele acolha. Que o leitor se sinta visto, compreendido e fortalecido. Que entenda que a dor não é o fim da história, mas muitas vezes o início de algo maior. Se o livro tocar uma pessoa e ajudá-la a seguir em frente, ele já cumpriu seu propósito. Além disso, a leitura te leva a lugares inimagináveis. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? Sim: a transformação é possível, mesmo quando tudo parece perdido. Não somos definidos pelos acontecimentos, mas pela forma como escolhemos responder a eles. Sempre há um caminho de volta para si. Desde que você não se culpe, mas se ame, perdoe a si e aos outros, e desperte para o seu verdadeiro propósito. Acredito que estamos aqui para nos curarmos e ajudar os outros, desde que aceitem. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo? O personagem central sou eu mesma, em diferentes versões. A mulher que acreditava que precisava ser forte o tempo todo, a que caiu, a que duvidou e a que renasceu com mais consciência. Uma mulher que, como uma fênix, se reconstrói a partir dos próprios acontecimentos da vida e encontra, nesse processo, o seu verdadeiro propósito. Cada fase representa muitas pessoas: as que inevitavelmente partiram sem dizer adeus, os poucos amigos que permaneceram e seguem presentes na minha jornada, os novos amigos, colegas e profissionais que surgiram ao longo do caminho, e também a minha família, a quem dedico este livro. Todos, de alguma forma, estão retratados nessas páginas. Como você acredita que a literatura pode contribuir para a vida dos leitores? A literatura tem o poder de curar, provocar e despertar. Um livro pode ser um espelho, um abraço ou um empurrão necessário. Ela amplia a consciência, cria pontes emocionais e permite que o leitor acesse partes de si que talvez estivessem adormecidas. Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever? A vida cotidiana, as conversas profundas, o silêncio, a espiritualidade, os processos terapêuticos e a observação do ser humano. Também me inspiro

Anjos de Porcelana: desvende o mistério da Colina Ensolarada no novo romance de Bettina Stingelin

Em Anjos de Porcelana, Bettina Stingelin conduz o leitor por um enigma sombrio ambientado nos corredores da Colina Ensolarada, uma antiga mansão que abriga um lar para idosos e guarda mais segredos do que aparenta. Após testemunhar o transporte de um corpo durante uma noite de tempestade, Cristina tenta denunciar um assassinato, mas sua palavra é colocada em dúvida por conta de sua condição. É a partir desse relato desacreditado que Margarete, uma viúva astuta e observadora, inicia uma investigação discreta, onde cada morador, funcionário e cada objeto pode esconder uma pista. Com uma trama marcada por mistério, tensão psicológica e reviravoltas, o livro constrói um quebra-cabeça em que nada é exatamente o que parece. Nesta entrevista ao blog da Editora Viseu, Bettina fala sobre sua trajetória, as inspirações por trás da obra e os bastidores da criação desse romance policial que desafia certezas e revela verdades ocultas. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre você e sua jornada como autora? Minha trajetória como autora começou em 2013, quando fui convidada por uma editora para escrever duas histórias para uma coleção de livros infantis. Eu não possuía experiência na escrita de ficção, apenas na escrita acadêmica por conta da minha formação em História, mas o resultado foi tão bom que eles me pediram para escrever mais duas e, na sequência, publiquei mais dois livros por conta própria. Apesar disso, a minha vontade era escrever livros de suspense e crime, mas, por alguma razão, eu sempre acabava adiando, embora já tivesse um livro engavetado. Em 2020, tomei coragem, finalizei esse livro e o publiquei. O livro era Treze Bonecas, que, para minha surpresa, foi bem recebido, tendo chegado ao sexto lugar no ranking da Amazon em sua categoria. Nos anos seguintes, lancei o livro A Coruja Preta, que ganhou o prêmio de Destaque no VII Prêmio ABERST de Literatura, e participei, com contos, em três ocasiões, da revista Mystério Retrô. Agora, lanço Anjos de Porcelana. O que a inspirou a escrever o livro? Este livro é, na verdade, uma homenagem à minha mãe e à minha avó, ambas já falecidas. O enredo da história foi uma ideia da minha mãe há muitos anos, que agora senti vontade de pôr no papel. Minha avó era uma pessoa muito inteligente e perspicaz e tinha um humor ácido, muito proveniente de sua ascendência germânica. Ela foi a inspiração para a personagem Margarete, que investiga o crime. Como a sua experiência pessoal se reflete nos temas abordados no livro? Todos os meus livros contêm um pouco das minhas experiências pessoais, não há como não ter. Acho que a escrita, para mim, é uma forma de elaborar muitos traumas, impressões e também, claro, uma forma de exercitar a imaginação e dar sentido a coisas que não compreendo. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás deste livro? Eu tenho um processo criativo muito fluido. Quando já sei sobre o que escreverei, o restante vai se desenrolando à medida que vou escrevendo. Quais foram suas principais referências criativas para escrever o livro? Com certeza, Agatha Christie. Existe algum trecho do livro que você gostaria de citar? Gosto muito do trecho de abertura do livro, em que faço alusão aos anjos de porcelana que pertenceram à minha mãe. “O vento invadiu o quarto de repente, fazendo a cortina estremecer como se levasse um choque. Esta, por sua vez, depois de chacoalhar, lançou-se contra a estante, roçando o tecido fino e delicado nos três anjos de porcelana que a enfeitavam. Eram brancos, vestiam uma longa túnica e, apesar de não possuírem olhos, pareciam encarar o teto ou algo muito mais além.” Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao escrever o livro? Acho que conciliar a escrita com as outras funções que exerço, porque, uma vez que mergulho em uma história, costumo ficar tão imersa que, às vezes, esqueço do resto. Como você espera que seu livro impacte os leitores? Como se trata de um livro de romance policial, minha principal intenção é que o leitor se sinta instigado, desafiado, que realmente se sinta entretido com a leitura. Mas também gostaria que o livro fizesse o leitor pensar a respeito da velhice e de como tratamos as pessoas depois que elas envelhecem. Existe uma mensagem principal que você deseja transmitir? Que ainda há vida, desejos e expectativas, além de muita sabedoria, nas pessoas idosas. Precisamos ressignificar a maneira como enxergamos a velhice, especialmente quando se trata das mulheres. Há algum personagem ou história no livro que você considere particularmente significativo? Há trechos do livro que falam de uma lenda sobre a Colina Ensolarada, o lar de idosos onde a trama se passa. Essa lenda diz que o lugar possui câmaras secretas, construídas no passado para abrigar nazistas. Essa história, na verdade, circulava na cidade em que nasci, em relação a um ponto turístico de lá. Como você acredita que a literatura pode contribuir para a vida dos leitores? A literatura não é apenas um passatempo, mas um exercício que nos possibilita expandir nossa consciência, refletir e ampliar nossas formas de enxergar o mundo. Além da literatura, quais são suas fontes de inspiração para escrever? O cotidiano e, principalmente, as relações humanas. O que a literatura e a escrita significam para você? A escrita é a forma como converso com o mundo, como expresso o que vai em minha alma. É o que me dá sentido para a minha existência. E, se hoje escrevo, é porque um dia comecei a ler, porque aprendi lendo e me dedicando à literatura. Não há uma coisa sem a outra. Quais são seus planos futuros como escritora? Há novos projetos em desenvolvimento? Sim, atualmente estou escrevendo a continuação do livro Treze Bonecas, que se chamará Bem-vindo a Bellajur. Que conselho você daria para alguém que está começando a escrever seu primeiro livro? Leia muito e não tenha medo de escrever, desagradar e errar. A constância e a resiliência fazem o bom escritor. Adquira agora Anjos de Porcelana ,

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